28 de mar de 2012

ROGER WATERS - "The Wall Live - Melbourne" - 2012

Roger Waters está fazendo uma série de apresentações aqui no Brasil, trazendo até nós, a “The Wall Tour”, passando pelo Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo, portanto, nada melhor do que dar uma conferida no que nos aguarda. 

Os gaúchos foram os primeiros a ter contato com um dos maiores espetáculos de rock do mundo que acontece no momento, pois existe todo um aparato tecnológico, cênico e pirotécnico que vai muito além de um simples show de rock, até mesmo porque, a temática desta, digamos, “Opera Rock”, assim o exige. 

Para se ter uma ideia, o muro que é elevado durante a apresentação e derrubado ao final, tem um comprimento de 137 m de extensão, o que é no mínimo uma loucura e dá para se ter uma ideia das proporções monumentais que o palco tem que ter para abrigar a banda, artistas de apoio e tudo mais. 

Fora todos estes aspectos, a presença de Roger Waters, uma lenda viva do Rock, já é motivo mais que suficiente para atrair multidões aos estádios para vê-lo em ação, principalmente quando está executando sua obra máxima, uma verdadeira “epopéia” de cunho político de um anti-herói, chamado, "Floyd", que flerta com a guerra, com a opressão imposta pelos pais e pelos professores da escola, o que o leva a loucura e a construir um "muro" em sua consciência que o isola da sociedade e o transforma em um louco "ditador" que é julgado e condenado a destruir este "muro" e voltar à realidade.

Mesmo tendo sido criado a mais de trinta anos, sua temática continua atual, refletindo as angustias da atualidade e em sua exibição no Estádio do 'Beira Rio'', em Porto Alegre, Roger Waters usou sabiamente, "The Wall", para homenagear a família de “Jean Charles”, assassinado covardemente pela polícia britânica ao ser confundido como um “possível” terrorista e também para criticar o Governo Bretão pelo ato de “Terrorismo de Estado” cometido por seus dirigentes. 

Para quem ainda está em dúvida, se vai ou não ao show, acredito que com este bootleg, “The Wall Live - Melbourne” com a apresentação de Roger Waters na Austrália, no dia 8 de fevereiro de 2012, será motivo de reflexão sobre o assunto, uma vez que, ele contém na íntegra o que vamos assistir no Brasil no dia 29 de março, no Rio, Estádio do “Engenhão” e nos dias 1 e 3 de abril em Sampa, no Estádio do “Morumbi”

“The Wall” é uma peça musical carregada por forte apelo emocional, em alguns momentos sendo muito tensa, quase trágica, mas de certo modo se associada a elementos visuais, a sua compreensão pode se tornar mais fácil e amigável, principalmente para quem não está familiarizado com a música de Roger Waters

Não cabe destacar essa ou aquela música, por se tratar de uma longa e complexa temática que envolve o espetáculo em que uma música é sequência da próxima, mas para os desavisados de plantão, irão ver e ouvir, “In the Flesh?“; “Another Brick in the Wall Part 2”; “Comfortably Numb” e “Run Like Hell” que são as músicas mais populares e conhecidas do álbum, “The Wall”, levando-se em conta que foram executadas até a exaustão nas rádios FM’s do País. 

Apenas cabe ressaltar que mesmo para aqueles que não são tão ligados neste tipo de música ou mesmo desconhecem este trabalho, o que vão ver é muito mais do que uma banda de rock se apresentando, pois vão assistir a um misto espetáculo teatral e musical de altíssimo nível, comandado e executado pelo seu criador.

Roger Waters, é uma figura carismática, que se é odiado por alguns, com certeza é amado por milhões de outros, pois é um dos maiores cérebros da música contemporânea e que com certeza vai nos levar a uma experiência audiovisual entorpecedora e viajante, poucas vezes presenciada em terras tupiniquins. 

