27 de nov de 2011

GROBSCHNITT - "Grobschnitt" - Remaster - 1972

Grobschnitt é sempre uma festa, uma surpresa e esta característica marcante, começou no álbum de estréia, de nome homônimo a banda, pelos idos de 1972, provavelmente abraçados na cauda do cometa, chamado Rock Progressivo, que explodia em toda a Europa, que ainda estava ressentida pelo vazio deixado pelo fim dos Beatles, anunciado oficialmente em abril 1970. 

Com um estilo muito peculiar em suas composições e principalmente quando se apresentavam em público, o Grobschnitt logo conquistou um público cativo, principalmente pelo interior da Alemanha, mas depois de algum tempo, seus vizinhos Europeus tiveram que curvar-se diante de tanta irreverência e criatividade. 


Este álbum apresenta uma música muito voltada para as guitarras, que realmente são uma marca registrada na banda e um diferencial em relação a outras bandas contemporâneas que atuavam na Europa na década de setenta. 


Como este é o primeiro álbum, muitas vezes as coisas ainda não estão totalmente em ordem em uma banda, dependendo de alguns ajustes, mas surpreendentemente neste caso, ajustes não são necessários, pois já na primeira faixa, "Symphony", uma suíte média de uns treze minutos, surpreende, agrada e principalmente prende a atenção, servindo como prenuncio do que ainda está por vir. 


O álbum todo é muito bom e com o passar do tempo, o Grobschnitt virou uma legenda no cenário progressivo, pois não é normal que uma banda já comece sua vida com uma maturidade musical tão elevada, com arranjos muito ricos e letras muito bem elaboradas e mesmo na aparente desordem e caos que a banda demonstrava, tudo sempre foi muito bem elaborado com resultados muito positivos. 



Este álbum está todo cantado em Inglês e como é uma edição remasterizada para CD, veio com uma faixa bônus, “Die Sinfonie”, gravada em uma apresentação no “Volkspark” na Alemanha em 1971, mesmo antes do lançamento oficial deste primeiro álbum, o que permite medir a performance da banda em shows e fica muito claro que esta é uma das principais vocações do grupo.


ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!


Band:
Joachim Ehrig (Eroc) / drums, percussion, electronic effects
Hermann Quetting (Quecksilber) / organ, piano, spinet, percussion
Axel Harlos (Felix) / drums, percussion
Gerd-Otto Kühn (Lupo) / lead guitar
Bernhard Uhlemann (Bär) / bass, flute, percussion
Stefan Danielak (Wildschwein) / rhythm guitar, vocals

Tracks:
01. Symphony: (13:44)
 a) Introduction
 b) Modulation
 c) Variation
 d) Finale
02. Travelling (6:50)
03. Wonderful music (3:40)
04. Sun trip: (17:43)
 a) Am Ölberg (Mount of Olives)
 b) On the way
 c) Battlefield
 d) New era
Bonus track:
05. Die Sinfonie. Live at Volkspark, Germany, Sept. 71 (29:40)


LINK

"Symphony"

"Travelling"

23 de nov de 2011

YES -“Autumn Tour Europe” - 2011

Eu evito postar seguidamente álbuns do Yes aqui no blog, para não ficar repetitivo e dar impressão de certa especialização no assunto, mas não tem jeito, pois toda hora entro em rota de colisão com alguma novidade e ai, o amor pela banda fala mais alto, restando apenas dividir com todos.

Como eu gosto das coisas muito transparentes, faço questão de dar todos os créditos desta postagem ao blog, “Leonardinsky 2.1”, que primeiramente postou e resenhou brilhantemente o bootleg, “Autumm Tour Europe”, gravado em Barcelona, Espanha no dia 5 de novembro de 2011.

Faço questão de indicá-lo como um dos melhores blogs da internet, sendo uma parada mais que obrigatória, tendo em vista o enorme acervo musical disponibilizado por lá. 

Conhecer este bootleg é uma boa maneira para atestarmos como é o comportamento da banda sem Jon Anderson, mas principalmente sem a presença de Rick Wakeman que fazia a integração dos arranjos, bem como criava a atmosfera que as músicas do Yes necessitam. 

