26 de ago de 2015

BY THE POUND - “The Early Genesis Show” - 2015


Dia 29 de agosto quem está de volta aos palcos (finalmente) é o “By The Pound”, agora com seu novo show intitulado, “The Early Genesis Show” que terá apresentação única e imperdível na Matriz Casa Cultural, localizada na Rua Guajajaras, 1.353 – Terminal JK - Centro, Belo Horizonte, MG ás 20:30hs.

O que consegui descobrir desse show é que ele terá músicas extraídas dos álbuns, "From Genesis To Revelation" de 1969 e do "Trespass" de 1970 e mais algumas surpresas “Genesianas” que eles sempre apresentam em seus shows e como palpite meu, bem que poderia ter, “Fountain of Salmacis”, “Seven Stones”, “Musical Box” e quem sabe para fechar a noite em grade estilo, “Supper’s Ready” (essa é obrigatória!!!!).

A banda atualmente tem a seguinte formação, Andre Boechat (Teclados); Davi Aroeira (Baixo, Guitarra e Violão de 12); Bruno Zattar (Bateria); Hique Guerra (Flauta e Violão de 12); Ricardo Righi (Voz e Interpretação); Yuri Lopes (Guitarra e Violão de 12); Alessandra Carneiro (Atriz e Maquiagem); Silvia Góes (Atriz) e Gabriella Araujo (Figurinos).

O histórico musical desta banda é no mínimo sensacional, pois eles levam muito a sério o desafio de interpretar as músicas do Genesis que para quem é do ramo, sabe muito bem que não é para qualquer músico esta tarefa, tendo em vista a preocupação que eles têm em trazer para o público a atmosfera intimista e a teatralidade musical com que estas músicas foram criadas.

O cuidado com a afinação e o timbre dos instrumentos musicais é impressionante e para garantir isso, não fazem por menos ao se utilizarem de equipamentos vintage que como num túnel do tempo nos transporta para o início dos anos setenta, dada a absoluta fidelidade com que executam as músicas. 

Já tive a oportunidade de assistir a dois shows da banda, já comentados aqui no blog em março de 2012 quando da apresentação no “Rio Prog Festival” e posteriormente em julho de 2013 no show (antológico) do Teatro Don Silvério em BH, portanto além de suspeito por ser fã incondicional da banda, eu também me considero um agente informativo que sem medo de ser feliz, reforço o convite a todos os amantes da boa música que compareçam a este show.

Apenas para dar um pouco de água na boca nos fãs da banda, acredito que o álbum “And The Word Was.... Genesis” com parte das gravações coincidentes com a proposta deste novo espetáculo do “By The Pound” possa dar uma ideia do que eventualmente venha a acontecer neste show que com certeza promete muito.


IMPERDÍVEL!!!!


By The Pound:
Andre Boechat (Teclados); 
Davi Aroeira (Baixo, Guitarra e Violão de 12); 
Bruno Zattar (Bateria); 
Hique Guerra (Flauta e Violão de 12); 
Ricardo Righi (Voz e Interpretação); 
Yuri Lopes (Guitarra e Violão de 12); 
Alessandra Carneiro (Atriz e Maquiagem); 
Silvia Góes (Atriz) 
Gabriella Araujo (Figurinos).

Genesis - And The Word Was.... Genesis :
Peter Gabriel - vocal e percussão
Anthony Phillips - guitarra e vocal
Tony Banks - órgão, guitarra, piano, teclado e vocal
Mike Rutherford - baixo, guitarra e vocal
John Silver - bateria e vocal
Chris Stewart - bateria

John Mayhew - bateria
Tracks:
01. The Silent Sun
02. That's Me
03. Where the Sour Turns to Sweet
04. In the Beginning
05. Fireside Song
06. The Serpent
07. Am I very Wrong?
08. In the Wilderness
09. The Conqueror
10. In Hiding
11. One Day
12. Window
13. In Limbo
14. Silent Sun
15. A Place to Call My Own
16. A Winter's Tale
17. One-Eyed Hound 


16 de ago de 2015

YES - "At The Mesa Arts Center" - 2015

Recentemente perdemos Chris Squire, baixista do Yes, que passou para um plano mais elevado deixando órfãos uma legião de fãs espalhados pelo planeta e que até o momento, aparentemente ainda não se conformaram com tamanha perda, pois passado uns quarenta e cinco dias da data fatídica, as manifestações de carinho e apreço pelo músico não param nas redes sociais. 

Esta resenha não se trata de uma homenagem póstuma de forma alguma, tendo em vista que sou radicalmente contra este tipo de manifestação, pois não há coisa pior do que a criação, evocação e adoração de um “mártir”, portanto minha homenagem é direcionada a ele, apenas como reconhecimento por toda uma vida dedicada ao rock.

Acredito que ele tenha sido um dos maiores, senão o maior baixista da história do rock em todos os tempos, pois ele teve a capacidade de elevar a categoria de seu instrumento que normalmente é considerada como um coadjuvante para o centro dos holofotes, tendo em vista o modo único de manipulá-lo com sua técnica inigualável.


Fora isto, tinha uma capacidade de criação muito grande, muito além da média, sendo um dos mentores intelectuais de tudo de bom que rolou dentro do Yes, mesmo nos momentos mais solitários e difíceis que banda passou ao longo destas mais de quatro décadas de dedicação ao rock.

Ele é o autor de um álbum solo absolutamente perfeito e fantástico, intitulado “Fish out of Water” lançado em 1975, onde seus dotes de vocalista foram revelados em suas músicas de consistência complexa e sofisticada que o levaram merecidamente ao 69º lugar do “Billboard Pop Albuns” e 25º lugar no “UK Albuns Chart” em 1976, apesar de ser um álbum progressivo até a alma.

Sua presença no palco era simplesmente carismática do alto de seus quase dois metros de altura que tive a oportunidade de assistir em duas ocasiões, sendo uma em 1985 no primeiro “Rock in Rio” e anos depois, em 1999 no “Olympia” em São Paulo e nas duas ocasiões seu vigor ao empunhar seu baixo foi percebido claramente.

Provavelmente o álbum, “At The Mesa Arts Center”, lançado no princípio de agosto deste ano, seja um dos últimos ou mesmo o último registro da presença de Chris Squire à frente da banda, composto originariamente por dois CDs e um DVD com a integra do show.

Este show é feito literalmente em cima de dois álbuns altamente emblemáticos e legendários, “Close To Edge” e “Frigile” que dispensam maiores apresentações dada a sua longevidade, lirismo e poesia que contagiam até hoje os velhos dinossauros do rock e suas proles mais recentes.

