28 de fev de 2014

A Confraria dos Blogs Apresenta: BANCO DEL MUTUO SOCCORSO - "Come in Un'Ultima Cena" - 1976

Nada acontece sem uma motivação e neste caso, a motivação necessária começou pelo meu total desconhecimento sobre a música do “Banco Del Mutuo Soccorso”, então para suprir esta enorme deficiência musical, fui presenteado pelo amigo Breu Branco, um membro emérito do blog VALVULADO com esta joia rara produzida em 1976 e que se chama, "Come in Un'Ultima Cena".

Entretanto, a motivação infelizmente ganhou um peso extra com o falecimento de “Francesco Di Giacomo”, o homem da poderosa e afinadíssima voz, deixando um tremendo vazio na história do rock progressivo, bem como uma imensa legião de fãs órfãos de sua marcante presença.

Pode parecer até estranho minhas palavras, levando-se em que só tenha escutado algumas vezes um único álbum da banda, porém, quando estamos diante de uma unanimidade musical como o Banco Del Mutuo Soccorso, que nos primeiros acordes impõe sua personalidade e revela a sua vocação para a música, não restam dúvidas de que o que disse não seja apenas uma conjectura, é sim um fato.

“Francesco Di Giacomo”
Diante deste fato, a “Confraria dos Blogs” vai se reunir novamente para prestar uma homenagem conjunta ao Banco Del Mutuo Soccorso que passa por momento inusitado e terrível com a morte prematura de “Francesco Di Giacomo”, divulgando diversos álbuns de sua extensa discografia.

Como pode haver ainda alguns desavisados, assim como eu, do que significa a obra do Banco Del Mutuo Soccorso,  não custa lembrar que seu primeiro álbum é de 1972 e que eles receberam influência direta de bandas como o Genesis, king Crimson, Pink Floyd e o ELP e que até hoje já lançaram mais de quarenta trabalhos entre álbuns de estúdio, gravações de shows em CD’s e DVD’s, compilações e boxset’s, ou seja, não devo estar muito enganado a respeito das qualidades desta banda.

Como toda banda que atravessa décadas trabalhando, não é incomum que as formações se alterem com o passar do tempo e com o Banco Del Mutuo Soccorso não foi diferente e o que pude apurar é que pela banda já teve pelo menos uns quinze músicos diferentes em sua formação, mas não tenho como afirmar se esta alternância de músicos causou algum impacto, seja ele positivo ou negativo sobre as peças musicais que foram surgindo ao longo de sua trajetória.

 "Come in Un'Ultima Cena"
Como navegante de um só álbum, vou me ater ao álbum, "Come in Un'Ultima Cena", muito bom por sinal, para mim uma gratíssima surpresa que infelizmente veio acontecer com certo atraso, algo em torno de 38 anos, mas o que importa é que aconteceu.

O italiano por natureza é muito passional e um tanto trágico e eu pude sentir claramente estas características nas músicas deste álbum o que me obrigou a fazer uma analogia direta com outro grande nome do rock italiano, o Museo Rosembach com seu magnifico álbum Zarathustra, onde a musica é cantada com muita emoção e teatralidade, portanto, não foi difícil gostar deste primeiro encontro com música do Banco Del Mutuo Soccorso.

A sonoridade deste álbum remete diretamente aos anos setenta e nem poderia ser diferente, pois seus músicos atendem a todos os requisitos necessários para que consigam transmitir essa sensação, pois mostraram neste álbum serem exímios instrumentistas e quanto a isso não há a menor dúvida.

Escutar música de uma banda com dois tecladistas foi outro fato que me chamou muito a atenção por não ser comum, mas o resultado foi muito positivo, pois a música ficou mais encorpada o que possibilitou um melhor equilíbrio nos momentos mais densos em que “Francesco Di Giacomo” soltou sua poderosa e teatral voz.

As informações que dei sobre o Banco Del Mutuo Soccorso são poucas, entretanto como a banda será homenageada em diversos blogs ao mesmo, acredito que toda a história dessa banda vá ser contada em mínimos detalhes, portanto, fica o convite a todos a se deliciarem com a obra desta magnífica banda de rock Italiana.


ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

BMS
Francesco Di Giancomo / lead vocals
Vittorio Nocenzi / organs, synthesizers, harpsichord
Gianni Nocenzi / el. and ac. piano, synthesizers, clarinet, recorder
Rudolfo Maltese / el. and ac. guitars, trumpet, French horn and vocals
Pierluigi Calderoni / drums and percussion
Renato D'Angelo / bass, acoustic guitar
Guest musician:
Angelo Branduardi / violin

Tracks:
01. ...a cena, per esempio (6:20)
02. Il ragno (4:55)
03. È così buono Giovanni, ma... (3:32)
04. Slogan (7:23)
05. Si dice che i delfini parlino (5:50)
06. Voilà Mida (Il guaritore) (6:14)
07. Quando la buona gente dice (1:57)
08. La notte è piena (4:14)
09. Fino alla mia porta (4:30)





Confraria dos Blogs ( roubartilhado do VALVULADO):
Contramão Prog Rock - BMS - Garofano Rosso
Som Trimado - Discografia
Som Mutante - Gli Anni Setenta
Nas Ondas da Net - "Come in Un'Ultima Cena" - 1976
Valvulado - Banco Del Mutuo Soccorso (Uma homenagem a Franceso di Giacomo)
(Por enquanto...)

21 de fev de 2014

ILÚVATAR - "Children" - 1995

Agora bem recente, nosso amigo Luciano, frequentador deste blog, lançou uma pergunta no ar, que botou a moçada, inclusive eu, para queimar alguns neurônios para responder qual o país que ofereceu as melhores bandas de rock progressivo e logicamente a respostas foram as variadas o possível, pois depende da preferência de cada um independente da nacionalidade, mas o continente todo mundo acertou em cheio, pois só os países da Europa foram citados, mesmo porque o movimento musical começou por aquele continente, portanto nada mais justo a concentração de bandas.

Entretanto, existe vida musicalmente inteligente fora da Europa, portanto a proposta desta resenha é a de trazer uma banda fora do eixo europeu e eu imediatamente pensei nos caipiras progressivos do “Kansas”, mas esta banda é um ponto fora da curva, é excelente por natureza e já conta com o devido reconhecimento internacional, então, por que não pensar em algo mais alternativo como o “Ilúvatar”, uma banda tão americana quanto à anteriormente citada só que bem menos conhecida, mas que carrega um fortíssimo DNA progressivo em suas músicas.


Este blog teve o início das suas atividades em fevereiro de 2010 e em março deste mesmo ano eu postei um álbum do “Ilúvatar”, intitulado “Children”, mas só que nesta época a frequência do blog não passava de uns cinco acessos diários, então a resenha teve como resultado, um fracasso total, uma verdadeira lástima, não para o blog, mas sim para o álbum e para banda, que são muito bons, mas se perderam no deserto em que se encontrava este espaço.

“Ilúvatar” foi criado em Baltimore, Maryland, USA, em 1992, lançando quatro álbuns oficiais que são o “Ilúvatar” em 1993; “Children” em 1995, “Sideshow” em 1997 e finalmente em 1999 lançaram, “A Story Two Days Wide” completando a curta, mas excelente discografia, desta banda tardia, praticamente situando-se na terceira geração do rock progressivo ou como gostam de classificar, uma banda de Neoprog.

Apesar de contar com toda a discografia da banda, fiz questão de retornar ao álbum “Children”, por considera-lo um de seus melhores trabalhos, que merece ser conhecido e explorado, por conta de suas características progressivas em plena metade dos anos noventa, um verdadeiro ato de coragem e ousadia destes músicos.

Apenas para situar a banda no contexto musical da década de noventa, cabe lembrar que Neoprog nos USA em plena ascensão do movimento Grunge chega ser uma situação surreal para aquela época e por isso tenho a maior consideração e respeito pelo trabalho do  “Ilúvatar”.