Eu só escutei uma única vez este bootleg e não seria justo emitir uma opinião ou mesmo comentar uma música ou outra, mas posso assegurar que o que escutei, eu gostei o suficiente para estar querendo ser mais um, a dividir este material. 

Obviamente o foco foi o divulgar o álbum “Fly From Here”, onde teoricamente não há nenhum problema quanto à apresentação, pois a base do grupo é a mesma do álbum de estúdio, o que de certo modo acontece com as músicas extraídas do álbum “Drama”

As demais músicas é que merecem uma atenção maior, pois não é para qualquer um, executar peças como, “Yours Is No Disgrace”, “And You And I”, “Starship Trooper” e mesmo “Roundabout” que um pouquinho menos sofisticada, tem um grau de dificuldade muito grande, pois são composições da era de ouro da banda. 

No mais, deixo por conta do gosto e da imaginação de quem se aventurar a escutar mais um trabalho do Yes, que mesmo com toda as polêmicas que rolaram nestes mais de quarenta anos de palco, continua a ser uma das mais amadas do rock progressivo, independentemente de todos os problemas que tenha passado.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

YES:
Benoit David -  vocals, acoustic guitar and bongos 
Geoff Downes -  keyboards
Steve Howe -  guitars
Chris Squire - bass and pedals, vocal
Alan White -  drums and electronic percussion


Tracks:
01. Intro: Young Person's Guide to the Orchestra (3:38)
02. Yours Is No Disgrace (13:24)
03. Tempus Fugit (false start) (1:36)
04. Tempus Fugit (6:22)
05. I've Seen All Good People (7:34)
06. Life On A Film Set (5:27)
07. And You And I (11:37)
08. Steve Solo: Solitaire (3:59)
09. Steve Solo: Clap (3:56)
10. Fly From Here: Overture (1:55)
11. We Can Fly From Here (6:01)
12. Sad Night at the Airfield (7:05)
13. Madman at the Screens (5:15)
14. Bumpy Ride (2:14)
15. We Can Fly (Reprise) (2:25)
16. Wonderous Stories (4:55)
17. Machine Messiah (12:06)
18. Owner Of A Lonely Heart (6:13)
19. Starship Trooper (12:34)
20. Roundabout (10:23)
21. Into The Storm (Live at Symphony Hall, Birmingham 11th Nov. 2011) (7:52)



LINK

"Fly From Here"

"Starship Trooper"

21 de nov de 2011

PREMIATA FORNERIA MARCONI - "L'isola di Niente" - 1974

Existem umas doideiras que batem na minha cabeça de vez em quando e hoje foi com a música, “Dolcissima Maria” do PFM que tocou o dia inteiro na minha mente e não havia jeito de lembrar de que álbum ela era. 

Eu lembrava até que a Legião Urbana tinha gravado uma versão belíssima desta música na voz de Renato Russo e tudo mais, mas até chegar a "L'isola Di Niente" gravado em 1974, o terceiro álbum da banda, levou muito tempo e isto sinalizava que eu havia esquecido totalmente álbum, no mínimo um fato imperdoável. 

Resgatar este tesouro é o mínimo que posso fazer para que não só eu, mas outros não se esqueçam desta preciosidade do progressivo Italiano, materializado por uma das bandas mais expressivas do rock progressivo. 

Para quem não conhece este trabalho, será uma gratíssima surpresa em ouvir músicas que fogem do padrão internacional, ou seja, cantadas em Italiano, mas com um apelo emocional muito grande, que é uma característica do povo Italiano. 

Justamente a música cantada em Inglês, chamada “Is My Face On Straight” é a que menos gosto neste álbum, que tem as demais cantadas em italiano, mas o foco agora é a música “Dolcissima Maria” que me perseguiu o dia todo, portanto chegou à hora de dar o troco e persegui-la também. 

Muito bem, ela simplesmente é linda, cativante, emocionante, pura poesia, uma obra de arte de rara beleza, feita com a complexidade do Barroco Italiano, mas soando como uma oração, um cântico de lamento, que acompanhada da flauta de Mauro Pagani, tocada com absoluta perfeição, é de arrepiar e amolece qualquer Pitbull de duas patas, pois ela entra no coração e faz um estrago enorme. 

