19 de abr de 2015

ELP - "Once Upon A Time In South America" - 2015

Quando o assunto é o ELP, o negócio é ser curto e grosso, pois não há mais adjetivos para descrever os feitos de seus músicos e principalmente a sua música que atravessa as décadas sem levar em conta o momento e continua atual.

Eu muitas vezes me pergunto o porquê de continuar postando determinadas bandas, como o ELP e a cada tentativa de justificar esse ato eu encontro uma resposta diferente, entretanto ultimamente eu me deparei com uma resposta que pode ser a mais próxima deste fenômeno.


A proporção em que a tecnologia em todos os setores vai avançando, a criatividade humana vai sendo esvaziada pelo uso de softwares cada vez mais sofisticados, hardware de alto poder, APPS que tudo fazem e tudo mais que um “geek” de ultima geração possa sonhar, facilitando a nossa vida e fazendo com que raciocinemos cada vez menos, pois com um simples toque, temos a resposta e/ou a solução para alguma necessidade. 


No universo da música, não está diferente, pois salvo raríssimas exceções, a partir da década de noventa para os dias atuais, o que se escuta está longe de ser chamado de música como realmente ela deveria ser, pois há ausência de letras e arranjos musicais com um mínimo de inteligência e sofisticação que chamem a atenção.

Emerson
Até bandas da incomparável e inconfundível era jurássica do rock que insistem em permanecer na ativa também padecem deste mal, com o um agravante que é o desgaste natural de décadas de trabalho a serviço da arte, onde a criatividade parece que se aposentou unilateralmente em algum momento e não mandou um aviso aos seus patrões que estava encerrando suas atividades.

Tenho notado que sistematicamente têm surgido novas bandas de rock, principalmente no universo progressivo que é onde eu tenho feito minhas observações e esta situação vem se repetindo, com músicas feitas a partir de sofisticada tecnologia de ponta que está disponível nas melhores casas do ramo, que em alguns casos revelam bons músicos, mas que infelizmente são desprovidos de alma musical, que é ponte que liga o músico ao seu destino final, nós, simples mortais, porém, extremamente exigentes e implacáveis, quando o assunto é a boa música.

Lake
Não adianta ter o mais sofisticado teclado ou guitarra ou o instrumento musical que for, se ele é utilizado de forma protocolar sem o músico e a música transferir o código que mexe nas nossas emoções e nos faz atravessar décadas escutando as mesmas músicas como se elas fossem atuais.

Dai chegar até ao álbum, “Once Upon a Time - Live in South America” do ELP, com shows acontecidos na década de noventa, com a maioria das músicas feitas na década de setenta e mesmo assim soar como algo inédito, pois a cada execução é possível sentir a capacidade de renovação que seus músicos conseguem transferir à música mesmo que subliminarmente, ativando o código que dá a centelha em nossos neurônios liberando sensações e bem estar que tecnologia nenhuma consegue proporcionar, isso sim, é o que há.

Palmer
Agora, chega de bla bla bla e vamos ao que interessa, que é o ELP e sua música, desta vez em terras Sul-americanas, inclusive com direito a passagem em terras Tupiniquins, mais precisamente na Cidade do Rio de Janeiro.

Esse álbum é o registro da passagem do ELP, pelo Chile, Argentina e pelo Brasil na década de noventa nos anos de 1993 e 1997 e para situar cronologicamente a banda, em 1992 foi lançado o álbum de estúdio “Black Moon” e em 1994 o álbum, “In the Hot Seat” e desde então não se juntaram mais para trabalhos em estúdios, produzindo apenas novos trabalhos individuais, no entanto, a parceria continuou nos palcos.

Falar de seu membros está fora de questão e falar de suas músicas é chover no molhado, mas não mencionar músicas como, Tarkus, Pictures At An Exhibition, Karn Evil 9, Hoedown, From The Beginning, Knife Edge, Fanfarre For The Common Man e Lucky Man, seria um sacrilégio, portanto, para quem já conhece, a lembrança que elas ainda soam muito forte foi feita e para quem ainda não conhece, não perca tempo, escute estas músicas e se encante definitivamente com o ELP

RECOMENDADÍSSIMO!!!!

ELP
Keith Emerson
Greg Lake
Carl Palmer

Tracks
Disc One

01 Introductory Fanfare
02 Tarkus
03 Knife Edge
04 Paper Blood
05 Black Moon
06 Close To Home
07 Creole Dance
08 Still… You Turn Me On
09 C’est La Vie
10 Lucky Man
11 Honky Tonk Train Blues
12 Touch And Go
13 Pirates
Tracks 1-13 Recorded Live at Estadio Chile, Santiago, Chile on April 1, 1993

Disc Two

01 Hoedown
02 Pictures At An Exhibition
03 Fanfare For The Common Man / America / Rondo
04 Introductory Fanfare
05 Tarkus
06 Knife Edge
07 Paper Blood
08 Black Moon
09 Keith Emerson Piano Solo
Tracks 1-3 Recorded Live at Estadio Chile, Santiago, Chile on Aril 1, 1993. Tracks 4-9 Recorded Live at Obras Stadium, Buenos Aires, Argentina on April 5, 1993

Disc Three
01 Creole Dance
02 From The Beginning
03 C’est La Vie
04 Lucky Man
05 Honky Tonk Train Blues
06 Touch And Go
07 Pirates
08 Hoedown
09 Instrumental Jam
10 Pictures At An Exhibition
Tracks 1-10 Recorded Live at Obras Stadium, Buenos Aires, Argentina on April 5, 1993

Disc Four
01 Fanfare For The Common Man / America / Rondo
02 Karn Evil 9 1st Impression Part 2
03 Hoedown
04 Touch And Go
05 From The Beginning
06 Knife Edge
07 Lucky Man
08 Tarkus
09 Pictures At An Exhibition
10 21st Century Schizoid Man
11 America
Track 1 Recorded Live at Obras Stadium, Buenos Aires, Argentina on April 5, 1993. Tracks 2-11 Recorded Live at the Metropolitan Theater, Rio de Janeiro, Brazil on August 16, 1997



1 de abr de 2015

THE ROYAL PHILHARMONIC ORCHESTRA - "Plays Prog Rock Classics" - 2015

Não é incomum o lançamento de álbuns como este, com orquestras executando peças clássicas do rock, entretanto, esse foi criado dentro dos estúdios Abbey Road, com a participação da The Royal Philharmonic Orchestra e como se não bastasse, teve também a participação de alguns nomes estelares da estratosfera do rock progressivo para então formar uma grande banda de rock.

