28 de jun de 2011

GENESIS - "From One Fan To All Others" - 1993

Acredito que, assim como eu, muitos sejam fãs incondicionais do Genesis, principalmente em sua primeira era que vai de 1970 até 1975, portanto, esta compilação, "From One Fan To All Others", retrata esta época com muita competência e propriedade, assim como revela algumas músicas de estúdio inéditas (pelo menos para mim tem umas três que nunca tinha escutado), bem como nos brinda com performances ao vivo excepcionais. 

Com seis músicas de estúdio que nunca ocuparam um merecido lugar em algum álbum feito pela banda, inclusive com duas de autoria de Anthony Phillips, chamadas, Silver Song e Going Out To Get You,  todas elas talvez de uma época situada entre 1969 e 1970, ou seja, me refiro aos álbuns, “From Genesis to Revelation” e o “Trespass”

Elas inexplicavelmente ficaram de fora da discografia oficial, mas alerto que esta orientação temporal que citei acima é apenas uma suspeita que tenho em função da sonoridade destas músicas que estão muito próximas das músicas dos álbuns que fiz referência, porém, não tenho como sustentar historicamente esta minha suspeita. 

Além disto, músicas muito conhecidas, como "Looking For Someone", "Watcher Of The Skies", "Stagnation", "Get'em Out By Friday" e "The Musical Box", estão com pequenas alterações em seus arranjos e/ou letras, o que para mim, significou uma oportunidade a mais para conhecer o processo criativo até chegar às suas versões definitivas e sendo assim, este primeiro cd faz um resgate destas músicas perdidas e nos proporciona ouvir os antigos sucessos com uma roupagem levemente alterada. 

No segundo, bem como no terceiro cd,  temos gravações feitas a partir de shows que aconteceram entre 1972 e 1975, no Civic Center Lakeland e no Rainbow Theater, trazendo para nosso deleite, "Super’s Ready" (essa pelo menos uma vez na semana eu a escuto e começo a achar que isto é uma espécie de toque..., mas faz parte da idade....) e “The Lamb Lies Down on Broadway” na integra o que por si só é um presentão para aficionados da banda e uma versão estendida de “The Musical Box”, digna das apresentações do Genesis na louca voz de Peter Gabriel

Além dos três cd’s, acompanha também, um rico booklet, que conta um pouco da história da banda em seu período mais notável, quando Peter Gabriel nos encantava com sua voz hipnótica e ao msmo tempo nos assombrava com suas performances teatrais que eram muito associadas as suas fantasias e maquiagens extravagantes, que davam vida a seus personagens. 

Encerrando toda esta ladainha ou verborragia como preferirem, só posso recomendar muito esta compilação para colecionadores ou não da banda, pois está muito bem produzida, com qualidade sonora excelente e material histórico de igual qualidade, portanto, este Box-set é obrigatório para qualquer um que simplesmente aprecie música de qualidade. 


ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

MUSICIANS:
Peter Gabriel – vocals, flute, oboe, accordion, bass drum, percussion.
Anthony Phillips – acoustic and electric guitar, dulcimer, percussion, backing vocals
Mike Rutherford – bass, classical guitar, cello, backing vocals
Tony Banks – organ, piano, mellotron, guitar, backing vocals
John Mayhew – drums, percussion, backing vocals
Steve Hackett – electric guitar, 12 string guitar
Phil Collins – drums, vocals, percussion,

TRACKS: CD1
The Shepherd
Pacidy
Let Us Now Make Love
Looking For Someone
The Musical Box
Stagnation
Twilight Alehouse
Watcher Of The Skies
Get'Em Out By Friday
Silver Song
Going Out To Get You

CD2
Supper's Ready
More Fool Me
The Lamb Lies Down On Broadway
Fly On A Windshield
Broadway Melody Of 1974
Cuckoo Cocoon
In The Cage
The Grand Parade Of Lifeless Packaging
Back In NYC
Hairless Heart
Counting Out Time
The Carpet Crawlers

CD3
The Chamber Of 32 Doors
Lilywhite Lilith
The Waiting Room
Anyway
Here Comes The Supernatural Anaesthetist
The Lamia
Silent Sorrow In Empty Boats
The Colony Of Slippermen
Ravine
The Light Dies Down On Broadway
Riding The Scree
In The Rapids
It
The Musical Box

LINK1
LINK2

"Supper's Ready"

"The Musical Box"

26 de jun de 2011

V. A. - "Sabado Som" - 1975

Numa conversa que tive com o amigo, Ricardo Triumvirat, em cima da postagem feita há alguns dias atrás do ELP, com seu “Welcome Back My friends to the show that never ends.....”, o nome de um programa sobre o rock veio à tona, o “Sabado Som”, que entrou no ar em 1974 na TV Globo e era comandado por Nelson Motta, jornalista, amante da boa música e que por um ano comandou o melhor programa de rock já exibido no País. 

A qualidade do programa era tamanha, que só para se ter uma idéia, um show antológico do Pink Floyd foi apresentado na íntegra, “Live at Pompeii”, imaginem só, e não parava por ai, pois bandas como ELP, Triunvirat, The Who, David Bowie Black Sabbath. Humble Pie, Suzi Quatro e tantas outras bandas e artistas que agora não consigo lembrar, marcaram presença nas tardes de sábado, por volta das 15:00 h, o que significava uma parada obrigatória a frente da TV. 
Nelson Motta

Ricardo lembrou inclusive de uma das cenas mais antológicas de todos os tempos, que era a imagem de Keith Emerson, girando com seu piano a uns três ou quatro  metros de altura acima do palco, uma verdadeira loucura que ficou registrada neste programa. 

A TV Globo tentou ressuscitar o programa em março de 1977, com uma nova roupagem, renomeado para “Rock Concert”, mas não teve o mesmo exito e carisma que o programa anterior e se não estiver muito enganado, teve vida curta como seu antecessor, sendo extinto em pouco mais de um ano. 

