Rádio Nas Ondas da Net

20/04/2014

Confraria dos Blogs: Som Mutante

Mais uma vez a Confraria dos Blogs se reúne para uma homenagem póstuma, desta vez não para homenagear um músico ilustre, mas para homenagear um simples e incorrigível amante da música, o “Dead”, um velho conhecido da Blogosfera, mentor intelectual do blog SOM MUTANTE.

Ao longo de uns seis anos, compartilhou o que tinha de melhor em termos musicais e por conta seu incansável e gratuito trabalho, colheu muitos frutos, como ter reconhecidamente um dos principais e mais ativos blogs de música da internet, bem como formar uma grande legião de seguidores e amigos virtuais e até a fama dentro e fora do país, mas com isto também teve que carregar o ônus de alguns poucos desafetos que não souberam entender a complexidade de sua persona.

Com uma personalidade forte e marcante, sempre expunha suas opiniões calcadas em argumentos muito bem embasados tecnicamente e também pelo conhecimento musical adquirido ao longo de sua vida e muita das vezes em tom polêmico, lançava seus argumentos e então, o caos estava formado e como consequência, as confusões foram muitas, mas no final, na maioria dos casos tudo acabou bem.

Para quem não conheceu com mais profundidade este ser humano, dificilmente entenderá que por trás daquela aparente capa de arrogância que seus desafetos sempre vociferavam, estava um ser humano com um coração maior que o próprio corpo, pois sua mão estava eternamente estendida para quem estivesse necessitando de ajuda e posso assegurar que existiram diversos casos que comprovam isto que estou dizendo.

Este foi o “Dead” que eu conheci!!!! 

A escolha do álbum postado no dia 21-04-2013 no SOM MUTANTE e agora aqui publicado, tem um sabor muito especial para mim, pois foi uma indicação minha totalmente desprovida de qualquer pretensão e que acabou por agradá-lo muito conforme seu texto.

Velho “Dead", como sempre te dizia, fica na Paz e em Paz meu irmão!!!

GARY MOORE - Blues For Jimi




Tá aí uma coisa que pensei, pensei e pensei (dá pra perceber que o raciocínio anda mais lento né?) antes de ouvir.

O Gustavo é um camarada que nos conhecemos como muitos através dos blogs e trocamos emails e idéias, e fazendo sempre o que gosto que é sem a pessoa saber roubar um post que gostei muito e postar aqui prq gostaria eu tê-lo feito,rs

Daí pra frente os laços foram se estreitando e junto vieram outros e já existiam alguns prq meu círculo de amizades não é muito extenso mesmo, não faço questão de quantidade e sim de qualidade e tudo isso nos aproximou mais ao ponto de irmos ao blog dele debater assuntos dos mais variados e quase nunca sobre os posts própriamente ditos.

Em resumo recebo um email dele me enviando um link e esse álbum e com um conversa mole de preguiçoso se referindo que seria mais minha praia e tal e se quisesse postar ótimo, senão ficaria como presente.

Bom aqui tem um fator muito interessante, prq não sou fã de nenhum dos dois (ohhhhhhhh!!!!!) mesmo, respeito a história deles é óbvio, sei o valor que cada um tem mas não significa que tenha a discografia completa de um dos dois.

Hendrix sempre foi muito barulhento pra mim que sou mais baladeiro e Gary enquanto não aprendeu a cantar cada disco tinha uma linha e vc não sabia bem o que ele queria com aquilo.

Só que com o tempo filtrei o que gosto do Hendrix e descobri muita coisa mesmo e forma de arte pura e no caso do Gary se deu o mesmo fato, acho que envelhecemos e aprendemos juntos, ele compor e cantar e eu a ouvi-lo e entendê-lo e nosso relacionamento vem até a sua partida que me foi muito sentida.

Ao pegar um tributo de um recém partido para um eterno partido, que o que não faltam são tributos pra render dim-dim, dei uma olhada assim meio de lado, mas como veio de fonte confiável abri o som e me deixei levar e confesso, ouvi no mínimo umas 10 vz seguidas, prq coloquei tb no cel e nas caminhadas ia ouvindo mas não conseguia deixar de repetir e repetir e repetir.