Associado a isto, devemos somar um elenco de músicas de bandas não menos estelares como o Yes, Pink Floyd, Jethro Tull, ELP, Rush, King Crimson, Focus, Genesis, Moody Blues e o Gentle Giant, para transformar este álbum em uma celebração ao rock, a música clássica e a tudo de bom que ela proporciona.

Músicos da RPO
Se alguém perguntar se há algum pré-requisito para se escutar um álbum de música clássica ao ritmo do melhor rock progressivo, eu diria que sim, apenas gostar de música, não importando a tribo ou a tendência musical que se associe ao perfil do ouvinte e vou mais longe, pois do modo como foi concebido, é um convite irrecusável para quem não tem familiaridade com a música clássica.

A The Royal Philharmonic Orchestra dispensa maiores comentários por razões óbvias, mas como o intuito é informar, não custa lembrar que ela é originária da Inglaterra, tendo sido fundada em 1946, pelo então maestro Thomas Beecham que ficou no comando artístico até 1961 como diretor e regente titular da filarmônica.

Adrian Smith
Isto posto, vamos aos convidados estelares que se agregaram a filarmônica e faço questão de começar por Gavin Harrison, ele mesmo, o batera do Porcupine Tree, que doa seu talento para a música, “21st Century Schizoid Man” do King Crimson.

Adrian Smith, um dos guitarristas do Iron Maiden, dá o ar da graça na música, “Red Barchetta” do Rush e como não poderia deixar de ser, deixa sua marca “metálica” registrada e no mesmo tom, Patrick Moraz impõe seu estilo à música "Think Of Me With Kindness" do Gentle Giant.

Há uma contribuição muito significativa na música, “Roundabout” do Yes feita pelo tecladista Jimmy Greenspoon do Three Dog Night, que infelizmente faleceu no início de 2015, deixando suas últimas impressões muito bem gravadas neste álbum.

Ian Bairnson, multi-instrumentista, membro quase que cativo do “Alan Parsons Project”, mostra o que sabe em “Comfortably Numb” do Pink Floyd, e na sequencia, Guthrie Govan que por um bom tempo foi membro do Asia, também está presente em “21st Century Schizoid Man”.

Patrick Moraz
Mark Feltham do New Model Army vem convidado para a música “Nights In White Satin”  do Moddy Blues e por fim, o musico e compositor, Richard Harvey do Gryphon, contribui para a música, Thick As A Brick do Jethro Tull.

Finalmente podemos chegar sem muitas delongas ao ápice deste álbum que sem dúvidas alguma são suas músicas, que a luz dos meus sentimentos, foram muito bem escolhidas, todas elas sem exceção, mas como tenho língua grande, ou melhor dizendo, uma escrita longa, aponto a primeira faixa, uma suíte especialmente montada com a junção das músicas Tarkus e From the Beginning do ELP, como umas das melhores versões orquestradas que já ouvi. 

Thijs Van Leer
Roundabout, Watcher of the Skies, 21st Century Schizoid Man são músicas que estão em um formato para fazer levantar defunto de caixão e sair pulando de alegria, pois além de clássicos em sua forma original, com certeza se tornarão clássicos da música clássica também.

A música Focus II que teve a participação especialíssima de Thijs Van Leer, dá a impressão que foi feita propositadamente para um dia, migrar do rock para a música clássica, assim como uma lagarta se transforma em uma borboleta, ficando até difícil de escolher qual a melhor versão, mas como sou declaradamente um volúvel musical, fico com as duas.

RECOMENDADÍSSIMO!!!!

Musicians:
The Royal Philharmonic Orchestra

Guest Musicians:
Gavin Harrison
Adrian Smith
Patrick Moraz
Jimmy Greenspoon
Ian Bairnson
Mark Feltham
Richard Harvey
Thijs Van Leer

Tracks:
01. ELP Suite: Tarkus / From The Beginning / Tarkus (Reprise)
02. Comfortably Numb feat. Ian Bairnson
03. Thick As A Brick feat. Richard Harvey
04. 21st Century Schizoid Man feat. Gavin Harrison and Guthrie Govan
05. Focus II feat. Thijs Van Leer
06. Nights In White Satin feat. Mark Feltham
07. Think Of Me With Kindness feat. Patrick Moraz
08. Roundabout feat. Jimmy Greenspoon
09. Watcher Of The Skies
10. Red Barchetta feat. Adrian Smith

LINK


21 de mar de 2015

FISH - "Gone Fishing - Leamington Spa Convention" - 2012

Tem um bom tempo que não escrevo absolutamente nada sobre Derek William Dick, sim, o Fish (ex-Marillion) e, como hoje dei de cara com esse álbum, o motivo que eu precisava estava arrumado e ainda por cima, como é um álbum gravado a partir de um show, lançado em 2012, intitulado, “Gone Fishing -Leamington Spa Convention”, foi o combustível suficiente para começar a resenhar o álbum.