João Araújo
Esta coletânea, originariamente produzida em vinil, traz as bandas, Nektar, Karthago, Jeronimo, Omega, Message, Jeremy B. e Nine Days Wonder e teve a coordenação geral de João Araújo, montagem de Paulo Corrêa e Joel Cocchiaro, programação visual do a cargo do Studio Plug, David Drew Zing e Daniel Azulay

A postagem deste álbum tem por objetivos resgatar a nossa memória e reverenciar um excelente trabalho feito no passado e que a muito estava esquecido, portanto, nada mais justo que agradecer muito a todos que direta ou indiretamente tiveram participação neste projeto que transformava o meio da tarde de sábado em um momento rock'n roll para todos os gostos.

Para a ripagem do áudio, foram utilizados um Pick Up "Ion" de última geração e os softwares, EZ  Vinyl Tape Converter e o Audacity ver. 1.2.6 para uma breve equalização e remoção de chiados.


ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!


Tracks:
01 Back Again (Karthago)
02 Journey to the center of yhe eye (Nektar)
03 Changes (Message)
04 After a hard year (Omega)
05 Blind man (Jeronimo)
06 Nobody knows you (Jeremy B.)
07 Andromeda Nomads (Nine Days Wonder)

NEW LINK 2016

"Keith Ememerson - Flying Piano"

"Nektar - Journey to the Center of the Eye"

23 de jun de 2011

YES - "Fly From Here" - 2011

Sempre escutei esta frase: "Quem tem padrinho não morre pagão" e eu agora a complemento com: "E quem tem amigos também não", pois só um amigo daria a dica para chegar até o álbum, "Fly From here", do Yes, antes mesmo de seu lançamento oficial, previsto para doze de julho, portanto, só resta agradecer muito ao amigo, Ricardo Triumvirat que gentilmente passou esta dica para mim. 

Como só o escutei uma única vez, é melhor ser prudente, pois seria muito prematuro e também uma injustiça, fazer qualquer comentário a respeito deste trabalho e da nova formação que banda atualmente tem. 


Uma única coisa que deu para sentir logo de início, é que o som não sintoniza com o símbolo "YES", não há aquela sinergia da imagem da capa feita por Roger Dean com o que se escuta.

Isto aconteceu comigo com os outros álbuns e a viagem já começava pela capa, mas nesse caso é como se não fosse o Yes tocando, mas é muito cedo para tirar alguma conclusão mais precisa sobre este trabalho, portanto, esta dura tarefa eu deixo para quem se aventurar a escutá-lo, para poder tirar suas próprias conclusões e assim deixo de cometer uma possível injustiça com a banda que a mais tempo eu acompanho e gosto.

Musicians:
Chris Squire - bass guitar, vocals
Steve Howe - guitars, vocals
Alan White - drums
Geoff Downes - keyboards
Benoît David - lead vocals
Trevor Horn - vocals

Tracks:
01. Fly From Here - Overture 1:53 
02. Fly From Here - Pt. I - We Can Fly 6:00
03. Fly From Here - Pt. II - Sad Night at the Airfield 6:41
04. Fly From Here - Pt. III - Madman at the Screens 5:16
05. Fly From Here - Pt. IV - Bumpy Ride 2:15
06. Fly From Here - Pt. V - We Can Fly Reprise 1:44
07. The Man You Always Wanted Me to Be 5:07
08. Life on a Film Set 5:01
09. Hour of Need 3:07
10. Solitaire 3:30
11. Into The Storm 6:54
    
O álbum está disponível no site, Zona Musical: http://www.zona-musical.com/postp675749.html 

"YES - Fly From Here - 2011"

22 de jun de 2011

YES - "We Can Fly From Here - Original Trevor Horn Demos" - 1980/1981

Além de escrever algumas bobagens aqui no blog eu também fuço os blogs alheios em busca de novidades e mais informação e qual não foi minha surpresa ao me deparar com uma resenha, que pode ser até encarada como mais uma “teoria da conspiração”, porém, como está muito bem embasada, considerei que este assunto merecia ser levado adiante. 

Primeiramente, faço questão de divulgar na íntegra o texto e dar todos os créditos para o blog, Leonardinky 2.1, aliás, parada obrigatória para quem está atrás de alguma novidade do mundo do rock, pois há um acervo incrível de álbuns de diversos gêneros musicais e bandas, a disposição, o que acabou por motivar esta resenha. 

O texto lá colocado em língua espanhola é o seguinte: 

“Por lo visto a falta de ideas nuevas, los remanentes de Yes nuevamente echan mano de su extenso baúl de outakes e inéditos de tiempos pasados para reflotar y retomar su carrera discográfica. 

Como ya lo habíamos visto en Keys To Ascension al incluir Mind Drive, tomado de las sesiones de XYZ de 1982 junto al Ex-Led Zeppeling Jimmy Page, o en 1997 con Boundaries tomado del trabajo solista de Jon Anderson, Animation de 1982, o en su ultimo trabajo en estudio hasta la fecha Magnification del 2001 incluyendo en esa ocasión Can You Imagine también de las sesiones en estudio Junto a Jimmy Page en 1982. 

Ahora nuevamente Yes vuelve a echar mano a este extenso repertorio de descartes, esta vez con el trabajo de Trevor Horn de comienzos de los ochenta. 

No obstante he quedado sorprendido por que no estamos tan sólo en presencia de un par de acordes o pasajes instrumentales, sino que esta vez se toma gran parte de ese material, y básicamente de manera integra a la original, como fue compuesta hace más de 30 años por Horn. 

No obstante es notorio que en el ejercicio del trasvacije del formato de pop electrónico al progresivo más propio de Yes, es claro que se pierde mucho del encanto original de estos temas. 

Por ello les presento aquí esta pequeña selección de esos demos originales que son desarrollados ahora en el nuevo álbum de Yes, con el fin que vayan comparando y vayan preparando el animo a lo que se viene con el nuevo álbum de la banda, el cual conserva casi en su integridad mucho de este material, además de incluir un par de nuevas composiciones. 

