31 de jan de 2011

VÌDEO DA NOITE - "Jon Lord, o mago dos teclados"

"Apresentação digna de um verdadeiro Mago"

V. A. - "Breathe - A Tribute to Pink Floyd" - 2004

Tem um bom tempo que eu não posto algum álbum tributo, portanto, lá vai mais um tributo para o Pink Floyd, que desta vez ganhou um time de peso para interpretar suas músicas, com músicos saindo de tudo quanto é esfera musical, do metal ao progressivo, passando até pelo pop, este tributo graças aos Deuses da Música não dá medo.

Já explico o que quis dizer com "medo", pois se tem uma coisa que dá muito receio em escutar, é um álbum tributo, pois já escutei cada sacrilégio musical, que fogueira da inquisição ia ser pouco para alguns espertalhões que produzem álbuns caça-níqueis de baixíssima qualidade, mas ao contrário disto, o álbum "Breathe - A Tribute to Pink Floyd" está magnificamente bem produzido e como já havia comentado, tem um elenco estelar, muito homogêneo e que em conjunto doaram todo seu talento e criatividade para homenagear merecidamente mais uma vez, o Pink Floyd.

Com pequenas alterações nos arranjos, coisa muito natural num contexto como este e diga-se de passagem, com os músicos da listados abaixo, as modificações são fruto da criatividade pessoal de cada um, passando sua experiência para as criações Pinkfloydianas, que intimamente considero que poderiam ter até ousando um pouco mais, pois talento é um ingrediente que sobra para os músicos envolvidos neste projeto, mas isso, é apenas um desejo de um mero escutador de músicas.

Alguns destaques eu me sinto na obrigação de dar, pois músicas como Young Lust; Run Like Hell; Comfortably Numb; Breathe (In The Air); Us And Them e Shine On You Crazy Diamond chamaram-me muito a atenção pela forma como foram executadas e com algumas pequenas nuances agregadas aos seus arranjos originais, deram uma sobrevida a músicas que já há muito tempo foram imortalizadas pela própria história, fazendo parte do nosso inconsciente coletivo, mas que com a sutileza de poucos, nos hipnotizam auditivamente, nos remetendo a novas viagens musicais sobre temas tão conhecidos por nós, proporcionando novas sensações. 

Diante disto, recomendar este álbum tão bem estruturado, com músicas sabiamente escolhidas e executadas, antes de tudo é uma obrigação, portanto como sempre gosto de dizer, download feito, diversão garantida!!!!

Musicians:
Chris Sqire (Yes),
Alan White (Yes),
Tony Kaye (Yes),
Dwweezil Zappa (Stix),
Tommy Shaw (Stix),
Edgar Winter,
Richie Kotzen (Poison/Mr. Big),
Pat Torpey (Mr Big),
Tony Levin (King Crimson),
Glenn Hughes (Deep Purple),
Fee Waybill (The Tubes),
Mike Baird (Journey),
Bruce Kulick (Kiss),
Bobby Kimball (Toto),
Mike Porcaro (Toto)

Track-list:
01- Money
02- Run Like Hell
03- Young Lust
04- Welcome To The Machine
05- Another Brick In The Wall
06- Any Colour You Like
07- Have A Cigar
08- Comfortably Numb
09- Shine On You Crazy Diamond
10- Breathe (In The Air)
11- Us And Them

LINK

"Breathe (In The Air)"

29 de jan de 2011

Cziglán István - "Seven Gates Of Alhambra" - 1999

Como sou um confesso admirador do rock progressivo feito na Hungria e em especial do Solaris, o fato de eu ter achado mais um integrante da banda a se aventurar a produzir um álbum solo foi muito estimulante e desta vez, o nome que aparece em cena é o de Cziglán István, o guitarrista, que pôs seu talento a nossa disposição para mostrar do que era capaz.

Com certo tom folclórico, algo meio mouro, talvez world music, este álbum encanta pela simplicidade e espontaneidade de suas musicas que carrega um pouco do espírito do Solaris, o que é muito natural, pois com dezoito anos de contato com um grupo de exímios músicos que são uma fonte altamente inspiradora, seria até um pouco estranho se não houvesse este envolvimento musical.

Cziglán István foi um dos fundadores da banda e prematuramente veio a falecer em 27 de dezembro de 1998, nem tendo o prazer de ver terminado seu primeiro álbum solo, o que acabou sendo feito pelos demais integrantes do Solaris, como uma forma de homenageá-lo e perpetuá-lo junto a banda e ao seu público.

"Seven Gates Of Alhambra", no fundo acaba sendo uma extensão da discografia do Solaris, pois como foi terminado pelos demais integrantes da banda, seria difícil não contagiá-lo com algumas características bem marcantes do Solaris, mas isto é um mero acaso e de forma alguma tira o brilho deste talentoso guitarrista e compositor que sem dúvida alguma deixou um grande legado para a música Húngara e mundial.

Musicians:
Cziglán István - Guitar
Zsuzsa Ullmann - Vocals
Lilla Vincze - Vocals
Csaba Bogdán - Guitar
Róbert Erdész - Keyboards
László Gömör - Drums
Gábor Kisszabó - Bass
Attila Kollár - Flute, recorder, tambourine
Tamás Pócs - Bass
Zsolt Vámos - Guitar

Tracks:
01. Personal gravity
02. Tango, Tango
03. Bangkok
04. Old lady with cat
05. April
06. Seven gates of Alhambra
07. Swan song
08. For beginners....
09. April (radio edit)
10. Personal gravity (radio edit)


"Cziglán István - Seven gates of Alhambra"

25 de jan de 2011

RICK WAKEMAN - "A Unique Journey Live" - 2001

Como atualmente estou fora de meu domicilio, as postagens serão um pouco escassas até o final desta semana, voltando ao normal na próxima semana, portanto vamos ao que realmente interessa, muita música.

