11 de set de 2014

ILUVATAR - "Sideshow" - 1997

Existem algumas excelentes bandas que podemos chamar de “mosca branca” pela dificuldade que há em encontrar algum material disponível, preferencialmente fora de catálogo e nesta categoria podemos citar alguns nomes que estão me ocorrendo agora, como o Triumvirat, Solaris e outras mais obscuras como o Synkopy e assim por diante, sem mencionar a quantidade fantástica de bandas oriundas do Krautrock que apenas lançaram um único álbum.

Nesta categoria, eu incluo o Iluvatar, que recentemente pude publicar seu último e excelente álbum de estúdio, chamado, “From the Silence”, quebrando um jejum de uns quinze anos sem botar os pés em um estúdio de gravação.

Diante de uma discografia tão diminuta, pois são apenas quatro álbuns de estúdio, quando me deparei esta semana mais uma vez com o álbum “Sideshow” lançado em 1997, pois eu o havia perdido, eu não poderia deixar passar em branco o fato e não dividir com os amigos da boa música, boa não, excelente música, no caso aqui, a do Iluvatar.

Este álbum trás obviamente as músicas de álbuns de estúdio antecessores a este, sendo que ele é composto por algumas gravações “live” e outras de estúdio bem como uma inédita, chamada, “All We Are” e uma interessante e corajosa releitura da música “Sparks”, de Pete Townshend, música integrante da Opera Tommy do The Who, o que per si, revela o sentido da palavra “corajosa” que escrevi anteriormente.

Mas um ato de coragem partindo do Iluvatar perde até o sentido, pois realmente a banda manda muito bem em qualquer situação, levando-se em conta que é composta de excelentes músicos instrumentistas e têm um vocal marcante e pitoresco, muito bom de escutar.

Essas gravações foram feitas ao longo do mês de setembro de 1996 e são provenientes de aparições em rádios, no ProgDay e algumas feitas no Orion’s Studios Sound Stage em Baltmore, Maryland, USA.

Para quem ainda não conhece a banda, não custa lembrar que o Iluvatar é uma banda americana, de Baltimore e que faz parte da terceira geração do rock progressivo e que teve como fonte inspiração os trabalhos de bandas da década de setenta como o Pink Floyd e o Genesis e da década de oitenta de bandas como o Marillion e o Pallas.

Sua sonoridade guarda semelhança com bandas mais recentes como o Pendragon, Arena, IQ e tantas outras que permitiram quase que imortalizar o rock progressivo setentista e por conta disto, não é incomum ver álbuns do Yes, Genesis, Pink Floyd e outros sendo vendidos até hoje em supermercados e lojas afins, pela curiosidade e encantamento que este tipo de música provoca.

Mesmo com toda a complexidade que envolve o rock progressivo, também não é incomum ver jovens de menos de vinte anos curtindo este tipo de música e por conta disto as gerações subsequentes do rock progressivo clássico merecem todo o nosso respeito e admiração. 

Acredito que em uma situação hipotética de um show de uma grande banda de rock, como o Pink Floyd, vindo ao Brasil, não haveria Arena suficiente para suportar a população interessada neste tipo de música, pois conforme o tempo vai passando, a legião de fãs vai só aumentando.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

ILUVATAR 
Rick Fleischmamm and Gary Cahmbers / drums, percussion
Glenn McLaughlin / vocals, percussion
Dean Morekas and Mick Trimble / bass, bass pedals, backing vocals
Dennis Mullin / guitars
Jim Rezek / keyboards


Tracks: 
01. Cracker (Radio Edit)
02. New Found Key (Radio Edit)
03. All We Are
04. Marionette (Live)
05. Emperor's New Clothes (Live)
06. Funk Massage (Live)
07. Sparks (Live)
08. Eye Next to Glass (No News Mix)


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