Espero que una vez con el disco en la mano pueda cambiar en parte mi falta de entusiasmo a lo que parece un refrito de outtakes que intenta devolvernos en parte algo de la magia de ese gran álbum que resulto ser Drama en 1980.” 
LEONARDINSKI 2.1 

Eu já sabia a algum tempo que o Yes lançaria em meados de julho deste ano, um novo álbum, chamado, “Fly From Here”, sem a presença de Jon Anderson e Rick Wakeman, que a rigor estão substituidos por Benoit David e Adam Wakeman, respectivamente (pelo menos nos shows), mas quando lí o texto acima, confesso que fiquei bastante decepcionado em ver uma banda como o Yes, que para mim é uma legenda, estar se utilizando de um refugo de músicas da dácada de oitenta (arghh), provenientes da epoca da gravação do álbum “Drama” e mais precisamente de autoria de Trevor Horn, a quem tenho grande admiração e respeito, apesar de não gostar nem um pouco do referido álbum que teve sua participação. 

A minha decepção ocorre pela falta de coragem dos remanescentes da banda e seus novos integrantes a desenvolverem um tema inédito, atual, que representasse para seus fãs, uma confirmação de que a banda possa ir em frente, mesmo com as graves baixas sofridas em sua formação clássica. 

Infelizmente isso para mim, tem um significado um tanto cruel, pois como em quase tudo na vida, tem um começo, um meio e um fim, portanto, o fim da lenda viva, Yes, pode estar muito próximo, o que é uma verdadeira lástima e eu espero sinceramente que eu esteja totalmente equivocado em meus sentimentos e que isso não aconteça tão cedo, pois seria indigno e melancólico demais ver a banda extinguir-se desta forma. 

As gravações de “We Can Fly From Here” que estão creditadas como de autoria de Trevor Horn, são muito interessantes e não há de minha parte a menor intenção de desmerecê-las com esta resenha, pois pelo mais incrível possa parecer, eu as considero até melhores do que as que estão no álbum “Drama”, gravado em 1980. 

Está também disponibilizado também no blog  Leonardinky 2.1, uma faixa do novo álbum, com a música “Fly From Here”, na voz de Benoit David, que justiça seja feita, tem se esforçado muito para suprir a falta de Jon Anderson nos vocais (missão quase impossível) e que provavelmente será o single principal do álbum e onde claramente se identifica a música de Trevor Horn que originariamente chama-se, “We Can Fly From Here”

Finalizando, o autor do texto acima transcrito, espera poder estar com o álbum finalizado e completo para poder tirar suas conclusões, bem como também torce para que estre álbum seja tão bom quanto o álbum “Drama” foi para ele, assim como para mim, eu honestamente espero que este álbum apenas seja bom e represente uma sinalização de que com Yes está tudo bem e que a banda ainda tem muito fôlego para se manter na ativa. 

Tracks: 
01. We Can Fly From Here - Part I (Demo) (5:04) [*]
02. We Can Fly From Here - Part II (Demo) (3:56) [*]
03. Life On A Film Set (Riding A Tide) (4:45) [*]
04. Go Through This (Live in Boston 1980) (4:16) [**]
05. We Can Fly Fron Here (Latter Version to Drama Album 1980) (6:23) [***] 

Notes: 
[*] Demos From Buggles: Adventures A Modern Recording Expanded & Remastered (2010)
[**] From Yes: Dramatour: Live at Boston Garden, 9 September (1980)
[***] Previously unreleased from Yes: Drama Session August (1980) 

Musicians: 
Trevor Horn: Vocal Piano Bass Guitars 
Geoff Downes: Piano Keyboards 
Chris Squire: Bass Guitars, Backin Vocals. 
Alan White: Drums 
Bruce Woolley: Piano, Drums, Guitars.

LINKS: 

Disponíveis diretamente no blog Leonardinky 2.1
Link direto para o álbum  “We Can Fly From Here”
Link direto para o single “Fly From Here”


"The Buggles - We Can Fly From Here Parts 1&2"

"YES - Fly From Here - 2011"

20 de jun de 2011

EMERSON, LAKE & PALMER - “Welcome Back My Friends to the Show That Never Ends......” -1974

Lendo a resenha do amigo Dead, do blog Som Mutante, a respeito do álbum de Keith Emerson & Greg Lake, intitulado, "an intimate evening with", por sinal imperdível e quem ainda não fez o seu download, faça-o (é só clicar no título acima), porque é muito bom mesmo, eu dei conta que há muito tempo não escutava, “Welcome Back My Friends to the Show That Never Ends......”, gravado em 1974, liás, muito manjado na net, mas para mim, um verdadeiro documento histórico da música, um divisor de águas dentro e fora da banda e quem viveu aqueles dias como eu, sabe muito bem do que estou falando. 

Para começar, a mídia da época era o disco de vinil e no caso deste trabalho, um álbum triplo, muito caro e inicialmente muito difícil de encontrar, pois só havia cópias importadas, levando um bom tempo até os primeiros nacionais aparecerem, portanto, quem tinha, não emprestava para ninguém, quando muito fazia um favor em gravá-los em fita cassete e por conta disto, tenho o meu exemplar em perfeitas condições de uso até hoje.. 

Por mais repetivo que eu possa estar sendo, pois já disse isto em diversas ocasiões, quando me referi a outros trabalhos de outras bandas, mas é a mais pura verdade, tendo em vista que a sensação em escutá-lo novamente após alguns anos de esquecimento foi supreendente e renovadora.

Por alguns momentos me tirou da realidade, fazendo-me voltar no tempo, onde lembranças da minha juventude foram colocadas novamente em alguma região do meu cérebro onde o acesso fosse imediato e só por este fato, para mim já valeu a pena ter redescoberto este álbum. 

