30 de set de 2011

JEAN MICHEL JARRE - "Live In Monaco" - 2011

Nada como ter um pouco de dinheiro para fazer uma festinha de casamento um pouco mais bacaninha e foi exatamente o que aconteceu no dia primeiro de julho de 2011, pois o Príncipe de Mônaco, Albert II e a plebéia Sul-africana, Charlene Wittstock, em uma cerimônia muito reservada, com apenas uns 3.500 convidados, porém com uma festa de arromba para todo o Principado de Mônaco, tendo em vista que o mestre de cerimônias convidado, foi  Jean Michel Jarre, que é um mestre em criar mega acontecimentos. 

O local para o show não poderia ser melhor, o “Herlules Port”, na costa do Mediterrâneo, Principado de Mônaco, só com gente bonita, com muita grana, um verdadeiro “sonho”, aliás, coisa que Jean Michel Jarre, consegue produzir com muita facilidade, pois a associação da sua música com os fantásticos efeitos pirotécnicos, provocam sensações indescritíveis, pois não há quem não fique tocado com tanta emoção ao mesmo tempo. 


O repertório escolhido foi ótimo, pois foram músicas saídas dos melhores álbuns, como, Oxygene, Magnétic Fields, Chronologie, Equinoxe, Rendezvous e alguns outros, que hipnotizaram e encantaram a abastada, comedida e comportada multidão presente ao evento.

Vendo o vídeo, pode-se imaginar o trabalho que a produção teve para materializar as idéias que o gênio e músico visionário, Jean Michel Jarre teve e transformá-las em um show de tamanha magnitude, beleza e modernidade, unindo a tecnologia do presente às suas músicas do passado. 

Especificamente neste caso, o áudio que está excelente e as imagens dos vídeos abaixo, dizem tudo, portanto, qualquer coisa que escreva agora, será, mera ladainha, então, vou encerrando esta breve resenha, apenas me limitando a recomendar muito este magnífico trabalho, que curiosamente nasceu do desejo de um “Príncipe Roqueiro” em dividir um importante momento de sua vida com seus súditos. 


SUPER RECOMENDADO!!!!!

Musicians:
Jerome Gueguen,
Claude Samard,
Francis Rimbert,
Jean Michel Jarre


Tracklist:
01 - Intro [03:58]
02 - Waiting For Cousteau [14:08]
03 - Countdown [02:26]
04 - Chronologie 1 [03:06]
05 - Oxygene 2 [07:10]
06 - Magnetic Fields 1 [05:43]
07 - Equinoxe 5 [03:51]
08 - Rendezvous 3 [03:49]
09 - Magnetic Fields 2 [05:32]
10 - Souvenir Of China [04:04]
11 - Oxygene 4 [04:36]
12 - Oxygene 5 + Variation 3 [11:10]
13 - Theremin Piece [04:12]
14 - Equinoxe 4 [06:35]
15 - Industrial Revolution 3 [04:09]
16 - Rendezvous 2 [11:15]
17 - Vintage [04:28]
18 - Chronologie 2 [06:22]
19 - Wedding March + Chronologie 4 [06:08]
20 - Calypso 3 [05:38]
21 - Rendezvous 4 [06:33]
22 - Vintage (Reprise) [05:36]

LINK

"Best of the wedding-concert in HD"

"Jean-Michel Jarre - Live in Monaco (The whole concert)"

29 de set de 2011

EMERSON, LAKE & POWELL - "The Court Of The Three Kings" - 1986

Este é um álbum do ELP, onde o “P” não é o do “Palmer”, mas sim o do “Powell”, mais precisamente de “Cozy Powell”, que por uns dois anos substituiu Carl Palmer no comando da bateria. 

Aliás, justiça seja feita, Cozy Powell, falecido em abril de 1998, aos cinquenta anos, teve em seu currículo, passagens junto a nomes de peso do rock como, Jeff Beck, Rainbow, Whitesnake, Black Sabbath, Gary More e muitos outros, ou seja, substituiu Carl Palmer com muita elegância e competência, tendo em vista que seria uma puta responsabilidade que estava assumindo, pois Carl Palmer é considerado como um dos maiores bateristas de rock em todos os tempos e em meu conceito, Cozy Powell foi uma gratíssima surpresa, se saindo muito bem. 

O Power trio, renovado lançou um álbum de estúdio com nome homônimo à banda em 1986, "The Sprocket Sessions (rehearsal tapes)" provalmente neste mesmo ano e o “Live in Concert", gravado na Flórida, USA, em novembro de 1986. 


"The Court Of The Three Kings" é um bootleg, gravado em Clevland, Ohio, USA, em novembro de 1996, que cobre a Tour de divulgação do primeiro e único álbum de estúdio feito com esta formação. 

Nesta época a voz de Greg Lake ainda estava preservada e muito potente, portanto o que se ouve é muito bom de ser escutado, da até para dar uma viajada até aos anos setenta e Keith Emerson, com sua classe de sempre, faz o que realmente sabe fazer, tocar muito, só não destrói mais seus equipamentos ao final das apresentações, sinal dos tempos..... 

Musica boa é o que não falta e virtuosimo também, portanto este bootleg é diversão garantida do começo ao fim, pois temos no cardápio, músicas do novo álbum (1986) como, The Score; Learning to fly, Touch and Go e velhas e conhecidas peças, como, Tarkus, Karn evil 9, Fanfarre for the common man, From the beginning e várias outras que há décadas nos acompanha e vice e versa. 

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!