As músicas foram executadas com alto padrão de qualidade que é exigido dada a complexidade e sofisticação de seus arranjos, portanto cabe ressaltar o esforço hercúleo de Geoff Downes e Jon Davison, pois não é uma tarefa nada fácil estarem substituindo duas lendas vivas do rock (só para lembrar: Rick Wakeman e Jon Anderson respectivamente) com tamanha dignidade.

Há tempos atrás já havia feito algum comentário a respeito da velocidade de execução de alguns trechos de música que aparentemente estão um pouco mais lentos e neste álbum, continuo a ter esta mesma sensação, mas isso é apenas uma demonstração de minha personalidade rabugenta, dada a minha elevada longevidade, portanto, não deem crédito ao que disse e aproveitem muito este álbum, pois ele é muito bom, bom não, é ótimo!!!

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

YES:
Chris Squire / bass
Steve Howe / guitars
Alan White / drums
Geoff Downes / keyboards
Jon Davison / vocals

Tracks:
Disc: 1
01. Close To The Edge
02. And You And I
03. Siberian Khatru
Disc: 2
01. Roundabout
02. Cans and Brahms
03. We Have Heaven
04. South Side Of The Sky
05. Five Per Cent For Nothing
06. Long Distance Runaround
07. The Fish (Schindleria Praematurus)
08. Mood For A Day
09. Heart Of The Sunrise


1 de ago de 2015

ROCKIN' 1000 - "Learn To Fly" - 2015


Um fenômeno!!!! Quando algumas pessoas (mais de mil) são colocadas lado a lado para tocar uma música, com dezenas de baterias, guitarras, baixos e um povão que canta muito bem, apenas para pedir que uma banda de rock faça um show em seu país, algo de muito louco está acontecendo e essa banda deve ser no mínimo muito boa e carismática.

Em vinte e quatro horas, pasmem, o vídeo já havia recebido mais de quatro milhões de acessos e não foi por acaso, pois apesar da simplicidade da produção, o vídeo é sensacional, a música melhor ainda e acredito que este evento seja inédito e tomara que sirva de inspiração para outras iniciativas como esta.


A banda, “The Foo Fighters” é o centro das atenções e música não menos sensacional é a “Learn to Fly” que executada da forma que foi, se já era muito boa em seu formato original, que me desculpem seus criadores, ficou ainda muito melhor neste tributo, pois foi carregada de muita emoção e criatividade coletiva jamais vista, pois não eram quatro ou cinco pessoas em cena, eram mais de mil, se levarmos em conta os demais envolvidos.

A música por si só, é suficientemente competente para levantar defunto no caixão e faze-lo dançar e pular feito um louco, pois é muito contagiante e até um velho dinossauro do rock como eu, me rendi ao seu encanto hipnótico.


Quando me deparo com uma situação como esta, meu instinto musical me força a compreender algo sobre a banda, seus músicos e porque não sobre a sua música, uma vez que o formato das músicas desta banda não é o que normalmente eu escuto e quando isso acontece, é uma coisa muito boa, pois é mais uma oportunidade de aprender, conhecer novos horizontes musicais e estar acompanhando os movimentos musicais atuais bem de perto.

Meu medo inicial é que só esta música fosse muito legal, mas para minha gratíssima surpresa, há muito mais a ser escutado, e vejam vocês que eu só dei uma rápida escutada em uns dois álbuns para eu tirar este temor que pairava sabre meus pensamentos em relação à banda.


Um dos álbuns que escutei, foi lançado em 2011 e se chama, “Medium Rare”, só de covers, é bem eclético, pois passa por nomes como Paul MacCartney, Gerry Rafferty, Gary Numan e até o Pink Floyd, mostrando muita personalidade e ousadia com versões onde claramente se nota que estão assinadas com o DNA do “The Foo Fighters” que não esconde suas batidas grunge e que poderão ser conferidas acessando o link abaixo.

E não é para menos, afinal de contas Dave Grohl, carrega em sua bagagem, uma temporada de quatro anos com o Nirvana, um dos ícones do movimento Grunge, portanto não é de se admirar tal fato, entretanto sabiamente soube dosar seu aprendizado dando uma caraterística própria às suas composições. 


Voltando a “Learn To Fly” eu definitivamente assino meu atestado de incompetente, pois trata-se de uma música gravada em 1999, constante do álbum, “There Is Nothing Left to Lose”, ou seja, bem velhinha e o velhinho aqui nem conhecia, mas o curioso é que a música soa tão atual, e com aquele bando de músicos (todos loucos, no bom sentido), tocando com um vigor invejável, esbanjando juventude e tudo mais, prova que música não tem idade, é totalmente atemporal e quando tem qualidade, vence qualquer barreira, qualquer preconceito.

A motivação principal para esta resenha vai muito além da música ser muito legal, o "The Foo Fighters” ser uma puta banda da atualidade ou mesmo do vídeo ter ficado incrivelmente sensacional, mas o que mais me motivou a escrever foi o meu preconceito com este tipo de banda, que tem muito a contribuir para a música e para a cultura em geral, servindo para mim e outros como um alerta, que é necessário estarmos mais atentos, com a mente aberta para novas experiências e tendências musicais.


Não é a primeira vez que isso acontece e acredito que esta resistência natural a novos rumos seja uma característica dos nascidos dos anos sessenta e que viveram intensamente os anos setenta, assistindo de camarote o surgimento de bandas, como o Yes, Iron Maiden, ELP, Deep Purple, Led Zeppelin, Genesis, Jethro Tull, PFM, Rush e dezenas de outras mega bandas, que até hoje são influência para novos grupos, portanto quando há comparação, que em geral é equivocada, do passado contra o presente, as injustiças vem há tona, pois são momentos completamente diferentes. 

Finalizando, para quem já é familiarizado com o “The Foo Fighters” fica mais uma oportunidade de reencontro com a banda e para quem nunca tinha se dado conta dela como eu, fica uma grande oportunidade de aprendizado, conhecimento e reconhecimento do talento destes músicos.

Fabio Zaffagnini
NOTA: Nada acontece por acaso e sempre há uma cabeça pensante para que um evento como este aconteça, portanto não mencionar o nome do gênio que teve esta ideia e a materializou de forma brilhante, seria no mínimo um erro muito grave, portanto, Fabio Zaffagnini é o responsável por toda esta loucura que segundo a mídia internacional, deu certo o evento e o "The Foo Fighter" vai se apresentar na Itália, mais precisamente na cidade de Cesena em data a ser confirmada.  

SENSACIONAL!!!!