O Canadá teve o privilégio de ter uma apresentação de Rick Wakeman em 2001 na cidade de Quebec, onde apresentou na integra, "Return to the Centre of the Earth" sua pseuda continuação de "Journey to the Centre of the Earth", que a rigor não continua nada, mesmo sendo uma excelente peça, nunca existiu um elo que unisse as duas célebres obras ,o que não tem a menor importância, o que vale é o conteúdo.

Com a narrativa em francês que intercala as músicas, acompanhado pela "The Trois-Rivières Symphony Orchestra"; "The Vocalys Vocal Ensemble" e sua "The English Rock Ensemble", porém sem as estrelas que o acompanharam nos vocais quando da produção do álbum de estúdio, como Ozzy Osbourne, Justin Hayward, Katrina Leskanich, Tony Mitchell, Trevor Rabin e Bonnie Tyler que fechou o elenco desta epopéia musical.

Mas como o comandante das ações atende pelo nome de Rick Wakeman isto não foi um problema e ao contrário disto, temos um belo álbum que carrega todo o calor humano de músicos e contores de primeiríssima linha que sem muito esforço, levaram os canadenses ao delírio com uma apresentação irretocável, sem dúvida um primor.


Vale ressaltar que este bootleg não só está com um áudio muito bom, mas que carrega consigo um fartíssimo e rico encarte produzido com diversas fotos e textos que ilustram o que foi esta apresentação.

Musicians:
Rick Wakeman - Keyboards
Adam Wakeman - Keyboards
Tony Fernandez - Drums
Ant Glynne- Guitars
Lee Pomeroy- Bass Guitars
Luck Mervil- Male Lead Vocals
Fabiola Toupin- Female Lead Vocals
Rachel Fury- Backing Vocals
Margret Taylor- Backing Vocals
accompanied by:
The Trois-Rivières Symphony Orchestra under the direction of Stephane Laforest
The Vocalys Vocal Ensemble under the direction of Raymond Perrin
Narration : Bernard Fortin
French Translation : Marie-Andree Denis

Tracks:

CD1

1-1. Introduction 3:30
1-2. A Vision 2:28
1-3. The Return Overture 2:37
1-4. Mother Earth 3:56
1-5. Buried Alive 6:19
1-6. The Enigma 1:41
1-7. Anybody There ? 6:51
1-8. The Ravine 1:02
1-9. The Dance Of A Thousand Lights 6:08
1-10. The Shepherd 2:28
1-11. Mr. Slow 4:19
1-12. Bridge Of Time 1:19
1-13. Never Is A Long, Long Time 5:39
1-14. Tales From The Lidenbrook Sea 3:15
1-15. The Kill 5:42
1-16. Timeless History 1:27
1-17. Still Waters Run Deep 5:42
1-18. Time Within Time 2:45
1-19. Ride Of Your Life 6:30

CD2
2-1. Floating Globes Of Fire 1:43
2-2. Floodflames 3:54
2-3. The Volcano 2:23
2-4. The End Of The Return 6:45
The Encores
2-5. Buried Alive II 6:48
2-6. Ride Of Your Life II 6:44
2-7. The Volcano II 2:21
2-8. The End Of The Return II 5:52
Trois-Rivières FM Radio Material
2-9. Radio Concert Promo 1:00
2-10. Rick Wakeman Interview 10:46

NEW LINK

"Buried Alive"

"Still Waters Run Deep"

21 de jan de 2011

ELP - " Live At Schwarzwaldhalle, Karlsruhe - Germany" - 1972

Quando este show aconteceu em 1972, eu ainda nem gostava de rock, estava com uns onze anos e o grande barato era escutar trilha sonora de novela da TV Globo (alguém tem uma navalha enferrujada para eu passar na carótida, pois se não morrer de hemorragia, pode ser que o tétano me leve), o ELP já fazia a alegria de todos, com apresentações fantásticas, conquistando cada vez mais o seu espaço que a rigor nunca chegou a ser ameaçado, nem de longe.

Quem mais se aproximou de sua música foi o Le Orme e o Triunvirat, porém cada qual com sua especificidade, conquistando um público muito fiel, mas não há como negar a inspiração que o ELP provocou para a formação destas bandas, o que é ótimo, pois com uma fonte inspiradora tão rica, associada à personalidade do grupo e ao talento que é inegável dos músicos, o resultado provocou uma diversidade de micro-estilos dentro do rock progressivo atraindo ainda mais adeptos para esta vertente musical.

Este álbum, "Live At Schwarzwaldhalle, Karlsruhe - Germany" cobre uma fase muito rica da banda, ainda anterior ao legendário "Brain, Salad, Surgery", obra máxima e suprema do ELP, sendo o que, o enfoque desta apresentação, sem dúvida é o álbum "Pictures at an Exhibition" que já nasceu fruto de apresentações e deve fazer Modest Mussorgsky, o criador, com muito orgulho, aplaudir a banda cada vez que ela é executada, pois em dúvida alguma sua obra foi popularizada pelo ELP, funcionando como um incentivo à música clássica.

O álbum Trilogy se faz presente assim como Tarkus e o primeiro álbum lançado de nome homônimo a banda, complementando a apresentação que como não poderia deixar de ser, é um presente para todos nós, exigentes ouvintes.