Poderia ter postado só com essas palavras: "PQP"!!!!!!!!!! que puta disco lindo......mas não, tinha que dar um pitaco sim pra repetir que esse é um dos melhores discos do Hendrix que não foi feito por ele e um dos melhores do Gary Moore que não foi feito por ele.

Duvido quem gosta e é fã não gostar e duvido quem não curte muito os dois ou um deles somente não se envolver na aura desse som, uma puta de uma homenagem aos dois e não de um pra outro, dois monstros em suas épocas e estilos fazendo o que faziam de melhor, música.

Valeu Gustavo, pra quem diz só comprar ofertas de prog em supermercado vc tá saindo melhor que a encomenda, simplesmente um dos melhores discos que já ouvi, agora é com vcs.


Blues for Jimi is a live album and Blu-ray/DVD by the Northern Irish, Blues-Rock guitarist and singer, Gary Moore. 

The live performance was originally recorded on the 25th of October, 2007 at the London Hippodrome.

The performance features Gary Moore playing a selection of Jimi Hendrix classics.

The concert was part of the launch for the Jimi Hendrix Live at Monterey program.

It features a special guest appearance by Billy Cox and Mitch Mitchel


Both Jimi Hendrix and Gary Moore played guitar and sang with the soul of bluesmen and the drive of hard rockers.

So who better to pay tribute to Hendrix at an August 2007 London Experience Hendrix launch of Hendrix's Live at Monterey reissued DVD than the veteran Moore?

And to add more gravitas to the post-DVD presentation concert, Experience drummer Mitch Mitchell and Band of Gypsys bassist Billy Cox joined Moore for three tunes near the end of the 80-minute-long set.

The DVD, Blu-Ray, and CD (all available separately) capture the amped-up excitement of the night as Moore and his regular touring duo tear though some of Hendrix's biggest hits with the ferocity that Moore brings to every gig.

The only criticism is the set list, which trots out the usual suspects of Hendrix's early catalog ("Fire," "Foxy Lady," "Purple Haze," "The Wind Cries Mary") which are overplayed.

Whether Moore had control over that or was instructed to play tunes that hewed closely to those from the Monterey Hendrix performance is unclear.

But even though he doesn't exactly make them his own, the Irish guitarist brings plenty of sweat and intensity to those warhorses.

He also adds the less well-known "I Don't Live Today," which, in light of Moore's untimely 2011 passing, is strangely and sadly prophetic


An emotional six-minute reading of "Angel," prefaced by a frantic guitar improv instrumental oddly named "My Angel" that displays Moore's chops, gives him a chance to get sensitive on one of Hendrix's most ghostly and beautiful tunes.

The "blues" in the album's title is spotlighted as Mitchell and Cox kick off their 25-minute guest appearance with a fiery, 11-minute "Red House," arguably the night's highlight.

Cox's basslines find a deep groove (he also sings the song) and Moore is clearly in his element, whipping off solos that shift from sweet and jazzy to biting and raw.

The threesome had only rehearsed once the day before, and that lack of preparation nearly sinks "Stone Free," also sung by Cox, where things get a little too ragged.

But they bounce back for a punchy, nine-minute "Hey Joe" that captures the spirit of Hendrix's version while providing Moore a platform for his own six-string acrobatics that organically build to a crescendo even Hendrix would have applauded.

The DVD shows how much the trio is enjoying itself, but even the audio is evidence that Moore is in his natural habitat with this material, and playing with Hendrix's sidemen is clearly a thrill.

He brings back his own band for a closing ten-minute "Voodoo Child (Slight Return)" that puts an exclamation point on an already outstanding performance.

Why it stayed in the vaults for five years until its 2012 release is unclear, but this is a lightning-in-a-bottle treat to be savored by both Moore and Hendrix fans.


