26 de mai de 2013

ROCK PROGRESSIVO COM AS BANDAS "LADYLIKE" E O "BY THE POUND" EM BELO HORIZONTE - 2013


Em um momento de total mediocridade musical que assola o país e o mundo, com um único golpe, somos brindados, com as bandas “LadyLike” e o ”By The Pound” em uma noite que promete ser memorável e que acontecerá no dia 15 de junho, no Teatro Dom Silvério, Av. Nossa Senhora do Carmo, 230, na capital Mineira, Belo Horizonte, que sabidamente é um dos celeiros musicais do Brasil, senão o maior. 

O “LadyLike”, contará com a presença de Tania Braz nos vocais e seu repertório para este show, contará com composições autorais e músicas do “Renaissance” que se encaixam perfeitamente em seu timbre vocal aveludado, o que com certeza trará fortes emoções a apresentação, principalmente para quem ainda não teve contato com o grupo. 

O "By The Pound" por sua vez, conta em sua "trupe", com exímios músicos e com um repertório de tirar o folego com o que há de melhor e mais visceral da discografia do Genesis na era de Peter Gabriel, portanto, não se surpreendam se no meio do show pintar um “Supper’s Ready” na íntegra e eu particularmente torço muito para que isso aconteça de verdade, pois já vi e ouvi bem de perto em outra oportunidade, fora isso, sempre trazem alguma surpresa para nos encantar. 


Ingredientes para um grande acontecimento musical, tem e de sobra, portanto, vamos tirar o escorpião do bolso e correr para garantir um lugar neste espetáculo e para tanto, os ingressos estão disponíveis para a venda nas bilheterias do Chevrolet Hall ou pelo site www.ticketsforfun.com.br , com preços promocionais até o dia 30-05, 14-06 e preço cheio no dia do show, portanto não perca tempo em adquiri-lo logo, pois o meu já está garantido e em mãos, com todo o conforto e rapidez, oferecido pelo Tickets For Fun. 

IMPERDÍVEL!!!!


21 de mai de 2013

V. A. - "Colossus Projects - The Stories of H.P. Lovecraft - A SyNphonic Collection" - 2012


O momento não poderia ser mais oportuno para postar, "Colossus Projects - The Stories of H.P. Lovecraft - A SyNphonic Collection", um projeto que reúne vinte bandas das gerações mais recentes do rock progressivo, tendo como tema, os contos de fantasia e terror gótico, de H.P. Lovecratf

Este momento é oportuno, uma vez que, temos discutido sistematicamente  sobre a existência ou não de novas bandas que promovessem uma renovação para o rock e no caso deste álbum triplo, somos brindados com este número tão expressivo de bandas, das quais eu particularmente só conheço “The Samurai Of Prog”, Glass Hammer e Aether

Para entender esta fusão entre os contos e a música, vale uma pequena pausa para saber quem foi H.P. Lovecratf, aliás, Howard Phillips Lovecraft, americano, falecido aos 47 anos em 1937, criador de um estilo literário, chamado de “Terror Cósmico” e teve como fonte de inspiração, a obra de “Edgar Alan Poe”, assim como sua obra serviu de inspiração para afamados escritores como, Stephen King e Robert Bloch, também grandes mestres do terror. 

Seus principais livros são “O Chamado de Cthulhu”, "Necromicon", “Nas Montanhas da Loucura”, “Sombras Perdidas no Tempo”, “O Horror de Dunwich” e "O horror sobrenatural na literatura", considerado até hoje o mais importante ensaio sobre este gênero literário, que abriu as portas para séries como, “The Twilight Zone”, “The X Files”, e “Fringe” que se não me falha a memória é uma série bem recente. 

Esta manifestação musical sobre sua obra não é inédita, pois bandas advindas do Heavy Metal como o Iron Maiden, Metallica, Black Sabbath, Mercyful Fate, Cradle Of Filth e várias outras se renderam a sua obra e agora chegou à vez do rock progressivo prestar suas homenagens. 

Isto posto, vamos até ao conteúdo deste ambicioso projeto, onde cada banda utilizou-se de um conto de H.P. Lovecratf como fonte de inspiração para a criação destas vinte inéditas músicas que foram reunidas em três CDs.

Por mais incrível que possa parecer, existe uma forte ligação entre as músicas que são o fruto da interpretação e do sentimento revelado por cada banda, com sinistros temas musicais que remetem a uma atmosfera cósmica e sombria retratando o universo alienígena que ele creditava em seus contos de terror.

Deve ser uma experiência bem interessante ler algum destes contos de terror, tendo como trilha sonora, estas músicas e poder imaginar como foi o processo de criação para chegar a este temas tão bem elaborados. 