O detalhe é que eu estou escutando este álbum pela primeira vez enquanto vou escrevendo, portanto, logo na primeira faixa, “Script For A Jester's Tear”, fui surpreendido pela voz de Fish muito rouca e em um tom bem abaixo do que normalmente ele canta, bem como um pouco mais lenta que o normal.

Fato, nem tudo são flores e com Fish não esta sendo diferente, pois sua voz está muito abatida, nem tanto pela sua idade, que deve estar em torno de uns cinquenta e cinco anos ou mais, mas muito provavelmente pela forma agressiva que usou sua voz ao longo de mais de trinta anos de palcos e estúdios de gravação, portanto, não é de se estranhar que sua voz não seja a mesma.

Este triste fenômeno não tira o mérito deste álbum, que está repleto de clássicos de sua época junto ao Marillion (que saudade!!), suas próprias criações, das mais antigas até algumas do último álbum, “A Feast Of Consequences” e como sempre muito bem acompanhado de músicos de primeiríssima categoria.

É possível perceber facilmente que as músicas de seu último álbum (muito bom por sinal), foram ajustadas especialmente para seu atual timbre vocal, portanto o que se escuta está em perfeita sintonia e não é possível detectar a sua perda vocal que é evidente.

Entretanto, quem um dia foi “Rei”, não perde a "Majestade" nunca, pois audaciosamente Fish e sua banda, interpretaram na íntegra a música, “Grendel”, para mim a melhor música do Marillion em todos os tempos, dada a sua complexidade musical, mas não esperem um “revival Marilliano”, pois não é isso que acontece.

Mas só pelo fato da música ter sido escalada, o que por si só é um problemão para os demais músicos, pois esta música não é nem um pouco fácil de ser executada (Frank Usher de um show com sua guitarra), foi muito bem recebida pelo publico que não é tão somente fã do Marillion, mas principalmente fã de Fish, que cada vez mais está perto de seu público.

Além de “Grendel” e Script For A Jester's Tear, outras músicas como, “He Knows You Know”, “Jigsaw”, “Freaks” e “Market Square Heroes” complementam o show com clássicos do Marillion que são intercaladas com seus próprios clássicos mais conhecidos, como, “Lucky”, “Internal Exile”, “The Company” e outras que garantem a qualidade deste show.

Por tudo que Fish já fez pela música, junto ao Marillion e fora dele, merece o meu total respeito e admiração, portanto se hoje sua voz não vibra mais como anteriormente e se não é mais possível atingir um determinado agudo, isso pouco importa, seu legado para a história do rock é inestimável, considero-o uma lenda viva e como tal deve ser respeitado, portanto sem medo de estar errando, recomendo este álbum a todos. 

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!


Musicians
Gavin Dickie / Bass (9-16)
Steve Vantsis / Bass (1-8)
Gavin Griffiths / Drums
Frank Usher / Guitar
Foss Patterson / Keyboards
Fish / Vocals


Tracks:
CD1

01. Script For A Jester's Tear
02. Long Cold Day
03. Innocent Party
04. He Knows You Know
05. Square Go
06. Feast Of Consequences
07. Other Side Of Me
08. Dark Star
09. Pilgrim's Address


CD2
01. Jigsaw
02. Freaks
03. Lucky
04. Internal Exile
05. Market Square Heroes
06. Grendel
07. The Company




11 de mar de 2015

OMEGA - "Oratórium" - 2013

Eu sempre fui muito fã do “Omega”, mas depois de escutar este álbum, “Oratórium” lançado em 2013, eu passei incondicionalmente a ser um fã de carteirinha, pois nunca tinha visto e/ou ouvido tanta grandiosidade musical executada de forma tão Franciscana, ou seja, com simplicidade e isto pode ser observado nos vídeos abaixo.

Antes até de tecer algum comentário sobre este álbum, acredito que seja prudente dar uma pequena ideia das origens do “Omega”, uma banda de rock da Hungria, mais precisamente de Budapeste, formada no final do ano de 1962, tendo como inspiração inicial a música dos Beatles e posteriormente das bandas de rock psicodélico.

O primeiro álbum, “Trombitás Frédi és a Rettenetes Emberek” foi lançado em 1968 e desta data até 1975, foram lançados um total de dez álbuns, onde o estilo predominante da banda era a fusão do Pop com o Rock’n Roll convencional e o sucesso foi tanto, que alguns álbuns tiveram as músicas cantadas na língua Húngara e em Inglês.

Catedral de Szegedi
Entre 1976 e 1987, influenciados pela música do Pink Floyd e do Eloy, lançaram mais onze álbuns, entretanto, houve um hiato de uns oito anos, com a dissolução da banda por problemas de ordem criativa, reunindo-se novamente em 1995, para o lançamento do álbum, “Trans And Dance”, e atém onde consegui apurar lançaram neste período mais nove álbuns de estúdio, mantendo-se na ativa até hoje.

“Oratórium” pode ser encarado como uma agulha num palheiro de mil hectares cúbicos, pois fazer este tipo de música nos dias de hoje para quem não é familiarizado pode parecer até um ato de suicídio musical, entretanto, certamente podemos encarar este álbum como um ato de coragem.

Tendo como pano de fundo o lindíssimo som do órgão de “László Benkő”, aliás, membro fundador da banda junto a “János Kóbor”, a instigante voz do Omega, mais uma pequena orquestra e coro, juntos produziram um dos álbuns mais significativos que escutei nos últimos vinte anos, deixando muita banda tradicional e conhecida para trás.

Igreja de Debreceni
Interessante que todas as músicas cantadas, estão na língua nativa, isto é, não é possível entender o que é dito (pelo menos para mim), mas isso de forma alguma tira o encanto que estas músicas produzem ao serem ouvidas, chegando a emocionar de verdade.

