26 de fev de 2012

YES - "Live At Wembley Arena" - 1978

A cada bootleg que aparece na net de uma banda, as músicas são praticamente as mesmas, porém, o significado que cada um tem, é diferente e é difícil de explicar, pois há décadas escutando as mesmas músicas, sempre é possível extrair algo novo. 

Dando uma fuçada no que tinha do Yes para postar, achei o bootleg, “Live At Wembley Arena”, gravado em 1978 durante a “Tormato Tour” e que a rigor não tem nada de especial, mas, quando começo a escutá-lo, vou até o final sem restrição alguma, por quê? 

Devem existir centenas de respostas para esta pergunta, sendo que uma das quais é que eu parei no tempo, não consegui evoluir e me tornei um chato de galocha que só consegue escutar as mesmas coisas, mas eu prefiro acreditar que este é um fenômeno acontece com quem teve acesso e viveu boa parte da década de setenta e pôde conhecer, desfrutar e entender os conceitos de um movimento musical que evoluiu olhando para trás e enxergando a música clássica como uma sólida base para sua formação e essência. 

A bem da verdade, a música clássica é muito escutada até hoje e apenas lembrando, ela já tem alguns séculos de existência e mesmo assim, lota as prateleiras das grandes lojas e ai, vem outro questionamento, por quê? 

É certo que o rock progressivo adicionou outros elementos ao seu perfil, um dos quais, o virtuosismo de seus executores que é imprescindível para a sua existência e para o sucesso, portanto, quando nos referimos ao Yes, ele para mim representa a síntese do virtuosismo, pois com raríssimas exceções, todos que passaram pela banda até o final da década de setenta, foram músicos incomparáveis, principalmente com esta formação e na época em que este bootleg foi gravado. 

Esta foi a terceira formação que banda teve em menos de dez anos, mas sem dúvidas, a mais consistente, simplesmente perfeita e em um raro momento de absoluto auge do talento individual de cada músico, pois estavam amadurecidos o suficiente para botar de lado qualquer tipo vaidades ou diferenças, focando suas energias para escrever e executar suas músicas. 

Independe de eu ser um fã confesso e incondicional da banda, recomendar este bootleg antes de tudo, é uma obrigação, pois “Live At Wembley Arena” é o espelho desta situação, com a execução de forma excepcional dos seus grandes temas, faltando apenas alguma música do “Tales From....”, mas compreendo que, estando muito próximo dos anos oitenta e já tendo no elenco de músicas, “Awaken” com seus quase dezoito minutos seria pedir demais, portanto, ai está uma ótima oportunidade de escutar uma apresentação do Yes em um momento muito mágico.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

Yes:
Jon Anderson: Vocal, Harp, Accoustic Guitars.
Steve Howe: Guitars, Vocals.
Chris Squire: Bass Guitar, Vocals.
Rick Wakeman: Keyboads.
Alan White: Drums.

Tracks:
01. Close Encounters Of The Third Kind (0:46)
02. Siberian Khatru (10:02)
03. Heart of the Sunrise (11:13)
04. Circus of Heaven (5:36)
05. Time And A Word
06. Long Distance Runaround
07. The Fish (Schindleria Praematurus)
08. Perpetual Change
09. Soon
10. Don't Kill the Whale (4:08)
11. The Clap
12. Starship Trooper (10:21)
13. Madrigal/On the Silent Wings of Freedom 
14. Rick Wakeman Solo (6:01)
15. Awaken (16:48)
16. All Good People (Band's Present) (8:25)
17. Roundabout (8:46)

LINK

"Starship Trooper"


"Madrigal/On the Silent Wings of Freedom "

VÍDEO DO DIA - Rick Wakemam - "Sir Lancelot and the Black Knight"


Vale a pena ver de novo......................


Sir Lancelot and the Black Knight

23 de fev de 2012

TANGERINE DREAM - "The Gate Of Saturn - Live At The Lowry" - 2011

O Tangerine Dream a mais quatro décadas vem surpreendendo seus fãs não só por sua música e por sua longevidade, mas principalmente por suas atitudes em relação ao seu público e agora mais uma vez, uma nova surpresa acontece. 