26 de jul de 2015

THE RESISTANCE ORGAN TRIO - "Does Zeppelin" - 2012

Fugindo um pouco da tradicional esfera progressiva, que é minha zona de conforto e da qual sou um frequentador assíduo, vou arriscar um palpite em outras praias musicais e apresentar uma receita de sucesso: pega-se as melhores músicas de hard rock ou blues-rock ou o que queiram, produzidas na década de setenta, criadas pelo Led Zeppelin, adiciona-se um trio de fusion, formado por exímios músicos e tenha como resultado um álbum de primeiríssima qualidade.

Bem, vem logo a pergunta: com músicas do Led Zeppelin é mais fácil agradar, não??? Todas muito conhecidas e muito bem sedimentadas no imaginário coletivo dos povos dos cinco continentes do planeta!!! Claro que não!!! Só sendo muito muito louco ou muito competente para tal  desafio. Acreditem, eles estão inclusos na segunda opção!!!

Imaginem o sacrilégio em suprimir “A VOZ” de Robert Plant destas músicas emblemáticas e legendárias que qualquer moleque de 13 ou 14 anos da atual geração conhece muito bem, fora o fato da guitarra não ter a assinatura de Jimi Page ou o baixo não estar sendo dedilhado por John Paul Jones e a bateria não estar sendo golpeada certeiramente por John Bonham, transformando esse álbum em uma total heresia musical.

Muito bem amigos, estamos diante de uma das mais bem vindas e melhores heresias musicais cometidas nos últimos tempos sobre a obra do Led Zeppelin e o álbum é até bem recente, foi lançado em 2012, mas que burramente passou despercebido por mim.

O álbum foi produzido pelo “The Resistance Organ Trio”, que para este álbum ganhou o reforço de mais dois músicos de peso, Ben Reece no Sax e Adam Hucke no trompete e o batizou de “Does Zeppelin”.

O trio original é formado por Leclare Stevenson nos teclados e baixo, Teddy Presberg na guitarra, sintetizadores e na produção e Kyle Honeycut na bateria, dão forma ao “The Resistance Organ Trio” que corajosamente resolveu desafiar os deuses do rock.

Corajosamente sim, pois é muita petulância reunida em um só álbum, com complexas músicas escolhidas a dedo, sem medo de ser feliz, deixando a intuição fluir livremente de forma bastante natural, revelando a competência de seus músicos que é de botar muita gente boa no chinelo.

Desafiar músicas consagradas como por exemplo, Kashmir; Misty Mountain Hop; Whole Lotta Love; Immigrant Song e Your Time Is Gonna Come, sendo esta última executada de forma mais que brilhante, pois e era uma obra de arte na origem, foi transformada em outra nesta nova roupagem, mostrando personalidade e virtuosismo, sem macular a essência desta música e, por conseguinte das demais músicas também.

Curiosamente, praticamente não há referências sobre este fantástico trio e o que apenas consegui descobrir, é que são de Saint Louis, Missouri, USA e nada mais, pois não tem uma homepage oficial, não estão nem na Wikipédia ou qualquer outro site que pudesse dar mais referências da discografia da banda ou mesmo de seus músicos.

O que se percebe nitidamente é o alto grau de virtuosismo e perfeccionismo destes músicos que realmente de forma muito profissional passaram suas emoções e sentimentos para seus instrumentos e dignamente homenagearam a história do Led Zeppelin, bem como suas músicas, mas principalmente seus fãs com um álbum excepcionalmente intrigante.

Muitos outros já fizeram isto e até com resultados muito bons, mas neste caso, o “The Resistance Organ Trio” foi muito além, pois surpreendeu e encantou de forma até hipnótica, que só é possível entender escutando este álbum, pois é muito difícil explicar um sentimento imensurável, pois é totalmente subjetivo, pessoal e principalmente intransferível.

RECOMENDADÍSSIMO!!!!

The Resistance Organ Trio: 
Kyle Honeycutt - drums
Leclare Stevenson - organ, bass, and pianos
Teddy Presberg - guitars, synths, and production 

Músicos convidados:
Adam Hucke - trumpet
Ben Reece - Sax

Tracks:
01 - Immigrant Song
02 - Trampled Underfoot
03 - Your Time Is Gonna Come
04 - Living Loving Maid
05 - D'yer Mak'er
06 - Whole Lotta Love
07 - Houses Of The Holy
08 - What Is And What Should Never Be
09 - All Of My Love
10 - Babe, I'm Gonna Leave You
11 - Misty Mountain Hop
12 - Kashmir



10 de jul de 2015

V.A. - "The Best Symfo Rock" - 2015

No mundo do rock, basta a música ser um pouco mais sofisticada com alguns arranjos aparentemente mais elaborados e inteligentes, com algumas surfadas em um sintetizador ou um bom piano, que a música logo é associada ao rock progressivo, que no fundo hoje em dia é um “fetiche” ser associado a ela.

Esta coletânea, “The Best Symfo Rock” é um excelente exemplo, pois nos brinda com clássicos originais do rock progressivo, bem como algumas outras pérolas musicais que foram inseridas com mesma intenção, porém completamente fora do contexto, apesar de serem oriundas de bandas muito boas, boas não, excelentes, mas que realmente passam ao largo do mundo progressivo 

A lista é extensa e eu começo pelo “Queensryche” que eu gosto muito, sendo que eu tenho diversos álbuns, inclusive um de covers muito interessante onde figura até uma homenagem ao Pink Floyd com a música, "Welcome To The Machine", mas longe de flertar com a vertente, pois a tônica da banda é o Metal Progressivo, onde guitarras e a bateria falam mais alto.

Queensryche
Na sequência temos também neste álbum o “Toto”, que é uma puta banda de Pop Rock/Funk Rock com músicos realmente extraordinários, sempre lotando estádios e teatros, pois produzem uma música muito firme e empolgante, mas também, como as demais, muito distantes do rock progressivo.

Toto
O “Styx” que eu tenho um carinho e respeito muito grande pelo seu trabalho, também figura neste álbum, mas sua característica principal sempre foi o Hard Rock e  em alguns momentos, como no álbum "Pieces of Eight" de 1978 utilizaram um church organ em algumas músicas, o que conferiu ares progressivos a sua música, mas nunca foi o foco.

Styx
O “Rush”, uma banda fora de série, realmente teve uma curta fase progressiva no final dos anos setenta, com a introdução de um sintetizador dando um toque mais aristocrático às músicas, acabou parando nas mão de Geedy Lee que além  do vocal, tem o baixo como seu principal instrumento, entretanto a banda sempre teve como essência musical o Hard Rock na veia, produzindo álbuns absolutamente fantásticos.

