20 de nov de 2016

VA - "A Collection of Delicate Diamonds - A Tribute to Pink Floyd" - 2011

Já perdi a conta de quantos tributos já foram feitos para o Pink Floyd e nem posso imaginar quantos outros mais surgirão. Motivos, é o que não falta para essa compulsão Pinkfloydiana que é sempre sentida em cada novo álbum que vai surgindo.

Há um certo fetiche sobre tudo o que gira em volta do Pink Floyd que desde o final da década de sessenta se destacou na cena rock, seja por suas performances em público, bem como pelos escândalos provocados pela loucura de Sid Barrett, mas principalmente por sua música de vanguarda, além do tempo, que até hoje seduz jovens ouvidos, mesmo tendo passado tanto tempo. 

Este agora, intitulado, “A Collection of Delicate Diamonds- A Tribute to Pink Floyd” que nem é tão recente assim, pois é de 2011 e me passou despercebido, não é mais um Tributo, é um dos melhores tributos que já escutei, senão o melhor.


Em primeiro lugar, são vinte e seis músicas, o que por si só já é uma coisa boa, mas principalmente pela possibilidade em permitir uma penetração no vasto universo do Pink Floyd, indo até bem próximo de músicas mais viscerais e psicodélicas, como “Obscured By Clouds”, “Echoes”, “Set The Controls For The Heat Of The Sun” e “Careful With That Axe, Eugene” até músicas do álbum “The Wall”, sem se esquecer de “The Dark Side Of the Moon” e “Wish You Were Here” logicamente.

Esse álbum não celebra apenas a música do Pink Floyd, mas também a reunião de um elenco mega estelar de músicos vindo de bandas de várias vertentes musicais como o “Kiss”, “Toto”; “Journey”, “Deep Purple”, “Styx” e tantos outros, sem falar em bandas afins como o Yes, ELP, Jethro Tull, King Crimson e mais uma penca de outras bandas.


E do povinho que habita estas bandas podemos citar, Rick Wakeman, Keith Emerson, Tony Kaye, Tone Levin, Steve howe, Peter Banks, John Wetton, Edgard Winter, Glen Hughes, Ian Anderson, Alan White e vários outros astros do rock completam este time e por mais que se tente preservar a integridade das músicas neste tipo de álbum, não é incomum ver a característica de um ou outro músico aflorando sobre o tema musical.

E na verdade, não poderia ser diferente, pois para executar essas peças complexas e sofisticadas, o músico tem que ser um ponto fora da curva, ou então o desastre musical eminente está garantido.

Existe até uma certa fidelidade ao original, entretanto, pequenos desvios são facilmente observados, mas que no fundo dão um certo charme a música, então o que poderia soar estranho, acaba por proporcionar uma sonoridade bem agradável, podendo ser considerada, como uma releitura do original e não um desvio musical conforme disse a pouco.

Isso depende da sensibilidade de cada um, portanto o que soa legal para mim, pode ser algo repulsivo para outro, portanto, cada um terá que achar a sua própria verdade ao escutar este álbum.

Tracks:

Disc 1

01. Speak To Me - Breathe (In the Air) / voc: Adrian Belew (5:35)
02. Shine On You Crazy Diamond/ voc, g: Steve Lukather (6:51)
03. Welcome To the Machine / voc: Doug Pinnick (7:51)
04. Money / voc: Tommy Shaw (6:23)
05. Have a Cigar / voc: Bobby Kimball (5:17)
06. Run Like Hell / voc: Jason Scheff (5:10)
07. Young Lust / voc: Glen Hughes (4:21)
08. Hey You / voc, b: John Wetton (4:46)
09. Brain Damage / voc: Colin Moulding (3:51)
10. Eclipse / voc: Billy Sherwood (1:50)
11. Us and Them / voc: Jeff Scott Soto (6:20)
12. Any Colour You Like (4:13)
13. Another Brick In the Wall, Pt. 1 / voc, keyb, g, b: Billy Sherwood (3:15)

Disc 2
01. Another Brick In the Wall, Pt. 2 / voc: Fee Waybill (4:01)
02. Comfortably Numb / voc, g: Billy Sherwood (6:53)
03. The Great Gig In the Sky / voc: C.C. White (4:40)
04. Time / voc, g: Gary Green (7:00)
05. Goodbye Blue Sky / voc, g: Billy Sherwood (2:42)
06. In the Flesh / voc: Adrian Belew (3:05)
07. The Thin Ice / voc, fl: Ian Anderson (2:32)
08. Mother / voc, b: John Wetton (6:01)
09. Echoes / Alien Sex Fiend (5:45)
10. Obscured By Clouds / Ummagumma (7:02)
11. On the Run / Larry Fast, Alan White (3:18)
12. Set the Controls For the Heart of the Sun / Psychic TV (8:55)
13. Careful With That Axe, Eugene / Nik Turner (8:35)


1 de nov de 2016

ARW - "Live at Oakdale Theater " - 21-10-2016

É um Yes II??, não, não é, é o ARW, Anderson, Rabin e Wakeman, tocando alguns sucessos do legendário, primeiro e único Yes e como não poderia deixar de ser, a alma e a coluna dorsal da banda falaram muito mais alto aqui nesta versão do que o próprio Yes de hoje em dia, totalmente desfigurado e lento.