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

Band:
Roger Waters - Bass Guitar, Lead Vocals, Acoustic Guitar, & Trumpet
Graham Broad - Drums, Percussion, Ukelele
Dave Kilminster - Guitar, Banjo
G. E. Smith - Guitar, Bass Guitar, Mandolin
Snowy White - Guitar
Jon Carin - Keyboards, Guitar, Lap Steel Guitar
Harry Waters - Hammond Organ, Keyboards, Accordion
Robbie Wyckoff - Lead Vocals (songs or parts of songs originally sung by David Gilmour)
Jon Joyce - backing vocals
Kipp Lennon - backing vocals
Mark Lennon - backing vocals
Pat Lennon - backing vocals



Tracks:
Disc 1
01 Sparticus
02 In the Flesh?
03 The Thin Ice
04 Another Brick in the Wall Part 1
05 The Happiest Days of Our Lives
06 Another Brick in the Wall Part 2
07 Mother
08 Goodbye Blue Sky
09 Empty Spaces
10 What Shall We Do Now?
11 Young Lust
12 One of My Turns
13 Don't Leave Me Now
14 Another Brick in the Wall Part 3
15 The Last Few Bricks
16 Goodbye Cruel World

Disc 2
01 Hey You
02 Is There Anybody Out There?
03 Nobody Home
04 Vera/Bring the Boys Back Home
05 Comfortably Numb
06 The Show Must Go On
07 In the Flesh
08 Run Like Hell
09 Waiting for the Worms
10 Stop
11 The Trial
12 Outside the Wall
13 Audience
14 Waltzing Matilda
15 Outro

LINK

"The Wall Live Rod Laver Arena - Melbourne"

20 de mar de 2012

RICK WAKEMAN - “Tribute to THE BEATLES” - 1997

É muito difícil não se render aos encantos da música que os Beatles fizeram, pois com a simplicidade dos gênios, tiveram a capacidade de transformar todo um conceito de música, que influenciou diversas gerações de fãs, bandas de rock e artistas que isoladamente em algum momento de suas carreiras homenagearam os Reis do Rock. 

Rick Wakeman foi mais um que não resistiu à tentação em interpretar alguns dos maiores e melhores sucessos dos Beatles, portanto, prestou o seu tributo com o álbum, “Tribute to THE BEATLES”, lançado em 1997, aonde com sua visão futurista que vai além do alcance humano, deu a sua versão para onze músicas que de alguma forma até hoje nos acompanham,  pois ele, assim como os Beatles, é um gênio no que faz. 

É certo que pegar o que já é muito bom e produzir alguma coisa em cima, não é grande vantagem, mas como era de se esperar, Rick Wakeman não executou as músicas tal qual foram criadas, pois simplesmente ele criou novos arranjos, dando uma atmosfera um tanto setentista às músicas, que em alguns momentos nos faz esquecer as suas versões originais, mas não chega a ser um sacrilégio o que se escuta. 

Vale destacar algumas delas, como, “Norwegian Wood” que está uma delícia de se escutar pelo dinamismo de sua execução e outra que merece atenção também é “You've Got To Hide Your Love Away” que nas mão de Rick Wakeman mais parece uma sinfonia, levando-se em conta que o mago dos teclados literalmente “viajou na maionese” quando criou este arranjo e eu junto quando a escutei. 

“The Fool On The Hill” que originariamente tem um drama embutido em sua composição, pela sensibilidade de Rick Wakeman, esta carregada com uma dramaticidade maior ainda, o que torna seu envolvimento inevitável para quem a escuta. 

“Eleanor Rigby” é um passaporte para uma rápida viagem, pois ganhou feições progressivas com Rick Wakeman fazendo o que mais gosta de fazer, que é passear pelos teclados, indo da primeira a última oitava sem medir conseqüências, deixando que seu instinto fale mais alto do que a razão, tornando simplesmente fantástica esta versão sinfônica da música. 

Para mim a grande surpresa foi “Help”, que originariamente soa com o um grito de guerra, na versão do mestre, é tocada de modo funebre e solene, como se o “grito” não tivesse sido escutado, mas que de toda forma tem seus encantos e provavelmente foi o que Rick Wakeman sentiu e assim quis transmitir, assim eu suponho. 

As demais músicas também levaram a marca do seu interprete e sofreram algumas transformações muito interessantes e inovadoras que deram um novo sentido para estas canções que como já havia dito, fizeram ou ainda fazem parte da trilha sonora das nossas vidas. 