Esta percepção me faz pensar que a música é uma linguagem universal que tem o dom de atingir os nossos mais profundos sentimentos mesmo quando não temos o conhecimento de seu significado direto, pois mesmo as músicas que são mais cantadas, tendo como apoio uma leve instrumentação, chamaram muito a minha atenção.

É o tipo de álbum que dá para deixar o som rolar da primeira à última faixa sem o menor constrangimento e dentre estas músicas destaco, “Ne legyen”; “En elmegyek”; “Boldog angyalok”; “Koncert a Mennyben” e “Az egben lebegok csarnoka”, mas tenham fé que as demais músicas também são muito boas.

Os vídeos postados abaixo dão uma dimensão muito interessante e esclarecedora sobre as músicas deste álbum que consequentemente viraram um belíssimo show dentro da Catedral de Szegedi, localizada nos arredores da cidade de Szeged e também na grande Igreja de Debreceni na cidade de Debrecen em mais uma lição de cidadania e educação dada por um país do Leste Europeu, portanto, o convite a estes vídeos e ao álbum de estúdio está feito.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!

Musicians:
János Kóbor / lead and backing vocals
László Benkő / keyboards
Ferenc Debreceni / drums and percussion
Zsolt Gömöry / keyboards
Tamás Szekeres / guitar
Kati Szöllössy / bass
Orchestra Nyíregyházi Cantemus Kórus / choir

Tracks:
01. Les Preludes - Nyitány (F. Liszt) (0:46)
02. Hajnal a város felett (5:46)
03. Egy életre szól (4:35)
04. Boldog angyalok (5:19)
05. A legenda (4:57)
06. Az éjszakai országúton (3:34)
07. Ne legyen (5:30)
08. Ballada a fegyverkovács fiáról (4:04)
09. Álmod őrzi egy kép (3:15)
10. Én elmegyek (5:27)
11. Megszentelt világ (5:32)
12. Szállj le hozzánk angyal (Ördögi cirkusz) (4:27)
13. Koncert a Mennyben (4:15)
14. Egy új nap a Teremtésben (4:26)
15. Az égben lebegők csarnoka (2:40)
16. Les Preludes - Finálé (F. Liszt) (0:58)



27 de fev de 2015

TRION – “Tortoise” – 2003

Este álbum, “Tortoise”, chegou ao meu conhecimento por conta da inspiradora capa, que a principio julguei ser mais uma obra de Roger Dean, o mago do Design moderno, mas para meu espanto, quem assina a capa é Jasper Joppe Geers, que gentilmente dedicou esta arte a sua fonte de inspiração: Roger Dean.

Descoberto o autor da capa, faltava descobrir quem eram os músicos, mesmo antes de escutar o álbum, portanto, cheguei à Edo Spanninga, Eddie Mulder e Menno Boomsma, o trio que forma o “TRION”, produtor de um progressivo sinfônico instrumental muito bom, sem muitas firulas, até certo ponto pragmático e cartesiano.

Com essas características a possibilidade dessa química dar certo é muito grande e é o que realmente acontece neste álbum, pois são faixas bem dinâmicas, lastreadas por temas ricos em nuances líricas, que sustentam o enredo em toda a sua extensão, seja qual for a música.


Um ponto favorável a audição deste álbum é que ele não se parece com nada que já tenha escutado e muito menos tenha alguma semelhança com alguma banda mais marcante e conhecida, portanto ele tem uma dose de ineditismo em seu DNA, conferindo certa singularidade à banda e ao álbum.

Como o grupo faz parte de uma fase do progressivo tardio, pela data de sua criação, podemos classifica-lo como originário da terceira geração do rock progressivo, pois caracteristicamente suas músicas são bem curtas, chegando a um máximo de oito minutos, entretanto, o que se observa é que para este álbum, elas estão na medida certa, facilitando em muito sua audição, principalmente para os ouvintes mais jovens, o que o torna um atrativo.

Este álbum, “Tortoise” é o primeiro de três da banda que é originária da Holanda e seus membros são oriundos de outras duas bandas, o “ODYSSICE” e a “FLAMBOROUGH HEAD” formando este consistente trio que tem como espinha dorsal o uso dos mellotrons, que, aliás, é parte do nome da banda, pois a contração das palavras “trio” e “mellotron” gerou o nome “TRION”, muito criativo não? 

Mesmo ouvindo pouco este álbum, dá para destacar algumas músicas que chamaram a atenção como, “Tortoise”, “The New Moon”, “Jemetrion”, “Tribulation” e “Endgame”, logicamente as com mais duração e fora isso, as que se mostraram mais consistentes e sofisticadas.

O trio é muito coeso, sendo muito bem sustentado pelos órgãos e mellotrons de Edo Spanninga, que consegue criar diversas atmosferas que nas mãos de Eddie Mulder, propiciam solos de guitarra que flutuam com muita facilidade sobre o enredo, sendo muito bem costurados pela percussão de Menno Boomsma, ou seja, diversão garantida, pois é isso que importa.

Eu acredito que quando uma música, seja ela qual for, chega a categoria de “Divertimento”, pois tira o ouvinte momentaneamente da realidade, isto significa que ela atingiu seu objetivo máximo que é encantar o nosso consciente, abrindo as portas do nosso coração musical, portanto, esta feito o convite a todos para este álbum. 


ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!