A banda buscou na obra do Pink Floyd, Marillion, IQ, Pendragon, Yes e Genesis a inspiração para poder com muita personalidade e criatividade ter sua própria obra, que tem como marca registrada, belos arranjos e um vocal pitoresco, que muitos teorizam como “influenciado” por Peter Gabriel, mas honestamente não consigo fazer esta analogia, pois nem no modo de cantar e muito menos no tipo de timbre vocal eles se parecem.

Os arranjos são muito sofisticados e bem elaborados onde se nota claramente o dueto guitarra e teclados dando a tônica da essência da banda no modo de compor, que é feita de forma muito harmoniosa e equilibrada, proporcionando longos momentos viajantes que são quebrados por solos de guitarra e teclado que claramente mostram a vocação dos músicos, aliás, todos muito bons músicos.

As musicas deste álbum não soam monotônicas isoladamente e nem entre elas, o que por si é uma qualidade rara, pois em muitos casos é possível escutar alguns álbuns de bandas mais recentes que dão a impressão que só tem uma única música divida em atos, por serem muito repetitivas estruturalmente, mas isso talvez seja uma característica musical do início dos anos setenta que foi sendo suprimida ao longo das décadas seguintes por razões óbvias já exaustivamente discutidas.

Neste álbum, a formação da banda sofreu uma pequena alteração em relação ao álbum anterior com a saída de Mick Trimble e a entrada de Dean Morekas no baixo, permanecendo Gary Chambers na bateria, Glenn McLaughlin nos vocais e percussão, Dennis Mullin nas guitarras e Jim Rezek nos teclados. 

São apenas oito músicas neste álbum e apenas para pontuar, assim como fiz na primeira resenha, novamente elejo “The Final Stroke” como a música que mais me chamou atenção, portanto, fica o convite a todos para realizar uma interessante viagem musical na nave “Ilúvatar” rumo ao desconhecido.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

Musicians:
Gary Chambers / drums, percussion, back vocals
Glenn McLaughlin / lead vocals, percussion
Dean Morekas / bass, back vocals
Dennis Mullin / guitars
Jim Rezek / keyboards

Tracks:
01. Haze (6:43)
02. In Our Lives (6:35)
03. Given Away (6;39)
04. Late Of Conscience (8:56)
05. Cracker (5:59)
06. Eye Next To Glass (4:56)
07. Your Darkest Hour (5:04)
08. The Final Stroke (12:29)

16 de fev de 2014

NOVALIS - "Konzerte" - 1977

Tinha muito tempo que eu não escutava um trabalho do Novalis e também notei que só tinha postado um único álbum, o que configura uma falha de minha parte, portanto, para limpar minha barra, apresento o álbum “Konzerte”, gravado em abril de 1977.

Como o Novalis não teve uma grande projeção internacional, até mesmo porque a velocidade das comunicações na década de setenta não eram lá essas coisas, acho válido passar algumas poucas informações para situar a banda no contexto do mundo do rock progressivo.

O Novalis, de origem Germânica, foi criado e fundado a partir de anuncio de um jornal de Hamburgo em 1971, por iniciativa de Heino Schünzel e Jürgen Wentzel, que queriam formar uma banda de rock progressivo, o movimento musical que começava a dar seus primeiros passos e bandas na maioria dos países da Europa começavam a aparecer em escala progressiva, seguindo os passos de Pink Floyd, King Crimson, Yes, ELP que começaram um pouco antes.

Seu primeiro trabalho, Banished Bridge, foi lançado somente em 1973, por sinal um excelente álbum, era cantado em inglês, mas por orientação de seu produtor, o Novalis passou a cantar suas músicas em sua língua natal, o alemão e talvez este seja um dos problemas que não permitiram a banda ter a projeção que realmente merecia e merece até hoje, pois não há o menor problema em coloca-los lado-a-lado com o Grobschnitt, Jane, Eloy, Triumvirat e outras, pois talento eles tem e de sobra.

De estilo sinfônico, o Novalis agrada mesmo em suas músicas cantadas em alemão, onde a pronúncia germânica soa um tanto estranho em relação ao inglês que é mais comumente é escutado, mas isso não atrapalha, tendo como único desconforto no meu caso, não poder entender o que está sendo dito. 