Rush
Na mesma linha vem o “Uriah Heep” que é uma máquina de sucessos que em dados momentos elabora suas músicas com tamanho nível de detalhes que realmente pode induzir a quem escuta o sentimento que se trata de uma banda de progressivo e a música “July Morning” que está neste álbum é um belo espécime para exemplificar o fato.

Uriah Heep
No meio desta confusão musical, sobrou até para o “Rainbow” do legendário “Ronnie James Dio”, com sua não menos legendária e épica música, “Gates of Babylon”, furiosa e hipnótica por natureza, é um clássico da banda, imortalizada na história do rock.

Rainbow 
O “Dream Theater”, bem que tentou enveredar por caminhos progressivos, mas não é sua vocação nata, fizeram um álbum um tributo ao “Pink Floyd” com a integra de “The Dark Side Of The Moon”, aliás, muito legal e bem feito, mas suas raízes estão no metal, e quando lá estão, mandam muito bem, produzindo belíssimas e estonteantes operas “metálicas”.

Dream Theater
O "Opeth" segue na mesma linha do "Dream Theater", com melodias muito bem elaboradas, enredos sofisticados e complexos com seu DNA voltado para o Metal Progressivo e que em dados momentos realmente cria um vínculo muito forte com o Rock Progressivo.



Estas associações são ruins para o rock progressivo??? Óbvio que não, pois ao contrário disso, só reforça a crença na vertente musical, mantendo sua chama acessa desde seus primórdios no final dos anos sessenta e é no mínimo uma honra ter bandas como às acima citadas, ao lado das demais bandas de rock progressivo.

A rigor pouco importa se banda é isto ou aquilo, pois o que importa realmente é a qualidade da música, a dedicação de seus criadores, o empenho em agradar seus admiradores e fãs, a surpresa de um novo álbum com suas capas cada vez mais loucas e esmeradas, portanto, Hard Rock, Metal Progressivo, Rock Progressivo ou seja o que for, o que realmente conta é o encantamento que todas essas músicas conseguem proporcionar com maior ou menor intensidade dependendo de cada pessoa.

Quanto às demais bandas deste álbum triplo, não há novidades a serem destacadas e logicamente como sempre acontece, muitas outras excelentes bandas ficaram de fora por questões comerciais, entretanto o set list do álbum é muito bom, sendo uma porta de entrada para novos adeptos e uma boa lembrança para os iniciados.


Tracks 
Disc 1
01. Genesis - Firth Of Fifth (9:34)
02. Yes - Yours Is No Disgrace (9:42)
03. Rush - Tom Sawyer (4:33)
04. Marillion - Script For A Jester's Tear (8:39)
05. Manfred Mann's Earth Band - Blinded By The Light (7:04)
06. Asia - Heat Of The Moment (3:50)
07. Pendragon - Paintbox (8:37)
08. Emerson, Lake & Palmer - Lucky Man (4:38)
09. Queensrÿche - Walk In The Shadow (3:35)
10. Styx - Come Sail Away (5:31)
11. Jethro Tull - Nothing Is Easy (4:22)
12. Mike & The Mechanics - Blame (5:18)
Disc 2
01. Camel - Ice (10:13)
02. Kayak - Merlin (7:19)
03. Fish - Vigil (8:42)
04. IQ - Promises [As The Years Go By] (4:31)
05. Rainbow - Gates Of Babylon (6:47)
06. Queensrÿche - Operation Mindcrime (4:47)
07. Angel - Tower (6:55)
08. Uriah Heep - July Morning (10:34)
09. Colosseum - The Valentyne Suite Theme One: January's Search (6:21)
10. Opeth - Fair Judgement (10:22)
Disc 3
01. Rush - Spirit Of Radio (4:58)
02. Dream Theater - Metropolis Part I: The Miracle And The Sleeper (9:32)
03. Arena - The Hanging Tree (7:11)
04. Emerson, Lake & Palmer - Peter Gunn Theme (3:35)
05. Angel - The Fortune (8:39)
06. Styx - Suite Madame Blue (6:31)
07. Mostly Autumn - The Gap Is Too Wide (10:36)
08. Supersister - Present From Nancy (5:10)
09. Focus - Hocus Pocus (6:41)
10. Kansas - Carry On Wayward Son (5:23)
11. Toto - Home Of The Brave (6:49)


LINK

29 de mai de 2015

YES - "Progeny: Seven Shows from Seventy-Two" - 2015

“Invasão de privacidade”, este deveria ser o nome deste CDbox do Yes, intitulado, “Progeny: Seven Shows from Seventy-Two”, composto por quatorze CD’s, espelhando o que de melhor o Yes soube fazer ao longo dos anos setenta, “MÚSICA”, com letras maiúsculas, para que não paire nenhuma dúvida.

Aliás, uma MÚSICA, simplesmente irresistível, invasora de corações e mentes, viajante, um estímulo cultural sem precedentes, que no meu caso, me persegue há mais de quarenta anos e a história se repete a cada álbum ou bootleg escutado, pois ela está sempre renovada com um novo caminho a ser percorrido.

Espantosamente desta vez a acéfala indústria fonográfica saiu na frente e lançou esta magnífica coleção de shows acontecidos no ano de 1972, entre outubro e novembro, distribuídos pelos USA e o Canada, cobrindo a “Close to The Edge Tour”, apenas lembrando que neste mesmo ano já havia sido lançado o álbum “Fragile” outra super pérola da banda.

O negócio é tão sério em relação ao Yes, que sabiamente, na abertura de seus shows eles usavam um trecho da “Firebird Suite” resultando em uma expectativa devastadora sobre o que viria a seguir e posso assegurar por ter vivido esta experiência que a viagem começava ao apagar das luzes e o início desta abertura, simplesmente inigualável. 

Fazendo um “Brain-Storm” bem sucinto, vamos voltar ao ano de 1969, quando foi lançado o primeiro álbum, “YES” onde não tínhamos ideia completa de qual seria o caminho que esta nova banda iria seguir, mas só pelo fato de incluírem uma música dos “Beatles”, chamada, “Every Little Thing", com uma excelente versão psicodélica, já mostrava algo diferenciado em sua própria música e uma dose elevada de audácia para quem estava começando.

No ano seguinte, eles começavam a ligar as turbinas em direção ao rock progressivo com seu álbum, “Time and Word”, ainda de forma muito tímida, mas demonstrando uma forte personalidade, que veio a eclodir verdadeiramente no ano seguinte com o “Yes Album”, um clássico do rock com lugar de destaque garantido na história do rock.