Musicians:

Keith Emerson
Greg Lake
Carl Palmer

Tracks:
01 - Pictures At An Exhibition - Promenade-The Gnome
02 - Promenade [vocal]-The Sage
03 - The Old Castle-Blues Variation-Promenade-The Hut of Baba Yaga-The Curse Of Baba Yaga-Conclusion
04 - Trilogy-The Endless Enigma
05 - Tarkus
06 - Take A Pebble 1-Old Blue
07 - Intermezzo
08 - Piano Improvisation
09 - Take A Pebble Reprise
10 - Knife Edge
11 - Rondo
12 - Rondo Drums 2
13 - Nutrocker [mono]


"Trilogy"

"Knife Edge"

20 de jan de 2011

OMEGA - "Skyrover" - 1978

Com um nome um pouco esquisito para nossa língua, "Csillagok útján", os fantásticos músicos do Omega, nos fizeram um favor em editar o mesmo álbum em inglês com o nome, "Skyrover", ambos lançados em 1978 na Hungria, assim como alguns outros álbuns foram lançados em duas línguas para diminuir o impacto da diferença de idioma, que impulsionou a carreira da banda e proporcionou até um disco de ouro. 

Sem muito medo estar cometendo algum sacrilégio, o Omega funciona como um Pink Floyd mesclado com o Eloy, pelo menos nesta fase da banda, que possuía fortes traços progressivos, pois de 1968 até 1975 a banda apresentava um simples e bem estruturado rock'roll e a partir de 1976 passou a fazer um progressivo sinfônico de respeito, onde este álbum se enquadra perfeitamente, para então a partir de 1981 começar a produzir um pop eletrônico que teve boa situação.

"Skyrover" é uma de suas obras mais ecléticas, pois tem em sua abertura e no seu epílogo, parte da Quinta Sinfonia de Beethoven para então começar sua jornada musical, com direito a  guitarras pinkfloydianas muito bem executadas, um primor, dá gosto em escutar e não há imitação, o que há é uma identificação com a fonte inspiradora e se não fosse pelos vocais que são bem característicos, um desavisado poderia achar que estava escutando algum material inédito do Pink Floyd e associado a isto tudo, muitas harmonizações lembram o Eloy em sua fase sinfônica e podem ser observadas na música "The Lost Prophet".  

Como o álbum é muito diversificado, é possível escutar um simples rock'roll com batidas que levantam defunto de caixão, mas que se enquadram perfeitamente ao contexto proposto, pois ao fundo, um sintetizador faz a alegria de todos, produzindo o link necessário para dar sentido às demais músicas.

Este álbum é uma boa opção de entrada para quem não conhece a obra do Omega que de álbuns de estúdio têm vinte e oito; gravados a partir de apresentações públicas são dez e a bagatela de trinta e um álbuns divididos entre coletâneas e boxes lançados ao longo da carreira, fora os vinte oito álbuns singles, que para quem é mais jovem, talvez não saiba, mas antigamente antes de se lançar um álbum (LP), era muito comum o lançamento de um compacto simples ou duplo para testar a aceitação das músicas.

Para fechar o assunto, pelo parágrafo acima, é possível se ter uma ideia do que é a banda, de seu poder criativo e do que são capazes os rapazes do Omega, não me restando nada mais a dizer, senão um bom download a todos.

Musicians:
László Benkö / keyboards, mellotron
Ferenc Debreceni / drums, percussion, vibraphone, marimbaphone
János Kobor / vocals
Tamás Mihály / bass, mellotron
György Molnár / guitars, balalaika

Tracks:
1. Overture (2:41)
2. Skyrover (3:53)
3. Russian Winter (5:06)
4. The Lost Prophet (5:48)
5. Metamorphosis (3:46)
6. Purple Lady (4:42)
7. High on the Starway (4:52)
8. The Hope, the Bread and the Wine (2:51)
9. Final (2:43)

LINK

"Skyrover"

19 de jan de 2011

PASSPORT - "Back to Brazil" - 2003

Vendo toda a desgraceira que passa o Rio de Janeiro, especificamente na região Serrana em locais que passei boa parte da minha vida, dá uma puta tristeza ver tamanha destruição e nada poder fazer a distância, só me restando rezar e oferecer uma trilha sonora que lave a alma de meus conterrâneos de tanta lama a qual estão chafurdando a mais de uma semana.

E o interessante é que já há algum tempo eu estava querendo ouvir algo "novo" do Passport, chegando até pedir socorro ao meu amigo Mercenário Maldito do blog Progressive Downloads, que sempre tem algo interessante do Klaus Doldinger por lá, mas infelizmente neste momento ele não tinha nenhum material inédito, mas em compensação tinha outros materiais de outras bandas muito interessantes, aliás, blog este, parada obrigatória para quem está ávido por uma boa música, tem de tudo, entretanto, como sou um pouquinho teimoso, fui adiante à minha busca e acabei dando uma solução caseira.

Achei perdido no meio de alguns terabytes de MP3's, o álbum "Back to Brazil" de 2003, com músicas que me transportaram para o Rio de Janeiro como num passe de mágica, pois imagens vieram à cabeça, houve uma sintonia imediata, confesso que já havia esquecido este álbum, pois as músicas tem um balanço até um pouco incomum para os padrões de Klaus Doldinger, justamente o que deu o diferencial a este trabalho.

Klaus Doldinger, um perfeccionista nato, resolve fazer uma homenagem ao Brasil, agregou ao seu grupo de músicos, percussionistas brasileiros para obter a batida certa para suas músicas, que notadamente estão influenciadas por ritmos brasileiros, com direito a cuíca e tudo mais.

Este álbum está contagiado pela alegria brasileira, com diversas fusões de ritmos que são traduzidos por belíssimas sequências musicais que envolvem com muita naturalidade, criando um cenário samba-jazz, delicioso de ser escutado, muito leve, talvez seu maior atrativo, puro bom gosto de um alemão que sabe muito bem o que faz.