Apesar dos seus trinta e cinco de existência, não tem “cheiro de naftalina”, continua atual, mas isso facilmente se explica, levando-se em consideração a sua origem, que sem dúvidas alguma é nobre, vem de um dos berços mais expressivos do rock progressivo. 

"L'isola Di Niente" é um excelente álbum, que abre suas portas com a música que deu nome ao álbum, com um coro renascentista que pode até dar uma assustada em quem não é familiarizado com a banda, mas isso é um mero detalhe, pois o que vem a seguir é o mais puro rock. 

Em seguida vem “Is My Face On Straight”, que a considero fora de contexto deste álbum, mas não chega atrapalhar, pois logo em seguida vem, “La Luna Nuova”, maravilha de música, outra pintura que e é precedida da minha eleita, “Dolcissima Maria” e para encerrar “Via Lumiere” que tem um show a parte de “Jan Patrick Djivas” e seu baixo, fantástico.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

Musicians:
Franz Di Cioccio / drums, percussion, vocals
Jan Patrick Djivas / bass, vocals
Franco Mussida / guitars, lead vocals
Mauro Pagani / violin, flute, vocals
Flavio Premoli / keyboards, lead vocals

Tracks:
01. L'Isola di Niente (10:42)
02. Is My Face On Straight (6:38)
03. La Luna Nuova (6:21)
04. Dolcissima Maria (4:01)
05. Via Lumiere (7:21)

LINK

"Dolcissima Maria"

"La Luna Nuova"

20 de nov de 2011

TANGERINE DREAM - "Under Cover Chapter One" - 2010

Quando soube que o Tangerine Dream havia lançado cinco álbuns em 2011, quase pirei, aliás, já estava pirado a muito tempo, pois esta é uma condição constante de quem não passa um dia sequer sem escutar alguma coisa que não esteja acompanhada de alguns instrumentos musicais e um a boa voz. 
Os álbuns a que me refiro são, “The Island Of The Fay”, “The Gate Of Saturn”, "Knights of Asheville", "Finnegan's Wake" e “The Angel From The West Window”, mas o garimpo tá difícil, pois são jóias raras e para piorar são muito recentes, portanto não ficam paradas muito tempo. 

Mas como sou um pouco teimoso e não canso de ficar fuçando, acabei por achar, outra gema, o álbum "Under Cover Chapter One", gravado em 2010, só de covers e que reúne uma coletânea de músicas originárias do pop, new wave, rock progressivo e mais algumas outras categorias que nem consigo classificar, mas de um modo ou de outro serão facilmente reconhecidas. 

E, diga-se de passagem, escolhidas a dedo, pois têm musicas de nomes como, Pink Floyd, Beatles, Eagles, David Bowe, “The Sisters of Mercy”, R.E.M., Depeeche Mode, Chris Isaak, Alphaville, Goo Goo Dolls e pasmem, tem até uma música tirada do filme Shrek, chamada "Halleluja"


Em sua maioria, estas músicas são representantes da década de oitenta, uma década para mim medíocre musicalmente e que por várias vezes já mostrei minha falta de apreço, mas diante do belo, do irresistível e de um gênio do bem, chamado Edgar Froese, não tem jeito, o negócio é ficar de pé e aplaudir. 

Não esperem viagens cósmicas, pois desta vez, não terá, mas em contrapartida, com arranjos bem sólidos, um vocal muito bem empregado em todas as peças, temos, músicas simplesmente deliciosas de se ouvir, com certo tempero Alemão, que não nega a raça e nem o pedigree que têm e, com a simplicidade dos verdadeiros mestres da música deu uma nova leitura a peças do passado, sem descaracterizá-las mantendo sua essência e principalmente trazendo à tona uma linguagem musical que trinta anos atrás, por ignorância não tive a capacidade de compreendê-las e aceitá-las do jeito que foram concebidas. 