Fora isto, a banda estava em seu auge, irresistível, nada poderia deter aquele Power trio, o álbum é ótimo da primeira a última faixa, o momento para o rock progressivo estava efervescente, com diversas bandas do gênero esbanjando talento e vigor, com todos ao mesmo tempo querendo ser o centro das atenções, mas neste ponto, esta vertente musical é muito generosa e consegue abrigar um número muito grande de bandas que podem considerar-se a número um.


Este estilo musical proporcionou a abertura de diversas ramificações, gêneros e sub-generos musicais que foram desenvolvidos e construídos quase que exclusivamente por cada banda, portanto, não caberia comparar, por exemplo, o ELP com Yes ou mesmo o Pink Floyd com o Genesis e tantas outras bandas que poderiam ser colocadas lado a lado para uma comparação, pois não são comparáveis, têm estilos próprios e em nada são similares e todos continuam fazendo parte do mundo do rock progressivo. 


É lógico que com passar do tempo, outras bandas foram surgindo e ajustando sua sonoridade, o que em alguns casos, gerou algumas confusões e discussões a respeito de imitações de estilo e tudo mais, mas o que acredito realmente é que possa ter havido uma identificação maior com uma determinada banda ou mesmo afinação e ajuste de timbre dos instrumentos ter ficado parecido, mesmo porque, na década de setenta não havia a disposição dos músicos, tantos equipamentos eletrônicos como há hoje e por conta disto, algumas injustiças históricas foram cometidas. 

Um delas por sinal, cometidas contra o Triumvirat, que muitos acusavam de serem uma imitação barata sobre o trabalho do ELP, um verdadeiro absurdo, pois não há a menor evidência que comprove esta teoria, pois o único elo que há entre as duas bandas é que o centro das atenções era voltado para as mãos dos dois exímios tecladistas que teoricamente utilizavam-se de praticamente os mesmos equipamentos e talvez por conta disto tenha nascido esta nefasta e descabida teoria. 

Bem, como já escrevi demais para o meu tamanho, a única observação que gostaria de externar, tendo em vista que este álbum é extremamente conhecido e dispensa qualquer apresentação, assim como a banda, é que a versão da música “Tarkus” contida neste álbum, eu a considero, a mais bem executada de todos os tempos pelo grupo, conseguindo ser muito melhor do que própria versão de estúdio, mas lembro que esta é apenas a opinião de um fã da banda e qualquer opinião em contrário será sempre muito bem vinda, pois o espaço aqui é aberto a todos, inclusive aos “lobos”.


ALTAMENTE RECOMENDADO!!!


Musicians:
Keith Emerson – keyboards
Greg Lake – bass, guitars, vocals
Carl Palmer – drums, percussion

Tracks:
CD1
1. "Hoedown" Taken from Rodeo – 4:27
2. "Jerusalem" – 3:20
3. "Toccata" (Alberto Ginastera, arr. Emerson) – 7:21
4. "Tarkus" – 27:24
    a. "Eruption" (Emerson)
    b. "Stones of Years" (Emerson, Lake)
    c. "Iconoclast" (Emerson)
    d. "Mass" (Emerson)
    e. "Manticore" (Emerson)
    f. "Battlefield" (Lake) Including "Epitaph" (Robert Fripp, Ian McDonald, Lake, Michael Giles, Peter       Sinfield)
    g. "Aquatarkus" (Emerson)
5. "Take a Pebble" (Lake) including "Still...You Turn Me On" (Lake) and "Lucky Man" (Lake) – 11:06
CD2
1. "Piano Improvisations" (Emerson) – 11:54
2. "Take a Pebble (Conclusion)" (Lake) – 3:14
3. "Jeremy Bender" / "The Sheriff" (Emerson, Lake) – 5:26
4. "Karn Evil 9 (Emerson, Lake, Sinfield) – 35:21
    a. "Karn Evil 9: 1st Impression" (Emerson, Lake)
    b. "Karn Evil 9: 2nd Impression" (Emerson)
    c. "Karn Evil 9: 3rd Impression" (Emerson, Lake, Sinfield)

"Karn Evil 9"

"Tarkus"

17 de jun de 2011

IQ - “Tales From the Lush Attic” - 1983

Ultimamente tenho estado bem próximo das músicas que Peter Gabriel fez dentro e fora do Genesis e como é sabido de todos, ele tem alguns seguidores, músicos, que não escondem sua admiração pelo seu talento e trabalho e fazem dele um exemplo a ser seguido, mas não copiado. 

Um bem conhecido e mencionado aqui diversas vezes, é o do ex-vocalista do Marillion, Fish, porém, o foco desta resenha será outro grande vocalista, Peter Nicholls, do IQ, banda que tenho uma grande estima e consideração pelo trabalho desenvolvido. 

Eu já havia postado o álbum conceitual da banda, “Subterranea”, nas versões de estúdio e de palco e hoje apresento o segundo álbum produzido, “Tales From the Lush Attic”, lançado em 1983, fazendo parte da nova geração progressiva, juntamente com o Pendragon, Glass Hammer, Marillion e tantos outros que em meu conceito de forma indireta, contribuiram para que as bandas dos anos setenta não fossem extintas. 

Para ser bem honesto, considero o IQ uma máquina de fazer excelentes músicas, pois desde o primeiro trabalho, “Seven Stories Into Eight” a banda deu provas do que seria capaz fazer e ai, vale uma resalva, pois o grupo conta com uma presença no mínimo, muito especial, a de Martin Orford, que se para muitos não é um exímio tecladista, como compositor, inegavelmente, está muito acima da média podendo estar lado a lado com o os grandes figurões do rock progressivo do passado e do presente, com vários álbuns solo lançados além dos produzidos junto ao IQ, com alguns até já postados aqui no blog e pelo número de acessos que verifiquei, a aceitação foi extremamente positiva. 