Musicians
Edo Spanninga / flute, oboe, strings, organ, cello, vibe, Mellotron samples, Elka leslie
Eddie Mulder / acoustic and electric guitars, bass
Menno Boomsma / drums

Tracks Listing
01. Tortoise (5:25)
02. The New Moon (7:59)
03. Hindsight (3:33)
04. Radiation Part 1 (1:27)
05. Jemetrion (6:05)
06. Radiation Part 2 (1:16)
07. The Seagulls (5:53)
08. Hurt (1:47)
09. Tribulaton (7:03)
10. Spectrum of Colours (3:17)
11. Endgame (5:39)

LINK


16 de fev de 2015

V. A. - “The Many Faces of Yes..... A Journey Through The Inner World of Yes” - 2014

YES, eu não curto carnaval!!! Mas nada contra com quem curte, pois afinal de contas, a tribuna aqui é livre e cada um faz o que quer!!! E por falar em Yes, existe uma coleção musical intitulada, “Many Faces Of.....”, que já fez o favor de homenagear o Pink Floyd, Deep Purple, Ozzy Osborne, Led Zeppelin e agora, chegou a vez do Yes com o lançamento do álbum, “The Many Faces of Yes..... A Journey Through The Inner World Of Yes”.

Muito legal essa compilação, que é feita a partir extrações do álbum, “The BBC Sessions”, com os primórdios musicais da banda, com os projetos pessoais de seus músicos antes e/ou depois do YES (... só estranhei a falta de algum material de Jon Anderson...) e também com covers do "Pink Floyd", "Genesis" e pasmem, até do “Boston”, com seu principal hino, “More than a feeling”, no mínimo, um fato inusitado.


No primeiro CD, temos a integra do álbum, “The BBC Sessions”, com músicas dos álbuns de 1969 e 1970, respectivamente, “YES” e “Time And Word”, que naquela época, já indicavam o futuro promissor que a banda teria na década de setenta e por seu grande legado, permitiria que mais de quatro décadas após, ainda estivesse “NO AR”, mesmo com todos os problemas que muito bem conhecemos.

Destaco a coragem do Yes em utilizar uma música emblemática, como, ”Every Little Thing” dos “Beatles”, imprimindo a sua marc e criando uma nova leitura, sem se preocupar com sua origem, que talvez tenha o mais forte e importante “pedigree musical” de todos os tempos da história da música contemporânea. 

Não satisfeitos fizeram o mesmo com a música, “No Opportunity Necessary, No Experience Needed”, composta originariamente por “Richie Havens”, um dos músicos mais influentes e atuantes da “Folk Music” que encantou o mundo com sua participação na abertura do “Festival de Woodstock”, estando em cena até abril de 2013 quando de seu falecimento.

As demais músicas são clássicos imortalizados que a própria história já se encarregou de dar o tratamento devido, portanto, apenas para destacar, vamos lembrar-nos de “Dear Father”, “Sweet Dreams”, “Astral Treveller” e “Then”

Chegando ao segundo CD, “Projets Before and After Yes”, temos uma miscelânea musical, composta por diversas influências que necessariamente não tem ligação direta com a música do Yes, o que torna esta parte do projeto muito interessante.

Bandas como o “The Buggles” de “Geoff Downes e Trevor Horn”, “Flash” que conta com a participação “Peter Banks”, “The Syn” com Chris Squire, contribuem com musicas mais tendentes ao Pop, mas com um tratamento sofisticado em suas composições.

Por outro lado, Rick Wakeman aparece com musicas do Yes e uma única música autoral, a legendária, “Catherine Howard”, mas faço questão de destacar em especial a música, “The Revealing Silence Of God”, do não menos legendário álbum, “Tales From Topographic Oceans”, o estopim de sua primeira saída da banda, que talvez em sua própria época não tenha sido compreendido por ele, mas que anos depois teve o seu devido reconhecimento, aqui registrado.

As músicas “América” e “Long Distance Runaround” também estão sob a batuta de Rick Wakeman, assim como o “Asia” se fez presente com as músicas, “Here Comes The Feeling” e “Sole Survivor”, verdadeiros clássicos da banda e leais representantes do rock progressivo dos anos oitenta.

Finalmente chegando ao terceiro CD, “Playin Their Favourite Songs”, temos como principal homenageado, o "Pink Floyd", com peças de “The Dark Side Of The Moon” e “The wall” extraídas de diversos álbuns tributo à banda, bem como uma faixa dedicada ao “Genesis”, com a música “Los Endos” (sensacional), com participação de “Patrick Moraz” e outra dedicada ao “Boston” com a música, “More than a feeling”, que contou com a participação de “Alan White” e “Tony Kaye”.

Resumindo, tem música suficiente para agradar a Gregos e Troianos, pois há uma grande diversidade musical nesta compilação, portanto, como de costume, fica o meu convite à audição deste álbum triplo que tem fortes convicções para divertir e entreter, em meio às comemorações carnavalescas.


ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!


Tracks:

CD1 - The BBC Sessions01. Then (4:19)
02. Sweet Dreams (3:27)
03. Looking Around (3:40)
04. No Opportunity Necessary, No Experience Needed (4:16)
05. Everydays (5:54)
06. Astral Traveller (5:47)
07. Every Little Thing (6:38 )
08. Sweetness (4:14)
09. Something's Coming (7:39)
10. Dear Father (5:34)
11. For Everyone (4:36)

CD2 - Projects Before and After Yes
01. Rick Wakeman — Catherine Howard (9:14)
02. Flash — Lifetime (10:07)
03. Syn — Flowerman (2:34)
04. Peter Banks — Last Eclipse (2:27)
05. Rick Wakeman — The Revealing Silence Of God (7:57)
06. Syn — 14 Hour Technicolour Dream (2:57)
07. Flash — Monday Morning Eyes (5:12)
08. Rick Wakeman — Long Distance Runaround (3:25)
09. Asia — Sole Survivor (6:16)
10. Rick Wakeman — America (10:00)
11. Asia — Here Comes The Feeling (5:26)
12. Buggles — Video Killed The Radio Star (3:21)