Agora, lançar dois álbuns com a indiscutível qualidade musical, como “Fragile” e “Close to the Edge”, aclamados pela crítica e principalmente pelos fãs no período de um ano, não é para qualquer, é coisa de gênio e neste momento, inegavelmente a banda dispunha dos melhores músicos e compositores da época.

É certo que falar em melhor banda ou melhor músico daquela época, chega a ser um sacrilégio ou mesmo uma tentativa de suicídio, pois se colocarmos lado a lado, Yes, Genesis, ELP, PFM, Camel, Triumvirat, Jethro Tull, Pink Floyd, Eloy, Kansas e mais um sem número de bandas, vamos todos sair na porrada e não vamos chegar a lugar algum, mesmo porque até mesmo em certos casos a comparação se tornaria impossível, portanto, humildemente peço a licença a todos para considerar que para esta resenha o Yes fosse a melhor banda naquele momento.

Vale lembrar que, logo depois em 1973, não satisfeitos com o que já tinham feito, ainda iriam lançar o que para mim define um dos paradigmas do rock progressivo, “Tales From Topographic Oceans”, obra mais do que prima do rock.

Sei que muitos vão lembrar que este álbum foi o estopim para o primeiro pedido de demissão de Rick Wakeman da banda e bla bla bla, entretanto, há alguns anos atrás o próprio reconheceu seu inestimável valor, pois não poderia ser diferente.

Mesmo depois de sua saída, o álbum “Relayer”, de 1974 com o “bolha d’água” do Patrick Moraz, que sem dúvidas é um excelente tecladista, talvez um dos melhores do mundo, mas infelizmente como nem tudo é perfeito, além de muito pedante, ele é um “chato de galochas”, mas justiça seja feita, saiu-se muito bem neste álbum, tanto nos estúdios, bem como em suas apresentações públicas, transformando-o em um dos maiores feitos do Yes.

Resumindo este imbróglio todo, o Yes é a síntese de parte de uma época, onde o pior músico era excelente, a música era arrebatadora e cativante, com uma inteligência incomum, capaz de proporcionar viagens sem sair do lugar, coisa de louco mesmo, sem explicação lógica. 

Voltando ao álbum, “Progeny: Seven Shows from Seventy-Two”, ele registra as apresentações em sete ocasiões diferentes, entretanto, seu repertório é praticamente o mesmo em todos os shows, o que não tira o mérito deste CDbox, que está com o áudio mais do que perfeito, o que para os fãs da banda fica como mais um documento histórico, portanto amigos, sejam bem rápidos, pois este link deve durar muito pouco tempo. Boa audição a todos!!!

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

Yes:
Jon Anderson / vocals
Steve Howe / guitar
Chris Squire / bass
Rick Wakeman / keyboards
Alan White / drums

Track Listing for every show/double disc:
Opening (Excerpt From Firebird Suite)
Siberian Khatru
I've Seen All Good People
  a. Your Move
  b. All Good People
Heart Of The Sunrise
Clap/Mood For A Day
And You And I
  i. Cord Of Life
  ii. Eclipse
  iii. The Preacher The Teacher
  iv. Apocalypse
Close To The Edge
  i. The Solid Time Of Change
  ii. Total Mass Retain
  iii. I Get Up I Get Down
  iv. Seasons Of Man
Excerpts From "The Six Wives Of Henry VIII"
Roundabout
Yours Is No Disgrace

LINK

21 de mai de 2015

ELOY - "Minden" - 1973

Se eu não estiver muito enganado, esse será o vigésimo quarto álbum do Eloy que posto aqui no blog e prestando bem atenção, verifiquei que postei mais álbuns da banda alemã do que para o ELP, Jethro Tull ou até mesmo o Kansas, que são bandas mais populares e difundidas do que o Eloy, mas existem algumas particularidades que o diferenciam das demais citadas.

Uma das particularidades é a existência de Frank Bornemann, um mago do rock, um visionário muito além de seu tempo, ótimo compositor, excelente guitarrista, um bom cantor e uma das figuras mais queridas e admiradas em seu meio que soube cativar uma legião de fãs espalhadas pelos cinco continentes em pouco mais quatro décadas de dedicação à música.

Outra atratividade da banda, é a quantidade de músicos que já passaram pelo grupo, algo em torno de uns 15 músicos que entraram e saíram, alguns até retornaram e pelo incrível que possa parecer, o som da banda manteve uma invejável uniformidade musical.

Esse fenômeno foi possível graças a boa administração de Frank Bornemann, que só esteve fora de um único álbum, a trilha sonora do filme “Codename Wildgeese”, de 1984, estrelado por alguns nomes bem conhecidos como Lee Van Cleef, Ernest Borgnine, Klaus Kinki e outros, já postado aqui em dezembro de 2010.

Como se fosse um camaleão, a música do Eloy foi se adaptando ao longo do tempo e ao invés de mudar de cor conforme a necessidade ele mudou sua música conforme os movimentos musicais iam surgindo, sem perder sua real vocação, o rock progressivo, passando pelas fases Hard Rock, Progressiva, Sinfônica e até mesmo uma fase metal, bastando dar uma escutada no álbum “Metromania” de 1984 que é recheado de pegadas bem fortes de guitarra e bateria.

Uma triste característica desta banda é justamente a falta de material alternativo à sua discografia oficial, portanto quando aparece al diferente, é uma obrigação dividir com todos este bootleg, intitulado, “Minden”, gravado no “Zur Grille” em abril de 1973, na cidade alemã de Minden.

Parte desta gravação foi feita a partir de músicas extraídas do álbum, “Inside”, deste mesmo ano, bem como duas músicas que a princípio não se encaixam em álbum de estúdio algum, “The Church” e “Flying High” e mais duas que não possuem qualquer identificação, portanto temos algo de inédito neste bootleg, o que é muito bom, para uma banda tão “mosca branca” como esta.

Nesta época o som da banda estava muito próximo ao Hard Rock, entretanto já com nítidas influências do rock progressivo que começavam a incendiar a genial mente de Frank Bornemann, que daí por diante iria revelar sua veia progressiva nos álbuns seguintes.

Do álbum “Inside” temos as músicas, “Inside”; “Future City”, “Castle In The Air” e “Land Of No Body” e para dar vida a estas músicas, além do próprio Frank Bornemann, a formação do Eloy foi completada por Manfred Wieczorke nos teclados, Wolfgan Stocker no baixo e Fritz Randow na bateria completam o elenco de músicos.