Personnel
Gary Moore - Lead Vocals, lead and rhythm guitar
Dave Bronze - Bass guitar (Tracks 1-8, 12)
Darrin Mooney - Drums (Tracks 1-8, 12)
Special Guests
Billy Cox - Bass guitar and vocals (Tracks 9-11)
Mitch Mitchell - Drums (Tracks 9-11)

03/04/2014

ROLLING STONE - "Pink Floyd - O Guia Definitivo" - 2014

Saiu bem recentemente uma edição especial da revista Rolling Stone, trazendo “Pink Floyd - O Guia Definitivo, com muitas histórias, entrevistas exclusivas, a discografia comentada, realmente muito bem produzida com diversas ilustrações ao preço de R$ 25,90, o que é uma quantia bem razoável para a qualidade do material ofertado.

Entretanto, que me desculpem os editores da revista, mas sou obrigado a discordar de um ponto, pois um ícone da música com a magnitude do Pink Floyd, jamais terá uma história “definitiva”, mesmo porque enquanto houver um único membro da banda vivo, mesmo fora dos estúdios e dos palcos com o logo do Pink Floyd, sua essência estará sempre entre nós e mesmo depois que os membros remanescentes se forem, sempre haverá um novo fato a respeito do Pink Floyd a ser revelado mantendo a chama acesa sobre a banda.

O Pink Floyd vai muito além de seus próprios criadores, pois não é o simples nome de uma banda ou grupo, por ter se tornado uma “entidade”, que está acima do bem e do mal, que é um fenômeno mercadológico sem precedentes na história da indústria fonográfica (mesmo que acéfala), atravessando décadas com todos os seus álbuns ainda em catálogo, sendo vendidos desde supermercados até as lojas mais especializadas do ramo.

Outro fato incontestável é que o numero de fãs vai crescendo de geração em geração, independente do momento social ou das tendências musicais, que hoje em dia se modificam na velocidade da internet, bastando postar um simples vídeo no Youtube para que em pouquíssimas horas ele tenha sido acessado por centenas de milhares de internautas, entretanto nada parece abalar o caminho do Pink Floyd que em escala geométrica, mantém seu crescimento.

O DNA do Pink Floyd foi construído à partir da história de vida de cinco seres humanos, com seus medos e angustias, momentos de arrogâncias e prepotência, mas acima de tudo com muita garra, inteligência, talento e inspiração, que com o desenrolar dos acontecimentos, foi se revelando e guiando a trajetória do grupo rumo a sucesso. 

Não foi nada fácil chegar até onde estão merecidamente ainda estão chegando, uma vez que passaram por toda a sorte de acontecimentos, desde os problemas que prematuramente tiveram com a doença mental de Sid Barrett, muito provavelmente provocada pelo consumo maciço de drogas pesadas, o que culminou com a sua expulsão da banda, uma vez que não conseguia mais se controlar e consequente produzir e neste momento um cérebro privilegiado era vencido por uma das mais nefastas formas de desgraça que pode se abater sobre o homem, as drogas.

Este fato acontece logo nos primeiros anos de vida da banda, onde todos muito inseguros com o futuro da banda tocaram com muito sucesso a vida adiante até o momento da separação onde o ódio mútuo ficou evidente em meio a brigas judiciais intermináveis pelo direito de uso da marca Pink Floyd.

Todos os fatos marcantes que cercaram a vida da banda, estão muito bem documentado nesta Edição Especial da Rolling Stone, com uma serie de informações e detalhes que dão a dimensão do que foi e ainda é carregar o peso da legenda Pink Floyd.

Para acompanhar esta leitura, recomendo a audição do bootleg, “Frankfurt Stop Over” com data de novembro de 1972, trazendo a integra do pré-álbum, “The Dark Side Of The Moon” que só seria lançado em março de 1973, mais algumas peças importantes como, “One Of These Days” e “Echoes” do álbum “Meddle” lançado em outubro de 1971; a música, "Set the Controls for the Heart of the Sun" do álbum, “A Saucerful of Secrets” e finalmente a música "Careful with That Axe, Eugene" do álbum “Ummagumma”.

Vale ressaltar que a versão da música “The Great Gig In The Sky” nesta apresentação está apenas em um formato embrionário instrumental, sem aquele vozeirão feminino que estamos tão acostumados a ouvir.