Sei muito bem que oferecer solidariedade em forma de música, não ajuda em absolutamente em nada, mas a intenção é com um pensamento positivo afastar as fortes chuvas que por lá caíram e aparente estão vindo para São Paulo e por aqui nos afligir, mas depois de mais de vinte anos morando aqui em Sampa e mantendo ainda meu chiado sotaque carioca, mas vez poroutra soltando um "ô mêu" não dá para negar amor a esta Cidade que tão bem me acolheu e começar a rezar por aqui também para que não haja mais tragédias.

Musicians:
Klaus Doldinger,
Peter O'Mara,
Roberto di Gioia,
Patrick Scales,
Ernst Ströer,
Biboul Darouiche,
Christian Lettner

Additional musicians:
Beto Cazes,
Jovi Joviniano;
Carlos Negreiros

Tracks:
01. Samba Cinema
02. Airport
03. Praia Do Flamengo
04. Melancholia
05. Moon Over Bahia
06. After Hours
07. Aurora
08. Boogie
09. Where Have You Been
10. Bellydance
11. Jazzaloop
12. Rio Jam

LINK

"Samba Cinema"

"After Hours"

18 de jan de 2011

GENESIS - "Rare Tapes - Live Recordings 1970-1998" - 2002

Antes que comece a minha habitual verborragia matutina, faço questão de começar agradecendo a alma iluminada que se deu ao trabalho de preparar esta tão bem montada coletânea de gravações públicas do Genesis.

Como o nome que figura na contracapa é a "RH Productions", em meu nome e de todos que fizerem uso deste material, vai o nosso muito obrigado pelas muitas horas doadas em produzir tão rico material.

Agradecimentos prestados, vamos ao que interessa, pois esta compilação é como achar um baú cheio de pedras preciosas guardados em cinco ânforas “CD's”, para uma mágica viagem pelo tempo, pois o trabalho de pesquisa foi muito bem elaborado, gerando um retorno musical muito grande e rico, pois praticamente são cobertos trinta anos de apresentações públicas do Genesis, varrendo toda a sua trajetória. 

Não adianta ficar falando muito, pois o negócio é escutar estas músicas que estão muito bem dividas cronologicamente nos cinco álbuns e o melhor de tudo é que foi feito um trabalho de arte gráfica altamente profissional, com encartes incríveis e um breve descritivo para cada música.

A qualidade sonora de algumas poucas músicas realmente não é muito boa, mas como é um documento histórico que inclui até algumas músicas inéditas, pelo menos para mim e outras músicas conhecidas com mudanças nos arranjos e letras, esta deficiência passa a não contar. 

Portanto, desta vez o download é obrigatório, nada de preguiça, o material produzido é um tesouro musical do rock progressivo e foi produzido com o objetivo maior de  ser distribuído gratuitamente para difundir a obra de uma das bandas mais queridas do rock e não pode ficar  perdido na mão de poucos, pois a cultura  seja ela qual for, está acima de tudo.

Mais uma vez aproveitamos para agradecer a "RH Productions" por esta inestimável iniciativa cultural.

LINKS:


Disco 1
01 - Looking For Someone
02 - The Light
03 - Twilight Alehouse
04 - Harlequin
05 - Bye Bye Johnny
06 - Happy The Man
07 - Going Out To Get You
08 - One-Handed Drum Solo
09 - Can-Utility And The Coastliners
10 - Seven Stones


Disco2
01 - Supper's Ready
02 - Harold The Barrel
03 - Horizons
04 - Watcher Of The Skies
05 - It
06 - The Musical Box
07 - The Waiting Room




Disco 3
01 - Lillywhite Lillith-The Waiting Room-Wot Gorilla
02 - All In A Mouse's Night
03 - Inside And Out
04 - Down And Out
05 - Supper's Ready (from Apocalypse in 9-8)
06 - Ballad Of Big
07 - I Know What I Like
08 - Dancing With The Moonlit Knight-Musical Box (Closing Section)


Disco 4
01 - Back In N.Y.C.
02 - Me And Virgil
03 - Like It Or Not
04 - The Knife
05 - No Reply At All
06 - Paperlate
07 - Eleventh Earl Of Mar-Squonk-Firth Of Fifth
08 - Eleventh Earl Of Mar-Behind The Lines-Firth Of Fifth-Musical Box


Disco 5
01 - In The Cage-In That Quiet Earth-Supper's Ready
02 - Mama
03 - Carpet Crawlers
04 - Nowhere Else To Turn
05 - Small Talk
06 - That's All
07 - Hold On My Heart




"Watcher Of The Skies"

"The Musical Box"

"I Know What I Like (In Your Wardrobe)"

17 de jan de 2011

YES - "Yessongs II" - 1974

Se o assunto voltado para a música envolve o Yes, já vou avisando que sou totalmente tendencioso e parcial em favor da banda, portanto vamos ao que interessa, no caso, Yessongs II, gravado em 1974 e que na verdade é o álbum, "Tales From Topographic Oceans", que por sinal eu adoro.

Um feito heroico, pois com um dos arranjos mais complexos do rock progressivo, tocar para uma plateia mais que exigente, não deve ter sido nada fácil, mas como estamos nos referindo a cinco exímios músicos, cada qual com seus instrumentos, guiados por um talento único, portanto deve ter sido uma experiência fantástica e estimulante tocar esta suíte em quatro atos.