Apenas para situar a discografia da banda, a partir de 1971 até 2014, foram lançados dezessete álbuns de estúdio, três álbuns “live”, duas compilações com suas melhores músicas e uma trilha sonora de filme, completam este rico acervo musical. 

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

Eloy:
Frank Bornemann - guitar, vocals
Manfred Wieczorke- organ
Wolfgang Stocker - bass
Fritz Randow - drums


Tracks:
01 Inside
02 Future City
03 Castle In The Air
04 The Church
05 Flying High
06 Land Of No Body
07 Unknown
08 Drum Solo
09 Unknown


13 de mai de 2015

THE BEATLES - "Bootleg Recordings" - 1963


BEATLES!!!! Cada vez mais vivos e presentes em nossas vidas, atravessando as décadas sempre com muita dignidade, carisma e ainda cooptando gerações e mais gerações de fãs, independente de tribos da qual pertençam.

Por que? São tantas as explicações que fica até difícil escolher uma, pois sempre há um detalhe a mais quando surge um novo pensamento a respeito deste fenômeno que ronda a vida em conjunto dos quatro fabulosos de Liverpool.

Uma das teorias que gosto muito, se baseia na ideia de que a simplicidade das composições tanto na letra como na música é tanta, que eles conseguiram abrir um portal na mente das pessoas criando uma atração, praticamente irresistível.

Tempo e espaço é muito importante nesta questão também, portanto, eles surgiram na época certa e no lugar certo e trabalharam muito e desse modo o reconhecimento e o sucesso mais que merecido, veio na cauda do cometa Beatles.

Todos sem exceção, tinham “cara de bom moço”, se vestiam de modo adequado para os padrões da época, foram muito bem recebidos pela mídia e principalmente pela legião de fãs e ainda por cima, tiveram a sorte de cair nas mãos de Brian Epstein que foi o descobridor e empresário da banda até sua morte em 1967 e de George Martin que era o mais criativo produtor musical da época, obtendo com isso a química perfeita para o sucesso.

É lógico que talento eles tinham de sobra para criar suas composições e principalmente dar vida a elas quando se apresentavam em público e isso é inegável, mas analisando friamente a questão e deixando a simpatia pessoal por um ou outro membro da banda de lado, nenhum deles era um “guitar hero” em seu instrumento de trabalho, mesmo porque a estrutura musical das composições não exigia grandes esforços e também não era esse o objetivo do grupo que nunca produziu uma música para este ou aquele fazer um solo de seu instrumento.

Entretanto, cabe ressaltar que todas elas sempre soaram muito grande, com um apelo emocional muito difícil de segurar até hoje, o que me leva a crer que o que eles produziram lá trás, na década de sessenta, estava muito além de seu tempo e ao que tudo indica, sempre vai estar, pois é música de vanguarda.

Eu já perdi a conta de quantas remasterizações foram feitas na discografia dos Beatles nestas mais de cinco décadas de existência, num claro sinal que este fenômeno está muito longe de acabar e sem medo de errar, posso afirmar que ele não terá fim.

Voltando a minha primeira teoria, acredito que esta compilação de ensaios, intitulada, “Bootleg Recordings 1963”, possa dar crédito que em determinados momentos e situações, a simplificação do ato, o torna gigante, imensurável e até incontrolável.

São audições a partir de ensaios da gravação dos álbuns, “Please, Please me” e “With the Beatles”, ambos lançados em 1963 e algumas gravações de shows da época, onde é possível ouvir a gritaria da mulherada completamente enlouquecida, bem como algumas gravações demo de John Lennon.

É um material histórico e fundamental para os amantes da música, mas principalmente para os mais aficionados da banda, que não são poucos, pois é o registro histórico do início da carreira da banda mais aclamada e bem-sucedida do mundo da música.

Diante deste fato, só nos resta agradecer a alma iluminada que se deu ao trabalho de digitalizar o conteúdo das velhas matrizes de gravação e disponibiliza-las no mundo virtual com qualidade excepcional de áudio.  Muitíssimo Obrigado!!!! 

RECOMENDADÍSSIMO!!!!