Em  um concerto feito em maio de 2011 no The Lowry Galery Theater, Inglaterra, o Tangerine Dream algumas semanas  após o show,  lançou no formato de mp3 a gravação do show para ser adquirido diretamente na Homepage oficial por apenas 7,90 Euros, por um espetáculo com três horas de duração, pois havia a preocupação com o alto custo de aquisição que seus fãs teriam para ter acesso a esta quantidade de material. 

The Lowry
Curiosamente, o site além de vender muito, estranhamente recebeu centenas de milhares de e-mails pedindo para que o show fosse produzido em CD, o que acabou acontecendo em agosto deste mesmo ano, sendo disponibilizado um álbum triplo, com um livreto de 16 páginas, muito bem elaborado, com fotos, do show, ficha técnica e tudo mais. 


O álbum em questão é o "The Gate Of Saturn - Live At The Lowry", que leva o nome de um dos álbuns de estúdio recentemente gravados e é apresentado juntamente com outros álbuns como, “Booster IV”; “The Island Of The Fay - Edgar Allan Poe”; “The Angel Of The West Window - Gustav Meyrink” e “Mona da Vinci“, formando um belíssimo elenco de músicas de rico enredo que deles foram retirados. 


Impressiona muito a gana e a facilidade que Edgar Froese tem em sempre estar produzindo novos trabalhos, dando vazão a sua criatividade que parece ser uma fonte inesgotável de inspiração e que a cada novo trabalho se reinventa e abre as portas para uma nova epopéia musical, pois somente no ano de 2011 foram lançados seis álbuns de estúdios o que é simplesmente, uma verdadeira loucura, levando se em consideração que em 2010 foram cinco lançamentos. 

Notadamente, o Tangerine Dream como banda, mas principalmente Edgar Froese, não demonstra mais aquela necessidade do lado mercantil, pois afinal de contas, este é o ofício e o trabalho que têm, portanto, nada mais justo do que cobrar por seus serviços.

Mas esta fase está totalmente ultrapassada, pois a essência do Tangerine Dream é a música e a arte como forma de extravasar suas necessidades culturais e seus anseios mais profundos, que são traduzidos por todos os gadgets eletrônicos aplicados às suas músicas. 

Logicamente os maiores beneficiados somos nós, fãs da banda, que constantemente estamos sendo brindados com trabalhos cada vez mais consistentes e viajantes que vão se renovando, transportando-nos a novas dimensões musicais, fruto da genialidade do mago da música eletrônica, Edgar Froese

Falar de música eletrônica é uma seara muito complexa e conflitante, portanto, emitir uma opinião especifica para um álbum como este, que está fartamente sedimentado de idéias e conceitos vindos de diversos trabalhos, seria muita presunção de minha parte, pois afinal, não tenho o conhecimento de causa que uma banda como o Tangerine Dream exige.

O que me atrevo dizer é que o que escutei é muito bom, é viajante e acima de tudo, apesar da presença humana não ser a tônica da música eletrônica, existe um calor humano muito forte em suas melodias, o que para mim, difere o Tangerine Dream das demais bandas que produzem este gênero musical.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!

The Band:
Edgar Froese,
Thorsten Quaeschning,
Linda Spa,
Iris Camaa,
Bernhard Beibl,
Hoshiko Yamane
Guest Musician:
Brian May (Queen) 

Tracks:
01 Marmontel Riding On A Clef [2011 live version]
02 Death In The Shadow [2011 live version]
03 Logos 2011 [2011 live version]
04 Culpa Levis 2010 [2011 live version]
05 Living In Eternity [2011 live version]
06 Calumet [2011 live version]
07 Cycle Of Eternity [2011 live version]
08 Ayumi's Butterflies [2011 live version]
09 Sally's Garden [2011 live version]
10 Darkness Veiling The Night [2011 live version]
11 Astrophel And Stella [2011 live version]
12 Mombasa Tuareg Remix [2011 live version]
13 Fire On The Mountain [2011 live version]
14 Carmel Calif [2011 live version]
15 Long Island Sunset [2011 live version]
16 A Snail's Dream [2011 live version]
17 Dominion 2010 [2011 live version]
18 Alchemy Of The Heart [2011 live version]
19 Morphing [2011 live version]
20 Kiev Mission [2011 live version]
21 Cool At Heart [2011 live version]
22 Fay Bewitching The Moon [2011 live version]
23 Blue Brige [2011 live version]
24 The Gate Of Saturn [2011 live version]
25 Dolphin Dance [2011 live version]