O álbum abre logo de cara com a música, “Cry Little Sister” do Sister of Mercy, com arranjo de tirar o fôlego, absolutamente impecável, brilhante e em seguida imaginem só, “Everybody Hurts” do R.E.M., igualmente interpretada como a anterior, outra pérola, que sempre rejeitei por puro preconceito. 

Não teria muito sentido ficar comentando todas as músicas, mas fiz questão de começar por estas, que para mim eram ilustres desconhecidas, mas que agora me encantaram logo na primeira audição, mas vale lembrar que têm também, Norwegian Wood dos Beatles, Wish You Were Here do Pink Floyd, Space Oddity do David Bowe, Hotel California do Eagles e outras preciosidades que o Tangerine Dream está fazendo o favor de nos lembrar. 

Este álbum foge do que estamos acostumados a escutar do Tangerine Dream, entretanto, esta fuga com certeza irá servir para a aquisição de novos fãs para a banda, pois este trabalho têm como principal qualidade, a proximidade com quem busca a simplicidade, sem estar preocupado com firulas e exibicionismos musicais, fora o fato de estar recheado de hits que embalaram a vida e os sonhos de muita gente.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

Tangerine Dream Team:
Linda Spa - Flute, Keyboards, Backing Vocals;
Bernhard Beibl - Guitar 
Thorsten Quaeschning - Keyboards, Drums, Engineer, Backing Vocals –
Iris Camaa - Percussion, Drums, Backing Vocals
Edgar Froese - Producer, Keyboards, Engineer, Backing Vocals
Chris Hausl - Vocals on tracks: 1 to 7, 9 to 11, 
Thorsten Quaeschning - Vocals on tracks: 8, 12 to 14,

Tracks:
01. Cry Little Sister
02. Everybody Hurts
03. Precious
04. Space Oddity
05. The Model
06. Wicked Game
07. Hotel California
08. Suzanne
09. Heroes
10. Forever Young
11. Iris
12. Norwegian Wood
13. Hallelujah
14. Wish You Were Here

LINK

"Cry Little Sister"

"Wish You Were Here"

"Everybody Hurts"


15 de nov de 2011

PINK FLOYD - "An Hour With Pink Floyd" - 1970

Em 30 de abril de 1970, o Pink Floyd entrou nos estúdios da KQED, uma TV local de San Francisco, Califórnia, USA e gravaram um show sem a presença de uma platéia, para um programa chamado "An Hour With Pink Floyd" levado ao ar logo em seguida e repetido somente em 1981. 

Nestes sessenta minutos o Pink Floyd garantiu a nossa viagem com um mix de músicas extraídas de três álbuns, "Ummagumma", "More" e "Atom Heart Mother" e quando falo em viagem é viagem mesmo, pois o show começa pegando pesado com a execução da suíte "Atom Heart Mother", em uma versão elétrica, onde a banda desprovida de um coro ou a orquestra de metais mostrou uma desenvoltura além da imaginação para sustentar uma peça tão complexa e sofisticada, por sinal, a que mais gosto da banda. 

Na seqüência, temos, Cymbaline, Grantchester Meadows, Green is the Colour, Careful with that Axe Eugene e Set the Controls for the Heart of the Sun, tocadas somente com a emoção que brotava daqueles quatro jovens músicos que naquele momento, talvez sem perceberem, estavam começando a mudar a história da música de uma forma contagiante e irreversível. 


O Pink Floyd, sempre surpreendeu seus fãs com algumas loucuras que ao longo do tempo foram se revelando como a personalidade da banda e como esta, que agora trago para o blog, dá para entender o porquê de “Live at Pompeii” ter sido idealizado daquela forma. 

Eu não conhecia esta gravação e quando comecei a pesquisá-la um pouco mais a fundo, entendi que de certo modo estas extravagâncias faziam parte do processo criativo e do aprimoramento musical do grupo que começava a se distanciar de um psicodelismo embrionário e começava a mesclá-lo com conceitos mais ordenados vindo das doutrinas progressivas. 

Antes de qualquer coisa, "An Hour With Pink Floyd" é um raro documento histórico que registra a performance de um dos fenômenos musicais criados na década de setenta e que até hoje continua colecionando fãs, portanto, ajudar a divulgar e difundir um material como este, é no mínimo uma obrigação, tendo em vista o valor cultural que ele carrega.

