27 de mar de 2013

TRIUMVIRAT - "Illusions A Double Dimple" - 1973

Como se trata de um álbum emblemático e de uma banda mais emblemática ainda, eu resolvi re-postar o álbum, Illussions On A Double Dimple, do Triumvirat, em uma edição Portuguesa de 1977, que foi postada há poucos dias no blog “Músicas dos Anos 60”, que faço questão de dar todos os créditos desta descoberta arqueológica/musical, tendo em vista a dificuldade de se obter qualquer material sobre o Triumvirat e um atrativo a mais, sem falar no ineditismo da arte gráfica da capa, que confesso que nunca tinha visto. 

Aproveito também para indicar e recomendar o blog, “Músicas dos Anos 60”, como uma parada obrigatória, pois lá há um acervo fantástico de álbuns, bandas e artistas de toda a sorte, que merecem muita atenção, pois são em sua maioria peças e obras extraídas de maravilhosos vinis que nunca chegaram a virar um CD, portanto, vale muito a pena dar uma conferida por lá sem medo de ser feliz. 

Muito bem, justiça feita, vamos a esta re-postagem, que também é para fazer justiça a banda, uma vez que, quando fiz a resenha em maio de 2010 não entrava ninguém no blog, o que foi uma grande sacanagem com a banda e com este álbum que considero um dos pilares dos rock progressivo dos anos setenta, apesar das controvérsias que existem sobre a banda e de sua obra em relação ao ELP, que incontestavelmente é um ícone no mundo do rock. 

Particularmente, eu não consigo perceber plágio ou uma imitação descarada sobre a obra do ELP, mas entendo que ambas as bandas, tinham o seu foco instrumental, voltado mais precisamente para os teclados que a época dos acontecimentos, eu acredito que as possibilidades de escolha deste ou daquele teclado ou órgão, não deveriam ser muitas e seus ajustes de timbres e instrumentos não deveriam ser muito grandes também. 

Algo que confunde e pode orientar para um direcionamento errado é também o fato de inicialmente serem um trio, assim como o ELP, então, juntamos todos estes ingredientes e um nefasto cenário é montado e então, uma injustiça histórica pode estar sendo cometida, porém, eu tenho absoluta convicção, que eu não sou o dono da verdade e muito menos pretendo ser, apenas tenho uma tese, que pode ser derrubada mediante fatos mais concretos e verídicos. 

No passado eu já havia feito o seguinte comentário sobre o álbum e a banda: 

“Fundado em 1969 na Alemanha, o Triumvirat lança seu primeiro álbum em 1972 e encerra a sua brilhante carreira em 1980. 

Influenciados pela música do "The Nice" de Keith Emerson e pelo virtuosismo de Jurgen Fritz nos teclados, o Triumvirat conseguiu notoriedade e projeção internacional rapidamente. 

Muitas vezes foram acusados injustamente de copiarem o estilo do ELP por conta da similaridade dos timbres dos teclados e até mesmo da forma como Jurgen Fritz tocava e isso não procede, não é verdade, eles sempre tiveram uma forte personalidade e estilo. 

Todos os álbuns lançados são verdadeiros clássicos do rock progressivo, com temáticas exclusivas que em nada se identificam com os trabalhos do ELP


"Illusions On a Double Dimple" é simplesmente uma pintura, uma obra de arte musical, não existe nada similar a este álbum ou a qualquer outro da banda. 

É só colocar na primeira faixa e conferir até o final. Recomendadíssimo!!!! 
Rock progressivo de primeiríssima classe, não deixando nada a dever para qualquer outra banda (ELP, Yes, Camel, Pink Floyd e tantos outros) da época. 

A banda para este trabalho contou com a presença de Jurgen Fritz nos teclados, Helmut Kollen no baixo, guitarras e vocal e Hans Bathelt na bateria e percussão.” 