CD3 - Playin' Their Favourite Songs
01. Breathe (4:41)
02. Money (6:22)
03. Brain Damage (3:28 )
04. Comfortably Numb (6:52)
05. The Great Gig In The Sky (4:39)
06. In The Flesh? (3:04)
07. Los Endos (5:59)
08. Us And Them (7:34)
09. On The Run (3:16)
10. Goodbye Blue Sky (2:41)
11. Eclipse (1:49)
12. More Than A Feeling (4:39)


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9 de fev de 2015

ARS NOVA & GERARD - "Keyboards Triangle" - 1999

Mais um simples álbum tributo??? Não, não é!!! É algo bem superior!!!! Para este álbum, temos um simples ditado que cai muito bem e que define o caráter deste trabalho: "Juntar a fome com a vontade de comer!!!!" É isso aí. “Ars nova” e “Gerard” botando pra quebrar, sem dó e nem piedade em clássicos imortais dos anos setenta com muita competência.

Antes de chegar até o álbum, “Keyboards Triangle” que é um verdadeiro tsunami de sintetizadores, tendo sido lançado em 1999, precisamos conhecer seus protagonistas, no caso, o “Ars nova” e o “Gerard” e desvendar um pouco mais de suas origens progressivas.

O Ars Nova é originário do Japão e inicialmente foi formado por três mulheres, Keiko Kumagai (teclados), Kyoko Kanazawa (baixo) e Akiko Takahashi (bateria), entrando em atividade em 1983, porém lançando seu primeiro álbum em 1992, intitulado, "Fear & Anxiety", um álbum feito especialmente para homenagear sua maior fonte de inspiração, o “ELP” e tem em sua obra algo em torno de dez álbuns lançados. 

Esta banda passou por diversas formações, com um entra e sai de sete músicos ao longo de sua história que é regada com muitos Moogs, Hammonds, Melotrons e tudo mais, que desde então, ficaram sob a responsabilidade da competente tecladista, Keiko Kumagai, fundadora e único membro da formação original a permanecer no grupo.

O “Gerard”, também é originário do Japão e tem uma história bem complexa até sua fundação, pois alguns de seus membros são oriundos de outra conhecida banda japonesa, o “Novela”, lançando seu primeiro álbum em 1984, intitulado, “Gerard” com a seguinte formação: Toshio Egawa - teclados; Yukihiro Fujimura - vocals, guitarra; Yõhei Kawada – baixo; Masaharu Sato – Bateria; Masaki Tanimoto – percussão e Yasumasa Uotani - baixo, passando por algumas formações e tendo como legado o lançamento de uns quinze álbuns. 

As duas bandas usam e abusam do uso de sintetizadores e tudo mais em termos tecnológicos em suas músicas com muita sabedoria, competência e com personalidade para botar inveja em muita gente, portanto, não é de se estranhar que tenha escolhido um complexo reportório musical, originários de bandas de primeiríssima linha do rock progressivo dos anos setenta.

As bandas homenageadas são o ELP; Trace; Banco Del Mutuo Soccorso; Il Baletto di Bronzo; Rick Wakeman e o PFM, numa mostra total de coragem e ousadia, mas principalmente de competência ao interpretar e agregar sua marca própria em musicas como “Toccata” e “Tarkus” do ELP, ou mesmo “Catharine Parr” de Rick Wakeman de forma tão convincente e arrasadora.

A diversão está mais do que garantida da primeira à última faixa, pois além das músicas já citadas, temos também, “Birds Medley” do Trace, “La Conquista Della Posizione Eretta” do BMS, “Epilogo” do Ill Bolletto de Bronzo e a fantástica “Four Holes In The Ground” do PFM, ou seja, é a união da boa música com duas bandas muito boas que surpreendem a cada música.

Contra fatos, não há argumentos, portanto, fica o convite a todos que ainda não tiveram acesso a esta obra de arte musical que aproveitem momentos de intensa viagem. 

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

Músicos:
Keiko Kumagai / keyboard
Mika Nakajima / keyboards, violin, voice
Akiko Takahashi / drums
Kyoko Kanazawa / bass 
Toshio Egawa / keyboards
Atsushi Hasegawa / bass
Masuhiro Goto / drums

Tracks:
01. Toccata (7:37)
02. Birds Medley (7:50)
03. La Conquista Della Posizione Eretta (8:23)
04. Epilogo (6:18)
05. Catharine Parr (6:23)
06. Tarkus (12:17)
07. Four Holes in the Ground (6:06)



28 de jan de 2015

GENESIS - "The Unreleased Live Collection" - 1970\1974

Como há uma grande proliferação de bootlegs do Genesis, a possibilidade de aparecer algo diferenciado é sempre muito boa e em especial eu estava há algum tempo atrás de álbum, "The Unreleased Live Collection - 1970\1974”, que reúne algumas gravações antológicas dos álbuns gravados entre os anos de 1970 até 1974, ou seja, os anos de ouro da banda.

As faixas de 1 a 5 do CD1 são registros da BBC de fevereiro de 1970; as faixas 6 e 7 do CD1 foram obtidas em setembro de 1972; a faixa 8 do CD1 foi obtida em local desconhecido de Londres em outubro de 1972; a faixa 9 do CD1 é um registro conhecido, pois faz parte da gravação do álbum "Genesis Live" lançado em 1973 e no CD2 temos, "Watcher Of The Sky", bem como parte do álbum, "The Lamb Lies Down On Broadway",  sendo que todas as suas faixas são parte de um registro feito em abril de 1975.