RECOMENDADÍSSIMO!!!!!

Band:
David Gilmour
Nick Mason
Roger Waters
Richard William Wright

Tracks:
01 Atom Heart Mother
02 Cymbaline
03 Granchester Meadows
04 Green Is The Colour
05 Careful With That Axe, Eugene
06 Set The Controls For The Heart Of The Sun

LINK

"An Hour With Pink Floyd"

13 de nov de 2011

YES - “Songs Fom T’Songas – Yes 35th Anniversary Concert” - 2004

De vez quando a TV nos surpreende com alguma coisa que realmente valha a pena perder algum tempo e pelo incrível que possa parecer, ontem foi com o Yes e em um momento muito especial, pois foi apresentado pelo Multishow HD um dos shows de comemoração dos 35 anos de existência da banda, gravado em 2004. 

A bem da verdade, esta comemoração acabou virando uma “Tour” com vários shows, um dos quais que apresento agora, “Songs Fom T’songas – Yes 35th Anniversary Concert” motivado pelo que vi na TV, principalmente pela execução da música, “You and I”, em uma das mais versões mais emocionantes que já vi e escutei. 

Talvez em um momento como este, por algum tempo, as diferenças pessoais e comerciais sejam colocadas de lado, permitindo que aflore um sentimento que amplifique ainda mais uma das qualidades que a banda ao longo de todos estes anos sempre demonstrou, sua vocação ao encantamento, uma espécie de hipnose, deixando seus fãs rigorosamente em transe.


Não é de se estranhar que isso aconteça, basta ver o cenário produzido, simplesmente lindo, viajante e é lógico, tem a mão de Roger Dean, o Mago do design e, associado a isto, têm a legendária e emblemática abertura dos shows com a música “Firebird Suite”, que é o sinal verde para o início de uma epopéia musical que nunca se sabe o que vai acontecer e a onde vai terminar e a rigor quando começa, não queremos que termine nunca.


O Yes é isso aí, pura emoção, entra e sai de gente, brigas, confusões, tribunais e tudo mais que um fenômeno musical possa ter, mas o que importa é o resultado final, principalmente quando estão no palco, frente a frente com seu público, cada qual com seu instrumento, seja ele físico ou pessoal, com cem por cento do talento doado para quem ali está ou simplesmente para quem escuta.


No palco não tem conversa, o negócio é fazer a música da melhor maneira possível e o detalhe, é que não tem escapatória para ninguém, não importa a idade, se acompanha a banda há muito tempo ou não, basta gostar de música, obviamente de qualidade, não pode ser aquela coisa de músicas de uns três acordes e uma letrinha de bosta, ai não rola, com Yes, têm que ter algum eruditismo na mente para poder entender a sua música. 

Pois bem, esta embromação toda é só para convencê-los que vale pena perder um tempinho para escutar este show ou assisti-lo na integra em DVD, pois ele é histórico, é comemorativo, tem mais de duas horas de apresentação com uma atmosfera fantástica e uma astral muito alto, com todos os músicos muito a vontade executando os grandes hits que banda havia produzido até então, ou seja, é imperdível. 

RECOMENDADÍSSIMO!!!!!

Musicians:
Jon Anderson / vocals
Chris Squire / bass
Steve Howe / guitars
Rick Wakeman / keyboards
Alan White / drums

Tracks:
Disc 1 (65:17)

01. Intro/Firebird suite (1:56)
02. Going for the one (5:20)
03. Sweet dreams (6:34)
04. Your move/I've seen all good people (6:37)
05. Mind drive Part 1 and 2 (6:56)
06. South side of the sky (9:56)
07. Turn of the century (7:50)
08. My eyes/Mind drive part 3 (6:51)
09. Yours is no disgrace (12:17)

Disc 2 (85:14)
01. The meeting room/The meeting (3:24)
02. Long distance runaround (3:28)
03. Wonderous stories (4:05)
04. Time is time (2:32)
05. Rounabout (5:45)
06. Show me (3:56)
07. Owner of a lonely heart (4:30)
08. Second initial (5:00)
09. Rhythm of love (5:13)
10. And you and I (11:08)
11. Ritual (19:01)
12. Every little thing (4:53)
13. Starship trooper (12:19)


"Firebird Suit"

"Going for the one"

"Sweet Dreams"

Multishow HD -"You and I" - pt01

Multishow HD -"You and I" - pt02

7 de nov de 2011

PORCUPINE TREE - "In Absentia" - 2002

O Porcupine Tree é uma banda que eu conheci ao acaso, ao fazer o download de um show supostamente do Marillion e ai, a grande surpresa, pois não era o Marillion e eu lembro que levei muito tempo para descobrir que banda era aquela.