Ta certo que, este álbum, o "Tales", trouxe certa discórdia para dentro da banda, inclusive com a primeira saída de Rick Wakeman e tudo mais, mas é uma obra de arte musical, incompreendida por muitos, odiada por outros, mas muito amada, pela grande maioria e seu brilho não se apagará jamais, pois até o próprio Wakeman, muitos anos depois admitiu que fosse um trabalho muito bom e o que pode ter havido á época foi um desentendimento quanto ao formato da peça e não propriamente sobre o seu conteúdo que é mágico.

Para quem lembra, era um álbum duplo, no formato dos LP's, com um uma música por lado, o que comercialmente era catastrófico, pois tocar em rádios era praticamente impossível, então, sobrava somente tocar em pouquíssimas rádios especializadas, o que diminuiria consideravelmente suas possibilidades de acesso a um público maior, consequentemente diminuindo o seu conhecimento e a sua aceitação.

Não cabe a mim, estando diante de uma obra como estas, tentar convencer alguém que o trabalho feito é isso ou aquilo, na tentativa de induzir para um raciocínio direto que o álbum é excelente, pois para mim o é e não tenho dúvidas quanto a isto, mas quem tem que se convencer disto, é quem ainda não deu uma oportunidade de se abrir para esta música.

O mais importante de tudo, com toda confusão que um álbum de rock poderia causar, é que mais uma vez a música saiu ganhando e nós também, pois temos privilégio em ter acesso a esta música de altíssima qualidade, feita por pessoas que realmente entendem do assunto, músicos altamente qualificados, com um talento e poder criativo que poucos têm, portanto como sempre gosto de dizer, "download feito, diversão garantida".


Musicians:
Jon Anderson
Chris Squire
Alan White
Steve Howe
Rick Wakeman

Tracks:
CD1
01 - Introduction
02 - The Revealing Science of God (Dance of the Dawn)
03 - Introduction
04 - The Remembering (High the Memory)
CD2
01 - Introduction
02 - The Ancient (Giants Under the Sun)
03 - Introduction
04 - Ritual (Nous Sommes du Soleil)


"The Revealing Science of God - Part 1"

"The Revealing Science of God - Part 2"

15 de jan de 2011

JAMES FITZPATRICK - "The Symphonic Jean Michel Jarre" - 2006

Com execução da conceituadíssima e aclamada "Orquestra Filarmônica da Cidade de Praga" e com a produção de James Fitzpatrck, um velho amigo de Maurice Jarre, pai de Jean Michel Jarre (JMJ) , um fantástico álbum, intitulado, "The Symphonic Jean Michel Jarre", foi produzido e lançado em outubro de 2006.

Este projeto levou três longos anos para ser produzido e ao longo deste período, foi ganhando proporções inimagináveis, pois o que seria um simples álbum independente passou a para um álbum duplo com a participação direta de JMJ que ficou incrivelmente entusiasmado com o projeto e fazendo modificações estruturais que passaram de noventa músicos contratados para duzentos músicos mais um coral para dar um corpo maior ainda á suas composições.

JMJ é um mestre em criar grandes eventos e é um amante incondicional da tecnologia de ponta, portanto não se fez de rogado e mandou ver na produção final do álbum lançando-o no formato DVD-A com qualidade Dolby 5.1. 

Em geral as músicas de JMJ já possuem uma grandiosidade intrínseca ao seu enredo que são difíceis de encontrar em outros compositores e que neste caso associada a este grande elenco formado por orquestra e coro, deram proporções monumentais acima da própria música.

O que me fascina em um trabalho como estes de associar a música clássica a outros estilos musicais, é que o resultado é sempre muito positivo e dá uma credibilidade muito grande aos autores, pois certifica a qualidade musical da peça de origem, o que me leva a crer que a música quando tem qualidade e é possível ser orquestrada, o resultado fica como o deste álbum e para mim significa que estou diante de uma preciosidade musical que merece ser escutada com muito cuidado e atenção.

Para os amantes da música clássica que por ventura não tiveram a oportunidade de conhecer a obra de Jean Michel Jarre, terão uma gratíssima surpresa com este álbum que está recheado pelas melhores musicas criadas por um dos maiores gênios e mestres da música eletrônica que há décadas encanta multidões.


 Tracks:

CD1
01. Chronologie 1 (6:33)
02. Chronologie 2 (5:26)
03. Chronologie 3 (3:33)
04. Gloria, Lonely Boy (5:28)
05. Equinoxe 4 (6:41)
06. Fishing Junks at Sunset (6:02)
07. Souvenir of China (4:07)
08. Magnetic Fields 5 (The Last Rumba) (4:36)
09. Industrial Revolution – Overture (4:39)
10. Industrial Revolution Part 1 (2:50)
11. Industrial Revolution Part 2 (3:41)

CD2
1. Eldorado (3:42)
2. Oxygene 13 (3:38)
3. Magnetic Fields 1 (4:23)
4. The Emigrant (3:26)
5. Oxygene 4 (4:24)
6. Rendez-Vous 2 (8:45)
7. Rendez-Vous 4 (4:00)
8. Acropolis (6:07)
9. Computer Weekend (4:40)

LINK

"Album Sample"

14 de jan de 2011

PINK FLOYD - "Divided We Fall" (Studio) - 2009

Este é mais um trabalho de seleção musical do pessoal do blog, BAISTOPHE, que desta vez, apresentou uma compilação muito interessante com a nata das músicas de estúdio do Pink Floyd, por sinal, seleção de muito bom gosto, motivo este que serviu de incentivo para a postagem de hoje.

A rigor não há nada de mais, são as músicas constantes dos álbuns de catálogo, porém como houve um critério muito grande na seleção das músicas, ela está muito convidativa, da primeira a última faixa de cada CD, marcando de forma bem objetiva e cronológica a trajetória da banda por todas as fases que passou, sem dúvida alguma um trabalho de pesquisa muito rico.