Eu até posso entender que os mais ou menos "Xiitas pró-Beatles" já devem talvez ter “quebrado o pau” em cima deste álbum por inúmeras razões, mas não posso deixar de registrar que mais uma vez, Rick Wakeman quebrou preconceitos, surpreendeu agindo livremente,  deixou fluir toda a sua inspiração para corajosamente intervir em músicas que levam em sua criação o sangue azul dos quatro besouros de Liverpool que revolucionaram o mundo, portanto, o álbum é extremamente recomendável, pois ao contrário de um duelo de Titãs, o que se escuta é fruto da união deles.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

Musicians:
Rick Wakeman / keyboards, synthesizers
Phil Laughlin / bass
Stuart Swaney / percussion programming
Fraser Thorneycroft-Smith / guitar


Tracks:
01- Norwegian Wood - 5:48
02- You've Got To Hide Your Love Away - 7:19
03- The Fool On The Hill - 5:13
04- Eleanor Rigby - 7:58
05- Come Together - 4:12
06- While My Guitar Gently Weeps - 6:01
07- We Can Work It Out - 3:52
08- The Help Trilogy - 4:43
09- Things We Said Today - 3:51
10- Blackbird - 2:15
11- She's Leaving Home 5:12



"Eleanor Rigby - Live Version"

"Blackbird"

"While My Guitar Gently Weeps"

15 de mar de 2012

GENESIS - “Some Of You Are Going To Die” - 1973

Influenciado pela apresentação da banda “By the Pound” no último domingo no Rio Prog Festival, onde as peças mais lindas e complexas do Genesis foram interpretadas, bateu aquela vontade danada de escutar alguma coisa da banda homenageada. 

Bem, foi só dar uma fuçada na net, que logo apareceu um bootleg que eu não conhecia, intitulado, “Some of you are going to die”, a rigor um título um tanto funéreo, gravado entre janeiro e fevereiro de 1973 e o mais legal de tudo, é que se não estiver enganado, praticamente todas as músicas deste bootleg, foram apresentadas pelo “By the Pound" o que foi uma puta coincidência. 

Este álbum é uma edição limitada, onde só foram produzidas 1.000 unidades, segundo o que consta na contracapa e está com uma gravação muito boa, fora o fato de que as músicas são de um período muito especial que a banda passava, ou seja, um convite irrecusável para passar mais de uma hora em contato com o que há de melhor em termos de qualidade, de sofisticação que uma música de vanguarda pode oferecer. 

E por falar em vanguarda, eu já perdi a conta a muito tempo de quantas vezes eu possa ter escutado, por exemplo, “Supper’s Ready”, a suíte principal da banda, com seus mais de vinte minutos, que mais parecem dois, tendo em vista a sua dinâmica que não permite distrações.

Esta técnica garante uma viagem muito louca, que vai dando um aperto muito forte no coração quando seu final apocalíptico vai se aproximando, dando a impressão de que quando acabada, nunca mais vai ser tocada. 

Pode parecer delírio ou insanidade de minha parte, mas honestamente é o que sinto, mas por outro lado, este fenômeno pode estar associado ao fato da sua atemporalidade, onde a cada minuto que passa, vai tornando-se mais atual e novas nuances de seu enredo vão sendo reveladas, perpetuando sua existência. 

Em relação ao set-list deste álbum nós temos além de “Supper’s Ready”; ;”Watcher of The Skies” “The Musical Box”; “Get Em Out by Friday”; “The Return of The Giant Hogweed” e “The Knife”, portanto, estamos diante de um elenco de músicas que caracterizam o momento mais criativo que o Genesis passou, mesmo que ainda, álbuns como “Selling England by the Pound” e “The Lamb Lies Down On Bradway” que são sensacionais também e que ainda não existiam neste momento, também iriam fazer muito sucesso, mas lentamente começariam um processo de distanciamento da teatralidade musical que permeou o trabalho da banda até a saída prematura de Peter Gabriel do Genesis

Aproveitando esta resenha, pois tem tudo a haver com o assunto, não posso me furtar ao direito de reparar uma injustiça por mim cometida na resenha anterior sobre o “By The Pound”.