Como tive pouco tempo para escutá-lo e a vontade de postá-lo logo, não seria muito nobre de minha parte ficar tecendo comentários ou dar algum destaque sobre as músicas, entretanto, escutei direto todos os CDs umas três vezes, sem ficar com vontade de pular alguma faixa.

Para mim este fato tem um significado muito importante, principalmente por serem vinte bandas com estilos e formas diferentes de compor, mas que de alguma forma agradaram bastante a minha imensa fome por algo realmente novo. 

As bandas e artistas que performaram neste este álbum, servirá de fonte de inspiração e futuras pesquisas, pois surpreendentemente este álbum reuniu músicas muito boas que fatalmente são um incentivo a conhecer melhor os seus autores.

RECOMENDADÍSSIMO!!!!

Bandas e Faixas:
CD1:
01. The Samurai of Prog - “The Case of Charles Dexter Ward”
02. Glass Hammer - "Cool Air”
03. Karda Estra - "The Haunter of the Dark”
04. Unitopia - "The Outsider”
05. Simon Says - "The Wailing Wall"
CD2:
01. Jinetes Negros - "Hypnos”
02. Blank Manuskript - "Beast in the Cave”
03. La Coscienza Di Zeno - "Colofonia”
04. Guy Le Blanc - "Beyond the Wall of Sleep”
05. Ars Ephemera - "The Other Gods”
06. Attilio Perrone - "Topi nel Muro”
07. Ciccada - "The Statement of Randolph Carter”
08. D'accord - "The Doom that Came to Sarnath”
CD3:
01. Sithonia - "Il Gatti di Ulthar”
02. Daal - "The Call of the Cthulu”
03. Kate - "Dream-Quest to the Unknown Kadath”
04. Nexus - "The Colour out of Space”
05. Safara - "Calendimaggio”
06. Aether - "Mountains of Madness”
07. Goad (Bonus Track)





15 de mai de 2013

ELOY - "Live At The Marquee" - 1984

Os mantenedores de blogs, direcionados para a música, seja ela qual for, certamente estão encontrando dificuldade em manter seus blogs em atividade com certa dignidade por falta de material novo, que tenha um mínimo de qualidade para que valha a pena resenhar algo a respeito e eu incluo este blog nesta mesma situação, agravada talvez até por conta de uma predominância maior para a vertente progressiva do rock, o que certamente trás alguns complicadores extras. 

Com as devidas proporções, chega a ser um trabalho quase arqueológico em tentar descobrir antigas gravações de shows, ou “b’sides” não aproveitados de gravações de estúdio, que acabaram ficando perdidos por anos a fio em alguma prateleira da indústria fonográfica, mas que por obra e graça de algum “iluminado”, acaba sendo compartilhado na rede. 

Insistentemente tenho procurado por novas bandas ou trabalhos mais recentes de antigas bandas, mas os resultados destas pesquisas se têm mostrado quase sempre infrutíferos por diversas razões, que vão da baixa qualidade musical de bandas mais contemporâneas ou mesmo de novos trabalhos de bandas mais antigas que já chegam com “cheiro de mofo”, portanto, só escavando muito fundo para trazer alguma “novidade” proveniente do passado. 

Com este espírito desbravador e depois de muito fuçar a rede como um cão sabujo, acabei me deparando com o bootleg, “Live At the Marquee” do Eloy, datado de maio de 1984, com músicas provenientes dos álbuns, Oceans, Colours, Planets, Performance, Time to Turn e o álbum, Metromania, talvez o primeiro álbum, “progmetal” da história do rock, por conta de suas pesadas guitarras em um cenário progressivo. 

Com uma discografia de origem bem diversificada até então, este pequeno show dá uma mostra do que se escutava por fora das tendências musicais predominantes do início dos anos oitenta, colocando este tipo de música em um cenário underground, porém, viva, aliás, muito viva até hoje. 

As músicas deste bootleg mostram a transição de cenários entre o progressivo clássico e um novo progressivo, mais brando, mais comedido, porém, em algumas músicas, dosado com uma pitada de “Metal”, que em paralelo com a “New Wave”, o "Punk Rock" e a “Dance Music”, dava sinais que tinha vindo para ficar, pois não era uma vertente passageira como estas que citei, portanto, como a história não leva desaforos para a casa e não deixa ninguém mentir, o “Metal” está presente no mundo da música até hoje. 

Esta afirmação, está registrada no álbum, “Metromania”, porém, curiosamente no álbum seguinte, “Ra”, quatro anos depois de seu antecessor, um novo portal se abriu, e o progressivo clássico voltou à vida do Eloy, graças à coragem e a genialidade de Frank Bornemann

A formação da banda praticamente a cada álbum de estúdio, teve um elenco de músicos diferentes, mas isso nunca foi um problema para Frank Bornemann, que nesta apresentação contou com, Hannes Arkona, Klaus Peter Matziol, Hannes Folberth e Fritz Randow e como sempre mantiveram um patamar muito elevado na execução das músicas. 

Frank Bornemann é um sonhador, mas antes de tudo, um visionário, um músico de luz, com um talento criador inigualável, pois enfrentando todo o tipo de dificuldade, sempre deu o tom certo em seus trabalhos, independente de sua época de criação ou mesmo com quem estava dividindo a banda e neste bootleg, ele não fugiu aos padrões. 

O álbum mais recente de estúdio do Eloy que tenho notícia e que já foi postado aqui no blog, se chama, “Visionary” de 2009, mas mesmo tanto tempo depois de sua época de origem e com tantas mudanças estruturais sofridas ao longo das décadas, Frank Bornemann conseguiu manter acesa a chama da essência da banda que ilumina seus trabalhos. 

A qualidade de gravação não é das melhores, mas como é uma dificuldade muito grande em conseguir algum material do Eloy, que quando se consegue, considero este fato como irrelevante, preferindo me ater em seu conteúdo histórico, portanto, recomendo este bootleg. 

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

Eloy:
Frank Bornemann
Klaus-Peter Matziol
Hannes Arkona
Fritz Randow
Hannes Folberth

Tracks:
01. Through A Somber Galaxy
02. On The Verge Of Darkening Lights
03. Hearbeat
04. Silhouette
05. Nightriders
06. End Of An Odyssey
07. Seeds Of Creation
08. Poseidon's Creation
09. Shadow And Light
10. Illuminations
11. Drum Solo
12. Fools


14 de mai de 2013

VÍDEO DA NOITE - DAVID GARRETT - "Rock Symphonies - Open Air Live" - 2010

Ultimamente tenho escutado alguns álbuns de David Garrett, violinista alemão e logicamente procurando no Youtube algum vídeo para ver como é,  achei vários, inclusive este, “Rock Symphonies - Open Air Live”, que está ao final da resenha em uma apresentação feita em 2010 no seu país natal. 

Não esperem nada de original ou anormal, pois realmente não há, porém, David Garrett é um jovem muito talentoso, está acompanhado por uma banda de rock e uma sinfônica afinadíssima, regida por um maestro guitarrista, utilizando-se de clássicos do rock e do metal, assim como da música pop e da própria música clássica. 

Com um elenco bem variado de estilos musicais, a possível e previsível monotonia em um espetáculo como este é praticamente colocada de lado, e plasticamente o que se vê e se escuta é bem acolhedor e agradável, pois há uma pequena pirotecnia que acompanha algumas músicas, incluindo um pequeno telão circular como o do Pink Floyd, obviamente guardando as devidas proporções. 

É interessante o comportamento da heterogênea plateia, pois nota-se que há gente de tudo quanto é tipo, indo do netinho ao vovô, passando por donas de casas, metaleiros, emos, belas jovens e tudo mais, mas a reação e o comportamento, durante e ao final das músicas, é sempre mesmo, ou seja, todos sentados, apenas aplaudindo, portanto não esperem um show de rock e sim um belo concerto de rock e música clássica. 

Que me lembre, as coisas realmente esquentaram um pouco ao final da apresentação, pois o AC/DC foi evocado pela incendiária música, “Thunderstruck” , que por essência, parece que foi feita com este objetivo, portanto, músicos e plateia esboçaram uma reação um tanto aloprada para os padrões de comportamento alemão que estiveram muito comportados em pelo menos em 99% deste organizadíssimo concerto. 

A abertura do concerto tem como “Pano de Fundo”, a música “Kashmir”, o que não é nenhuma novidade, pois não é a primeira vez que é executada neste formato, entretanto, foi inteligentemente executada em uma versão mais curta que o normal, o que foi ótimo, pois como não foi cantada, ia ficar muito repetitiva. 

De Vivaldi a Led Zeppelin, passando por Metálica, Lennon & MacCartney, Michael Jackson, Queen, Aerosmith, Status Quo, Toto, The Pretenders, Nirvana, Jimmy Hendrix, AC/DC e mais alguns que não lembro agora, são suficientes gerar mais de duas horas de diversão com muita música de qualidade.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

Track:
01 Kashmir
02 Brahms: Hungarian Dance No.5
03 Hes A Pirate ('Pirates Of The Caribbean' Theme)
04 Live And Let Die
05 Serenade
06 Jota Navarra
07 Smells Like Teen Spirit
08 Csardas - Gypsy Dance
09 Duelling Banjos (Duelling Strings)
10 Mission Impossible ('Mission Impossible' Theme)
11 Walk This Way
12 Smooth Criminal
13 Childs Anthem
14 Vocalise
15 Summer
16 Peer Gynt Suite
17 Bicycle Race
18 Zorbas Dance
19 Humoresque
20 Little Wing
21 Asturias
22 Master Of Puppets
23 I'll Stand By You
24 Rocking All Over The World
25 Thunderstruck
26 Nothing Else Matters
27 Flight Of The Bumblebee
28 Hey Jude

"Rock Symphonies - Open Air Live"

7 de mai de 2013

NEKTAR - "A Spoonful Of Time" - 2012

A Spoonful of Time”, gravado em 2012, é o ultimo lançamento de estúdio do Nektar, que anda meio sumido aqui no blog e agora surpreendentemente, vem acompanhado de uma constelação de convidados de peso. 