Novamente a arte gráfica produzida está de primeiríssima qualidade, assim como o álbum anterior postado a poucos dias, "Together We Stand", nos oferecendo um trabalho profissional, feito com muito critério e esmero que merece todo nosso respeito, admiração e principalmente os créditos por esta iniciativa cultural em reunir as melhores ou mais significativas músicas de uma das bandas mais legendárias do planeta.

As músicas selecionadas praticamente cobrem todos os álbuns produzidos começando por "The Piper at the Gates of Dawn; "Music from the Film More"; "Atom Heart Mother"; "Meddle"; "The Dark Side of the Moon"; "Wish You Were Here"; "Animals"; "The Wall"; "Final Cut" e "The Division Bell", ficando poucos álbuns de fora deste bootleg de estúdio, intitulado,  "Divided We Fall", produzido em 2009 .

É bem possível que esta seleção não agrade a todos, afinal de contas, boas músicas é que não faltam na extensa discografia do Pink Floyd e pessoalmente acho que algumas ficaram de foram, porém temos que levar em consideração que uma coletânea de músicas em mais de dois CD's fica inviável e sem sentido, sendo melhor escutar diretamente dos álbuns de origem.

Finalizando, o legal deste trabalho e que ele funcionou muito bem como trilha sonora da viagem de fim de ano, pois como não há a presença forte de músicas experimentais da fase psicodélica, não houve reclamações por parte dos demais familiares que comigo viajavam, tendo até em vista que o Pink Floyd não é a praia deles, o que para mim foi uma grata surpresa, havendo inclusive o interesse em saber que eram os aloprados, pode?

Lógico que de sacanagem paroveite-me da situação e inventei um monte de nomes bem esquisitos como, Hemoptises, Paracelsos e outras babaquices que não lembro-me mais, mas como a mentira tem pernas curtas, fui descoberto nos primeiros tic-tacs de "Time", que é inconfundivel, mas foi legal curtir com a cara da minha renca de filhos e esquecer um engarrafamento de transito que acaba com o humor de qualquer ser humano.

Musicians:
Roger Waters
David Gilmour
Richard Wrigth
Nick Mason

Tracks:

01 Matilda Mother
02 See Emily Play
03 Julia dreams
04 Let There Be More Light
05 Point Me At The Sky
06 Cirrus minor
07 Main theme
08 The Narrow Way
09 If
10 Fearless
11 Echoes
12 Childhood's end

LINK CD2
01 Time
02 The great gig in the sky
03 Brain damage
04 Eclipse
05 Shine On You Crazy Diamond
06 Dogs
07 Pigs On The Wing - Parts 1 & 2
08 Mother
09 Hey You
10 Is There Anybody Out There
11 Another Brick In The Wall Part 2 - Single Version
12 When The Tigers Broke Free
13 The Hero's Return parts 1 & 2
14 High Hopes

"Fearless"

"Eclipse"

13 de jan de 2011

VÍDEO DA NOITE - "Uma lição de rock com o Mestre Jon Lord"

Falar o que???

FISH - "Bagpipe Disaster" - 1991

Quando Fish estava em sua primeira turnê, "Internal Exile", ele ainda estava sob os efeitos de anos de trabalho junto a sua banda anterior, o Marillion, portanto nada há de incomum em termos um álbum, na verdade um bootleg da citada turnê, chamado de "Bagpipe Disaster", gravado em 1991, estar com praticamente cinquenta por cento das faixas  com músicas de sua banda anterior.

Um fato é que de músicas inéditas, ele só teria o suporte de um álbum lançado no ano anterior, intitulado, "Vigil In A Wilderness Of Mirrors", por sinal ótimo trabalho, um tanto Pop para o meu gosto, mas muito bom mesmo, mais algumas músicas inéditas não editadas que estava experimentando e seria uma total idiotice da parte dele não executar as músicas do Marillion, que incontestavelmente são muito boas e que seria um bom motivo para atrair sua legião de fãs a segui-lo por onde quer que ele esteja.

A rigor percebe-se o show como uma aparição pouco mais intimista do Marillion, pois os músicos que o acompanham, são de primeiríssima classe.

Músicos como Frank Usher com sua guitarra, amigo inseparável de Fish; David Paton no baixo que tanto colaborou nos incríveis trabalhos de Alan Parsons; temos também Mickey Simmonds com seus teclados, com diversos trabalhos feitos com Mike Oldfield, Camel, Renaissence, tendo inclusive acompanhado, Kiki Dee, Art Garfunkel, Paul Young e vários outros cantores e grupos; na bateria, Ethan Johns, que alem de grande batera, é produtor musical e engenheiro de som, tendo feito trabalhos com diversos artistas do pop e do jazz e finalmente; Robin Bolt na guitarra de apoio para complementar a banda.

Portanto, Fish e sua trupe estavam mais que habilitados para não só executar suas novas canções, bem como tocar as músicas da época do Marillion e encantar as plateias pelas quais passou, com performances sensacionais de sua voz e de sua presença no palco.

O convite está aí, então, download feito, diversão garantida!!!

Musicians:
Fish / vocals
Frank Usher / guitars
Mickey Simmonds / keyboards
David Paton / bass
Robin Boult / guitars
Ethan Johns / drums

Tracks:
1. Vigil
2. Credo 
3. Incubus
4. Shadowplay
5. Lucky 
6. Heart of Lothian
7. Fugazi
8. Internal Exile
9. Market Square Heroes - Incl The Laugh

LINK

"Internal Exile"

"Credo"

12 de jan de 2011

Renaissance - "A Song For All Seasons" - 1978

Pode não ser o álbum mais brilhante da carreira do Renaissance, mas para mim sempre vai sempre existir um lugar muito especial em minhas lembranças sobre ele e eu estou referindo-me ao álbum, "A Song For All Seasons", este mesmo, que até hoje ainda me emociona.