Eu deixei de mencionar a execução de “The Fountain Of Salmacis”, pois foi a primeira vez que a escutei tocada por outra banda que não o Genesis e posso assegurar que o resultado foi surpreendente, levando-se em consideração que é uma das peças mais complexas da banda. 

Muito bem, justiça feita, só falta recomendar o álbum, “Some of you are going to die” a todos os amantes da boa música, do rock progressivo e do Genesis.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!


Genesis:
Peter Gabriel – lead vocals, flute, oboe, percussion
Phil Collins – drums, percussion, backing vocals,
Tony Banks – piano, keyboards, backing vocals
Steve Hackett – lead guitar
Mike Rutherford – bass guitar, bass pedals, rhythm guitar, electric sitar

Tracks:
01 - “Supper’s Ready” 
02 - ”Watcher of The Skies”
03 - “The Musical Box”;
04 - “Get Em Out by Friday”
05 - “The Return of The Giant Hogweed”
06 - “The Knife”


“Supper’s Ready”

”Watcher of The Skies”

13 de mar de 2012

BY THE POUND - "Rio Prog Festival" - 2012

No último final de semana, nos dias 10 e 11 de março, aconteceu a segunda edição do Rio Prog Festival com a presença das bandas Sub Rosa (MG); Banda Trucco (RJ), Mahtrak (SP) e a banda By the Pound (MG) que faço um destaque especial, tendo em vista que apresenta um trabalho muito bem elaborado que em meu entendimento vai muito além de simplesmente fazer um cover de uma banda famosa, no caso o Genesis.

Só pelo fato de terem escolhido esta banda, já seriam merecedores de uma nota dez, mas o mais incrível, é que eles vão muito além do que se poderia esperar por uma apresentação de uma banda cover e é muito fácil de explicar, principalmente para quem teve a honra e privilégio de estar presente a apresentação feita pelo “By the Pound” aqui no Rio.

Para quem não conhecia a banda, como eu, foi uma gratíssima surpresa ver músicos tão jovens, com um talento fora do comum e ao mesmo tempo com um senso de profissionalismo muito visível no semblante de cada um que ali estavam, tendo em vista que, momentos antes do inicio da apresentação tiveram que ligar em poucos minutos seus instrumentos aos amplificadores e mesa de som após a saída da banda Mahtrak que abriu o segundo dia do Festival.

Inteligentemente abriram o show com a música “Watcher of The Skies” que é carregada por um forte apelo emocional e talvez seja uma das mais teatrais do Genesis, executada com uma precisão cirúrgica, principalmente por conta do tecladista, André Boechat que foi perfeito em sua atuação na introdução da música, levando ao delírio a todos os presentes, pois naquele momento, de olhos fechados, para mim, era o Genesis que estava lá, dada a fidelidade da execução e do acerto no timbre do órgão.

Complementando este cenário, eis que surge o ator e vocalista, Ricardo Righi, caracterizado como Peter Gabriel fazia, com uma capa e com seu adereço de morcego na cabeça, não apenas cantando, mas literalmente interpretando e interagindo com o público, transferindo para os presentes à emoção que aquela música têm de uma maneira muito honesta, pois em momento algum, senti a intenção do vocalista em tentar imitar a voz de Peter Gabriel,  pois ao contrário disto ele usou sua própria voz, que é muito boa, enfatizando a letra nos momentos certos, com um resultado final altamente positivo para a composição.

Guitarrista, baixista, baterista e flautista, apresentaram-se de forma impecável e fiel aos originais, deixando uma nítida impressão em estarem em total sintonia não só com os timbres originais, mas também com a forma da execução da música, o que naturalmente garantiu o encantamento da plateia de forma generalizada e esta foi a tônica do show para todas as músicas apresentadas pela banda, ou seja, foi uma noite inesquecível para o rock progressivo no Rio de Janeiro.

Um fato pitoresco, mas de grande relevância teatral para o show, foi a presença de uma linda jovem, Alessandra Carneiro, representando a maldosa e perversa, “Cynthia Jane de Blaise-William”, célebre personagem da música, “The Musical Box”, devidamente caracterizada, acompanhada de seu bastão de cricket ou ainda, fantasiada de raposa com seu vestido vermelho, tal qual se vê na capa de “Foxtrot”, entrando no palco entre uma musica e outra, contando a história do iriamos ouvir em seguida. 