Depois de muito fuçar na net, cheguei até o Porcupine Tree e daí por diante, acompanho a banda até hoje, pois fazem um tipo de música excepcional, que ainda não consegui classificá-la em algum ramo do rock, pois sua principal regra, é não tê-las, obtendo com isso muitas vezes, vários estilos musicais em uma única música, mas isto pouco importa.

Inicialmente foram apadrinhados pelo Marillion, passando a abrir seus shows nas turnês pela Europa e USA, portanto tiveram a sorte grande de estar lado a lado com uma banda de renome internacional, conseguindo uma maior projeção e sucesso imediato. 



O sucesso na verdade chegou ao Porcupine Tree, não somente por conta desta associação, mas principalmente por conta de Steve Wilson, mentor intelectual da banda, produtor, compositor, músico instrumentista, simplesmente um jovem gênio Inglês, de família muito rica, que preferiu usar a grana que tem, montando um excelente estúdio em sua mansão ao invés de tornar-se mais um playboyzinho Mané da burguesia inglesa. 


Ele chegou a produzir e praticamente a escrever todo o álbum, “Sunsets of Empire”, de “Derek Dick”, sim ele mesmo, o Fish, ex-Marillion, que já estava em carreira solo e, além disso, o próprio Marillion ofereceu uma participação no álbum, “Marillion.com”, bem como a banda de metal progressivo “Opeth” teve a participação de Steve Wilson como produtor, ou seja, o cidadão é multi-tarefa. 


Além do Porcupine Tree, Steve Wilson mantém outros dois projetos chamados respectivamente de “Blackfield” e “No-Man” que seguem ao mesmo estilo de sua banda principal. 


O motivo desta resenha é o álbum, "In Absentia", lançado em 2002, considerado como um dos melhores trabalhos produzidos pelo Porcupine Tree e vem com um elenco de músicas refinadíssimo, logo abrindo os trabalhos com a música, Blackest Eyes, tão poderosa que levanta até defunto, elaborada com riffs pesadíssimos, mesclados com uma atmosfera psicodélica dos anos 70 que vão e voltam ao longo da música. 

Em seguida vem "Trains" que logo vira um hino na cabeça, muitas vezes difícil de abandonar, coisa de gênio, aliás, uma das qualidades de Steven Wilson é a genialidade, sempre presente em suas composições, fora o fato de ser um multi-instrumentista de mão cheia. 

"Lips of ashes" vem para reagrupar os nossos neurônios, dar uma respirada e preparar nossos ouvidos para escutar "The Sound of Muzak" que é outra pancada na cabeça.

Daí pra frente, deixo por conta da imaginação de todos.

RECOMENDADÍSSIMO!!!!

The band:
Steven Wilson – vocals, acoustic & electric guitar, piano
Richard Barbieri – analog synths, mellotron, hammond organ
Colin Edwin – bass guitar
Gavin Harrison – drums, percussion

Guest Musicians:
Aviv Geffen – backing vocals (on "The Sound of Muzak" and "Prodigal")
John Wesley – backing vocals (on "Blackest Eyes", "The Sound of Muzak", and "Prodigal"), additional guitar (on "Blackest Eyes"), string arrangements


Tracks:
01. Blackest Eyes
02. Trains
03. Lips of Ashes
04. The Sound of Muzak
05. Gravity Eyelids
06. Wedding Nails
07. Prodigal
08. 3
09. The Creator has a Masterplan
10. Heatattack In a Layby
11. Strip the Soul
12. Collapse The Light Into Hearth
13. Drown With Me
14. Chloroform

LINK

"Blackest Eyes"

"Trains"

"The Sound of Muzak"

"Drown With Me"

5 de nov de 2011

PINK FLOYD - "40 anos de Meddle" - 1971

A postagem de hoje é apenas uma reverencia ao álbum, “Meddle”, do Pink Floyd, que acaba de completar 40 anos de seu lançamento e obviamente é merecedor de todos os elogios possíveis e de ser lembrado sempre, pois ele foi o caminho para a criação de “The Dark Side of The Moon”, obra mais do que prima da banda. 

O álbum “Meddle” carrega em seu ventre alguns dos símbolos musicais mais expressivos do rock progressivo, como, “One of These Days”, “Fearless” e logicamente, “Echoes”, outra suite do porte e qualidade de “Atom Heart of Mother”, parecendo uma continuação da primeira, só que menos psicodélica e mais progressiva. 


Escutando “Echoes”, sempre me vem à mente uma sinfonia, executada por uma orquestra composta de apenas quatro músicos, conduzidos por um Maestro invisível, mais conhecido como “Talento”, levando-os a desvendar os caminhos em direção ao futuro da música, pois o que viria a seguir se tornaria um marco na história da música, portanto, lembrar deste álbum agora, não só é um dever, mas antes de tudo, é uma obrigação. 

Não há muito mais o que comentar deste Senhor álbum, afinal, já tem 40 anos e sua fama correu o planeta em todas as direções, portanto neste momento só nos cabe, recomendar muito este álbum, principalmente para quem ainda não o conhece (seria possível???) e para refrescar a memória de quem por ventura o tenha esquecido. 

O que era para ser apenas uma lembrança de um álbum, acabou por estimular um comentário importante que merece estar junto a esta postagem:


""Anônimo disse...

Oi mano véio......hoje eu tirei minha noite para ver seu inspiradíssimo blog..e posso dizer que já a algum tempo eu tenho observado sua paixão incondicional pelo Pink Floyd..

Eu já te disse que Dark Side para mim é tabu, não falo não comento, não escrevo, não discuto...Por aí você pode ter uma idéia do quanto respeito o bom e velho Floyd...

Eu queria enriquecer seu post com o seguinte comentário.

O verdadeiro Pink Floyd é exatamente este que você acabou de postar..A apresentação destes quatro caras em Pompéia é simplesmente antológica, e para mim, está entre os 10 maiores da história do rock.

O Yes amava limusines, roupas cintilantes, o Genesis o luxo do teatro artístico e luminoso, o Led Zeppelin amava o Madson Square Garden.. ( pausa..estou ouvindo Marbles do Marillion..é do cacete..) bom, enquanto os titãs da década de 70 exibiam luxo e vaidade, O Floyd fazia uma apresentação no meio de um nada que representava tudo o que o Pink Floyd realmente era.... Gilmour tocando guitarra sem camisa e descalço, Water de camiseta desajustada...quatro gênios tocando para a equipe técnica e o diretor do filme...Quem já tinha feito isso com tanta autenticidade???Quem se atreveria a fazer isso depois??? A grandeza do Floyd era tamanha, que só ele podia se dar ao luxo de fazer uma apresentação nestas circunstancias..Na contra mão de tudo aquilo que seus contemporâneos faziam naquela década mágica e inigualável no cenário musical.

Esse Floyd que acabei de descrever, e que você acabou de postar, é o verdadeiro Pink Floyd..Aqueles quatro "pé rapados" tocando Echoes em Pompéia estavam anos luzes na frente daquele bando de músicos e luzes que Gilmour inventou na década de 80 e 90. Na verdade aquele tipo de banda, o próprio Floyd execrou em the Wall.

Acho que não tenho realmente mais nada a declarar ou dizer sobre o bom e velho Floyd...

ABRAÇO...FORÇA...SUCESSO!!!

Carlos "The Lunatic"

Valeu meu irmão..... 

RECOMENDADÍSSIMO!!!!

Musicians:
David Gilmour – guitar, lead vocals, harmonica
Roger Waters – bass, vocals, gong, synthesizer
Richard Wright – hammond organ, piano, synthesizer, vocals
Nick Mason – drums, percussion, voice on "One of These Days"

Tracks:
1. One of These Days (David Gilmour, Nick Mason, Roger Waters, Richard Wright) 5:56
2. A Pillow of Winds (Gilmour, Waters) 5:09
3. Fearless (Gilmour, Waters) 6:06
4. San Tropez (Waters) 3:42
5. Seamus (Gilmour, Mason, Waters, Wright) 2:14
6. Echoes (Gilmour, Mason, Waters, Wright) 23:31

LINK.
"Meddle"

2 de nov de 2011

MARILLION - "The Kindergarten Patrol" - 1982

O Marillion se apresentou no “Marquee Club” em vinte e oito de outubro de 1982, fazendo a turnê “Market Square Heroes” onde era divulgado seu primeiro o álbum, “Script for a Jester’s Tear”, obra prima da segunda geração do Rock Progressivo e que acabou por gerar este bootleg intitulado, "The Kindergarten Patrol"

Independente de semelhanças evidentes encontradas entre Fish e Peter Gabriel e do próprio Marillion em relação ao Genesis, observa-se qualidades indiscutíveis no trabalho do grupo, principalmente na primeira fase da banda ou “Era Fish”

Um fato bem marcante é a qualidade de seus músicos, sem exceções, cada qual desempenhado sua função de maneira irrepreensível, resultando em peças musicais de grande apelo e qualidade, podendo ser colocadas lado-a-lado com peças de mesmo gênero da década de setenta. 

A música “Grendel”, uma suíte de quase uns vinte minutos, ficou fadada a aparecer oficialmente alguns anos depois de sua criação no álbum, “B’sides Thenselves”, justamente por conta de seu tamanho e conteúdo temático, é um bom exemplo que define a vocação da banda para o rock progressivo.

Assim como “Supper’s Ready”, a música “Grendel” é um prêmio para seus criadores, pois da oportunidade para que todos mostrassem seu talento e criatividade tendo em vista, que foi concebida com uma complexidade musical extrema, pois há uma variância rítmica e temática muito bem construída, mas que obriga a seus executores a exercitarem seus limites. 

E é justamente disto que o rock progressivo se alimenta, além das construções temáticas de arranjos e letras que de alguma forma proporcionam a tão sonhada viagem musical que sempre estamos buscando, seja em um solo de guitarra ou de um  teclado ou mesmo ainda, nas letras que contam algum fato histórico ou alguma história de ficção. 

Mas o Marillion não está limitado a “Grendel”, pois os dois primeiros álbuns, “Script for a Jester’s Tear” e “Fugazi”, têm um invejável conteúdo, com músicas surpreendentemente muito bem elaboradas, como “He Knows You Know”, “Forgotten Sons”, “Assassing”, “Incubus”, “Fugazi” e várias outras, que são dotadas de um poder de atração muito forte, deixando estes trabalhos em uma condição muito favorável perante outras bandas. 

Vale destacar também que tanto Steve Rothery, bem como Mark Kelly, se tivessem nascidos uns dez anos antes, com certeza teriam um lugar garantido em qualquer grande banda da primeira fase do rock progressivo, pois talento e virtuosismo são duas qualidades que sobram nos dois. 

Fish é uma figura polêmica com um talento nato para a música e que teve como fonte de inspiração em todos os sentidos, Peter Gabriel, aliás,  escolha esta, que não poderia ter sido melhor, pois se há um bom exemplo de figura humana, artista e músico a ser seguido, este com certeza e Peter Gabriel, portanto, Fish tornou-se um músico muito melhor.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!


Musicians:
Fish - Vocals
Steve Rothery - Guitar
Pete Trewavas - Bass
Mick Pointer - Drums
Mark Kelly - Keyboards

Tracks:
01 The Garden party
02 He Knows You Know
03 The Web
04 Grendel
05 Chelsea Monday
06 3 Boats Down From the Candy
07 Forgotten Sons
08 Market Square Heroes
09 Audience Cheering
10 Margaret

LINK

"Grendel - PT1"

"Grendel - PT2"

"Market Square Heroes"

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