Se não estiver muito enganado, lembro que este álbum foi um pouco criticado pela imprensa (especializada???) quando do seu lançamento.

Se é que pode haver um especialista na face da terra que possa ditar quais sentimentos devemos sentir apenas por que está emitindo uma opinião que é totalmente pessoal,...... uma loucura tudo isto.

Entendo que depois terem lançados álbuns do naipe de um "Prologue", "Ashes are Burning", "Turn of the Cards", "Scheherazade and Other Stories" e um  "Novella", que são trabalhos impecáveis, fica difícil não fazer certas comparações e levando-se em consideração a evolução musical que tanto a banda, como seu público foi tendo durante este período muito criativo e que invariavelmente provoca modificações nos sentimentos que devem ser encarados como absolutamente normais, fazendo parte do amadurecimento a que todos nós sem exceções enfrentaremos um dia.

O mais importante é que a banda está completa neste trabalho e que aquela dádiva em forma de gente que atende pelo nome de Annie Haslam está mais angelical do que nunca, com sua voz única, inimitável, um veludo sonoro, obra dos deuses da música que a poucos conferiu este maravilhoso dom.

E para melhorar ainda mais o que normalmente já é muito bom, foi agregada a banda a "The Royal Philharmonic Orchestra", conduzida pelo Maestro Harry Rabinowitz para acompanhar o Renaissance em uma criativa e inovadora aventura musical.

As duas primeiras músicas, "Opening Out" e "Day of the Dreamer" vão a uma toada que mal dá tempo para respirar, para chegarmos à terceira música, "Closer Than Yesterday" é o momento da calmaria e nos remete em seguida a "Kindness" que agita um pouco novamente, para então passarmos por um longo momento de reflexão com as músicas, "Back Home Once Again", "She Is Love' e "Northern Lights", esta úiltima, simplesmente encantadora e finalmente temos, a música título, "A Song for All Seasons"  que fecha o ciclo deste magnífico álbum.

Musicians:
Jon Camp / bass, bass pedals, electric guitar, lead vocals
Michael Dunford: 6 and 12 string guitars
Annie Haslam / lead vocals
Terrence Sullivan / drums, percussion
John Tout / keyboards
The Royal Philharmonic Orchestra

Tracks:
1. Opening Out
2. Day of the Dreamer
3. Closer than Yesterday
4. Kindness (At the End)
5. Back Home Once Again
6. She Is Love
7. Northern Lights
8. A Song for All Seasons

NEW LINK

"Opening Out"

"Day of the Dreamer"

"A Song for All Seasons"

11 de jan de 2011

TRIUMVIRAT - "Old Loves Die Hard" - 1976

Muito pressionado pelo sucesso de "Spartacus", lançado em 1975, o álbum, "Old Loves Die Hard", lançado no ano seguinte, teria uma árdua tarefa em sustentar a boa fase que o Triumvirat estava passando e considero que de alguma forma o feito foi conseguido.

Com boa parte das músicas com tempo superior a sete minutos e com novidades em sua formação, pois o grupo praticamente foi desfeito com a morte estúpida e prematura de Helmut Köllen, Jürgen Fritz e Hans Bathelt tiveram que reestruturar a banda que passou a ser um quarteto e de cara tiveram a dolorosa missão de manter a banda de pé, conseguindo um baixista e vocalista a altura de Helmut Köllen.

Para tanto, foram convidados para a banda, Barry Palmer para fazer os vocais, por sinal, têm uma belíssima e potente voz e Dick Frangenberg que deu conta do baixo sem muito esforço, portanto a banda estava apta a voltar aos estúdios para o novo álbum.

É lógico que superar um trabalho anterior que teve uma aceitação muito grande, praticamente o melhor álbum da banda, com reconhecimento pelos cinco continentes é algo muito difícil e ainda por cima com a banda tentando achar o seu melhor entrosamento.

"Old Loves Die Hard" não decepciona, ao contrário, é um álbum muito bem estruturado, com composições consistentes e o melhor de tudo é que com o novo elenco, a banda conseguiu manter o alto padrão musical que ainda fazia parte da rotina do Triumvirat naquele difícil momento, mas isso é uma opinião minha e entendo que muitos não concordarão com o que disse, o que é absolutamente sadio e normal, uma vez que manifestações artísticas são absorvidas de forma diferente e única para cada ser vivente.

Já na faixa de abertura, "I Believe", Barry Palmer nos mostra a que veio com uma brilhante interpretação para esta leve balada que ao seu final tem até um coro feminino muito bonito e interessante e logicamente Jürgens Fritz dando sua costumeira pós-graduação em teclados e tanto Hans Bathelt como Dick Frangenberg muito entrosados, fecham o ciclo musical com muita competência.

A suíte, "The History Of Mistery", dividida em duas partes é uma viagem garantida, tem a essência da banda em seus acordes, é o Triumvirat que estamos muito acostumado a escutar, um prêmio para nossos exigentes e rabugentos ouvidos, sempre em busca de novas sensações. 

Tem também a melosa, "A Cold Old Worried Lady”, que muito serviu de trilha sonora para um  amassos com as namoradas lá na Floresta da Tijuca - RJ e quem viveu nesta época vai lembrar e entender muito bem o que disse. 