Quando fiz referencia a nota dez pela escolha da banda logo no inicio da resenha, isto para mim é um fato, não só pelo que vi e ouvi, mas principalmente pela audácia e coragem em estarem interpretando peças como, “Supper’s Ready”, “The Musical Box”; “Watcher of The Skies”; “Get Em Out by Friday”; “The Knife” e algumas outras.

Sabidamente, são músicas extremamente complexas, com arranjos altamente sofisticados, que exigem uma grande demanda de talento e virtuosismo individual de cada músico, fato este que para mim teve de sobra e que foi complementado com a caracterização feita por Ricardo Righi, que a cada música vinha com uma indumentária diferente, associada a uma performance teatral  para dar vida aos personagens além da própria música.

Infelizmente, eu não disponho de um material específico desta apresentação, seja em áudio ou em vídeo, mas consegui pelo Youtube, um vídeo com a música, “Watcher of The Skies” feita em outra apresentação da banda, que pode dar a real dimensão do que assistimos aqui no “Rio Prog Festival”.

No mais, temos que ficar na torcida para que a banda “By the Pound” tenha o seu trabalho devidamente reconhecido no meio musical e que possa num futuro muito próximo, lançar um CD e/ou DVD com suas apresentações e que possam retornar o Rio de Janeiro o mais breve possível para o deleite de seus fãs, pois as portas sempre estarão abertas ao grupo. 

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

By The Pound (corrigido por André Boechat):
Ricardo Righi (ator, vocal e percussão)
André Boechat (teclados e backing vocal)
Davi Kacowicz (baixo, violão de 12 cordas, guitarra, bass pedal e backing vocal)
Yuri Lopes (guitarra solo e violão de 12 cordas)
Hique Guerra (flauta transversal)
Guilherme Lacerda (bateria, percussão, violão e backing vocal)
Alessandra Carneiro (atriz, maquiagem e figurino)

"Watcher of the Skies"

7 de mar de 2012

IQ - "The Wake" - 1985

"The Wake" é o Terceiro álbum do IQ e foi lançado em 1985, surgindo no auge da desordem musical proporcionada na década de oitenta, que neste período já estava distante do "Punk Rock", vivia sua “New Wave” e levemente começa a flertar com "Grunge" de Seattle que tomaria peso somente no início dos anos noventa. 

Sabidamente, o IQ é uma das bandas mais significativas do movimento Neoprog, a segunda geração do rock progressivo e juntamente com Pendragon, Marillion, Pallas, Citizen Cain, Glass Hammer e algumas outras, mantiveram acesa, a chama do espírito e da essência do movimento progressivo iniciado na década de setenta. 

Essas bandas tiveram uma importância muito grande, pois permitiram que os grandes nomes do passado continuassem vivos e ativos, sendo que alguns até hoje, pois serviram de ponte para as novas gerações que não viveram os anos setenta e viam nestes grupos, o motivo e a origem da criação de novas bandas, como por exemplo, o IQ

A influência musical do IQ está intimamente ligada ao Genesis da “Era Gabriel”, pois Peter Nicholls, fã incondicional de Peter Gabriel, assim como seu ídolo, teatralizou sua voz e de certo modo a maneira como se vestia e se apresentava, de modo a criar o clima setentista que envolvia as apresentações do Genesis

Mas o mais importante disto tudo, é que, o IQ tem personalidade própria, fazendo uma música muito vibrante e contagiante, com letras bem elaboradas e arranjos inteligentes e sofisticados que podem ser facilmente identificados neste álbum. 

Logo de cara a música, “Outer Limits”, mostra o que é o IQ e para que veio, pois já começa flamejante no primeiro acorde com a participação ativa de todos os músicos, principalmente de Martin Orford, o tecladista, que sempre dá um show a parte e já teve diversos trabalhos publicados aqui no blog, dentro e fora do IQ

As músicas em sequencia, “The Wake” e “The Magic Roundabout” seguem o mesmo padrão da anterior para em “Corners” dar uma respirada para a próxima música que é uma peça muito interessante, chamada, “Widow’s Peak”, alternando-se em movimentos acelerados e de calmaria, realmente lembrando o Genesis em seus melhores momentos. 