Musicians:
Keith Emerson
Greg Lake
Cozy Powel


Tracks:
CD1
01 Opening
02 The Score
03 Learning To Fly
04 Pirates
05 Knife Edge
06 Tarkus
07 Pictures At An Exhibition
08 Still...you Turn Me On
09 Watching Over You
CD2
01 Keith Piano Solo
02 Creole Dancer
03 From The Beginning
04 Lucky Man
05 Fanfare For The Common Man
06 Touch And Go
07 Mars, Bridger Of War
08 Karn Evil (1st Impression Part 2)
09 America
10 Rondo
11 Outroduction

LINK
"Learning To Fly/Pirates"

"Tarkus - Studio"

25 de set de 2011

YES - "In A Word" - 2002

Este CD-box com cinco CDs é uma overdose de Yes, com gravações que remontam os primórdios da banda, fazendo uma varredura em todos os álbuns de estúdio, produzidos a partir de 1969 até o ano de 2002. 

É uma compilação muito bem explorada que escutada na seqüência, permite uma compreensão da evolução musical da banda, seus altos e baixos, as influências e conseqüências produzidas pela entrada e saída de membros ao longo destes mais de trinta anos de estúdio, cobertos por esta histórica coletânea. 

Agora em 2011, mais de quarenta anos desde o primeiro álbum, sob um clima de muita expectativa e polêmicas por conta do lançamento de “Fly from here” e com um Yes, pilotado pela tripulação dos anos oitenta, responsável pela criação de “Drama”,  mais uma vez, a banda surpreendeu seus fãs. 


A fórmula mágica, que mantêm a banda viva até hoje, é a surpresa, a inovação, a criatividade e principalmente a destreza de seus músicos mais clássicos, praticamente imbatíveis no que fazem, com uma evolução crescente e visível, álbum a álbum, logicamente com alguns tropeços, mas isso faz parte de quem tem coragem de mostrar a cara e partir para cima, sem medo de críticas, pois o que conta é o desejo expor seus trabalhos, suas idéias.


Assim é o Yes, ícone de diversas gerações, uma legenda ainda viva, que até hoje movimenta corações ávidos por uma sonoridade única, inimitável, hipnótica em certos momentos e atemporal por natureza, pois a cada nova década, sua música não apaga as décadas anteriores, simplesmente às torna mais fortes e mais presentes, sem duvidas alguma, um raro fenômeno, apenas possível para um grupo que constantemente doa toda a sua alma a música.


Para novos adeptos da banda, não poderia haver melhor começo, pois estão reunidas em um único lugar, músicas que embalaram e ainda embalam a vida de muitos fãs espalhados pelo planeta e com certeza, mais fãs cooptarão e também para Yesmaníacos mais antigos, uma ótima oportunidade para viajar com as musicas que são as trilhas sonoras de nossos sonhos a tanto tempo. 

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

Musicians:
Alan White
Bill Bruford
Billy Sherwood
Chris Squire
Geoff Downes
Igor Khoroshev
Jon Anderson
Patrick Moraz
Peter Banks
Rick Wakeman
Steve Howe
Tony Kaye
Trevor Horn
Trevor Rabin

Tracks:
Cd 1
01. Every Little Thing
02. Sweetness
03. Survival
04. Then
05. Sweet Dreams
06. Astral Traveller
07. Time and a Word
08. Dear Father
09. Yours Is No Disgrace
10. Clap
11. Perpetual Change
12. Starship Trooper:
- a). Life Seeker
- b). Disillusion
- с). Wurm
13. I've Seen All Good People:
- a). Your Move
- b). All Good People

Cd 2
1. Roundabout
2. South Side Of The Sky
3. Heart Of The Sunrise
4. America
5. Close To The Edge:
- I. The Solid Time Of Change
- II. Total Mass Retain
- III. I Get Up I Get Down
- IV. Seasons Of Man
6. The Revealing Science Of God (Dance Of The Dawn)

Cd 3
01. Siberian Khatru
02. Long Distance Runaround
03. The Gates Of Delirium
04. To Be Over
05. Going For The One
06. Turn Of The Century
07. Wonderous Stories
08. Don't Kill The Whale
09. Release, Release
10. Arriving UFO
11. Richard

Cd 4
01. Tango
02. Never Done Before
03. Crossfire
04. Machine Messiah
05. Tempus Fugit
06. Owner of a Lonely Heart
07. It Can Happen
08. Leave It
09. Hold On
10. Rhythm of Love
11. Love Will Find a Way
12. Holy Lamb (Song for Harmonic Convergence)
13. Brother of Mine:
- I. The Big Dream
- II. Nothing Can Come Between Us
- III. Long Lost Brother of Mine
14. Fist of Fire (Alternate Version)
15. I Would Have Waited Forever

Cd 5
01. Lift Me Up
02. The Calling
03. I Am Waiting
04. Mind Drive
05. Open Your Eyes
06. Universal Garden
07. Homeworld (The Ladder)
08. The Messenger
09. Last Train
10. In The Presence Of:
- I. Deeper
- II. Death Of Ego
- III. True Beginner
- IV. Turn Around And Remember


LINK 01
LINK 02
LINK 03


"Then"

"South Side Of The Sky"

"Going For The One"

"Tempus Fugit"

"The Calling"

23 de set de 2011

TANGERINE DREAM - "Antique Dreams" - 2000

O nome do álbum vem bem a calhar, "Antique Dreams", tendo em vista, que desta vez, o Tangerine Dream de Edgar Froese, foi ao fundo do baú e nos brinda com músicas muito raras, na maioria apresentadas em um programa para a TV Alemã nos anos oitenta e algumas outras que foram apresentadas apenas nos shows nesta mesma época. 