Não é uma desfeita, é uma realidade que assombra o Yes há muito tempo, talvez desde a época da entrada de Benoit David no Yes, um excelente vocalista que ao substituir Jon Anderson não aguentou o tranco e perdeu a voz, sendo substituído em seguida por Jon Davison, outro grande vocalista, mas sem o mesmo carisma do “Jon” original, pois infelizmente, Jon Anderson é insubstituível quando o negócio é cantar as músicas do Yes, levando-se em conta que  foram feitas especialmente para ele, com um timbre vocal inigualável e as músicas sentem a falta da presença dele e isto para mim é um fato.

Jon Anderson
Fora esses problemas, o Yes sofreu outra perda irreparável, com a passagem para um plano superior de Chris Squire, outro gênio da banda, uma figura carismática e querida por todos, talvez o maior baixista de todos os tempos que o rock já viu e provavelmente verá.

Chris Squire
Alan White, com problemas na coluna, é uma baixa temporária, foi submetido a uma cirurgia e está fora de combate por algum tempo, sendo substituído por Jay Schellen, que confesso que não o conheço, mas se foi convocado, no mínimo deve ser muito bom.

Alan White
Geoff Downes é um puta de um tecladista, e não há dúvidas quanto a isso, mas Rick Wakeman é um problemão na vida de qualquer um que for substituí-lo, seja por questões técnicas na escolha do equipamento e/ou principalmente pelo seu jeito peculiar de empunhar suas mãos ao teclado e fazer coisas difíceis de acreditar que um ser humano normal possa fazer, pois esses fenômenos só percebo quando ele está à frente dos teclados.

Rick Wakeman
Portanto, o Yes que hoje se apresenta, conta apenas com Steve Howe em sua formação, um verdadeiro Deus da guitarra, inimitável, entretanto, no infinito universo do Yes, um único Deus é muito pouco para manter de pé a estrutura de um Olimpo.

Steve Howe
Apesar de todo o esforço da banda, hoje quando escuto qualquer música com a atual formação, a impressão que tenho, com todo o respeito, é que estou escutando um cover do Yes e isso me provoca uma sensação de frustação muito grande, pois não consigo perceber o Yes em cena, o que uma lástima, pois o Yes é um ponto fora da curva, uma singularidade muito difícil de ser alcançada.

ARW
Eu estava morrendo de medo do que eu poderia escutar e sentir ao ouvir alguma música do ARW, mas para minha surpresa, aliás gratíssima surpresa, eu escutei e senti verdadeiramente o Yes, só que com outro nome, outros muito bons músicos (Lee Pomeroy e Lou Molino III), além de Anderson e Wakeman e supreendentemente, Trevor Rabin, muito melhor do que já tinha sido em sua passagem pelo Yes nos anos noventa.

ARW
Para mim não resta dúvidas que o cérebro e a coluna da banda, estão aqui e não no próprio Yes, infelizmente, pois a presença de tudo que envolve a magia da música do Yes está aqui, mesmo faltando a presença de Squire (in memoriam), Howe e White, que não só fazem parte dessa rara energia musical, mas são figuras incrivelmente necessárias ao visual da banda, que não vive só da música, mas também vive da presença destes incríveis músicos que quando juntos, são simplesmente inigualáveis.

A ruptura que existe hoje no Yes, só diminui, não acrescenta nada, divide forças musicais, onde na realidade todos sem exceção saem perdendo, pois perdem os músicos, nós os fãs perdemos, a história da música também perde, pois ficamos com uma imagem de fim de carreira muito deturpada e não condizente com tudo o que fizeram no passado.

Propositadamente não teci nenhum comentário a respeito do álbum em questão, em respeito a quem ainda vai escutá-lo, preferindo me ater a questões mais filosóficas do que conceituais e técnicas, bem como também, porque não há registro de nenhuma novidade musical, sendo todas as músicas de conhecimento público, portanto resta apenas o convite à audição deste bootleg.


ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

AWR
Jon Anderson - vocals, percussion, harp
Trevor Rabin - guitar, vocals
Rick Wakeman - keyboards
Lee Pomeroy - bass, vocals
Lou Molino III - drums, vocals

Tracks:
01. Cinema
02. Perpetual Change
03. Hold On
04. I've Seen All Good People
05. Lift Me Up
06. And You And I
07. Rhythm Of Love
08. Heart Of The Sunrise
09. Long Distance Runaround
10. The Meeting
11. Awaken
12. Owner Of A Lonely Heart
13. Roundaboud

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