A música, “The Thousand Days” é generosa, pois abre espaço para todos os músicos atuarem de forma muita clara e presente e talvez seja a mais dançante de todas, por seu ritmo bem cadenciado, mesmo sendo uma música complexa. 

“Headlong” a última do álbum, fecha o álbum de forma brilhante, pois, a música é bem viajante e envolvente, com um estilo progressivo espacial muito interessante que evidencia muito os primórdios do rock progressivo. 

Esta edição vem com três faixas bônus, sendo que uma merece um destaque, “Dans Le Parc Du Chateau Noir” uma pequena suíte instrumental de uns sete minutos, onde a generosidade de sua partitura prevalece e permite que todos os instrumentistas mostrem seu trabalho. 

“The Awake” mostra a maturidade profissional da banda em relação à sua música, portanto sendo uma boa oportunidade para ir de encontro a uma música muito inteligente e marcante, mas acima de tudo feita para quem aprecia a qualidade na arte das sete notas.


ALTAMENTE RECOMENDADO!!!


IQ:
Paul Cook / drums and percussion
Tim Essau / music man, basses & bass pedals
Mike Holmes / guitars
Peter Nicholls / voice, tambourine
Martin Orford / keyboards

Tracks Listing
01. Outer Limits (8:15)
02. The Wake (3:12)
03. The Magic Roundabout (8:18)
04. Corners (6:20)
05. Widow's Peak (9:12)
06. The Thousand Days (5:12)
07. Headlong (7:25)
Bonus tracks:
08. Dans Le Parc Du Chateau Noir (7:37)
09. The Thousand Days (demo) (3:55)
10. The Magic Roundabout (demo) (6:27)


LINK

"Outer Limits"

"The Thousand Days"

"The Magic Roundabout - Live Version"

4 de mar de 2012

KANSAS - "Mayhem Symphony" - 1976

Há muito tempo não postava nada do Kansas que é uma das bandas que mais admiro, portanto, o bootleg, “Mayhem Symphony”, gravado em Pittsburgh, PA, USA em novembro de 1976, está sob medida para eu me redimir desta falta. 

O período do show não poderia ser melhor, pois a banda estava em franca ascensão, com sua formação clássica ainda muito sólida, com um poder de atração muito grande entre o grupo e seus fãs, fazendo o que mais sabem fazer, tocar, e muito. 

Já li algumas resenhas esculachando a banda, sendo taxados de produzirem um progressivo rural, por conta de suas origens “caipiras”, mas sinceramente, acho tudo isto um bobagem, pois o Kansas é um dos expoentes do rock progressivo e talvez o maior dos EUA em todos os tempos. 

Este bootleg duplo está recheado com as melhores músicas que haviam produzido até então, extraídas dos álbuns, “Kansas”; “Song for America”; ”Masque” e “Leftoverture” para completar o elenco de músicas. 

Fora isto, este show teve a participação especial da banda, “Ambrosia”, um quarteto de Los Angeles, USA, que faz um progressivo pop, bem elaborado e suave e que curiosamente foi descoberto pelo Maestro, Zubin Metha, fato este que impulsionou sua carreira até 1982, quando entraram em depressão, pelo insucesso de seus trabalhos. 


Algumas músicas deste show merecem um destaque e eu começo de cara com “Carry On Wayward Son” que abre o espetáculo e levanta qualquer defunto de plantão, por ventura presente, sem duvidas alguma, é o hino da banda, para em seguida emendar em “Icarus-Borne On Wings Of Steel” que é uma obra de arte. 

A seqüência eletrizante de “Lamplight Symphony” com “The Wall” é outro ponto muito forte do show, pois há uma magia sinérgica muito grande entre as duas músicas que realmente lava alma e emociona. 

Neste momento, a música, “Dust in the Wind” ainda não existia, pois só seria lançada mais ou menos um ano depois, porém, “Lonely Wind”, uma bela baladinha, praticamente cantada "A Capella”, fez a festa para os presentes. 