Logo de cara, nota-se a importante influência que a musica do Pink Floyd em sua fase mais psicodélica exerceu nos primeiros anos de vida do Tangerine Dream, espelhadas nas músicas "Oedipus Tyrannus Overture" e "Ultima Thule- Part One", no mínimo inspirador. 

Também há a forte presença de Johannes Schmoelling, que também é um fenômeno de inspiração, um músico de primeiríssima categoria e que contribuiu muito nos anos oitenta e noventa, faz se presentes nestas músicas, que simplesmente ignoravam as fortes tendências que ditavam as regras musicais da época, “Graças a Deus”

O “cover” em versão eletrônica para a música, “House Of The Rising Sun”, é fantástico, um primor, mas sei que tem muita gente que torce o nariz, dizendo que a música não tem nada a ver com Tangerine Dream, mas acredito que assistindo o vídeo abaixo esta impressão seja desfeita. 

Eu respeito a opinião, mas não concordo, pois encaro este tipo de atuação, como um ato de coragem, pois afinal de contas, a música é fruto do trabalho de uma banda muito querida por muitos, o “The Animals”

A música, “Phaedra Of Nottingham”, é uma releitura do clássico álbum, “Phaedra”, feita especialmente para uma turnê pela Inglaterra que acontecia em 1990 e "Sorcerer And Thief", tinha sido apresentada no “San Francisco Mill Valley Film Festival” e nunca editada oficialmente. 

Outra curiosidade contida neste álbum fica por conta da música “Cool Breeze de Brighton” que foi feita a partir de extratos e idéias retiradas de álbuns anteriores e foi apresentada de forma inédita na Turnê Anglo-Saxônica de 1986. 

Em resumo, este álbum está repleto de novidades (...pelo menos para mim...) e registra de forma definitiva um importante período da trajetória do Tangerine Dream, com músicas que em sua maioria estavam no limbo, portanto, recomendar este álbum, antes de qualquer coisa é uma obrigação, pois mais uma vez, Edgar Froese mostrou a que veio. 

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

Musicians
Edgar Froese,
Peter Baumann,
Chris Franke,
Johannes Schmoelling,
Paul Haslinger,
Ralf Wadephul

Tracks:
01. Oedipus Tyrannus Overture (5:36)
02. Ultima Thule, Part One (Remix) (3:23)
03. Calymba Caly (Section Ancient Part, including Thermal Inversion) (9:50)
04. Flock Of Bluebirds (3:34)
05. Speed Dragon (3:16)
06. Edinburgh Castle (8:46)
07. Moorland (Remix) (4:02)
08. Sorcerer And Thief (6:32)
09. Southend Mall (4:29)
10. Cool Breeze Of Brighton (10:19)
11. Phaedra Of Nottingham (5:22)
12. House Of The Rising Sun (4:41)

LINK

"Cool Breeze Of Brighton"

"Calymba Caly"

"House Of The Rising Sun"

21 de set de 2011

RICK WAKEMAN - "Ultimate Rick Wakeman Experience" - 2005

Rick Wakeman está sempre aprontando e desta vez não foi diferente, tendo em vista que "Ultimate Rick Wakeman Experience", editado em 2005, traz algumas gravações no mínimo, curiosas. 

E que bom que está assim, pois estamos diante de uma coletânea de três CDs, recheadas com o que há de melhor da extensa discografia do “Mestre”, muito provavelmente, extraídas de apresentações públicas, mas como não há uma ficha técnica, por exemplo, existem pelo menos umas três vozes, sendo que duas dá até para dar um palpite e seriam, Damien Wilson e Ashley Holt

Tem música para agradar a “Gregos e Troianos”, pois são oriundas de alguns dos melhores álbuns de Rick Wakeman e do Yes, e estão presentes, com novos e arrojados arranjos, em performances bem interessantes que prendem a atenção. 

A impressão que dá, é que são gravações extraídas dos shows, porém, sem o áudio de fundo do público ou aplausos, mas isso é apenas um pequeno detalhe, e o que mais importa, são as vinte e seis músicas que são um convite irresistível a escutar este CD-box do início ao fim. 


A bem da verdade esta coletânea é um tanto bizarra (no bom sentido), pois é sabido que Rick Wakeman, nunca sentiu muitos amores pelo álbum, “Tales from Topographic Oceans”, mas mesmo assim, há um registro de “Revealing Science Of God” (linda de morrer) com um vocal que não consegui identificar e que nunca havia escutado em seus shows. 

“Awaken” é uma musica maravilhosa, que já assisti o seu “Make off” e a imagem que me sempre vem a minha cabeça, é o “Mestre”, muito desconfortável, em roda com os demais, fazendo uma dança indígena, mas essa eu acredito que ele goste, apesar do mico. 


O que também chama um pouco a atenção, é que em uma produção de três CDs, não haja maiores informações, então fica muito confuso tentar dar sentido de tempo e espaço para o álbum, que justiça seja feita, é ótimo, pois é uma mistura de “b-sides” de shows e com música de estúdio, proporcionando uma variedade de enredos, sem levar em conta uma cronologia, pois está tudo rigorosamente misturado, um caos, o que ótimo, levando-se em conta que proporciona um dinamismo muito grande ao álbum. 

Cheguei a dar uma fuçada na Home Page Oficial - RW, mas nada encontrei e na “Amazon.com” não há informação alguma sobre este álbum, além do elenco de músicas, portanto, deve ser um trabalho oficial, feito por alguma gravadora, mas que não fez grande divulgação, tendo em vista que foi lançado em 2005 e só agora tomei conta de sua existência e para me certificar, tentei encontrá-lo em outros blogs, mas nada achei. 