E no caso deste álbum, “Tales From the Lush Attic”, tanto Martin Orford como Mike Holmes, bem como Peter Nicholls, destacam-se pela atuação impecável que tiveram e objetivamente concentrando as atenções para o vocalista, o que se nota, é uma voz levemente rouca quando necessário, podendo atingir timbres muito altos, denotando uma versatilidade vocal muito grande, assim como o de seu ídolo, Peter Gabriel

Estas características não me parecem ser intencionais, pois esta similaridade vocal encaixa-se perfeitamente no contexto das músicas propostas pela banda e inicialmente quando estavam em turnê era comum ver Peter Nicholls levemente maquiado para dar vida aos seus personagens musicais, para dar uma forma mais teatral ao enredo da música, sendo este mais um indício de sua admiração pela figura que Peter Gabriel representou e que ainda hoje representa no mundo do rock. 

A música de abertura deste álbum, “The Last Human Gateway”, é uma suite de quase vinte minutos, é um convite a permanecer escutando todo o restante do álbum, que considero ser o melhor de todos produzidos pela banda, pois para mim representou uma volta à sonoridade do rock progressivo dos anos setenta, sem estar sendo nostálgico, apenas surpreendido, com a audácia de um grupo de jovens músicos que não se deixaram seduzir pela facilidade dos três acordes básicos, muito utilizados, pela tendência musical predominante da época. 

Finalizando, só resta recomendar este álbum, pelo que ele representa, por todos os seus músicos, mas principalmente pela coragem em lançá-lo em um formato nada adequado aos padrões da década da mediocridade musical.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

Musicians:
Paul Cook - drums
Tim Essau - bass
Mike Holmes - guitar
Peter Nicholls - voice
Martin Orford - keyboards

Tracks:
1. The Last Human Gateway (19:57)
2. Through The Corridors (2:35)
3. Awake And Nervous (7:45)
4. My Baby Treats Me Right ´Cos I´m A Hard Lovin´ Man All Night Long (1:45)
5. The Enemy Smacks (13:49)
Total time Classic one Shoe Lp: (45:51)
Bonus track:
6. Just Changing Hands (5:12)


"The Last Human Gateway - Pt.1"

"The Last Human Gateway - Pt.2"

"Awake And Nervous"

16 de jun de 2011

GROBSCHNITT - “Live At Dortmund - Rockpalast” - 1978

Por conta de um comentário recentemente feito por um internauta que disse o seguinte: “Bandas como o SOLARIS, GROBISCHNITT, WITTHÜSER & WESTRUPP, OMEGA e tantas outras NÃO deveriam de acabar NUNCA. Silvio Ramos2011", então, eu lembrei de um álbum muito interessante do Grobschnitt, intitulado, “Live At Dortmund - Rockpalast”, gravado em 1978, trazendo apenas três músicas, sendo uma, “Solar Music”, com quase sessenta minutos.

A banda se caracteriza, pelo seu modo irreverente de criar suas composições, bem como da maneira como se apresentam em seus shows, proporcionando momentos de descontração e irreverência e sempre que possível bem junto ao seu público, para que de alguma forma possa haver uma maior sinergia entre a banda e o público. 

Formado por exímios músicos, compositores e letristas, a banda consegue manter uma consistência muito grande em todos os seus trabalhos e cada apresentação pública há sempre uma novidade, uma reinvenção e uma oportunidade da qual não abrem mão, o improviso, às vezes muito sutil, mas com certeza sempre presenteem seus shows. 

Apesar de toda a qualidade que cerca a criatura e seus criadores, a banda nunca teve uma projeção ou reconhecimento na mesma proporção do valor do seu trabalho, pois é inegável que quando descobertos, o sentimento não seja como o do internauta “Silvio Ramos”, citado acima. 

Sem medo de errar ou estar cometendo alguma heresia, o Grobschnitt pode ser colocado ao lado dos grandes nomes do rock progressivo pela qualidade, constância e principalmente pela consistência das peças produzidas, que mesmo em um tom muito bem humorado e extrovertido e tendo tendo em vista que,  o rock progressivo por um dogma é considerado erudito e muitas vezes até um tanto marcial e mesmo não se enquadrando nestes preceitos e mesmo assim, sua obra tem um valor musical inestimável, incontestável e raro, portanto, sinto-me a vontade em considerá-los tão bons, quanto qualquer outra banda desta mesma geração e vertente musical.

Só pelo fato de terem produzido uma versão extendida para a música, “Solar Music”, praticamente transformando-a em uma “sinfonia rock”, é uma prova de competência, criatividade e talento, bem como de uma coragem imensurável, indicando que para o  Grobschnitt, a arte está acima de qualquer barreira ou preconceito, levando-se apenas em consideração o desejo de externar suas idéias e emoções sem estarem preocupados com convenções, críticas ou coisas deste tipo.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!

Musicians:
Stefan Danielak - guitar, vocals
Joachim H. Ehrig - synthesizer, drums, vocals
Wolfgang Jäger - bass
Volker Kahrs - keyboards, vocals
Gerd Kühn - guitar, vocals
Toni Moff  Mollo - vocals, lightning

Tracks:
01 - Vater Schmidt's Wandertag (13:16)
02 - Come On People (13:08)
03 - Solar Music (58:01)

LINK

"Vater Schmidt's Wandertag"

"Come On People"

"Solar Music - Pt.1"

"Solar Music - Pt.2"

"Solar Music - Pt.3"

14 de jun de 2011

YES - "Solid Time Of Change" - 1972

O tempo vai passando e as músicas vão ficando, mas logicamente esta característica depende de vários fatores que influencíam nesta condição, que considero um mistério. 

Por diversas vezes já comentei o fato de algumas músicas terem o dom de se perpetuar em nossas mentes de uma forma muito difícil compreender, mas na realidade eu acredito que estas músicas de alguma maneira têm uma mensagem subliminar como se fosse um “password” que abre alguma porta e lá se instala, não saindo mais. 

Obviamente essa situação está ligada diretamente com o DNA da banda, onde os elementos que o constituem são seus músicos e/ou compositores que com seu talento e criatividade, dão vida a música com uma simples combinação das sete notas musicais e seus subtons superiores e inferiores que por sua vez são complementados pela voz humana, proporcionando ao ser humano uma das maiores manifestações artísiticas. 