A incendiária “Miracles Out Of Nowhere” sempre dá o tom festivo ao show, empolgando e levando ao delírio os fãs da banda e para finalizar não podemos nos esquecer da quase marcial, “Magnun Opus” que é outra referencia da banda. 

Eu já estava esquecendo uma música que para os americanos é fundamental, ou seja, estou me referindo a “Song For America”, que realmente é muito boa por natureza, independente de seu tom um tanto nacionalista. 

Finalizando, depois de tanta verborragia, recomendar o álbum é até uma redundância, mas mesmo assim, me sinto na obrigação de recomendá-lo muito a todos, pois ele é uma boa oportunidade para estar em contato com uma música de primeiríssima qualidade.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!

Kansas:
Phil Ehart / drums, percussion
Dave Hope / bass
Kerry Livgren / guitar, keyboards
Robby Steinhardt / lead vocals, violin, viola
Steve Walsh / lead vocals, keyboards, vibes
Rich williams / acoustic & electric guitars


Tracks:
Disc 1 .
01. Intro
02. Carry On Wayward Son
03. Icarus-Borne On Wings Of Steel
04. Down The Road
05. Good Evening Introduction
06. Mysteries And Mayhem
07. Lamplight Symphony
08. The Wall
09. Introduction
10. Lonely Wind
11. What's On My Mind
12. Miracles Out Of Nowhere
13. Guitar Solo
14. Child Of Innocence
15. Introduction
16. Keyboard Improv/ Drum Solo / Magnum Opus
Disc 2 .
01. Song For America
02. Violin Solo
03. Cheyenne Anthem (Ending)
04. Belexes
05. Interview with Band Members [Bonus Track]
06. Make Us All Aware (Ambrosia)
07. Can't Let A Women (Ambrosia)
08. Holdin' On To Yesterday (Ambrosia)
09. I Wanna Know (Ambrosia)
10. World Leave Me Alone (Ambrosia)


LINK
"Carry On Wayward Son"

"Lamplight Symphony"

"Miracles Out Of Nowhere"

1 de mar de 2012

VÍDEO DA NOITE - Tempus Fugit - International Prog Collab"

"It's finally here! Tempus Fugit from the DRAMA album with Humans playing all the parts! This all got underway about one year ago after Richie (keyboards) saw the first Tempus Fugit vid my brother Dave and I did playing along with the original track. Richie suggested we do a collab with Tim on vocals - probably the best Jon Anderson voice out there right now. We thought it would be neat to have this tune with a Jon Anderson-like voice instead of the Trevor Horn voice which is on the album. 

With C on guitar and Richie on keys to round it out it was a "no-brainer". I created a completely new drum track for this one that in my opinion is 100% better than the previous TF vid in terms of recording quality. We are using Dave's original bass track from the previous TF vid. Kudos to Richie for all the audio and video production. Richie took RAW tracks and added all the effects for the drums, guitars etc. AFTERWARDS.....everything!!!! Very Cool!

Even though Richie thinks he's a rookie at the video production this is just outstanding in terms of creativity. Thanks to everyone - Richie, Tim, and C for including Dave and I in this project. You are all outstanding musicians and just great to collab with all around! I truly hope we get to meet in person someday. 
By the way: Happy 83rd Birthday to My Dad!!
As usual - along with YouTube's lousy and user UN-friendly new layouts they still don't have there act together with audio and video synchronization. The raw file for this vid is perfectly in sync - but you never know if you will get a synchronized view on YT even in Hi Def 720 mode. You would think that these computer "geniuses" would have figured it out by now. Sigh......"


The Players:
Tom Geisler: Drums [http://www.youtube.com/ttomsdw] USA
Dave Geisler: Bass [http://www.youtube.com/ttomsdw] USA
Tim Wardle: all Vocals [http://www.youtube.com/yea78861] USA
C: Guitars [http://www.youtube.com/delgift] ARGENTINA
Richie (U.R.): keyboards / audio & video editing [http://www.youtube.com/rushyeskansas] GERMANY / BRAZIL 

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