A banda possui fortes fundamentos do rock progressivo em seus teclados e guitarras tornando suas composições harmoniosas e muito equilibradas, o que per si, é um irrecusável convite, fora isso, sem exageros pirotécnicos, conseguiu ter a favor em seu em seu currículo, uma significativa e consistente discografia  para coloca-la em pé de igualdade com outras bandas.

A banda passou por algumas mudanças internas, mais isso também não a descaracterizou a ponto de macular a sua essência e com o tempo, adquiriu personalidade própria com seu estilo de misturar música com a poesia e por conta deste amadurecimento, tiveram o mérito em atravessar metade da década de oitenta com muita dignidade e reconhecimento, pois foram seis bons álbuns lançados neste período, o que não deve ter sido nada fácil levando-se em conta as novas tendências que começavam a se instalar já no final dos anos setenta, entretanto, sucumbiram ao final do ano de 1985, engolidos pela revolução cultural instaurada na década de oitenta.

O álbum “Konzerte” sinaliza a vocação progressiva do Novalis, nos brindando com músicas do calibre de “Sommerabend”, uma linda suíte de quase dezenove minutos; as viajantes e instrumentais, “Es Färbt Sich Die Wiese Grün” e "Impressionen" e “Wunderschätze” que é simplesmente uma pérola, portanto, fica o convite a todos para se deliciarem ao som do Novalis que há muito tempo estava esquecido por mim e pelo blog.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!

Novalis:
Hartwig Biereichel - drums, gongs
Detlef Job - electric guitar, vocals
Fred Mühlböck - vocals, acoustic & electric guitars, flute
Lutz Rahn - Hammond H100 organ, PPG synth, Mellotron, electric piano, clavinet, Solina strings
Heino Schünzel - bass, vocals

Tracks:
01. Bolero (00:52)
02. Dronsz (01:53)
03. Es Färbt Sich Die Wiese Grün (08:46)
04. Impressionen (09:31)
05. Wer Schmetterlinge Lachen Hört (09:08)
06. Wunderschätze (Originaltext von Novalis um 1798) (11:20)
07. Sommerabend (18:53)
....a) Wetterleuchten
....b) Am Strand
....c) Der Traum
....d) Ein neuer Tag
....e) Ins Licht

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4 de fev de 2014

DEEP PURPLE - "Live At Montreux" - 2011

Existem bandas de rock que parece que vieram ao mundo para se perpetuar, e uma delas, é o Deep Purple, foco desta resenha, que desta vez não tem a pretensão de simplesmente levantar questões a respeito do álbum e de suas musicas, pois a qualidade das mesmas é inquestionável, mas principalmente destacar o amor pela música que fica muito evidente na expressão de dor ao cantar, quando Ian Gillan precisa soltar a voz, pois isso sim chamou minha atenção neste álbum que revela gratíssimas surpresas.

Escutando o CD e depois assistindo o DVD, Deep Purple – Live At Montreux – 2011, esse sentimento fica muito claro, pois as imagens dizem tudo e evidenciam o esforço, quase que sobre-humano em alguns momentos, pois o poderoso vozeirão de Ian Gillan perdeu-se com as décadas de uso feroz a que submeteu suas cordas vocais e também com os problemas mais graves de saúde que teve que enfrentar.

Ian Gillan
Mas ao contrário de se fechar e desistir da vida e da música, lá está ele ao lado de seus companheiros de banda, com uma pequena orquestra ao fundo, em pleno Festival de Montreux, Suíça, se expondo, dando a cara à tapa para qualquer um bater, mas quem teria coragem de criticá-lo após tantas décadas de dedicação à música?

Ele não está ali por dinheiro, pois essa fase já foi ultrapassada há muito tempo e nos quesitos vaidade e fama, não acredito que um homem aos sessenta e sete anos a época deste show, tendo feito o que já fez pela música, tenha ainda algum problema com este tipo de sentimento menor, muito característico dos fracos, o que não combina com a personalidade de Ian Gillan, restando apenas o prazer e o amor em servir a música, como argumento para justificar seu esforço.