No mais, fora toda esta confusão, o álbum é altamente recomendado, pela origem de seu criador e pelas músicas, que mesmo as mais conhecidas, estão renovadas pelas releituras apresentadas. 

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

Musicians:
Rick Wakeman + um monte de músicos super legais e competentes.....

Tracks:
CD1
01. Merlin The Magician
02. Catherine Of Aragon / A Crying Heart Part 1
03. Revealing Science Of God
04. The Myths And Legends Of King Arthur & The Knights Of The Round Table
05. Catherine Howard
06. America
07. Awaken 

   

CD2
01.The Realisation / ThePrisoner
02. Starship Trooper / Wurm 12:24
03. Jane Seymour / A Crying Heart Pt. 2
04. Lancelot And The Black Knight
05. Long Distace Runaround
06. Oriental Iceman
07. Elizabethan Rock
08. Paint It Black
09. Roundabout 


CD3
01. Journey To The Center Of The Earth
02. Stella Bianca  
03. A quatte mane
04. 'O Core
05. Ariel
06. Aria di te
07. Romance Napoli
08. Sologoccia
09. Carcere 'e San Francisco
10. A quatte mane (Atomic Gilda Remix) 


"Paint It Black"

"Starship Trooper"

19 de set de 2011

SOLARIS - "Nostradamus - Live in Mexico" - 2004

O Solaris, assim como o Triumvirat, são bandas com muito pouco material alternativo a disposição, então, quando aparece algo, é irresistível não postá-lo logo e isto só está sendo possível, graças à dica do amigo, “Vladivorov” que gentilmente possibilitou a publicação desta incrível peça do rock progressivo. 

Esta audição, "Nostradamus - Live in Mexico", foi feita entre os dias vinte e três e vinte quatro de março de 2004, em Monterrey, no México, com ênfase no álbum, “Nostradamus - Book of Prophecies”, gravado em 1999. 

Em se tratando do Solaris, outra pérola vinda da Hungria, pouco há a dizer, apenas elogios a fazer, pois é simplesmente perfeita, irreparável, formada por exímios músicos e compositores, que potencializam sua criatividade com enredos e arranjos altamente sofisticados, mas executados com a simplicidade e o lirismo que só os grandes mestres da música conseguem produzir. 



Attila Kollár, como sempre, encanta com sua afinadíssima e mágica flauta, que gera um som tão límpido e cristalino, como se fosse um sintetizador de última geração, mas isso provavelmente se deva ao fato de que a música não é simplesmente tocada por ele, mas interpretada com muita emoção.

Róbert Erdész, com seus teclados, está irresistível, não há como negar, pois existe uma forte carga emocional que consegue transmitir através de seus solos e harmonizações que sustentam com grande teatralidade o caráter trágico que o tema passa.

Csaba Bogdán, transforma sua potente guitarra, em uma afiadíssima Katana, com solos cortantes e em certos momentos sustentando de forma solene o enredo com grande sabedoria.

Tamás PócsGábor Kisszabó, dividem o baixo e László Gömör, é o baterista, fechando o elenco e  fazendo a exata conexão e base dos arranjos que tornam o Solaris uma banda tão singular no cenário progressivo mundial.

Como a vontade de escutá-lo na integra mais algumas vezes é muito grande, mas a vontade de postá-lo logo é muito maior, vou me eximir de fazer qualquer comentário maior sobre seu conteúdo, deixando esta tarefa, para quem escutá-lo e poder tirar suas próprias conclusões.

Como em geral a primeira impressão é a que fica, sem medo de estar errando, desde já, o recomendo para fãs da banda ou não, pois é música de altíssima qualidade, independente de tribos ou vertentes musicais, tendo em vista que, o que está em pauta é tão somente a essência a música. 

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

Musicians
Róbert Erdész / keyboards
Csaba Bogdán / guitar
Attila Kollár / flute
Tamás Pócs / bass
László Gömör / drums
Gábor Kisszabó / bass

Tracks
01 - Nyitány (2:34)
02 - Próféciák könyve I. (1:53)
03 - Próféciák könyve II. (4:33)
04 - Próféciák k2önyve III. (0:39)
05 - A párviadal (6:07)
06 - Az oroszlán birodalma (1:49)
07 - A Főnix szárnyai (2:41)
08 - A sötétség hajója (2:00)
09 - Wargames (7:20)
10 - Az igazság pillanata I. (6:24)
11 - Az igazság pillanata II. (0:52)
12 - Próféciák könyve (4:07)


"Nostradamus - Live in Mexico" pt1

"Nostradamus - Live in Mexico" pt2

"Nostradamus - Live in Mexico" pt3

"Nostradamus - Live in Mexico" pt4

"Nostradamus - Live in Mexico" pt5

"Nostradamus - Live in Mexico" pt6

15 de set de 2011

OMEGA - "Éjszakai országút" - 1970

Muito mais psicodélico do que progressivo, este álbum, "Éjszakai országút" que traduzindo para o Inglês fica mais ou menos, assim, “On the Road at Night”, é também conhecido por “Omega 3”, sendo o terceiro álbum do Omega, de uma longa lista de uns trinta trabalhos publicados entre estúdio e shows, sem contar os relançamentos em lingua Inglesa. 

A banda é originária da Hungria, começando sua longa jornada em 1962 e está na ativa até hoje, sendo considerado pela crítica internacional e por seus fãs como o expoente máximo do rock Húngaro e ícone de diversas gerações. 

As influências psicodélicas da época eram muito fortes, pois nomes como, The Animals, Jefferson Airplaine, The Doors e Jimi Hendrix, faziam a cabeça da moçada e de alguma forma, mesmo envoltos pela “Cortina de Ferro” e os “Anos de Chumbo”, o Omega teve acesso a este conteúdo, um tanto “maldito” para os padrões políticos que dirigiam o País. 

Que bom que foi assim, pois este trabalho pré-progressivo, tendendo a um Krautrock, reserva agradáveis momentos de descontração, pois mesmo tendo a dificuldade de estar cantado em um idioma de difícil compreensão, prende a atenção apenas por sua parte instrumental, muito forte, que é sem duvida alguma, de primeira linha. 

E a garantia disto, está pautada em arranjos muito bem elaborados e precisos, com sustentação baseada apenas na grande capacidade dos músicos em executar sem o menor esforço estas peças de curta duração, mas com a consistência que um dia o rock progressivo iria exigir. 

E este álbum tem de tudo, pois facilmente somos jogados de encontro a referências mais conhecidas como, a flauta mágica de Ian Anderson, solos de guitarra bem ao estilo de Jimi Hendrix e algumas vocalizações que lembram a atuação de Jim Morrinson e outras passagens bem interessantes que nos remetem à memória auditiva de outras bandas. 

Em geral todas as músicas são muito agradáveis, mas eu destacaria como os pontos fortes do álbum, as músicas, “A hol, boldogságot osztották!”; “Maradj velem”; “Olyan szépen mosolygott” e esta última, “Vészkijárat” que tem uma passagem de um Hammond bem interessante, ou seja, estas são as que mais me identifiquei dentro do universo destas doze músicas, mas sem esforço algum é possível escutar o álbum todo sem pular de faixa, pois flui com naturalidade. 

O álbum é altamente recomendado para iniciantes e iniciados ao rock do Leste Europeu, bem como para os amantes de uma boa música, independente de estilos e/ou idiomas.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

Musicians
László Benkö / keyboards
János Kobor / vocals
József Laux / drums
Tamás Mihály / bass
György Molnár / guitar
Gábor Presser / keyboards, vocals
Guest Musicians
Arzamendia Dionesio - harp
Monika Csuka - female vocals

Tracks
01. Oh Jöjj!
02. A hol, boldogságot osztották!
03. Maradj velem
04. Oh, Barbarella
05. H, az elektromos furész
06. Az éjszakai országúton
07. Utcán, a térem
08. Van egy szõ
09. Utazas a szürke folyón
10. Olyan szépen mosolygott
11. Egy kis pihenõ
12. Vészkijárat

LINK

"Az éjszakai országúton"

"Oh Jöjj!"

11 de set de 2011

WARHORSE - "Warhorse" - 1970

Essa semana entre um vôo e outro, pois foram quatro, eu aproveitei o tempo para escutar um pouco das peças de Rick Wakeman que em geral são longas e curiosamente depois de quase quatro décadas, veio um questionamento um tanto tardio, “Qual é origem da potente voz que deu vida aos melhores álbuns de Rick Wakeman???”

Refiro-me a Ashley Holt, que com uma voz um tanto gritada e grave, mas com a afinação perfeita de um tenor, sempre me impressiona quando o escuto, então, lembrei de um velho álbum da banda, “Warhorse”, lançado em 1970, que tem seu título homônimo ao nome da banda. 

Quando resolvi, postar este álbum, confesso que sabia muito pouco ou mesmo quase nada sobre o grupo, obvio, pesquisei um pouco sobre o grupo e daí veio a surpresa, pois sua formação foi feita à partir de uma dissidência no Deep Purple (que eu adoro), pois Nick Samper, baixista, deixou a banda em 1969 para formar um novo grupo, que inicialmente foi formado por Ged Peck na guitarra; Mac Poole na bateria, Ashley Holt no vocal e Frank Wilson nos teclados que, pasmem, substituiu nada mais, nada menos do que Rick Wakeman, pois não inspirava confiança ao grupo (pode???). 

Pois bem, o grupo chegou a gravar dois álbuns, entre 1970 e 1972, mas como não estouraram com estes primeiros trabalhos e em 1974 definitivamente o grupo se extinguiu e neste momento, a figura de Rick Wakeman voltou à cena, pois Ashley Holt e Barney James que havia substituído Mac Poole na bateria são convidados para participar da gravação de “Journey to the Center of the Earth”, um marco do Rock Progressivo. 

Ashley Holt, o foco desta postagem, está simplesmente inspirador, um jovem talento, que um dia, seria premiado por ter tido o privilégio de estar lado a lado com figura mais legendária e emblemática, representante do verdadeiro espírito do rock progressivo, Rick Wakeman

Especificamente sobre este álbum, ele flerta muito próximo ao rock progressivo, mas caracteristicamente faz um hard rock extremamente refinado e sofisticado, com passagens incríveis de orgão  Hammond ao melhor estilo de Jon Lord, que é um mestre nesta disciplina e solos de guitarra muito bem elaborados que dão uma consistência muito importante às músicas. 

A semelhança de estilo com o Deep Purple, não é mera coincidência, pois a banda sempre foi e sempre será uma referência e pela presença de Nick Samper que foi substituído por Roger Glover, mai nada disso depõe contra o "Warhorse", muito pelo contrário, pois o trabalho apresentado é excelente e merecedor de toda atenção. 

O álbum como um todo é muito bom e consistente, extremamente dinâmico, facílimo de agradar e uma ótima oportunidade para conhecer as origens do vocalista responsável por humanizar as músicas que fazem parte do inconsciente coletivo de uma grande massa de fãs do rock progressivo. 

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!


Musicians:
Ashley Holt / vocals
Ged Peck / guitar
Mac Poole / drums
Nick Simper / bass
Frank Wilson / organ, piano

Tracks:
01. Vulture Blood (6:13)
02. No Chance (6:22)
03. Burning (6:17)
04. St. Louis (3:50)
05. Ritual (4:54)
06. Solitude (8:48)
07. Woman of the Devil (7:16)
Bonus tracks:
08. Ritual [live/*] (5:06)
09. Miss Jane [*/demo version] (3:37)
10. Solitude [live/*] (4:52)
11. Woman of the Devil [live/*] (6:45)
12. Burning [live/*] (6:09)

LINK
"Ritual"

"Solitude"

"Warhorse - Live 1971"

7 de set de 2011

PINK FLOYD - "A Momentary Lapse of Reason - Rehearsal" - 1987

Este é o áudio de um DVD com um ensaio do Pink Floyd, gravado em agosto de 1987 em um hangar do “Toronto Pearson Aiport” no Canadá, onde se preparavam para apresentar a turnê mundial do álbum “A Momentary Lapse of Reason”. 

Como se trata de um ensaio, algumas músicas estão cortadas, o que não é um problema, pois de qualquer forma, o Pink Floyd em qualquer situação é sempre um bom motivo para ser escutado e neste caso visto, para quem adquirir o DVD que está praticamente de graça. 

Eu o adquiri nas “Americanas” no Rio de Janeiro há alguns dias, por apenas R$ 15,00 e posso garantir que vale muito o investimento, pois é interessante poder entender os bastidores de uma grande produção, como esta e o “por quê?” das apresentações do Pink Floyd serem consideradas tão bombásticas e espetaculares. 

A rigor são imagens históricas e intimistas onde a banda, engenheiros de som, gestores de iluminação e todo o "crew", estavam em um momento sinérgico, dando o melhor, pois sabem quem em muito pouco tempo terão uma frenética platéia, ávida por ver e escutar uma das bandas mais cultuadas do planeta. 

O áudio está perfeito, mas a imagem nem tanto, pois foi obtida a partir de fitas Betacam o que compromete um pouco a qualidade, mas não tira o brilho do evento que como disse anteriormente é histórico. 

Quanto às músicas, sem comentários, pois as músicas do Pink Floyd já foram mais do que comentadas e dissecadas por todos, portanto, a dica é correr para a “Americanas” mais próxima e comprar o DVD, pois este áudio disponibilizado é só para dar um gostinho. 

Um bom feriado a todos!!!!! 

SUPER RECOMENDADO!!!!!! 


Musicians:
David Gilmour (vocal, guitarra),
Richard Wright (teclados e vocal), 
Nick Mason (bateria e vocal), 
Tim Renwick(guitarra, vocais), 
Gary Wallis (percussão), 
Jon Carin (teclados, vocal), 
Guy Pratt (baixo, vocais), 
Scott Page (saxofones, guitarra), 
Fury Rachel (backing vocals), 
Margaret Taylor (backing vocals)

Tracks:
01 - Echoes
02 - Learning to fly
03 - Terminal frost
04 - Sorrow
05 - The dogs of war
06 - On the turning away
07 - One of these days
08 - Time
09 - Wish you were here
10 - Welcome to the machine
11 - Us and them
12 - Money
13 - Another brick in the wall part 2
14 - Comfortably numb
15 - One slip
16 - Run like hell


"Welcome to the machine"

"Learning to fly"

"Echoes"

3 de set de 2011

YES - "Fly From Here" - 2011 (Re-post)

Passado algum tempo do lançamento de “Fly from Here”, se não me falha a memória em junho do presente ano, o que se pôde notar é que houve uma expectativa muito grande, pois afinal o Yes, mais uma vez desfigurado de sua forma clássica, não entrava em um estúdio desde 2001, quando lançou “Magnification”, porém desta vez esta suposta desfiguração de seu elenco, deu certo, sou obrigado a reconhecer. 

Eu mesmo recebi com muita reserva este novo trabalho, tanto que quando o postei pela primeira vez, descaradamente omiti minha opinião, apenas resenhando de forma bem superficial e totalmente “em cima do muro”, para não cometer uma injustiça antes mesmo de conhecer o novo trabalho que para mim a principio já tinha ranço de velho, pois foi feito em cima de um material da década de oitenta, criado por Trevor Horn em conjunto com Geoff Downes

Pois bem, da mesma forma que procedi com o álbum “Drama” o qual fazia parte da minha lista pessoal dos “álbuns malditos”, faço o mesmo com “Fly From Here” que de alguma forma da sequência, trinta anos depois a "Drama" como se fosse uma evolução musical que ficou em um casulo, virou larva e agora toma forma e nos encanta com sua beleza.

Ele não chegou a entrar na lista, mas confesso que esteve bem próximo, portanto, isento de qualquer preconceito, apenas focando a música, chego à conclusão que fiquei diante de um novo estilo de música, situando-se entre um pop sofisticado e o rock progressivo clássico, digamos que seja um “ Poregssive New Wave”, que diferentemente do “Neo Prog”, não é metálico e sim, suave . 

“Fly From Here” tem a poesia, o lirismo e até certa teatralidade que permeia e define o rock progressivo, porém com menos firulas e arabescos, mais leve e simples, o que confunde um pouco com legenda que o Yes carrega em seu DNA e nós da velha-guarda Yesmaníaca com certeza nos resentimos muito disso, portanto um pouco de disciplina é necessário, mas isso, são pequenos detalhes, perto do que este álbum oferece. 


Obviamente não dá para tentar traçar paralelos entre este álbum e os mais antigos como “Fragile”, “Close to the Edge” ou qualquer outro da década de setenta, pois as condições das duas épocas são completamente diferentes e seria injusto com o atual trabalho, portanto, o único paralelo que podemos traçar para aferir o atual trabalho, é o álbum “Drama”, pois eles estão interligados por um cordão umbilical, levando-se em consideração que são gemeos, com datas de nascimento diferentes. 

E a rigor a minha implicância inicial foi exatemente por esta ligação, o que é uma bobagem, mas afinal ninguém é perfeito e muito recentemente reconheci o valor musical de “Drama”, o que torna esta ligação muito bem vinda. 

Assim como no passado, o trabalho atual, não exige grandes virtuosismos por parte dos músicos, sustentando-se apenas em cima do tema proposto, que foi atualizado para o presente, assim, possibilitando uma maior proximidade com um público mais jovem, cansado de um Pop que se arrasta a algumas décadas, cedendo espaço para outras influências como a presente em “Fly From Here”

Vale destacar a presença de Benoit David, pois apesar da certa similaridade vocal que tem com a de Jon Anderson, notadamente esforça-se para que não haja esta comparação ou dúvida a seu respeito, o que denota uma maturidade e firmeza de caráter muito positiva e sem sombra de dúvidas podemos considerá-lo um grande vocalista com um futuro brilhante dentro ou fora do Yes, pois talento ele tem de sobra. 

Outro personagem que merece ser lembrado também é Geoff Downes, que a rigor tem uma atuação discreta, sem grandes solos, mas que na medida certa, sustenta muito bem o tema, criando um cenário futurista, sem abusos ou exageros. 

Observando-se atentamente, o álbum é muito bem produzido, encantando de cara com a ilustração de capa, assinada pelo mago dos pincéis, Roger Dean, que mais uma vez abusou de sua infinita criatividade, criando um cenário futurista e selvagem ao mesmo tempo, lembra "Avatar"

A produção musical contou com participações ilustres, como a de Adam Wakeman e Gerard Johnson para apoio nos teclados e piano, Trevor Horn como apoio vocal, produtor e co-escritor do álbum, que ainda contou com o percussionista Português da Ilha da Madeira, Luis Jardim

No elenco principal, Chris Squire, Alan White, Steve Howe, Geoff Downes e Benoit David, sem o menor esforço, deram vida à peça de Trevor Horn;, que realmente não exigiu mais do potêncial que cada um poderia oferecer, em função de sua estrutura musical, o que de modo algum tira o brilho dos músicos e do trabalho. 

O interessante é que tanto Steve Howe como Chris Squire soltaram a voz, além de tocarem seus instrumentos tradicionais, o que leva crer que esta nova formação é menos rígida do que as anteriores, um fato muito positivo. 

Fechando esta tardia resenha, uma vez que, este álbum já foi objeto de vários outros blogs e sites que saíram à frente para uma “autópsia musical”, destaco a suite tema, “Fly from here”, como uma excelente música, marcada pela simplicidade poética de sua letra e arranjo, sem no entanto, ser “menor” do que outras peças musicais produzidas no passado mais recente da banda e o trabalho como um todo é muito bom e merecedor de todos os louros, pois acredito que vá ser considerado como o melhor álbum do gênero do ano de 2011. 

ALTAMENTE RECOMENDADO‼‼

Músicos:
Benoît David - Vocais
Chris Squire - Baixo, vocais de apoio e vocal principal em "The Man You Always Wanted to Be Me"
Steve Howe - Guitarras, vocais de apoio e vocal principal compartilhado em "Hour of Need"
Alan White - Bateria
Geoff Downes - Teclados, Sintetizadores


Músicos adicionais
Oliver Wakeman - teclados adicionais em "We Can Fly", "We Can Fly (reprise)" e "Hour of Need"
Trevor Horn - vocais de apoio, teclados adicionais
Luís Jardim - percussão
Gerard Johnson - piano em "The Man You Always Wanted to Be Me"

Tracks:
01 "Fly From Here - Overture" - 1:53
02 "Fly From Here - Pt I - We Can Fly" - 6:00
03 "Fly From Here - Pt II - Sad Night at the Airfield" - 6:41
04 "Fly From Here - Pt III - Madman at the Screens" - 5:16
05 "Fly From Here - Pt IV - Bumpy Ride" - 2:15
06 "Fly From Here - Pt V - We Can Fly (reprise)" - 1:44
07 "The Man You Always Wanted Me to Be" - 5:07
08 "Life on a Film Set" - 5:01
09 "Hour of Need" - 3:07
10 "Solitaire" - 3:30
11 "Into the Storm" - 6:54


"Fly From Here"

"Hour of Need"

"The Man You Always Wanted Me to Be"

1 de set de 2011

YES - "Drama" - 1980 (Re-post)

O que me fez voltar a este álbum, “Drama”, foi o lançamento de “Fly from here”, pois existem ligações muito fortes entre os dois álbuns, que remontam a década de oitenta. 

Foi por insistência de Carlos o “The Ancient”, muito positiva por sinal, que álbum era muito bom e o caminho para gostar de “Fly from here”, seria entender "Drama", então resolvi dar crédito a seus argumentos e isento de preconceitos ouvi atentamente as músicas de “Drama” diversas vezes em seguida no último final de semana, para chegar a uma conclusão que não estivesse contaminada por sentimentos do passado e que acabaram encobrindo o real valor histórico deste álbum. 

Até então eu nunca tinha sido muito fã deste álbum por diversas razões, sendo uma das mais fortes, as ausências de Wakeman e Anderson, figuras legendárias e emblemáticas que sempre farão falta em qualquer situação, mas isso pesou muito e com apenas dezenove anos, a primeira impressão é a que acaba ficando. 


O estilo das músicas sofreu uma sensível mudança em relação ao que habitualmente poderíamos esperar do Yes clássico, mas que hoje, pode ser explicada pelas tendências daquele momento, impulsionadas pelo movimento “Punk”, o oposto do rock progressivo e mais especificamente pela entrada de Trevor Horn e Geoff Downes que impuseram uma nova identidade musical à banda. 


Possivelmente, essa nova identidade, tenha desagradado a uma boa parte dos fãs da banda que literalmente torceram o nariz para o trabalho, inclusive eu, que abertamente já havia declarado minha pouca afinidade com o trabalho em outras ocasiões. 

Mas o tempo passa e as coisas vão mudando e neste caso, com um pouco mais de trinta anos, muda mesmo, então o que posso declarar neste momento é que, “Drama” tem qualidades muito especiais, que por teimosia, não conseguia perceber, mas com a mente mais aberta para ele, consegui compreender sua mensagem. 

Se por um lado houve uma simplificação musical aplicada ao tema proposto, por outro, permitiu, por exemplo, que Chris Squire livre de conceitos pré-estabelecidos, promoveu uma pós-gradução de como tocar um baixo, fazendo malabarismos, como nunca havia feito antes, realmente fantástico. 

Outro aspecto muito positivo foi o vocal de Trevor Horn, que se levando em consideração o propósito do álbum, caiu feito uma luva, pois as músicas estavam direcionadas para seu timbre vocal, portanto foi um casamento perfeito, logicamente não dá para comparar com o potencial de Jon Anderson, mas sem dúvida sua atuação foi muito elegante, tenho que concordar. 

Geoff Downes, que em meu conceito não é um virtuose nos teclados, mandou muito bem, surpreendendo em alguns momentos, como na música "Does It Really Happen?", cumprindo rigorosamente com a sua missão de dar o clima “New Wave” e até um pouco “Reggae” na música, "Tempus Fugit", que aqui entre nós, é bem legal. 

Ao que parece, o clima de liberdade foi a tônica do processo criativo deste álbum, pois até Steve Howe botou as manguinhas de fora e soltou alguns “riffs” ao melhor estilo do “The Police”, que aquela altura, já era uma referência mundial, fazendo a cabeça da moçada, inclusive a minha. 

Alan White como sempre, é uma figura extremamente simpática e bem humorada, fora o fato de ser um dos melhores bateristas da história do rock em todos os tempos, fez o que melhor sabe fazer, tocar sua bateria. 

O melhor de tudo isto, é que agora eu tenho mais um álbum do Yes que posso gostar tanto quanto os anteriores e ao mesmo tempo, restabeleço a justiça sobre um excelente trabalho que feito com muita dedicação. 

Dentre as músicas deste álbum, destaco "Machine Messiah"; "Does It Really Happen?" e "Tempus Fugit" como as músicas que fizeram que meu conceito sobre o álbum fosse totalmente modificado. 

Quando fiz a primeira resenha sobre o álbum, não fui muito generoso com o trabalho e muito menos com os novos músicos que acabavam de entrar para a banda, portanto, espero que esta resenha desfaça uma injustiça do passado. 

Finalizando, a culpa por toda esta verborragia, eu atribuo ao meu amigo,  Carlos o “The Ancient”, um Yesmaníaco de carteirinha, que com muita propriedade e paciência me convenceu a dar uma oportunidade para este álbum que hoje posso recomendá-lo muito sem medo de estar errando. 

Valeu irmão!!!    

Quem quiser dar uma conferida na resenha anterior, é só clicar aqui

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

Musicians:
Trevor Horn:  Vocais (Baixo em "Run Through The Light")
Chris Squire:  Baixo, vocais (Piano em "Run Through The Light")
Steve Howe:  Guitarra, vocais
Geoff Downes: Teclados, vocoder
Alan White: Bateria, percussão e vocais

Tracks:
01 "Machine Messiah" – 10:27
02 "White Car" – 1:21
03 "Does It Really Happen?" – 6:35
04 "Into the Lens" – 8:33
05 "Run Through the Light" – 4:43
06 "Tempus Fugit" – 5:15
Bonus tracks:
07 "Into the Lens (I Am a Camera)" (Single Version) – 3:47
08 "Run Through the Light" (Single Version) – 4:31
09 "Have We Really Got to Go Through This" – 3:43
10 "Song No. 4 (Satellite)" – 7:31
11 "Tempus Fugit" (Tracking Session) – 5:39
12 "White Car" (Tracking Session) – 1:11
13 "Dancing Through the Light" (Jon Anderson/Steve Howe/Chris Squire/Rick Wakeman/Alan White) – 3:16
14 "Golden Age" (Jon Anderson/Steve Howe/Chris Squire/Rick Wakeman/Alan White) – 5:57
15 "In the Tower" (Jon Anderson/Steve Howe/Chris Squire/Rick Wakeman/Alan White) – 2:54
16 "Friend of a Friend" (Jon Anderson/Steve Howe/Chris Squire/Rick Wakeman/Alan White) – 3:38

LINK


"Does It Really Happen?"

"Machine Messiah"

"Tempus fugit"

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