7 de nov de 2012

JORDAN RUDESS - "The Road Home" - 2007

Primeiramente, preciso revelar quem é Jordan Rudess, para então poder emitir alguma impressão justa e honesta sobre este trabalho de 2007, intitulado, "The Road Home", que é um tributo “metralhadora giratória”, tendo em vista que, são várias bandas sendo homenageadas com arranjos bem arrojados.

Rapidamente, deu para descobrir que ele é americano, formado em piano clássico na Juiliard School of Music, onde dedicou dez anos de sua vida e teve como recompensa, a participação em diversas bandas como Dixie Drags, Liquid Tension Experiment, Liquid Trio Experiment, Behold.... The Arctopus e o Dream Theater, onde atua desde 1999, fora isto, atua como consultor e colaborador dos maiores fabricantes de equipamentos como a Roland, Kurzweil e a Korg e também esteve ao lado de David Bowie em uma turnê no ano de 1990. 

Dá para sentir logo nos primeiros acordes que Jordan Rudess tem pedigree, e dos bons, pois não seria muito inteligente da parte dele, interagir com algumas lendas dogmáticas do rock progressivo como o Genesis, Yes, Gentle Giant, ELP e King Crimson, mas ele fez e muito bem, diga-se de passagem. 

Seu maior trunfo, eu acredito que tenha sido a sua humildade em colocar em evidência, arranjos que revelam a grandeza das músicas escolhidas ao invés de, pura e simplesmente, mostrar seus “dotes tecladísticos”, fato este que naturalmente foram revelados ao longo de cada peça, sem muita pirotecnia ou estardalhaços desnecessários. 

Outro fato positivo em relação a este trabalho foram as músicas escolhidas, que notoriamente possuem um grau elevadíssimo de complexidade em seus arranjos, mas que com muita elegância e sabedoria, Jordan Rudess soube driblar estas dificuldades, muito típicas do rock progressivo setentista. 

A primeira música é uma prova cabal da competência do grupo reunido por Jordan Rudess em administrar tamanha responsabilidade, uma vez que estou me referindo a “Dance on a Volcano” do Genesis, que é um dos poucos clássicos da “Era Phil Collins” que merece todo o nosso respeito, para logo em seguida nos brindar com a complexa música, Sound Chaser do Yes de Patrick Moraz, que deixou sua marca muito bem registrada. 

A música “Just the Same” do Gentle Giant também recebeu sua justa homenagem e mesmo com toda a dificuldade de sua desarmonia orquestral, uma característica construtiva da banda, que primava por elaborar complexos arranjos em tons desarmônicos, não foi um impedimento para que Jordan Rudess executasse esta peça com muita dignidade. 

Não satisfeito em estar executando grandes pérolas do rock progressivo, resolveu dar uma complicada e elaborou um medley com trechos das músicas “Soon” do Yes, “Supper’s Ready” do Genesis, “I Talk To The Wind” do King Crimson, e “You and I” do Yes, apenas com um piano e uma bela voz o acompanhando esporadicamente e neste momento, ele mostrou sua origem e berço na música clássica, pois além de ter feito um arranjo muito bem estruturado, alinhavando todas as músicas em uma só, revelou-se também um excelente pianista. 

Como não há um compromisso direto com uma banda ou músico isoladamente, o objetivo final deste trabalho, foi a própria música e para fechar este álbum da forma que ele realmente merece, chegou a vez de “Tarkus” do ELP, outra super gema do rock progressivo que ganhou uma nova leitura, muito interessante e fiel ao original selando um álbum de poucas músicas, porém, riquíssimo em conteúdo e diversidade musical. 

Só não entendi a inclusão da música, “Piece of the pie”, que aparentemente parece ser do “Stone Temple of Pilots”, mas eu não tenho certeza, portanto, seu estiver enganado, por favor, me avisem para que eu possa corrigir a resenha, mas isso não significa que eu não tenha gostado da música, que com este arranjo, ficou com um formato eletrônico, lembrando algo semelhante aos trabalhos do Tangerine Dream, entretanto, eu apenas não entendi o intuito de sua inserção ao lado de grandes clássicos do rock. 

Logicamente, ninguém faz nada sozinho, então, não custa nada lembrar alguns nomes que fizeram parte deste projeto, como, Nick D’Virgilio, Neal Morse, Rod Morgenstain e Steven Wilson, que são nomes mais conhecidos por mim. 

Resumindo este falatório todo, as impressões sobre este trabalho me levaram a um álbum, divertido, inovador, excitante, criativo e principalmente corajoso, pois Jordan Rudess entrou em uma seara que é habitada pelos “Deuses do Olimpo do Rock Progressivo”, saindo se muito bem, portanto, sendo prolixo como sempre, só falta recomendar muito a audição deste álbum a todos que simplesmente gostem de escutar uma boa música. Não precisa ser fã.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

Band:
- Jordan Rudess / keyboards,
- Nick D'Virgilio (Spock's Beard)
- Kip Winger (Winger)
- Rod Morgenstein (Winger, Dixie Dregs)
- Steven Wilson (Porcupine Tree)
- Neal Morse (ex-Spock's Beard)
- Ed Wynne (Ozric Tentacles)
- Bumblefoot (Guns'N'Roses)
- Marco Sfogli (James LaBrie Band)
- Ricky Garcia (Lafee)


Tracks:
01. Dance on A Volcano (08:45)
02. Sound Chaser (12:54)
03. Just the Same (08:23)
04. JR Piano Medley (08:22)
05. Piece of the Pie (03:05)
06. Tarkus (22:48)

JORDAN RUDESS - "The Road Home" - 2007

Um comentário:

  1. Fala Gustavo! Seu Blog tem feito parte de minha trilha pelos bons caminhos da net. Muito obrigado por mais esta postagem.

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