Toda esta verborragia acima, apenas para fazer alguns comentários a respeito do bootleg, “Solid Time Of Change”, do Yes, gravado em novembro de 1972, em Durham, Carolina do Norte, USA, com praticamente quarenta anos passados desde a sua gravação, mas causando a mesma emoção como se fosse uma novidade da atualidade. 

O show foi praticamente todo feito em cima do álbum “Fragile”, álbum este, imortalizado nos anais do rock mundial, sem duvidas uma peça rara incontestável, mas houve tambem a companhia de músicas do "Yes Album" e do “Close to the Edge”, ou seja, show impecável, com a presença da melhor formação que a banda já teve, o que per si, o qualifica positivamento e acontecendo provavelmente no momento mais mágico que o Yes vivenciou.

Tudo o que se escuta tem aquela sensação de perfeição e harmonia, existe até certo sentimento de ingenuidade, mas isso reflexo da sinergia que existia na banda e que naquele momento, sentimentos como inveja, rivalidade, ciumes e principalmente a vaidade, talvez um dos mais perversos sentimentos que homem possa ter, não estavam presentes ainda, pelo menos não tão claramente, pois o grande barato dessa história toda, era pura e simplesmente a música, isenta de outros interesses que não o artístico. 

Da forma como estou escrevendo, tudo parece muito lírico e poético, mas sei que na realidade as coisas que acontecem nos bastidores são bem diferentes desta visão holística, mas este álbum com certeza, influênciou meu discernimento em relação às suas músicas e ao contexto do show como um todo. 

Praticamente com quatro décadas de existência, comentar o quê sobre as músicas ou sobre a banda? Espetaculares???, Sobrenaturais???, Fenomenais???, Melhor banda de rock progressivo do planeta???, ou qualquer outro adjetivo existente no vocabulário???, mas tenho fé que seria uma presunção de minha parte fazer qualquer classificação a respeito, portanto esta árdua tarefa fica para quem aventurar-se nesta viagem musical. 

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

Musicians:
Alan White,
Chris Squire,
Jon Anderson
Rick Wakeman
Steve Howe

Tracks:
CD1
01 Firebird Suite
02 Siberian Khatru
03 I've Seen All Good People
04 Heart Of The Sunrise
05 Clap / Mood For A Day / Clap
06 And You And I
CD2
01 Close To The Edge
02 Rick Wakeman Solo
03 Roundabout
04 Yours Is No Disgrace

LINK

"Experts from Firebird Suite and Siberian Khatru"

"Close To The Edge"

8 de jun de 2011

PINK FLOYD - "Miami Soundboard" - 1987

Em qualquer situação, o Pink Floyd aonde se apresenta, sempre causa um frisson coletivo, seja com seus fâs, seus algozes (pois eles existem) e a imprensa de um modo geral, fato este, que pode ser explicado, levando-se em consideração o “status quo”, adquirido única e exclusivamente pelo trabalho desenvolvido ao longo de algumas décadas.

Quando este show foi gravado, no Orange Bowl, Miami, Flórdi, USA, em novembro de 1987, a banda já gozava de um prestígio estratosférico, mesmo sem a presença de um de seus maiores mentores, senão o maior, Roger Waters, mas neste momento, a banda já era uma lenda viva, talvez até maior que seus integrantes, já não eram mais uma banda de rock, eram uma entidade musical, que atravessou incólume os nefastos anos oitenta, a década da mediocridade musical. 

A inteligência usada para sobreviver foi tanta, que até mesmo o silêncio de quase uns quatro anos sem gravar absolutamente nada, serviu como estratégia para a manutenção da banda, que ao final da turnê de divulgação do álbum, “Final Cut”, praticamente um álbum solo de Roger Waters, esteve com seus dias contados, pois seu fim era exigido por questões pessoais e de ordem comercial por Roger Water que se decidiu afastar da banda e a todo custo não queria ver mais o nome da banda estampado em lugar algum. 

Este bootleg, "Miami Soundboard", faz parte da turnê com as músicas gravadas no primeiro álbum de estudio, “A Momentary Lapse of Reason” já sob a regência de David Gilmour, outro gênio que a banda dispunha e que por razões oficiais que desconheço, passou a liderar o grupo.

Muito diferente do último álbum de estúdio, que o considero muito deprimente, quase insano, expelhando um momento de introspecção que Roger Waters passava, mostravam um Pink Floyd com saúde física e mental perfeitas, renovado, de cara limpa e principalmente com vontade de manter-se vivo e contava com uma legião de fãs que literalmente estiveram desesperados por um novo trabalho, mesmo que fosse um som de um instrumento caindo ao chão, mesmo assim, seria idolatrado por seus seguidores. 

Na verdade este show acaba sendo revelador e transformando-se em um alívio geral para a nação Pinkfloydiana, que naquele momento não só via uma luz no final do túnel para a banda, bem como a possibilidade de uma dupla vitória, pois Roger Waters se viu obrigado a mudar seu comportamento, mas sem perder uma grama sequer de sua genialidade, apenas ajustou o nível de seu impeto musical a um ponto que nós simples mortais pudessemos ter o entendimento correto do que ele estava expondo, pois uma coisa é certa, uma guerra silenciosa estava declarada e aberta, pois a banda estava sobrevivendo sem ele. 

Mas isso é um assunto para outra ocasião, pois inclusive não me considero capaz neste momento de ir a fundo e no detalhe do que aconteceu à época da saída de Roger Waters da banda, com seus motivos e repercussões, antes, durante e depois, pois o pouco que sei, não é suficiente para ser resenhado. 

Apenas deixo registrado que "Miami Soundboard" merece muito ser escutado, pois o considero histórico, tendo em vista que nele o prenuncio de uma nova era dentro da banda estava sendo iniciada e muitas boas surpresas ainda seriam reveladas com o passar do tempo. 