Músicas como “Let Us Now Make Love”, “The Shepherd” e “Pacidy My Love”, não puderam ser inseridas no álbum “Trespass” estão aqui presentes, assim como, “Twilight Alehouse” que ficou de fora do álbum, “Foxtrot” e diante de músicas que como estas, poderiam estar sem problema algum inseridas em seus devidos álbuns, fico imaginando quantas outras ficaram de foram e estão mofando em algum porão de gravadora.

As demais músicas a rigor são de conhecimento geral e não trazem grandes novidades, entretanto é sempre muito bom poder ouvir uma nova versão de músicas como, “Stagnation”; “Looking For Someone”, “The Musical Box”, “Get 'em Out By Friday”, “Firth of Fifth”, “The Knife”, "Watcher Of The Sky"e boa parte de “The Lamb Lies Down on Broadway” , pois sempre há a possibilidade de aparece um novo detalhe, algo inusitado, um novo solo de instrumento ou mesmo Peter Gabriel dando uma ênfase diferente em suas interpretações, pois com Genesis tudo é possível.

O período foi muito fértil para o entra e sai de músicos na banda que com muita competência, soube driblar as dificuldades que sempre acontecem quando entra um novo membro, portanto cabe listar todos os músicos que compuseram a banda, e como não poderia deixar de ser, começo por Peter Gabriel - vocal, flauta e percussão (1967 -1975); Steve Hackett - guitarra (1970 - 1977) Anthony Phillips - guitarra e vozes (1967 - 1970); Chris Stewart - bateria (1967 - 1968); Jonathan Silver - bateria (1967 - 1969); Jonathan Mayhew - bateria, percussão e coro (1970).

Os músicos que por mais tempo permaneceram à frente do Genesis, foram, Tony Banks -teclados, guitarra (12 cordas) e coro (1967 - 1998; 2006 - 2008); Mike Rutherford - baixo, guitarra e coro (1967 - 1998; 2006 - 2008); Phil Collins - bateria, vocal e coro (1970 - 1996; 2006 - 2008) e que foram sustentados por, Chester Thompson - bateria (1976 - 1996; 2006 - 2008); Daryl Stuermer - guitarra, baixo e coro (1979 - 1996; 2006 - 2008); Bill Bruford - bateria, percussão (1975 - 1976) e finalmente por Ray Wilson - vocal e guitarra acústica (1997 - 1998).

A qualidade das gravações está muito boa, as músicas melhor ainda, portanto, fica o convite à audição deste álbum para todos os amantes da música do Genesis ou não, pois a qualidade musical desta banda é inquestionável e incontestável. 


RECOMENDADÍSSIMO!!!!



Genesis (1970 - 1974)
Tony Banks: organ, acoustic & electric pianos, mellotron, acoustic guitar, backing vocals
Peter Gabriel: lead vocals, flute, accordion, bass drum, tambourine
John Mayhew: drums, percussion, backing vocals
Anthony Phillips: electric guitar, acoustic guitar, dulcimer, backing vocals
Mike Rutherford: bass guitar, acoustic guitar, nylon string guitar, cello , backing vocals
Phil Collins – drums, percussion, backing vocals, lead vocals
Steve Hackett – electric guitar, 12-string acoustic guitar


Tracks:
CD.1
01 Let Us Now Make Love
02 The Shepherd
03 Pacidy My Love
04 Stagnation
05 Looking For Someone
06 Twilight Alehouse
07 The Musical Box
08 Get 'em Out By Friday
09 Firth of Fifth
10 The Knife

CD.2
01 Watcher Of The Sky
02 Broadway's Genesi
03 Cuckoo Cocoon
04 In The Cage
05 Back In The New York City
06 Hairless Hear
07 Carpet Crawl
08 Lilywhite Lilith
09 The Waiting Room
10 Anyway
11 The Ravine
12 Light Dies Down On Broadway
13 Riding The Scree

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5 de jan de 2015

YES - "Like It Is - Yes at the Bristol Hippodrome" - 2014

Passada a ressaca das festas de Ano Novo, novos projetos vão surgindo, a mente fica aberta para novas experiências, portanto, vamos encarar logo na primeira resenha do ano, um leão, que só por sua raça merece respeito, mas principalmente por seu nome, “Yes” e por que ele tem uma nação de seguidores fanáticos (no bom sentido) da qual eu faço parte, então todo cuidado é pouco na hora dos comentários.

Para hoje temos o álbum, “Like It Is - Yes at the Bristol Hippodrome”, lançado no final de 2014, com a íntegra dos álbuns, “Going For The One” e “Yes Album”, aliás, duas excelentes escolhas, mas confesso que fiquei intrigado com a ausência do álbum, "Close to Edge" que fazia parte desta turnê, bem como a apresentação de alguma música de seu mais recente álbum de estúdio, “Heaven & Earth”.

Não que eu quisesse escutar alguma música deste novo álbum, mas que é estranho é, pois em geral as bandas sempre experimentam alguma faixa para sentir a receptividade de um novo trabalho e também pela proximidade de seu lançamento que aconteceria pouquíssimos meses depois deste show, mas de todo modo, este novo álbum (ao vivo) tem alguns momentos interessantes que nos remetem ao passado brilhante que tão bem foi construído.

Entretanto tem uma coisa que me incomodou muito, pois ao que parece, algumas músicas se apresentaram em um compasso mais lento que o normal, então para quem acompanha a banda há muito tempo (no meu caso desde a década de setenta) e com essas músicas muito bem sedimentadas no meu consciente musical, soa um tanto estranho esta baixa velocidade.