Eu não retiro nada do que já havia sido dito por mim, relativo ao carinho e admiração que tenho com abanda e seus integrantes e ainda acrescento o meu lamento pelo precoce fim da banda e da dificuldade na obtenção de algum material inédito, principalmente de shows realizados, onde alguns podem ser encontrados lá no blog da Luciana, o Prog Rock Vintage, que sempre que pode, disponibiliza algumas pérolas do Triumvirat

Ficar analisando música a música deste álbum até poderia ser feita, mas considero que esta tarefa pode ficar a cargo de cada um, uma vez que esse exercício merece uma reflexão e um diagnóstico personalizado, portanto, vou me abster deste prazer.

RECOMENDADÍSSIMO!!!!

Triumvirat:
Jurgen Fritz
Helmut Kollen
Hans Bathelt

Tracks:
1. Ilusions On a Double Dimple
a) flashback
b) triangle
c) illusions
d) dimplicity
e) last dance

2. Mister ten percent
a) maze
b) dawning
c) bad deal
d) roundabout
e) lucky girl
f) million dollars


LINK 


17 de mar de 2013

The Dark Side Of The Moon - Os Bastidores da Obra Prima do Pink Floyd - 2005


A turma que gosta do Kansas já deve estar um tanto emputecida comigo, pois afinal de contas eu não posto algo da banda há muito tempo e já estava para soltar uma resenha sobre um bootleg muito bom deles, porém os fatos cotidianos vão acontecendo e se a gente não aproveita os ganchos, acaba perdendo a oportunidade de focar em algo importante. 

E que fato seria este, pois bem, “The Dark Side of the Moon - Os bastidores da obra prima do Pink Floyd”, Editora Zahar, um livro lindamente ilustrado, que conta de maneira precisa, tudo o que aconteceu anos antes do lançamento do álbum mais emblemático da face da terra, escrito por John Harris, jornalista, escritor e colaborador das publicações especializadas em rock como a Rolling Stones, Mojo, Q e NME

John Harris para escrever este livro, não se fez de rogado e com um farto material histórico, entrevistas com os membros da banda e do pessoal de produção, fez uma minuciosa investigação que começa no gênese da banda com todas as pirações produzidas por Syd Barrett, sua trágica saída e a penosa “volta por cima” da banda, até chegar a “The Dark Side Of The Moon”, o auge de toda a loucura que o Pink Floyd esteve envolvido. 

Eu ainda nem terminei de ler o livro, mesmo porque, eu fiz o favor de perdê-lo em alguma sala de espera de algum maldito aeroporto, mas já estou de posse de outro, pois havia parado em um momento importante da história da banda e a vontade de saber o desfecho era muito grande, portanto, adquiri o segundo exemplar sem muito drama.

Em geral em minha mente, eu considero que estes músicos mais célebres, são pessoas mais que humanas, tem alguma coisa a mais que nós simples mortais, entretanto, logo nas primeiras páginas, eu reconheço o meu engano e descubro o quanto são frágeis, medrosos, reativos, engraçados, inteligentes e capacitados de diversas qualidades como qualquer ser humano. 

Chegar até onde chegaram, ate “TDSOM” e depois dele, com certeza foi com muito suor e lágrimas, talento e dedicação ao extremo, pois nada se materializa sem o esforço humano, pois não há geração espontânea no mundo das artes seja ela qual for, então, lendo este fascinante relato, a sucessão de acontecimentos que envolveram a banda e as pressões sofridas por diversas razões e de toda a ordem, criaram o ambiente necessário para a explosão de criatividade que é o Pink Floyd


Quarenta anos depois, “TDSOM”, vende em torno de 250 mil copias por ano, o que é uma verdadeira loucura e um mistério a ser explicado, um fenômeno mercadológico sem precedentes na história do rock batendo diversos recordes, que sem dúvidas, vai continuar assim por todo o sempre. 

É difícil explicar o porquê de fãs da época em que a banda dava seus primeiros passos, continuar a venerar a banda tanto tempo depois e mais difícil ainda, tentar entender por que as gerações mais novas compartilham do mesmo sentimento. 