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

Musicians:
David Gilmour,
Nick Mason
Richard Wright

Tracks:
Disc 1
01. Intro
02. Shine On You Crazy Diamond
03. Signs Of Life
04. Learning To Fly
05. Yet Another Movie / Round And Around
06. A New Machine (Part 1) / Terminal Frost / A New Machine (Part 2)
07. Sorrow
08. The Dogs Of War
09. On The Turning Away

Disc 2
01. One Of These Days
02. Time
03. On The Run
04. Wish You Were Here
05. Welcome To The Machine
06. Us And Them
07. Money
08. Another Brick In The Wall (Part 2)
09. Comfortably Numb
Encores:
10. One Slip
11. Run Like Hell (Fades Out)

LINK


"Learning To Fly"

"Run Like Hell"

6 de jun de 2011

PETER GABRIEL - "Growing Up Live In Milan" - 2003

Essa história tem início lá no blog SOM MUTANTE, do amigo Dead, um Lobo muito louco, super fã de Peter Gabriel, dentro e fora do Genesis, como não poderia deixar de ser, pois este músico é uma unanimidade, é um fenômeno até hoje, e eu burramente, havia me esquecido dele. 

Inicialmente, eu fiquei um pouco chocado com a aparência de Peter Gabriel, careca e com um barbichinha, já tinha até visto uma foto dele, mas não assistido a um vídeo com a imagem que representava como ele estava em 2003 e isto tudo por ter sempre aquela imagem meio louca da sua juventude quando ainda estava no Genesis e logo após a sua saída. 

Confesso que nunca tinha dado muita atenção a sua carreira solo, até ser cutucado pelo Dead, com este show que é de arrepiar e associado a isto, o relato que foi feito por ele das condições em que o show aconteceu, realmente amplificam as sensações que o espetáculo provoca. 

Fiz questão de colocar na integra o relato do Dead logo abaixo, pois ele é muito importante e imprescindível, pois com este texto lido antes de assistir ao show, é possível imaginar o que naquele momento se passava dentro do cérebro genial de Peter Gabriel ao entrar no palco e ver uma imensa platéia a sua frente, enlouquecida com sua presença.    

O texto feito pelo Dead pode ser lido diretamente no blog, SOM MUTANTE, onde está inclusive disponibilizado o áudio deste imperdível show. 

TEXTO:


“Peter Gabriel é "O Cara!!!!!!"


"Dito isso fica bem claro minha posição com respeito ao resto que orbitou ou orbita em torno dele, sou sim fã de carteirinha, me correspondi um tempo qdo dava e tenho uma profunda admiração por sua história como ser humano (tenho postado aqui se não me engano um disco feito por seu fã clube na itália e que me foi enviado por eles a pedido dele). 

Muito se contou sobre ele e garanto que poucos sabem a verdade completa prq nem ele conta, e só os mais próximos conseguiram chegar aos detalhes mais sórdidos de uma relação que começou como amizade, virou amor e acabou em ódio. 

Mas o pior ódio se podemos classificar assim, é aquele perpetrado por aqueles que odeiam algo ou alguém por inveja, por incompetência e por saber que nunca chegarão perto daquilo que faz o objeto de inveja e que o torna tão especial.

Bem, o Gustavo do blog Nas Ondas da Net gosta de postar uns sons que curto muito e tem uma variedade legal de Genesis, mas aí eu não consigo ficar sossegado enquanto não vou lá dar uns pitacos em seus posts e meter minhas patas onde não fui chamado e da última falávamos sobre este show.

Pra mim é um marco na carreira do Gabriel, ele estava há um tempo sem um show grande na europa e não sentia-se firme o suficiente pra fazê-lo qdo o produtor seu amigo apresenta a idéia de um palco único, totalmente desmontável e tb com tudo que se precisa saindo dele e etc e tal (só vendo pra quem ainda não viu). 

O Peter pirou e disse a ele: Mas temos grana pra tanto?

Rs, esse é Peter Gabriel, e a resposta foi segura e tranquila: Diga sim que o resto eu resolvo. 

Peter Gabriel topou e deu no que deu, um show maravilhoso e que minutos antes do inicio ele pergunta se conseguissem pelo menos 10% dos assentos daquele estádio enorme ele já estaria feliz. 

Tony Levin que está com ele desde seu primeiro trabalho qdo da saída do Genesis é tido por ele como "um dos músicos mais respeitados da terra" sorria pois sabia como os outros que a temporada estava toda vendida, as contas pagas e sobrando gente do lado de fora e que naquele dia de estréia estava superlotado sim como ele merecia e por isso guardaram segredo. 

A parte mais emocionante pra quem conhece os detalhes (ao meu ver) é a entrada dele, e notar aquilo tudo em sua volta, ele parece uma criança num parque de diversões qdo é ovacionado pelo público e faz um show de arrepiar. O Gustavo ficou de postá-lo e então resolvi procurar só o áudio porque ganhei de presente da Luciana Aun em uma de minhas vidas e já até gastei de tanto ver e qual não foi minha surpresa ao não encontrar em mp3 pela net! 

Claro que deve ter não achei, mas como não foi lançado em áudio não roda o show em mp3 ou flac, e daí resolvi provocar os amantes e os detratores dele, ripei meu dvd e pra aqueles que como eu queriam levá-lo no celular ou num portátil aí está com pouco menos de 200 mbs na íntegra faixa por faixa, sem os comentários e entrevistas e ainda com uma música bônus que não aparece no vídeo e nem consta da listagem do show, um desafio pra quem quiser e esperemos agora o vídeo do Gustavo pra completar a obra, mas se ele enrolar ele me paga, rs” 
DEAD

Minhas impressões sobre este show, não poderiam ser outras, senão, de espanto, perplexidade e admiração, pois ele vai muito além de um simples show, está carregado de uma forte carga emocional, fora do comum e só é perceptível para aqueles que lerem a resenha do Dead ou previamente já tenham conhecimento desta história por outras fontes, para então, entender a diferença deste show em relação a outros shows de Peter Gabriel. 

