8 de mar de 2014

FONYA - "Perfect Cosmological Principle" - 1998

Continuando a minha saga para encontrar bandas de rock progressivo fora do eixo convencional da Europa como a Inglaterra, Alemanha, Itália e outros, eu indico agora a banda Fonya,  originária dos EUA, a princípio um duo formado pelos irmãos Fournier, Chris e Phil, sendo o primeiro multi-instrumentista e o segundo o vocalista.

O Fonya produziu sete álbuns de estúdio entre os anos de 1992 e 2000, entretanto resolvi começar pelo quarto álbum, "Perfect Cosmological Principle" lançado em 1998, pois além das músicas inéditas, nele está contida uma homenagem ao YES, com uma pequena parte de “The Gates of Delirium” extraída da gravação álbum ao vivo, "Yesshows" e que está refletida na  música, “Delerium's Gate”, última faixa deste álbum.

Aproveitando a oportunidade, coloquei duas faixas bônus, onde mais uma vez o Fonya surpreende pela coragem e competência em executar as musicas do Premiata Forneria Marconi e do Camel, que foram extraídas dos álbuns, “Zarathustra’s Revenge”, um álbum tributo ao rock progressivo Italiano e do álbum “Harbour of Joy”, um tributo ao Camel, ambos postados aqui no blog anteriormente.

Falar em Fonya chega até ser engraçado, pois é uma banda de um só músico, no caso Chris Fournier, pois seu irmão Phil, apenas participou do primeiro álbum emprestando sua voz, com Chris executando todos os instrumentos neste e nos demais álbuns.


Chris tem uma formação musical invejável, pois muito cedo começou a ter aulas de baixo e quando começou a aprender a ler música, foi capaz de aprender guitarra, teclados e bateria sozinho e após sua primeira graduação,  na Maine's Cheverus High School, ele passou por cerca de seis anos, animando festas junto com seu irmão, o que permitiu que pudesse sobrevier neste período, mas como era e é um amante do rock progressivo, ele comprou um gravador de quatro pistas e começou a compor suas próprias músicas de teor progressivo.

Para ele isto era muito pouco, pois sua sede de saber era muito grande, então ele se formou em eletrônica pelo Southern Maine Technical College e em seguida cursou o curso de engenharia eletrônica na University of Maine e com toda essa bagagem acadêmica, associada a sua inteligência musical, finalmente ele pode por em prática seu sonho de ser um músico completo e poder externar sua satisfação através da sua música.

Caracteristicamente é um som eletrônico, que lembra o Tangerine Dream, entretanto menos experimental e mais voltado para o rock progressivo sinfônico, uma vez que consegue produzir várias camadas harmônicas pelo diversos teclados que são acionados simultaneamente produzindo a atmosfera e o cenário característico deste tipo de música.

"Perfect Cosmological Principle" é um álbum altamente viajante, dinâmico, lembrando uma trilha sonora de filme de ficção científica por conta da riqueza estrutural de suas composições que realmente nos remetem ao rock progressivo dos anos setenta.

O álbum conta com duas suítes, Flight of the Rigel Orion e Uniform Expansion and the Perfect Cosmological Principle que revelam esta fantástica experiência, assim como a música, “Delerium's Gate”, que é uma prova de admiração e respeito por uma das obras mais importantes do YES.

A rigor o álbum inteiro é muito bom, completamente envolvente, em momento algum, no meu caso deu aquela maldita vontade de pular uma faixa sequer e ao contrario disso, tive que em alguns casos voltar uma faixa, pois a atração pela música foi imediata. 

Portanto, fica o convite para quem ainda não conhece a obra do Fonya, a ter contato com um novo universo musical, muito rico, inteligente e inspirador, que revela um talento musical pouco conhecido, que tem por nome “Chris Fournier” e para aqueles que já conhecem seu trabalho, fica o convite para relembrar de sua adorável música. 


ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

Fonya:
Chris Fournier / all instruments; all music, except for track 7 (by YES)

Tracks:
01. Tetrabiblos (Ptolemy, 200 AD) (9:36)
02. Spiral Structure in Virgo (4:50)
03. Flight of the Rigel Orion (14:02)
     a) Approaching Arctana (4:22)
     b) Compression (5:51)
     c) Spirit of Sunshine (3:41)
04. Mare Nektaris (6:27)
05. Flash Spectrum Scanning Helium Horizon (9:13)
06. Uniform Expansion and the Perfect Cosmological Principle (19:43)
     a) One Hundred Million Years (5:31)
     b) Expansion (5:31)
     c) So Many Parsecs, So Little Time (6:07)
     d) We've Been Here Before 2:13
07. Delerium's Gate (7:36)
Bonus "Ondas":
Fonya plays PFM - Medley
Fonya plays Camel - Eye of the Storm

4 comentários:

  1. Excelente banda e fazia um tempo que não escutava. É um tipo de som que foge ao comum e seria difícil rotular. Experimental? Além deste, já ouvi Upper Level Open Space de 1999, também muito bom e que segue o mesmo estilo. Os demais eu não conheci ainda, mas vou tentar também ouvir o primeiro álbum, Wanderers of the Neverending Night de 1992, considerado o melhor álbum dentre os produzidos. Vamos conferir e valeu pelas informações.
    Abraços a todos

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  2. Ricardo,

    Todos os álbuns são muito bons e no momento só me falta o "in Flux" que está desaparecido da minha coleção....

    O Chris Fournier é um talento nato e pelo que pesquisei ele está envolvido em outros projetos que estão por vir.....

    Um forte abraço,

    Gustavo

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  3. Bom dia....

    Após ler seu review, fiquei imediatamente propenso a baixar e ouvir este album...mas ao examinar a lista das músicas, verifiquei que as faixas bonus, "Fonya plays PFM - Medley
    Fonya plays Camel - Eye of the Storm" são COVERS de grupos conhecidos...... (e o grupo CAMEL jamais foi meu "cup of tea!")

    A minha opinião FOI e SEMPRE será, que um grupo COVER apenas MASCARA a falta de inspiração total no porcesso criativo, tentando repetir a mesma velha estrada que o grupo original desbravou.

    Sendo assim, prefiro perder meu tempo digitando esta opinião do que esperar o download!

    Obrigado,
    Peter Hammill - SP

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    Respostas
    1. Boa tarde...

      É notória a sua inteligência, caríssimo Peter, mas seu comentário foi radical. Fonya não é banda cover.
      A maioria do material gravado é original.
      E não podemos desdenhar bandas covers. Algumas, como Manfred Mann Earth Band, são ótimas, conseguem criar sons em composições alheias, até melhores que os originais.

      O Led, estimado poeta Hammil, quer banda mais amada? O primeiro álbum= 1/3 de plágios, 1/3 de covers e somente 1/3 de material original, e quem não gosta do Led? Ou vc , assim como não gosta do grande Camel, igualmente não aprecia a banda de Plant e Page?

      Abraço, Tim Bogert

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