¨Logos 2011"

"Cool At Heart"

"Darkness Veiling The Night"

13 de fev de 2012

PINK FLOYD - "Live At Pompeii" - 1972

Tanto tempo depois, como um álbum/filme, no caso, o “Live At Pompeii”, do Pink Floyd, pode gerar ainda tantos questionamentos sobre o seu processo de criação e porque quatro jovens músicos conseguiam mobilizar e convencer um gigante da indústria fonográfica a seguir um projeto desta monta, que em tese estava calcados apenas em um sentimento coletivo e no alto poder de criatividade do grupo? 

A década de setenta foi marcada por diversos movimentos culturais, dentre os quais, o rock progressivo, onde a tônica era a liberdade de criação e expressão, portanto, os interesses comerciais de gravadoras e rádios estavam em perfeita sintonia com os ideais de seus artistas, uma vez que, o público da época exigia uma música de altíssima qualidade, com conteúdo complexo e/ou temático e que fosse no mínimo viajante per si e que eram consumidas em progressões geométricas a cada novo lançamento, portanto, a química era perfeita para todos os lados, principalmente para nós, os consumidores. 

O Pink Floyd atende a estes e a quaisquer outros requisitos com muita folga, principalmente no que se diz respeito às “viagens”, fato é que, o filme, “Live At Pompeii”, sob todos os aspectos é uma viagem muito louca desde a sua concepção até a sua própria execução, tendo em vista o local escolhido, o elenco de músicas, a baixíssima produção empregada, pois o talento e a criatividade estavam acima de qualquer efeito pirotécnico ou coisa que o valha, tanto é que, nem plateia teve. 

Fazendo um paralelo entre o que era fazer música naquelas condições e pilotar um Fórmula 1, seria o que comumente dizemos que o piloto logrou êxito no braço, pois a máquina estava em segundo plano e com o Pink Floyd, não foi muito diferente, pois eram quatro músicos com uma garra fora do comum, dotados de um virtuosismo que ia muito além do que qualquer equipamento sofisticado de ultima geração poderia oferecer. 

Esta versão do áudio apresentada, além do set original, traz também, parte das seções de gravação de “The Dark Side Of the Moon” com as músicas “Brain Damage” e “Us And Them” que foram inseridas em uma versão lançada em 1974 

O filme, “Live At Pompeii” é um marco histórico da música contemporânea, um exemplo de coragem e ousadia a ser seguido, mas acima de tudo, um ato de celebração da música pela música, totalmente visceral, expondo ao mundo o que é fazer e tocar uma música que vem do fundo da alma, dando literalmente “a cara à tapa”, pois o que estava em jogo naquele momento era a essência da música e não a vaidade de quatro “rock stars”, título que faziam questão de fugir. 

Finalizando, qualquer trabalho do Pink Floyd, sempre é altamente recomendável, mas em especial por tudo o que representa este trabalho, “Live At Pompeii”, é o marco do antes e do depois da música de vanguarda da década de setenta, abrindo as portas para que mais bandas do gênero surgissem, pois com certeza, a música nunca mais seria a mesma. 