Don Airey
Neste álbum é possível extrair outras grandes e gratificantes situações, pois pela primeira vez pude assistir a Don Airey, a frente dos teclados, mais precisamente à frente de um Hammond, tarefa esta, que por anos a fio esteve sob o comando de Jon Lord, o mago dosd Hammonds e que sempre a falta de sua presença será sentida por todos os fãs da banda, mas a integração de Don Airey ao grupo é evidente e que seu talento é indiscutível, portanto merece todo o respeito, pois um Hammond não é para qualquer um, pois ele toca com muita naturalidade tranquilidade.

Steve Morse é outro músico que também está totalmente sedimentado ao espírito da banda, não é um músico convidado, é um membro efetivo do grupo e que especialmente neste show, esbanjou simpatia e talento, dando um show particular quando solicitado.

Roger Glover e Ian Paice, duas tremendas figuraças, mais que antológicas e legendárias, partes integrantes da história do rock, como sempre, com muito bom humor, levaram ao delírio a heterogênea plateia que os assistia, pois nota-se gente de toda idade, indo do netinho ao vovô, embaladas pelos mais incríveis hits do Deep Purple.

Neue Philharmonie Frankfurt
Como se não bastasse, foi inserida uma pequena, mas eficiente e animada orquestra, a Neue Philharmonie Frankfurt,  regida pelo maestro, Stephen Bentley-Klein, bem jovem ainda e certamente um fã da banda, pois em alguns momentos ele dá uma aloprada geral, chega até a fazer um duelo de violino x guitarra, com o não menos aloprado, Steve Morse, pois o contexto “banda-orquestra”, mostrou-se muito estimulante para todos, o mesmo ocorrendo com os músicos da orquestra que também se mostraram muito entusiasmados com a vibração da música, deixando a postura clássica de lado e assumindo uma postura bem mais rock’n roll.

Esse conjunto de fatos dá uma dimensão diferenciada para este espetáculo, fugindo do que seria mais um simples show de uma banda de rock, transformando literalmente este evento em uma celebração à música, dada ao conjunto da obra apresentada pelo Deep Purple, por seus incansáveis músicos, da animadíssima orquestra e do público presente que teve o privilégio de estar neste evento. 

Terminando esta resenha, estava escutado o novo álbum do Deep Purple, “What Now!”, um presente do "Véio", lançado no segundo semestre de 2013, um excelente álbum e que revela uma boa notícia em relação à voz de Ian Gillan, que se mostrou bem mais saudável e consistente do que neste show resenhado, ou seja, por muito tempo ainda vamos ter grandes apresentações do Deep Purple.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

Deep Purple
Ian Gillan - vocals, harmonica
Steve Morse - guitar
Roger Glover - bass
Ian Paice - drums
Don Airey - keyboards


Neue Philharmonie Frankfurt
Stephen Bentley-Klein - conductor

Tracks:
Disc 1
01 "Deep Purple Overture" (Bentley-Klein, Bruce, Brown, Clapton, Blackmore, Gillan, Glover, Lord, Paice) – 1'39
02 "Highway Star" – 6'54
03 "Hard Lovin' Man" – 6'08
04 "Maybe I'm a Leo" – 4'30
05 "Strange Kind of Woman" – 6'19
06 "Rapture of the Deep" (Gillan, Morse, Glover, Airey, Paice) – 5'44
07 "Woman From Tokyo" – 6'18
08 "Contact Lost" (Morse) – 4'28
09 "When a Blind Man Cries" – 3'50
10 "The Well Dressed Guitar" (Morse) – 2'42
Disc 2
01 "Knocking At Your Back Door" (Blackmore, Gillan, Glover) – 6'07
02 "Lazy" – 8'45
03 "No One Came" – 5'40
04 "Keyboards Solo" (Airey) – 5'45
05 "Perfect Strangers" (Gillan, Blackmore, Glover) – 6'05
06 "Space Truckin'" – 4'55
07 "Smoke on the Water" – 8'32
08 "Green Onions" (Cropper, Jackson, Steinberg, Jones) / "Hush" (Joe South) / "Bass solo" (Glover) – 8'18
09 "Black Night" – 7'10


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