Eu voltei a ler o livro nesta última sexta-feira, aproveitando o enorme tempo perdido na Ponte Aérea, quando retornava a Sampa para mais um final de semana, porém com um ingrediente a mais, escutando o bootleg, “Bowl de Luna”, gravado em 1972 que deu um toque especial a leitura, pois dois sentidos foram aguçados ao mesmo tempo fazendo-me mergulhar profundamente nesta intrigante história de vida, que vai muito mais além de uma simples história de uma banda de rock, pois envolve sentimentos, intrigas, poder, comédia, tristeza e muita loucura, portanto para os fãs da banda, é uma leitura indispensável.


ALTAMENTE RECOMENDÁVEL!!!!

LINK - Parcial do livro
LINK - PF - Bowl de Luna


Tracks:
CD 1

01 - Breathe
02 - The Travel Sequence
03 - Time
04 - Home Again
05 - The Great Gig in the Sky
06 - Money
07 - Us and Them
08 - Any Colour You Like
09 - Brain Damage
10 - Eclipse

CD 2
01 - One of These Days
02 - Careful with that Axe Eugene
03 - Echoes
04 - A Saucerful of Secrets
05 - Set the Controls




8 de mar de 2013

V. A. - "Wondrous Stories: A Complete Introduction To Progressive Rock" - 2010

Procura aqui e ali e invariavelmente, aparece uma nova coletânea de músicas do rock progressivo, que décadas após o seu surgimento, mantém uma chama acessa em torno de sua magia e poder de atração, tendo em vista que esta coletânea, “Wondrous Stories: A Complete Introduction To Progressive Rock", lançada em 2010, não é a primeira e muito menos será a última edição do gênero. 

O que diferencia esta coletânea das demais postadas aqui no blog, é que aparentemente, esta possui um caráter didático e cronológico e por conta destas características ela me chamou a atenção e despertou meu interesse sobre este álbum que trás algumas dezenas de bandas conhecidas e desconhecidas, mas que de alguma forma fizeram e ainda fazem parte desta história. 

Para a “Velha-Guarda” dos amantes do rock a qual eu me incluo, até um simples detalhe como a ilustração da capa é um atrativo a mais e quando o responsável por esta ilustração é conhecido pela alcunha de “Roger Dean”, o significado e o caráter do conteúdo do álbum, fica explícito, o que amplifica a percepção musical. 

Que fique muito claro, que nem este ou qualquer outro álbum do gênero será completo, uma vez que, os interesses comerciais na maioria das vezes não levam em conta os interesses culturais, portanto, bandas como o Genesis, Pink Floyd, Eloy, Kansas e diversas outras ficaram de fora, o que é no mínimo um sacrilégio musical, mas de toda forma, a intenção deste álbum é muito boa. 

Acompanhando os quatro CDs que compõem este álbum, um livreto muito bem escrito e ilustrado, conta em poucas palavras um pouco de cada música e banda, o que torna este trabalho educativo não só para os não familiarizados com o gênero musical, bem como para os ditos, “dinossauros” como eu, que mesmo depois de tantos anos de “vitrola”, ainda se surpreende com bandas do passado, absolutamente desconhecidas (pelo menos para mim). 

A seleção de musicas feita por Jerry Ewing foi feliz e generosa, pois como não foi possível incluir toda a constelação de bandas que realmente gostaríamos que estivessem presentes neste álbum, portanto,  apenas parte da historia do rock progressivo esta sendo retratada aqui, o que não invalida a iniciativa de produzir este álbum, uma vez que, como dito em seu título, o intuito é  oferecer uma introdução ao universo do rock progressivo . 

Existem alguns pequenos desvios cometidos, principalmente no último CD, que deveria estar retratando as bandas mais contemporâneas, geralmente intituladas de “Neo Progressivas”, entretanto, dentro das possibilidades de inclusão, existe uma linha de raciocínio compreensível, que temos que respeitar. 