Foi um momento único para Peter Gabriel, mágico para o público que lá esteve e uma oportunidade rara para nós, para se emocionar de verdade com um show de rock, que começa muito antes mesmo de acontecer no palco, pois começa nos bastidores da produção, pois a conclusão que chego após ler a resenha, ouvir o áudio do show e finalmente assistir ao show, via YouTube, é que ele não coleciona fãs apena na platéia, mas também dentro do meio artístico, entre produtores e diretores musicais, que encantados por seu talento e pelo ser humano que é, com seus altos e baixos, bebedeiras, talvez drogas, mas sempre a dispor da arte, doando sua alma à música, criaram merecidamente este tributo em vida, para Peter Gabriel, que não conseguiu esconder a surpresa e a sua emoção ao adentrar ao palco. 

É impressionante que após tantos anos, a voz de Peter Gabriel é exatamente a mesma, o timbre permanece intacto e fechando os olhos e apenas escutando, vem àquelas imagens, com ele todo fantasiado e/ou maquiado, para dar vida a cada personagem que criava nos anos setenta. 

É simplesmente mágico este momento, proporcionado por um artista que conquista seu público, por seu talento nato, mas principalmente por sua humildade e generosidade em dividir com todos o dom recebido por Deus e invejado por muitos. 

Já sei que vou tomar uns tapas por não postar o vídeo na íntegra, mas como não o possuo fisicamente, tentei, mas está impossível comprá-lo no Brasil, acredito eu que, só importando e não há links disponíveis para download na net para agregá-lo à postagem, portanto logo abaixo temos um link que agrega praticamente todo o show, com imagens em HD que dão uma perspectiva deste impressionante espetáculo. 

Agora é só esperar o Lobo dar o bote e ver o que sobra de mim!!! 

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!!

Ficha Técnica:

Diretor:
Hamish Hamilton

Músicos:
The Blind Boys of Alabama
Richard Evans
Melanie Gabriel
Peter Gabriel
Ged Lynch
Sevara Nazarkhan
Tony Levin
David Rhodes
Charles Zawose
Dr. Hukwe Zawose
Rachel Z.

Tracks:
01 Here Comes The Flood
02 Darkness
03 Red Rain
04 Secret World
04 Sky Blue
05 Downside Up
06 The Barry Williams Show
07 More Than This
08 Mercy Street
09 Digging In The Dirt
10 Growing Up
11 Animal Nation
12 Solsbury Hill
13 Sledgehammer
14 Signal To Noise
15 In Your Eyes
16 Father Son


Áudio (Diretamente xupinhado do Blog SOM MUTANTE)



"The Barry Williams Show"

"Growing Up LIve In Milan"

3 de jun de 2011

PASSPORT - "Iguaçu" - 1977

Com um nome tão sugestivo, "Iguaçu", quando o escutei pela primeira vez, já podia imaginar o que ia escutar e realmente não me decepcionei, pois Klaus Doldinger com seu Passport estava naquele momento dando uma ajustada na sonoridade e nos conceitos fundamentais da banda. 

Muito provavelmente como em 1976 estava fazendo uma turnê pela America do Sul, incluindo o Brasil, ficou muito impressionado com o que era feito aqui na época e não teve dúvidas, agregou a sua bagagem, ritmos Brasileiros, que a rigor são contagiantes e não há como negar. 

Diferentemente dos álbuns anteriores, onde se houve um puro jazz-rock ou fusion, ou seja, lá o que for, corajosamente, Klaus Doldinger muda radicalmente o que vinha fazendo, por sinal com resultados excelentes, pois todos os seus álbuns anteriores a este são muito bons, consagrados tanto pela crítica(???), bem como por seus admiradores, ele muda sua fórmula mágica de compor e talvez tenha até sido um dos precursores de um samba-rock ou jazz-samba e transforma o álbum "Iguaçu" em uma peça rara de se escutar. 

As referências ao Brasil, não estão estampadas apenas no título do álbum ou no nome de algumas das músicas, mas principalmente no elenco de músicos percursionistas que fizeram parte deste trabalho, deixando gravado o som da nossa terra nestas músicas que encantaram a Europa, os EUA e o Japão. 

O que diferencia os grandes compositores dos demais é a ousadia em experimentar novas sonoridades, propiciando novos cenários musicais e neste quesito, o mestre Alemão dá aula de pós-graduação e quem o acompanha idem e por falar nisto, a formação da banda, com exceção de Curt Cress e Wolfgang Schmid, foi toda reformulada, porém a sinergia entre os músicos é a mesma, a qualidade individual de cada membro é indiscutível e o resultado final é sempre o mesmo, ou seja, álbuns para se escutar por toda a vida, aliás, uma marca registrada do Passport em cada álbum que produz. 

O mais interessante é que estamos nos referindo a um álbum, feito no século passado, a quase trinta e cinco anos e enquanto escrevo estas poucas linhas, tendo como fundo musical o próprio álbum, a impressão que ele deixa, é como se fosse um lançamento atual, um álbum novo, lançado em 2011, o que me leva a crer que é um daqueles trabalhos atemporais, pois quanto mais velhos, mais próximos do nosso tempo vão ficando, mas isso só é possível quando estamos à frente de uma música de vanguarda, sem preconceitos, despojadas de interesses que não os musicais.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!  

Tracks:
01. Bahia do sol
02. Aguamarinha
03. Bird of paradise
04. Sambukada
05. Iguaçu
06. Praia Leme
07. Heavy weight
08. Guna Guna

Musicians:
Curt Cress / drums, berimbau
Klaus Doldinger / soprano & tenor saxes, organ, Moog, flute
Elmer Louis / percussion
Roy Louis / electric guitar
Wolfgang Schmid / bass
Guest Musicians:
Mats Björklund / guitar
Wilson Das Neves / atapaques, pandeiro
Roberto Bastos Pinheiro / surdo
Noel Manuel Pinto / cuica
Clélio Ribeiro / berimbau
Marcello Salazar / percussion
Pedro Santos / percussion, whistles


"Bahia do sol"

"Praia Leme"

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails