21 de mai de 2015

ELOY - "Minden" - 1973

Se eu não estiver muito enganado, esse será o vigésimo quarto álbum do Eloy que posto aqui no blog e prestando bem atenção, verifiquei que postei mais álbuns da banda alemã do que para o ELP, Jethro Tull ou até mesmo o Kansas, que são bandas mais populares e difundidas do que o Eloy, mas existem algumas particularidades que o diferenciam das demais citadas.

Uma das particularidades é a existência de Frank Bornemann, um mago do rock, um visionário muito além de seu tempo, ótimo compositor, excelente guitarrista, um bom cantor e uma das figuras mais queridas e admiradas em seu meio que soube cativar uma legião de fãs espalhadas pelos cinco continentes em pouco mais quatro décadas de dedicação à música.

Outra atratividade da banda, é a quantidade de músicos que já passaram pelo grupo, algo em torno de uns 15 músicos que entraram e saíram, alguns até retornaram e pelo incrível que possa parecer, o som da banda manteve uma invejável uniformidade musical.

Esse fenômeno foi possível graças a boa administração de Frank Bornemann, que só esteve fora de um único álbum, a trilha sonora do filme “Codename Wildgeese”, de 1984, estrelado por alguns nomes bem conhecidos como Lee Van Cleef, Ernest Borgnine, Klaus Kinki e outros, já postado aqui em dezembro de 2010.

Como se fosse um camaleão, a música do Eloy foi se adaptando ao longo do tempo e ao invés de mudar de cor conforme a necessidade ele mudou sua música conforme os movimentos musicais iam surgindo, sem perder sua real vocação, o rock progressivo, passando pelas fases Hard Rock, Progressiva, Sinfônica e até mesmo uma fase metal, bastando dar uma escutada no álbum “Metromania” de 1984 que é recheado de pegadas bem fortes de guitarra e bateria.

Uma triste característica desta banda é justamente a falta de material alternativo à sua discografia oficial, portanto quando aparece al diferente, é uma obrigação dividir com todos este bootleg, intitulado, “Minden”, gravado no “Zur Grille” em abril de 1973, na cidade alemã de Minden.

Parte desta gravação foi feita a partir de músicas extraídas do álbum, “Inside”, deste mesmo ano, bem como duas músicas que a princípio não se encaixam em álbum de estúdio algum, “The Church” e “Flying High” e mais duas que não possuem qualquer identificação, portanto temos algo de inédito neste bootleg, o que é muito bom, para uma banda tão “mosca branca” como esta.

Nesta época o som da banda estava muito próximo ao Hard Rock, entretanto já com nítidas influências do rock progressivo que começavam a incendiar a genial mente de Frank Bornemann, que daí por diante iria revelar sua veia progressiva nos álbuns seguintes.

Do álbum “Inside” temos as músicas, “Inside”; “Future City”, “Castle In The Air” e “Land Of No Body” e para dar vida a estas músicas, além do próprio Frank Bornemann, a formação do Eloy foi completada por Manfred Wieczorke nos teclados, Wolfgan Stocker no baixo e Fritz Randow na bateria completam o elenco de músicos.

Apenas para situar a discografia da banda, a partir de 1971 até 2014, foram lançados dezessete álbuns de estúdio, três álbuns “live”, duas compilações com suas melhores músicas e uma trilha sonora de filme, completam este rico acervo musical. 

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

Eloy:
Frank Bornemann - guitar, vocals
Manfred Wieczorke- organ
Wolfgang Stocker - bass
Fritz Randow - drums


Tracks:
01 Inside
02 Future City
03 Castle In The Air
04 The Church
05 Flying High
06 Land Of No Body
07 Unknown
08 Drum Solo
09 Unknown


3 comentários:

  1. Postagem do Eloy é um bálsamo para a alma. FLYING HIGH é faixa bônus do álbum FLOATING. E CASTLE IN THE AIR não consta do INSIDE, é do mesmo FLOATING.

    Desconhecia The CHURCH e a outra faixa desconhecida, uma suite de 17 minutos, como solo de batera.
    Valeu! Brigadão!
    Good night!

    Saddam, aquele que confronta

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Saddan,

      O Eloy é um caso a parte na história da música contemporânea e sempre que eu o apresento a algum amigo, a reação de espanto é sempre a mesma....

      Consegue agradar em qualquer fase de sua trajetória, graças a genialidade de Frank Bornemann....

      Um bom final de semana para você....

      Obrigado por sua participação....., sempre muito bem vinda....

      Abraços,

      Gustavo

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    2. Nobre Gustavo,

      Ouvindo o disco com mais atenção, percebi que a faixa de quase 17 minutos, incluso o solo de bateria, é da primeira formação do Eloy, do primeiro álbum, com aquele cantor de voz de Ian Gillan(um Ian Gillan alemão, que não grita rssr). E foi depois do solo de bateria que percebi tal fato. Há um riff pesadíssimo de guitarra e um solo do mesmo instrumento. Não se escuta orgão. Na primeira formação do Eloy, Frank Bornemann não cantava e dividia a guitarra com o Manfred Wieckzorke. Como o solo de guitarra é bem rápido, suspeito até que foi o Manfred que solou.
      Confira.

      Abraços

      Saddam, aquele que confronta

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