Os desvios a que me refiro, nada grave, são as bandas, “Dream Theater”, “Queensriche”, “Rush”, “Opeth” e algumas outras, que nunca foram e jamais serão bandas de rock progressivo de qualquer geração, apesar de que eu goste de todas elas, sendo esta minha observação, apenas de uma questão de ordem e justiça em relação a outras bandas que eventualmente poderiam estar inseridas neste álbum, como o Pendragon, Glass Hammer, Shadow Gallery, Like Wendy, Magellan e algumas outras que poderiam estar no lugar destas. 

O que importa na verdade é que este CD-box coloca em evidência uma tendência musical, que pelo visto, dificilmente será esquecida, pois é um convite a uma experiência musical e ao mesmo tempo, um passaporte para uma incrível “viagem” nas asas das mais de quarenta bandas que compõem esta seleção, portanto, mãos à obra, download feito, diversão garantida. 

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!


Tracks:
Disc 1
Season Of The Witch - Sam Gopal
Walking In The Park - Colosseum
Song For The Bearded Lady - Nucleus
Darkness (11/11) - Van Der Graaf Generator
Diana - Comus
Aqualung (Live) - Jethro Tull
Devil's Answer - Atomic Rooster
Evil Woman's Manly Child - Dr. Z
Mice And Rats In The Loft - Jan Dukes De Grey
Back Street Luv - Curved Air
Roundabout - Yes
Golf Girl - Caravan
The Four Horsemen - Aphrodite's Child

Disc 2
From The Beginning - Emerson, Lake & Palmer
Tubular Bells (Original theme from the Exorcist) - Mike Oldfield
Oily Way - Gong
Epic Forest - Rare Bird
Macarthur Park - Beggars Opera
In A Glass House - Gentle Giant
Lord Of The Ages - Magna Carta
Opening Move - Gryphon
The Seventh Secret - Fruup
School - Supertramp
Merlin The Magician - Rick Wakeman
Child Of The Universe - Barclay James Harvest

Disc 3
Wondrous Stories - Yes
Hurdy Gurdy Man - Steve Hillage
Air Born - Camel
Fanfare For The Common Man - Emerson, Lake & Palmer
A Farewell To Kings - Rush
The Mighty Quinn - Manfred Mann's Earth Band
Some Are Born - Jon Anderson
Mocking Bird - Barclay James Harvest
Sasquatch - Camel
Five Miles Out - Mike Oldfield
Pussy Willow - Jethro Tull
Touch And Go - Emerson, Lake & Powell
I Know You're Out There Somewhere - The Moody Blues
Jigsaw - Marillion

Disc 4
Eyes In The Night (Arrive Alive) - Pallas
The Weapon - Rush
The Old Man And The Angel - It Bites
The Moment Is Here - World Trade
Pull Me Under - Dream Theater
I Am I - Queensriche
The Drapery Falls - Opeth
Stranger In A Strange Land - Spock's Beard
Ten Speed (Of God's Blood & Burial) - Coheed and Cambria
Awakening - The Reasoning
Since We've Been Wrong - The Mars Volta
Going Home - Eureka
Frequency - IQ

Covers 
CD12
CD34 


5 de mar de 2013

BLUE MAMMOTH - "Prog Magazine" - 2013

Amigos, 

O Blue Mammoth está participando de uma votação junto a outras bandas independentes, para ter uma matéria publicada na “PROG MAGAZINE”, que tem grande penetração no universo prog. 

Ela é a única banda da America do Sul, aqui do “Brasil”, selecionada para participar deste evento, portanto, vamos dar uma força e votar muito, pois eles estão fazendo um trabalho muito bem elaborado, digno de representar o rock progressivo do Brasil. 

Quem quiser dar uma conferida nas músicas do BLUE MAMMOTH e só acessar o link: http://7062khz.blogspot.com.br/2013/01/blue-mammoth-blue-mammoth-2011.html


VAMOS VOTAR!!!!

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