Curiosamente neste bootleg, não figura nenhuma música do álbum, “Obscure By Clouds”, lançado em junho de 1972, ou seja, com data anterior a deste bootleg que como consta na capa é de novembro de 1972, portanto este enigma Pinkfloydiano vai permanecer ecoando em nossas cabeças até o fim dos tempos.

Neste momento só resta a mim, recomendar à todos a leitura desta fascinante história de vida destes cinco músicos e de quase todos os eventos que envolveram a banda, pois acredito que ainda há muitas histórias a serem contadas, bem como escutar o bootleg, “Frankfurt Stop Over”, uma declaração de amor a música, feita apenas com garra, talento e nada mais.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

Pink Floyd
Roger Waters
David Gimour
Nick Mason
Rick Wright

Tracks:
101 - Speak To Me
102 - Breathe In The Air
103 - On The Run
104 - Time
105 - Breathe Reprise
106 - The Great Gig In The Sky
107 - Money
108 - Us And Them
109 - Any Colour You Like
110 - Brain Damage + Eclipse
201 - One Of These Days
202 - Careful With That Axe, Eugene
203 - Echoes
204 - Set The Controls For The Heart Of The Sun

LINK

Neste Vídeo, está a imagem mais esperada que todo fã da banda gostaria de ver!!!
Foram quase 25 anos de espera por este momento!!!


“Frankfurt Stop Over”

15/03/2014

GENESIS - "Live at the Rainbow Theatre" - 1973

Quando a música é boa, tem essência, tem uma história, ela fatalmente se perpetua e quanto mais o tempo vai passando, mais forte e presente vai ficando e essa percepção é muito fácil de entender, pois quando comecei a me interessar por música, há uns quarenta anos passados, meu pai além de MPB e Jazz escutava muita música clássica, que teoricamente em meu entendimento naquela época, era um hábito musical de gente “velha”.

Legal né, além do rock progressivo que eu tanto amo, eu também escuto muito a musica clássica, então, por conseguinte eu também sou um “velho”, certo? Não, errado!!!

Eu escuto a música clássica por conta de sua qualidade, da sua história, das suas origens, e este fenômeno está se repetindo com o rock progressivo, que já é um quarentão, que na sua puberdade quase sucumbiu por razões diversas, mas foi inteligente o suficiente, para “se fingir de morto” por um pequeno espaço de tempo e poder continuar sua trajetória.


Essa é uma questão que me persegue, porque para alguns pareço um louco por estar escutando sempre as mesmas “velhas” músicas e canções, mas o que muitos não conseguem compreender é que por não serem descartáveis, nem representantes de um momento específico (e.g. “Carnaval”), elas realmente se perpetuam em nossas vidas de tal forma, que quando escutadas por nós que realmente às amamos, parece que sempre escutamos algo novo.

O caso é tão sério, que se notaram, há bem pouco tempo coloquei um “Plug-in” de uma Rádio, no topo da página e a primeira “música” que começa a tocar, é a íntegra do álbum, “Tales From Topographics Oceans”, do Yes e o resultado é que ainda não consegui chegar ao álbum seguinte, pois não tenho coragem de pular o álbum, por razões óbvias, mesmo sabendo que há uma interessante seleção musical a minha espera na sequencia.

Há quem torça o nariz para as gerações seguintes que sucederam as bandas do rock progressivo clássico dos anos setenta, mas tudo bem, gosto é algo pessoal, intransferível e merece todo o nosso respeito, entretanto, estas gerações seguintes foram o esteio necessário para a longevidade de seus antecessores, portanto, só resta agradecer a bandas como o Marillion, IQ, Pendragon, Pallas, Procupine Tree, Glass Hammer, Citizen Cain e tantas outras que por também amarem o rock progressivo, proporcionaram aos seus ídolos a longevidade eterna.

Se não fosse assim, eu não poderia estar publicando mais uma vez, algo sobre o Genesis, um fenômeno musical, que nos anos setenta, junto a bandas como o Pink Floyd, Yes, ELP, Camel, Jethro Tull, Eloy, PFM e mais um sem numero de outras bandas de mesma grandeza, que promoveram uma nova ordem e um renascimento musical que até hoje influencia o nascimento de novas bandas que seguem o estilo e modifica outros, como no caso do mundo do “metal”, com o surgimento de novas bandas de metal sinfônico.