Beatles:
John Lennon,
Paul MacCartney
Ringo Star
George Harrinson

Tracks:
CD1
01 -‘There’s A Place’ – Takes 5, 6
02 -‘There’s A Place’ – Take 8
03 ‘There’s A Place’ – Take 9
04 - ‘Do You Want To Known A Secret’ – Track 2, Take 7
05 - ‘A Taste Of Honey’ – Track 2, Take 6.
06 -‘I Saw Her Standing There’ – Take 2
07 - ‘Misery’ – Take 1
08 - ‘Misery’ – Take 7
09 - ‘From Me To You’ – Take 1 & 2
10 - ‘From Me To You’ – Take 5
11 - ‘Thank You Girl’ – Take 1
12 - ‘Thank You Girl’ – Take 5
13 - ‘One After 909′ – Take 1 & 2
14 - ‘Hold Me Tight” – Take 21
15 - ‘Money (That’s What I Want)’ – RM 7 Undubbed
16 - ‘Some Other Guy’ – Live At BBC For ‘Saturday Club’ / 26th January, 1963
17 - ‘Love Me Do’ – Live At BBC For ‘Saturday Club’ / 26th January, 1963
18 - ‘Too Much Monkey Business’ – Live At BBC For ‘Saturday Club’ / 16th March, 1963
19 - ‘I Saw Her Standing There’ – Live At BBC For ‘Saturday Club’ / 16th March, 1963
20 - ‘Do You Want To Know A Secret’ – Live At BBC For ‘Saturday Club’ / 25th May, 1963
21 - ‘From Me To You’ – Live At BBC For ‘Saturday Club’ / 26th May, 1963
22 - ‘I Got To Find My Baby’ – Live At BBC For ‘Saturday Club’ / 26th January, 1963
23 - ‘Roll Over Beethoven’ – Live At BBC For ‘Saturday Club’ / 29th June, 1963
24 - ‘A Taste Of Honey’ – Live At BBC For ‘Easy Beat’ / 23rd June, 1963
25 - ‘Love Me Do’ – Live At BBC For ‘Easy Beat’ / 20th October, 1963
26 - ‘Please Please Me’ – Live At BBC For ‘Easy Beat’ / 20th October, 1963
27 - ‘She Loves You’ – Live At BBC For ‘Easy Beat’ / 20th October, 1963
28 - ‘I Want To Hold Your Hand’ – Live At BBC For ‘Saturday Club’ / 21st December, 1963
29 - ‘Till There Was You’ – Live At BBC For ‘Saturday Club’ / 21st December, 1963
30 - ‘Roll Over Beethoveen’ – Live At BBC For ‘Saturday Club’ / 21st December, 1963
CD2
01 - ‘You Really Got A Hold On Me’ – Live At BBC For ‘Pop Go The Beatles’ / 4th June, 1963
02 - ‘The Hippy Hippy Shake’ – Live At BBC For ‘Pop Go The Beatles’ / 4th June, 1963
03 - ‘Till There Was You’ – Live At BBC For ‘Pop Go The Beatles’ /11th June, 1963
04 - ‘A Shot Of Rhythm And Blues’ – Live At BBC For ‘Pop Go The Beatles’ / 18th June, 1963
05 - ‘A Taste Of Honey’ – Live At BBC For ‘Pop Go The Beatles’ / 18th June, 1963
06 - ‘Money (That’s What I Want)’ – Live At BBC For ‘Pop Go The Beatles’ / 18th June, 1963
07 - ‘Anna’ – Live At BBC For ‘Pop Go The Beatles’ / 25th June, 1963
08 - ‘Love Me Do’ – Live At BBC For ‘Pop Go The Beatles’ / 10th September, 1963
09 - ‘She Loves You’ – Live At BBC For ‘Pop Go The Beatles’ / 24th September, 1963
10 - ‘I’ll Get You’ – Live At BBC For ‘Pop Go The Beatles’ / 10th September, 1963
11 - ‘A Taste Of Honey’ – Live At BBC For ‘Pop Go The Beatles’ / 10th September, 1963
12 - ‘Boys’ – Live At BBC For ‘Pop Go The Beatles’ / 17th September, 1963
13 - ‘Chains’ – Live At BBC For ‘Pop Go The Beatles’ / 17th September, 1963
14 - ‘You Really Got A Hold On Me’ – Live At BBC For ‘Pop Go The Beatles’ / 17th September, 1963
15 - ‘I Saw Her Standing There’ – Live At BBC For ‘Pop Go The Beatles’ / 24th September, 1963
16 - ‘She Loves You’ – Live At BBC For ‘Pop Go The Beatles’ / 10th September, 1963
17 - ‘Twist And Shout’ – Live At BBC For ‘Pop Go The Beatles’ / 24th September, 1963
18 - ‘Do You Want To Know A Secret’ – Live At BBC For ‘Here We Go’ / 12th March, 1963
19 - ‘Please Please Me’ – Live At BBC For ‘Here We Go’ / 12th March, 1963
20 - ‘Long Tall Sally’ – Live At BBC For ‘Side By Side’ / 13th May, 1963
21 - ‘Chains’ – Live At BBC For ‘Side By Side’ / 13th May, 1963
22 - ‘Boys’ – Live At BBC For ‘Side By Side’ / 13th May, 1963
23 - ‘A Taste Of Honey’ – Live At BBC For ‘Side By Side’ / 13th May, 1963
24 - ‘Roll Over Beethoven’ – Live At BBC For ‘From Us To You’ / 26th December, 1963
25 - ‘All My Loving’ – Live At BBC For ‘From Us To You’ / 26th December, 1963
26 - ‘She Loves You’ – Live At BBC For “From Us To You” / 26th December, 1963
27 - ‘Till There Was You’ – Live At BBC For “From Us To You” / 26th December, 1963
28 - ‘Bad To Me’ – Demo
29 - ‘I’m In Love’ – (John demo key of F)
30 - ‘I’m In Love’ – (John demo key of g)

LINKS

7 de mai de 2015

RENAISSANCE - "DeLane Lea Studios" - 1973

Existem algumas bandas de rock (e.g.: Triumvirat) que são um tanto “mosca branca” na hora de pintar com um álbum “ao vivo”, alguma gravação perdida em algum estúdio ou mesmo um bootleg e o Renaissance, pode ser incluído nesta categoria, ainda mais por tratar-se de uma apresentação feita no ano de 1973 no “DeLane Lea Studios", Londres, Inglaterra.

Esse estúdio é muito emblemático para os britânicos, pois grandes nomes da música passaram por lá, como os Beatles, Pink Floyd, Queen, Deep Purple, Eletric Light Orchestra, The Who, Jimi Hendrix Experience e mais uma penca de nomes famosos.

Inicialmente ele se prestava para a cópia e dublagem de filmes e programas de TV para a língua francesa, mas com o tempo ganhou corpo expandindo seus negócios e entrando definitivamente para o mundo da música e mais recentemente, em 2012, foi comprado pela Warner Bros, onde tem sido usado por renomados diretores de cinema, como Tim Burton, Guilherme Del Toro e outros figurões do mundo do telão.

Voltando ao álbum em questão e tendo passado pouco mais de quatro décadas de sua gravação, este álbum revela claramente o “modus operandi”, aliás, marca registrada da banda de compor e executar suas músicas, que ao contrário das demais bandas de sua geração que primavam pelo virtuosismo, digo, exibicionismo, o Renaissance, de forma simples, quase “Franciscana”, conseguia e ainda consegue provocar o mesmo efeito e sentimento que um Genesis, Yes, ELP, Pink Floyd e Cia...., com toda a teatralidade, pirotecnias e trapizombas eletro-eletrônicas disponíveis na época.

Eu sei, alguém vai dizer, e a Annie Haslan não conta??? Claro que conta!!!! Ela é com certeza um ponto fora da curva de normalidade esperada para uma vocalista de banda de rock, pois sua inimitável voz é angelical, hipnótica, é aveludada e afinada como uma espada de samurai dos tempos feudais no Japão e isso é incontestável.

Outro fato, de menor importância, mas relevante para quem se expõe é que ela era lindíssima, tinha um carisma invejável, parecia um anjo diante do público e até hoje, basta procurar no Facebook, seus traços de beleza estão perpetuados na face de uma bela senhora que ainda gosta de cantar rock.

Mas eu me refiro ao conjunto da obra, com músicas absolutamente fantásticas, calcadas apenas em enredos deliciosamente encantadores e envolventes, mais para o Folk do que para o Progressivo, contando apenas com a raça e a coragem de Michel Dunford com sua guitarra, Jon Camp no baixo, Jon Tout nos teclados (99% de piano, mas dando um show), Terence Sullivan na bateria e logicamente Annie Haslan, destruindo corações com sua voz, para dar vida a essas espetaculares composições.