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

Band:
Roger Waters
David Gilmour 
Rick Wright 
Nick Mason

Tracks:
01. Pompeii
02. Echoes (Part 1) 
03. Careful With That Axe, Eugene
04. A Saucerful Of Secrets I 
05. A Saucerful Of Secrets II
06. One Of These Days - I'm Going To Cut You Into Little Pieces 
07. Set The Control For The Heart Of The Sun 
08. Brain Damage
09. Us And Them 
10. Mademoiselle Knobs
11. Echoes (Part 2)

LINK




"Echoes"

"One Of These Days"

7 de fev de 2012

GENESIS - "Henry's Green Knickerbockers - BBC Live" - 1972

Depois de umas férias forçadas aqui do blog por conta de compromissos profissionais que roubaram meu tempo além do normal e os poucos neurônios que ainda dispunha, estamos de volta com um velho conhecido, o Genesis, que acredito ser uma das bandas que mais têm bootlegs espalhados na internet, ficando atrás somente do Pink Floyd que é hours concours nesta disciplina. 

E este bootleg, não é diferente dos demais, pois é muito bom também e marca um importante momento que o Genesis vivia no início dos anos setenta, com o  registro de duas apresentações feitas  pela banda e gravadas pela BBC

“Henry's Green Knickerbockers” traz do álbum, “Nursery Cryme”, as músicas, “The Fountain Of Salmacis”; “The Musical Box” e “The Return Of The Giant Hogweed” e adianta duas faixas do álbum, "Foxtrot", antes mesmo de seu lançamento oficial, que só aconteceria em outubro de 1972, com as músicas, “Watcher Of The Skies” e “Get 'em Out By Friday”

Têm também a música, “Twilight Alehouse” que inexplicavelmente nunca entrou na discografia oficial da banda, mas que foi muito executada nas diversas apresentações do Genesis ainda na era “Gabriel”, o que me leva a crer que, esta música era uma cria direta de Peter Gabriel, mas por razões desconhecidas acabou sendo preterida pelo grupo. 

Até a faixa sete, a gravação foi feita em março de 1972, no BBC Paris Studios em Londres e da faixa oito em diante, a gravação foi feita em setembro de 1972 para o programa “Sounds Of The Seventies”, o que veio muito a calhar, pois uma semana depois seria lançado o álbum “Foxtrot”, portanto, não poderia haver melhor forma de divulgar o trabalho, já que o meio mais moderno e rápido da época era o Rádio. 

Apesar de este bootleg ser muito curto, ele é muito significativo, pois registra a fase mais visceral da banda, com músicas que claramente representam o que há de melhor do espírito e da essência do Rock Progressivo que é totalmente coroado com uma música que não está presente nesta compilação, mas que sem dúvidas é a síntese do trabalho do Genesis, pois estou me referindo a "Supper's Ready", verdeira obra prima, imortalizada nos anais do rock. 

A formação da banda neste período foi a mais completa e criativa, conseguindo sustentar-se até 1975 com a saída de Peter Gabriel e sofrendo em 1977, mais outra perda irreparável com a saída de Steve Hackett, marcando o início do declínio do grupo como uma banda de rock progressivo que perdeu suas energias e acabou migrando para o Pop como meio de sobrevivência, produzindo músicas mais comerciais e menos conceituais. 

Finalizando, o bootleg, “Henry's Green Knickerbockers”, vai agradar muito a quem não conhece o trabalho da banda uma vez que o repertório tem o peso de dois grandes álbuns que fazem parte história do rock, mas principalmente para quem já é um fã do grupo, uma vez que, será mais uma oportunidade para escutar o trabalho e matar as saudades de uma das bandas mais criativas que o rock teve.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

Musicians:
Tony Banks / organ, mellotron, piano, electric piano, acoustic 12 string guitar, backing vocals
Phil Collins / drums, percussion, backing vocals
Peter Gabriel / lead vocals, flute, tambourine, bass drum, oboe
Steve Hackett / electric guitar, acoustic 12 string guitar, acoustic 6 string guitar
Mike Rutherford / bass guitar, bass pedals, acoustic 12 string guitar, cello, backing vocals


Tracks:
01 - Intro
02 - The Fountain Of Salmacis
03 - Intro
04 - Peter Gabriel Intro
05 - The Musical Box
06 - Intro
07 - The Return Of The Giant Hogweed
08 - Twilight Alehouse
09 - Get 'em Out By Friday
10 - Watcher Of The Skies

LINK

"The Musical Box"

"Twilight Alehouse"

"Watcher Of The Skies" and "Get 'em Out By Friday"

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