Muito bem, desta vez a gravação é de um show feita em fevereiro de 1973, no legendário Rainbow Theatre, palco de grandes e antológicas apresentações e desta feita, o personagem principal foi o Genesis, com sua clássica formação frente aos seus instrumentos e microfone.

Quanto às músicas, até então já haviam sido lançados os álbuns, Trespass, Nursery Crime e Foxtrot, com o álbum “Selling England By The Pound” ainda no forno, pois só seria lançado oficialmente em outubro deste mesmo ano, portanto, as músicas, Dancing With The moonlit Knight, “I Know What I Like”, “Firth Of Fifth”, “More Fool Me” e “The Battle Of Epping Forest”, estavam sendo colocadas à prova antecipadamente e junto delas mais dois super clássicos, “Watcher Of The Skies” e “Supper's Ready", sendo esta última para mim, simplesmente inigualável, inimitável e indestrutível, pois nem Phil Collins conseguiu destruí-la quando assumiu o controle da banda após a saída de Peter Gabriel.

Comentar as músicas ou seus músicos, nem pensar, pois existem centenas de milhares de blogs que já devem ter escrito de tudo e eu mesmo em outras ocasiões também escrevi bastante sobre o Genesis, no entanto gostaria que este álbum, “Genesis Live At the Rainbow Theatre”, servisse como um bom exemplo do que é uma música perpetuada.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

Genesis:
Peter Gabriel
Steve Hackett
Mike Rutherford
Tony Banks
Phil Collins

Tracks:
01 - Watcher Of The Skies
02 - Dancing With The moonlit Knight
03 - I Know What I Like
04 - Firth Of Fifth
05 - More Fool Me
06 - The Battle Of Epping Forest
07 - Peter Gabriel & Phil Collins - Green Grass Tale (Duo Performance)
08 - Supper's Ready



08/03/2014

FONYA - "Perfect Cosmological Principle" - 1998

Continuando a minha saga para encontrar bandas de rock progressivo fora do eixo convencional da Europa como a Inglaterra, Alemanha, Itália e outros, eu indico agora a banda Fonya,  originária dos EUA, a princípio um duo formado pelos irmãos Fournier, Chris e Phil, sendo o primeiro multi-instrumentista e o segundo o vocalista.

O Fonya produziu sete álbuns de estúdio entre os anos de 1992 e 2000, entretanto resolvi começar pelo quarto álbum, "Perfect Cosmological Principle" lançado em 1998, pois além das músicas inéditas, nele está contida uma homenagem ao YES, com uma pequena parte de “The Gates of Delirium” extraída da gravação álbum ao vivo, "Yesshows" e que está refletida na  música, “Delerium's Gate”, última faixa deste álbum.

Aproveitando a oportunidade, coloquei duas faixas bônus, onde mais uma vez o Fonya surpreende pela coragem e competência em executar as musicas do Premiata Forneria Marconi e do Camel, que foram extraídas dos álbuns, “Zarathustra’s Revenge”, um álbum tributo ao rock progressivo Italiano e do álbum “Harbour of Joy”, um tributo ao Camel, ambos postados aqui no blog anteriormente.

Falar em Fonya chega até ser engraçado, pois é uma banda de um só músico, no caso Chris Fournier, pois seu irmão Phil, apenas participou do primeiro álbum emprestando sua voz, com Chris executando todos os instrumentos neste e nos demais álbuns.


Chris tem uma formação musical invejável, pois muito cedo começou a ter aulas de baixo e quando começou a aprender a ler música, foi capaz de aprender guitarra, teclados e bateria sozinho e após sua primeira graduação,  na Maine's Cheverus High School, ele passou por cerca de seis anos, animando festas junto com seu irmão, o que permitiu que pudesse sobrevier neste período, mas como era e é um amante do rock progressivo, ele comprou um gravador de quatro pistas e começou a compor suas próprias músicas de teor progressivo.