Como a banda é das antigas, muita gente já conhece a obra, mas para quem ainda não teve o prazer de conhecer, não custa citar algumas músicas como, “Prologue”, “Can You Understand?”; “Let It Grow”, “Ashes Are Burning” e tantas outras presentes neste e em outros álbuns de estúdio da banda, portanto, como de costume está feito o convite a audição deste grande álbum.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

Renaissance:
Michel Dunford 
Jon Camp
Jon Tout
Terence Sullivan
Annie Haslan

Tracks:
01. Can You Understand
02. Let It Grow
03. Sounds Of The Sea
04. Carpet Of The Sun
05. At The Harbour
06. Ashes Are Burning (with Andy Power and Al Stewart)
07. Prologue


19 de abr de 2015

ELP - "Once Upon A Time In South America" - 2015

Quando o assunto é o ELP, o negócio é ser curto e grosso, pois não há mais adjetivos para descrever os feitos de seus músicos e principalmente a sua música que atravessa as décadas sem levar em conta o momento e continua atual.

Eu muitas vezes me pergunto o porquê de continuar postando determinadas bandas, como o ELP e a cada tentativa de justificar esse ato eu encontro uma resposta diferente, entretanto ultimamente eu me deparei com uma resposta que pode ser a mais próxima deste fenômeno.


A proporção em que a tecnologia em todos os setores vai avançando, a criatividade humana vai sendo esvaziada pelo uso de softwares cada vez mais sofisticados, hardware de alto poder, APPS que tudo fazem e tudo mais que um “geek” de ultima geração possa sonhar, facilitando a nossa vida e fazendo com que raciocinemos cada vez menos, pois com um simples toque, temos a resposta e/ou a solução para alguma necessidade. 


No universo da música, não está diferente, pois salvo raríssimas exceções, a partir da década de noventa para os dias atuais, o que se escuta está longe de ser chamado de música como realmente ela deveria ser, pois há ausência de letras e arranjos musicais com um mínimo de inteligência e sofisticação que chamem a atenção.

Emerson
Até bandas da incomparável e inconfundível era jurássica do rock que insistem em permanecer na ativa também padecem deste mal, com o um agravante que é o desgaste natural de décadas de trabalho a serviço da arte, onde a criatividade parece que se aposentou unilateralmente em algum momento e não mandou um aviso aos seus patrões que estava encerrando suas atividades.

Tenho notado que sistematicamente têm surgido novas bandas de rock, principalmente no universo progressivo que é onde eu tenho feito minhas observações e esta situação vem se repetindo, com músicas feitas a partir de sofisticada tecnologia de ponta que está disponível nas melhores casas do ramo, que em alguns casos revelam bons músicos, mas que infelizmente são desprovidos de alma musical, que é ponte que liga o músico ao seu destino final, nós, simples mortais, porém, extremamente exigentes e implacáveis, quando o assunto é a boa música.

Lake
Não adianta ter o mais sofisticado teclado ou guitarra ou o instrumento musical que for, se ele é utilizado de forma protocolar sem o músico e a música transferir o código que mexe nas nossas emoções e nos faz atravessar décadas escutando as mesmas músicas como se elas fossem atuais.

Dai chegar até ao álbum, “Once Upon a Time - Live in South America” do ELP, com shows acontecidos na década de noventa, com a maioria das músicas feitas na década de setenta e mesmo assim soar como algo inédito, pois a cada execução é possível sentir a capacidade de renovação que seus músicos conseguem transferir à música mesmo que subliminarmente, ativando o código que dá a centelha em nossos neurônios liberando sensações e bem estar que tecnologia nenhuma consegue proporcionar, isso sim, é o que há.

Palmer
Agora, chega de bla bla bla e vamos ao que interessa, que é o ELP e sua música, desta vez em terras Sul-americanas, inclusive com direito a passagem em terras Tupiniquins, mais precisamente na Cidade do Rio de Janeiro.

Esse álbum é o registro da passagem do ELP, pelo Chile, Argentina e pelo Brasil na década de noventa nos anos de 1993 e 1997 e para situar cronologicamente a banda, em 1992 foi lançado o álbum de estúdio “Black Moon” e em 1994 o álbum, “In the Hot Seat” e desde então não se juntaram mais para trabalhos em estúdios, produzindo apenas novos trabalhos individuais, no entanto, a parceria continuou nos palcos.

Falar de seu membros está fora de questão e falar de suas músicas é chover no molhado, mas não mencionar músicas como, Tarkus, Pictures At An Exhibition, Karn Evil 9, Hoedown, From The Beginning, Knife Edge, Fanfarre For The Common Man e Lucky Man, seria um sacrilégio, portanto, para quem já conhece, a lembrança que elas ainda soam muito forte foi feita e para quem ainda não conhece, não perca tempo, escute estas músicas e se encante definitivamente com o ELP

RECOMENDADÍSSIMO!!!!

ELP
Keith Emerson
Greg Lake
Carl Palmer

Tracks
Disc One

01 Introductory Fanfare
02 Tarkus
03 Knife Edge
04 Paper Blood
05 Black Moon
06 Close To Home
07 Creole Dance
08 Still… You Turn Me On
09 C’est La Vie
10 Lucky Man
11 Honky Tonk Train Blues
12 Touch And Go
13 Pirates
Tracks 1-13 Recorded Live at Estadio Chile, Santiago, Chile on April 1, 1993

Disc Two

01 Hoedown
02 Pictures At An Exhibition
03 Fanfare For The Common Man / America / Rondo
04 Introductory Fanfare
05 Tarkus
06 Knife Edge
07 Paper Blood
08 Black Moon
09 Keith Emerson Piano Solo
Tracks 1-3 Recorded Live at Estadio Chile, Santiago, Chile on Aril 1, 1993. Tracks 4-9 Recorded Live at Obras Stadium, Buenos Aires, Argentina on April 5, 1993

Disc Three
01 Creole Dance
02 From The Beginning
03 C’est La Vie
04 Lucky Man
05 Honky Tonk Train Blues
06 Touch And Go
07 Pirates
08 Hoedown
09 Instrumental Jam
10 Pictures At An Exhibition
Tracks 1-10 Recorded Live at Obras Stadium, Buenos Aires, Argentina on April 5, 1993

Disc Four
01 Fanfare For The Common Man / America / Rondo
02 Karn Evil 9 1st Impression Part 2
03 Hoedown
04 Touch And Go
05 From The Beginning
06 Knife Edge
07 Lucky Man
08 Tarkus
09 Pictures At An Exhibition
10 21st Century Schizoid Man
11 America
Track 1 Recorded Live at Obras Stadium, Buenos Aires, Argentina on April 5, 1993. Tracks 2-11 Recorded Live at the Metropolitan Theater, Rio de Janeiro, Brazil on August 16, 1997



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