A rigor as músicas apresentadas foram executadas de forma estritamente protocolar, sem brilhantismo, o que me leva há fazer algumas reflexões, pois se são facilmente perceptíveis algumas diferenças no modo de interpretar estas músicas, será que isto acontece por causa direta da nova formação, e ai leia-se a entrada de , Geoff Downes e Jon Davison ou se os músicos remanescentes da formação clássica, que já estão com idade avançada, perto da casa dos setenta anos (o que não é problema algum) e a destreza e a concentração já não são os mesmos ou se simplesmente estão de saco cheio de se apresentar e por conta disto estão mais lentos mesmo???? Ou mesmo as duas afirmações em conjunto????  Ou nenhuma das afirmações anteriores e seja qualquer outro fenômeno que ainda não tenhamos percebido????  Que coisa complicada!!!

Isto tudo me leva a outra reflexão, um pouco mais séria e profunda sobre o tema, “Quando é o momento certo para parar?”, pois realmente é um momento muito difícil e complexo de ser analisado e depurado para uma posterior tomada de decisão, que não só mexe com os envolvidos diretos por conta de questões pessoais, filosóficas e comerciais, mas no caso de uma banda de rock, envolve também o emocional dos ardorosos fãs, que no caso do Yes, não são poucos e só em pensar nesta possibilidade, confesso que dá certa depressão.

Acredito que estas reflexões são válidas e pertinentes, pois após mais de quatro décadas de serviços prestados em nome da música, os sinais de cansaço da banda são perceptíveis, o que é muito natural e com certeza os fãs da banda desejam um final digno e a altura da grandeza que o Yes atingiu ao longo de sua brilhante trajetória, portanto só nos resta esperar que com sabedoria os músicos encontrem o melhor momento para encerrar suas atividades.

Cabe ressaltar que nos últimos tempos, talvez esta seja a melhor formação que o Yes teve, pois a evolução técnica de Geoff Downes é surpreendente  e o seu esforço para ocupar a posição de Rick Wakeman é evidente e ao jovem vocalista, Jon Davison, coube a não menos difícil tarefa de ocupar a posição de Jon Anderson e dentro de seus limites, está fazendo um trabalho muito digno e consistente.

Os demais músicos dispensam qualquer tipo de comentários por razões obvias e se estão um pouco mais lentos ou não, isso pouco importa, pois já fazem parte da história do rock, portanto fica o convite para a audição do álbum, “Like It Is - Yes at the Bristol Hippodrome”.

RECOMENDADO!!!!

Musicians
Steve Howe / Electric Guitar, Acoustic & Steel Guitars, Backing Vocals
Chris Squire / Bass Guitar, Backing Vocals
Alan White / Drums, Percussion
Geoff Downes / Keyboards, Computer Programming
Jon Davison / Lead & Backing Vocals, Acoustic Guitar


Tracks:
CD 1:

01. Going for the One
02. Turn of the Century
03. Parallels
04. Wonderous Stories
05. Awaken
CD 2:
01. Yours Is No Disgrace
02. Clap
03. Starship Trooper
04. I've Seen All Good People
05. A Venture
06. Perpetual Change




24 de dez de 2014

SYNERGY - “Eletronic Realizations For Rock Orchestra” - 1975


Muito bem, hoje dia 24 de dezembro, véspera do Natal, foi feito a mim um pedido a respeito deste álbum que agora com muito gosto, trago para o blog, o Synergy, com o álbum “Eletronic Realizations For Rock Orchestra”, lançado em 1975.

Sou obrigado a confessar que este pedido feito por um internauta, o “Eustáquio”, transformou-se em um presente de Natal para mim, pois não conhecia este fantástico projeto que teve início na segunda metade da década de setenta, portanto nada mais justo do que agora eu dividi-lo com todos os amigos e frequentadores deste espaço.

O Synergy é um projeto de música eletrônica de “Lawrence Roger 'Larry' Fast”, um americano de New Jersey, formado em História, Ciências da Computação, estudioso de piano e violino e que por obra do destino, acabou por ter um encontro mágico com Rick Wakeman que o possibilitou a trabalhar com o Yes, mais precisamente na produção musical de “Tales From Topographic Oceans”, vejam vocês.

O cidadão com um currículo como este já chega marcando presença e isto está latente neste álbum de estreia, pois como é um trabalho solitário, tanto na composição dos arranjos, bem como em sua execução, que um é primor, o credencia a estar a lado a lado com grandes nomes da música eletrônica em total pé de igualdade.

A música eletrônica não é de fácil aceitação, pois exige do ouvinte um apurado senso musical, portanto fica difícil a tarefa de fazê-la compreensível e esta capacidade no mundo da música ficou restrita a poucos músicos e bandas, como o Tangerine Dream, Vangelis, Jean Michel Jarre, Fonya e alguns outros e agora para mim o Synergy também.

Para os amantes da música instrumental eletrônica e dos sintetizadores, este álbum está perfeito, pois há uma avalanche de sintetizadores que se entrelaçam em rebuscados enredos futuristas espaciais, criando a atmosfera e o cenário perfeito para se viajar sem sair do lugar, levando-se em conta que são músicas absolutamente agradáveis de escutar e que poderiam figurar como trilha sonora de qualquer filme de ficção científica.

Não vou me atrever a fazer comentários mais profundos sobre este trabalho, pois além de não conhecer o músico com propriedade, escutei apenas umas duas ou três vezes este álbum que aparentemente mostra-se muito consistente, com sofisticados e complexos arranjos muito bem estruturados, portanto apenas como mais um divulgador deste trabalho que tem um transito muito grande na blogosfera, convido a todos a escutar este álbum que tem tudo para agradar a gregos e troianos.


ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!


Musicians
Larry Fast -  synthesizer, electronics, moog

Tracks:
01. Legacy (10:10)
02. Slaughter on Tenth Avenue (11:50)
03. Synergy (5:28)
04. Relay Breakdown (6:24)
05. Warriors (12:51)









FELIZ NATAL - 2014
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