Para ele isto era muito pouco, pois sua sede de saber era muito grande, então ele se formou em eletrônica pelo Southern Maine Technical College e em seguida cursou o curso de engenharia eletrônica na University of Maine e com toda essa bagagem acadêmica, associada a sua inteligência musical, finalmente ele pode por em prática seu sonho de ser um músico completo e poder externar sua satisfação através da sua música.

Caracteristicamente é um som eletrônico, que lembra o Tangerine Dream, entretanto menos experimental e mais voltado para o rock progressivo sinfônico, uma vez que consegue produzir várias camadas harmônicas pelo diversos teclados que são acionados simultaneamente produzindo a atmosfera e o cenário característico deste tipo de música.

"Perfect Cosmological Principle" é um álbum altamente viajante, dinâmico, lembrando uma trilha sonora de filme de ficção científica por conta da riqueza estrutural de suas composições que realmente nos remetem ao rock progressivo dos anos setenta.

O álbum conta com duas suítes, Flight of the Rigel Orion e Uniform Expansion and the Perfect Cosmological Principle que revelam esta fantástica experiência, assim como a música, “Delerium's Gate”, que é uma prova de admiração e respeito por uma das obras mais importantes do YES.

A rigor o álbum inteiro é muito bom, completamente envolvente, em momento algum, no meu caso deu aquela maldita vontade de pular uma faixa sequer e ao contrario disso, tive que em alguns casos voltar uma faixa, pois a atração pela música foi imediata. 

Portanto, fica o convite para quem ainda não conhece a obra do Fonya, a ter contato com um novo universo musical, muito rico, inteligente e inspirador, que revela um talento musical pouco conhecido, que tem por nome “Chris Fournier” e para aqueles que já conhecem seu trabalho, fica o convite para relembrar de sua adorável música. 


ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

Fonya:
Chris Fournier / all instruments; all music, except for track 7 (by YES)

Tracks:
01. Tetrabiblos (Ptolemy, 200 AD) (9:36)
02. Spiral Structure in Virgo (4:50)
03. Flight of the Rigel Orion (14:02)
     a) Approaching Arctana (4:22)
     b) Compression (5:51)
     c) Spirit of Sunshine (3:41)
04. Mare Nektaris (6:27)
05. Flash Spectrum Scanning Helium Horizon (9:13)
06. Uniform Expansion and the Perfect Cosmological Principle (19:43)
     a) One Hundred Million Years (5:31)
     b) Expansion (5:31)
     c) So Many Parsecs, So Little Time (6:07)
     d) We've Been Here Before 2:13
07. Delerium's Gate (7:36)
Bonus "Ondas":
Fonya plays PFM - Medley
Fonya plays Camel - Eye of the Storm

28/02/2014

A Confraria dos Blogs Apresenta: BANCO DEL MUTUO SOCCORSO - "Come in Un'Ultima Cena" - 1976

Nada acontece sem uma motivação e neste caso, a motivação necessária começou pelo meu total desconhecimento sobre a música do “Banco Del Mutuo Soccorso”, então para suprir esta enorme deficiência musical, fui presenteado pelo amigo Breu Branco, um membro emérito do blog VALVULADO com esta joia rara produzida em 1976 e que se chama, "Come in Un'Ultima Cena".

Entretanto, a motivação infelizmente ganhou um peso extra com o falecimento de “Francesco Di Giacomo”, o homem da poderosa e afinadíssima voz, deixando um tremendo vazio na história do rock progressivo, bem como uma imensa legião de fãs órfãos de sua marcante presença.

Pode parecer até estranho minhas palavras, levando-se em que só tenha escutado algumas vezes um único álbum da banda, porém, quando estamos diante de uma unanimidade musical como o Banco Del Mutuo Soccorso, que nos primeiros acordes impõe sua personalidade e revela a sua vocação para a música, não restam dúvidas de que o que disse não seja apenas uma conjectura, é sim um fato.

