24 de ago de 2017

ELOY - “The Vision, The Sword and The Pyre – Part I” - 2017

Hoje tive uma gratíssima surpresa que certamente será uma grata surpresa para outros também, pois mais uma vez, o mago do rock progressivo, Frank Bornemann, nos presenteia com seu mais novo álbum, “The Vision, The Sword and The Pyre – Part I”, recem saído dos fornos de sua gravadora, logicamente com sua marca registrada, o ELOY

Os anos vão passando, mas o vigor, a intensidade e principalmente sua criatividade só aumentam, pois logo na primeira faixa ele nos remete a outra dimensão musical e quem é bem velhinho como eu e acompanha a banda a mais de quatro décadas vai entender o que estou dizendo.

Mesmo bandas setentistas que ainda estão na ativa e lançaram trabalhos mais recentemente não conseguiram trazer a verdadeira atmosfera que caracteristicamente marca o rock progressivo, com temas muito bem elaborados e que são materializados com arranjos complexos e sofisticados, o que demanda perícia e virtuosismo de seus músicos e como todos dessa época devem estar com idades variando pela casa dos setenta anos é totalmente compreensível muitas vezes, a falta de saco para ir adiante e ousar. 

E por falar em músicos virtuosos, não custa lembrar que Frank Bornemann (vocals, guitar) não faz tudo sozinho, portanto ele não está só nesta empreitada, muito pelo contrário, está muito bem acompanhado de amigos de longa data como Klaus-Peter Matziol (bass), Hannes Folberth (keyboards), Michael Gerlach (keyboards), Bodo Schopf (drums) e para reforçar o elenco, Anke Renner (vocals) e Volker Kuinke (recorder).

Com um elenco desses, a unidade musical do Eloy fica extremamente preservada, levando-se em conta a existência de músicos que praticamente passaram por todas as fases da banda desde os idos dos anos setenta e claro, a presença mandatória e marcante de Frank Bornemann, o mentor musical de toda esta loucura.


Só deu tempo de escutar o álbum uma vez, para que pudesse disponibiliza-lo logo, mas do pouco que o que ouvi, mas posso afirmar que ele é muito mais bem elaborado e rico em sua temática em relação ao seu antecessor de estúdio, Visionary, lançado em 2009, que considero um álbum muito bom também.

Esta única escutada, foi suficiente para (....daqui para frente é um spoiler, portanto vá por sua conta e risco....) sentir a presença marcante de álbuns como, “Planets” e o “Time to Turn”, com uma pitadinha do “Silent cries and mighty echoes” se entrelaçando, criando um novo cenário musical, mas preservando o DNA da banda, que para quem já está familiarizado sabe que vai escutar belíssimos arranjos e solos de teclado e guitarra, acompanhados de um coro vocal para selar o enredo. 

Trata-se de, se me permitem, de uma opera rock, focada na história da heroína francesa, Joana D’arc, onde Frank Bornemann explora de forma bem sofisticada e precisa, a vida, seus feitos e seu trágico destino, que aparentemente será explorada em duas partes, mas só o tempo vai dizer se haverá sequência para este ambicioso projeto que está sendo maturado já a alguns anos e que tem como objetivo final, uma grande produção para os palcos, portanto só nos resta ficar na torcida para que realmente ele seja concluído.

Enquanto isso não acontece, aproveitemos a primeira parte desta intrigante história, ao som de uma das melhores e longevas bandas de rock progressivo de todos os tempos, sob o comando de uma das mais brilhantes mentes da música, Frank Bornemann.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

ELOY:
Fank Bornemann - vocals, guitar
Hannes Folberth - keyboards
Michael Gerlach - keyboards
Klaus-Peter Matziol - bass
Bodo Schopf - drums
Guests:
Anke Renner - vocals
Volker Kuinke - recorder


Tracks:
01. The Age Of The Hundred Years' War
02. Domremy On The 6th Of January 1412
03. Early Signs ... From A Longed For Miracle
04. Autumn 1428 At Home
05. The Call
06. Vaucouleurs
07. The Ride By Night... Towards The Predestined Fate
08. Chinon
09. The Prophecy
10. The Sword
11. Orleans
12. Les Tourelles
13. Why?



4 comentários:

  1. É, Gustavo, vc é especialista em descobrir discos do Eloy. Primeiro foi o "Visionário", agora este.
    Acabei de baixá-lo. Deve ser muito bom, como vc disse na, como sempre, ótima resenha.

    Muito obrigado!
    Abraços!

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    Respostas
    1. Caro Roderick,

      Eu sempre fico fuçando nas páginas oficiais das bandas que eu mais gosto só para ver se está rolando algo de novo.....

      Ai com um pouco de sorte, surge um presentão como este....

      Achei bem mais consistente que o anterior, "Visionary"..... e que é um bom álbum....

      Espero que goste deste novo trabalho do Eloy....

      Abraços,

      Gustavo

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    2. Fique atento, pois a próxima resenha será a do Tritonus que vc tinha indicado para mim com os dois álbuns juntos...... Abs...

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    3. O disco do Eloy, de fato, é muito bom. Concordo que ele é superior ao gravado anteriormente.

      Interessante é que o Pink Floyd, meu conjunto predileto, me cansou, no tocante ao uso de coro feminino, e o Eloy, que é meu sétimo conjunto predileto(rs), não. E, desta vez, o alegre(e animado) velhinho , Frank Bornemann, usou e abusou de vozes femininas, mas, ainda não me cansou(rs). Pra mim, o coro feminino no Eloy é mais bonito do que no Pink Floyd.
      E, no disco, há a presença, numa faixa de coro de criança.

      O tema do álbum, como sempre, é muito bom.
      E há até surpresas, como o inusitado solo de orgão, numa das últimas faixas e a gravação de uma música instrumental(coisa rara no Eloy), tocada em ritmo de galope.
      Valeu, Gustavo!

      Tudo de bom!
      Abraços

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