A bem da verdade, o álbum não só é surpreendente pelos convidados, mas também pelo eclético elenco de músicas, tendo algumas conhecidíssimas, criando um cenário bem curioso em torno deste novo álbum, que aparentemente é um tributo do Nektar para diversas bandas. 

Esse trabalho pode ser explorado por vários caminhos, mas eu vou me limitar a dois, começando pela total desconexão das músicas escolhidas, aliás, para mim, a melhor parte deste álbum, que passa por músicas criadas por Alan Parsons Project, Hush, The Doors, Pink Floyd, Toto, 10 CC, Steve Miller Band, The O’Jays, Blind Faith, Rolling Stone, Manfred Mann, Neil Young; Gary Wright e o Roxy Music, transformando este tributo em uma cornucópia musical da melhor qualidade. 

A lista com as músicas está logo abaixo, mas para adiantar, este álbum conta com alguns clássicos que merecem um destaque especial, levando-se em conta músicas como, Spirit of the Radio, Fly Like An Eagle, Whish You Were Here, Riders on the Storm, Africa e I’m Not In Love, mas lembrando de que as demais são bem legais também. 

Os arranjos ficaram bem harmônicos em relação às versões originais, notando-se claramente a influência do Nektar e de seus convidados estelares que é o outro caminho que eu havia citado e entre eles podemos destacar, Steve Howe, Ginger Baker, Edgar Froese, Rod Argent, Patrick Moraz, Mel Collins, Rick Wakeman, Ian Pace, Mark Kelly e mais uma penca de músicos de primeiríssima linha. 

O resultado final do álbum é extremamente positivo, pelo bom gosto da escolha das músicas, bem como da união do Nektar e seus convidados, demonstrando uma forte sinergia, proporcionando bons momentos pela diversidade de estilos musicais apresentados. 

Esta fusão entre as músicas e os músicos, deu um charme todo especial ao álbum, pois, por exemplo, ouvir “I’m Not In Love”, com Rick Wakeman nos teclados, é algo inesperado, ou mesmo, imaginar Mark Kelly executando, “Spirit Of The Radio”, é no mínimo inusitado e talvez este seja realmente o objetivo do álbum em chocar por conta destas diferenças, pois senão, poderia se tornar mais um álbum caça-níqueis. 

Apesar de ter gostado muito deste álbum, eu ainda fico me perguntando, o que leva uma banda como o Nektar, a produzir um álbum de "covers" de outras bandas de rock, mas a rigor eu não tenho nada contra esta iniciativa, é apenas um questionamento que pode até ser sem fundamento.

O que importa realmente, é que o álbum é muito bom (pelo menos para mim), por razões obvias, portanto, só resta como opção, recomendar a audição deste álbum, que tem total capacidade para agradar a Gregos e Troianos, pois ele tem berço e pedigree de sobra sob todos os aspectos. 

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

Nektar:
Roye Albrighton / vocals, guitar
Ron Howden / drums
Klaus Henatsch / keyboards

Guests Musicians (track):
Michael Pinella (1)
Mark Kelly (2)
Geoff Downes (3)
Joel Vandroogenbroeck (3)
Edgar Froese (4)
Ian Pace (5)
Nik Turner (5)
Derek Sherinian (6)
Mel Collins (6)
Steve Howe (6)
Simon House (7, 10)
Billy Sheehan (8)
Rod Argent (8)
Ginger Baker (9)
Joakim Svalberg (9)
David Cross (11)
Jerry Goodman (12)
Rick Wakeman (13)
Bobby Kimball (14)
Patrick Moraz (14)

Tracks:
01. Sirius (2:44)
02. Spirit Of The Radio (4:58)
03. Fly Like An Eagle (4:07)
04. Wish You Were Here (5:56)
05. For The Love Of Money (7:14)
06. Can't Find My Way Home (3:21)
07. 2000 Light Years From Home (4:56)
08. Riders On The Storm (6:40)
09. Blinded By The Light (7:17)
10. Out Of The Blue (4:46)
11. Old Man (3:26)
12. Dream Weaver (3:48)
13. I'm Not In Love (5:56)
14. Africa (4:21)

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