“Francesco Di Giacomo”
Diante deste fato, a “Confraria dos Blogs” vai se reunir novamente para prestar uma homenagem conjunta ao Banco Del Mutuo Soccorso que passa por momento inusitado e terrível com a morte prematura de “Francesco Di Giacomo”, divulgando diversos álbuns de sua extensa discografia.

Como pode haver ainda alguns desavisados, assim como eu, do que significa a obra do Banco Del Mutuo Soccorso,  não custa lembrar que seu primeiro álbum é de 1972 e que eles receberam influência direta de bandas como o Genesis, king Crimson, Pink Floyd e o ELP e que até hoje já lançaram mais de quarenta trabalhos entre álbuns de estúdio, gravações de shows em CD’s e DVD’s, compilações e boxset’s, ou seja, não devo estar muito enganado a respeito das qualidades desta banda.

Como toda banda que atravessa décadas trabalhando, não é incomum que as formações se alterem com o passar do tempo e com o Banco Del Mutuo Soccorso não foi diferente e o que pude apurar é que pela banda já teve pelo menos uns quinze músicos diferentes em sua formação, mas não tenho como afirmar se esta alternância de músicos causou algum impacto, seja ele positivo ou negativo sobre as peças musicais que foram surgindo ao longo de sua trajetória.

 "Come in Un'Ultima Cena"
Como navegante de um só álbum, vou me ater ao álbum, "Come in Un'Ultima Cena", muito bom por sinal, para mim uma gratíssima surpresa que infelizmente veio acontecer com certo atraso, algo em torno de 38 anos, mas o que importa é que aconteceu.

O italiano por natureza é muito passional e um tanto trágico e eu pude sentir claramente estas características nas músicas deste álbum o que me obrigou a fazer uma analogia direta com outro grande nome do rock italiano, o Museo Rosembach com seu magnifico álbum Zarathustra, onde a musica é cantada com muita emoção e teatralidade, portanto, não foi difícil gostar deste primeiro encontro com música do Banco Del Mutuo Soccorso.

A sonoridade deste álbum remete diretamente aos anos setenta e nem poderia ser diferente, pois seus músicos atendem a todos os requisitos necessários para que consigam transmitir essa sensação, pois mostraram neste álbum serem exímios instrumentistas e quanto a isso não há a menor dúvida.

Escutar música de uma banda com dois tecladistas foi outro fato que me chamou muito a atenção por não ser comum, mas o resultado foi muito positivo, pois a música ficou mais encorpada o que possibilitou um melhor equilíbrio nos momentos mais densos em que “Francesco Di Giacomo” soltou sua poderosa e teatral voz.

As informações que dei sobre o Banco Del Mutuo Soccorso são poucas, entretanto como a banda será homenageada em diversos blogs ao mesmo, acredito que toda a história dessa banda vá ser contada em mínimos detalhes, portanto, fica o convite a todos a se deliciarem com a obra desta magnífica banda de rock Italiana.


ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

BMS
Francesco Di Giancomo / lead vocals
Vittorio Nocenzi / organs, synthesizers, harpsichord
Gianni Nocenzi / el. and ac. piano, synthesizers, clarinet, recorder
Rudolfo Maltese / el. and ac. guitars, trumpet, French horn and vocals
Pierluigi Calderoni / drums and percussion
Renato D'Angelo / bass, acoustic guitar
Guest musician:
Angelo Branduardi / violin

Tracks:
01. ...a cena, per esempio (6:20)
02. Il ragno (4:55)
03. È così buono Giovanni, ma... (3:32)
04. Slogan (7:23)
05. Si dice che i delfini parlino (5:50)
06. Voilà Mida (Il guaritore) (6:14)
07. Quando la buona gente dice (1:57)
08. La notte è piena (4:14)
09. Fino alla mia porta (4:30)





Confraria dos Blogs ( roubartilhado do VALVULADO):
Contramão Prog Rock - BMS - Garofano Rosso
Som Trimado - Discografia
Som Mutante - Gli Anni Setenta
Nas Ondas da Net - "Come in Un'Ultima Cena" - 1976
Valvulado - Banco Del Mutuo Soccorso (Uma homenagem a Franceso di Giacomo)
(Por enquanto...)

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