Em resumo, "Old Loves Die Hard" para mim é uma gratíssima surpresa, um brinquedo inesperado que chega magicamente as mão de uma criança e até hoje quando o escuto, sinto o mesmo que a mais de trinta anos atrás senti quando o escutei pela primeira vez, uma enorme satisfação e orgulho em ter vivido em uma época tão rica para o rock.


Musicians:
Hans Bathelt - Slingerland percussion
Dick Frangenberg - Fender bass
Jürgen Fritz - Steinway Grand piano, Hammond C3 organ, Moog synth., Fender-Wurlitzer hohner-piano string ensemble
Barry Palmer - lead vocals

Tracks:
1. I Believe (7:52)
2. A Day In A Life (8:14)
3. The History Of Mistery (Part One) (7:50)
4. The History Of Mistery (Part Two) (4:00)
5. A Cold Old Worried Lady (5:50)
6. Panic On Fifth Avenue (10:31)
7. Old Loves Die Hard (4:28)
8. Take A Break Today (Bonus Track) (3:44)

LINK

"The History Of Mistery (Part One)"

"The History Of Mistery (Part Two)"

"Old Loves Die Hard"

10 de jan de 2011

TANGERINE DREAM - "Tangents" - 1994

Com praticamente trinta anos de estrada, o Tangerine Dream, edita o álbum, "Tangents", uma compilação de suas melhores criações, produzida em 1994, cobrindo parte de sua história entres os anos de 1973 a 1983, período este que marca o fim da de sua primeira era do grupo, a fase Pinkfloydiana, muito calcada nos loucos trabalhos de Sid Barrett.

A rigor, este álbum explora uma nova era dentro da banda, considerada por muitos a fase de ouro, onde algumas longas suítes ainda são encontradas e uma nova sonoridade é proposta por Edgar Froese, culminando com uma aceitação maior da banda perante um público exigente e que ao final da década de setenta, apresentava um apetite maior para uma sonoridade mais simples e direta.

Neste período, muito produtivo, foram lançados doze álbuns e entre eles temos, "Atem"; "Phaedra"; "Rubycon"; "Stratosfear"; "Sorcere"; "Cyclone"; "Force Majeure"; "Tangram"; "Exit"; "Thief"; "White Eagle" e "Hyperborea", ou seja, uma divisão Panzer de álbuns para arrasar qualquer expectativa negativa sobre a música do Tangerine Dream.

Esta coletânea com muita competência revela um dos períodos mais férteis e criativos que a banda e principalmente seu mentor intelectual, Edgar Froese produziram nestes anos de ouro e por ser um álbum triplo, a oferta de músicas está muito grande e variada, extremamente instigante, um convite irresistível a quem não conhece o trabalho do Tangerine Dream e uma grande oportunidade a quem já está familiarizado com a obra, de relembrar grandes peças musicais que sem dúvida marcaram uma época. 

Finalizando esta resenha, cheguei à conclusão que existem mais dois álbuns que complementam esta compilação e que não fazem parte do LINK abaixo e tão logo eu consiga os demais arquivos, complemento esta postagem.

Musicians
Edgar Froese;
Chris Franke;
Peter Baumann;
Johannes Schmoelling;
Klaus Krüger;
Eduard Meyer

Tracks Listing

Disc One
1. Mojave Plan (Desert Part) (7:44)
2. No Man's Land (Remixed excerpt) (7:29)
3. Kiew Mission (Remixed excerpt) (4:57)
4. Ricochet, Part Two (Remixed excerpt) (7:17)
5. Force Majeure (Remixed excerpt) (5:31)
6. Logos (Blue Part) (5:56)
7. Stratosfear (Remix) (10:46)
8. Mysterious Semblance At The Strand Of Nightmares (7:05)
9. Cinnamon Road (Remix) (4:14)
10. Tangram (Solution Part) (3:36)

Disc Two
1. Das Mädchen auf der Treppe (Remix) (4:14)
2. Phaedra (Re-Recording) (4:51)
3. Logos (Red Part) (6:12)
4. Sphinx Lightning (Remixed excerpt section 4 and 5) (4:54)
5. Desert Dream (Re-Recording) (4:02)
6. Invisible Limits (Remixed excerpt) (8:51)
7. Exit (Remix) (5:52)
8. Mojave Plan (Canyon Part) (5:59)
9. Tangram (Puzzle Part) (8:02)
10. Monolight (Re-recorded excerpt) (4:52)
11. Rubycon (The Decision) (9:30)

Disc Three
1. Cloudburst Flight (Remix) (7:13)
2. Pilots Of Purple Twilight (Remix) (4:49)
3. Logos (Velvet Part) (5:06)
4. Monolight (Yellow Part) (7:15)
5. Tangram (Future Part) (6:00)
6. Rubycon (Dice Part) (6:02)
7. Hyperborea (Re-Recording) (8:37)
8. Force Majeure (Remixed excerpt) (4:38)
9. Rubycon (Crossing Part) (9:30)
10. Dominion (Remixed excerpt) (4:49)
11. Pergamon (Piano Part) (4:59)

LINK

"Tangerine Dream - Tangent (Excerpt)"

9 de jan de 2011

PREMIATA FORNERIA MARCONI - "Per un Amico" - 1972

Do nada, deu uma vontade muito grande de escutar algo do PFM e veio uma música à cabeça, aleatoriamente, foi "Generale", música até um pouco confusa nos seu início, mas vamos lá, muito boa no seu conjunto.

Bem o problema agora era lembrar-se de qual álbum fazia parte, depois de algum tempo, lógico, o álbum era "Per un Amico", de 1972, outra preciosidade de uma das bandas mais amadas da Itália e minha também, pois escutando este álbum depois de alguns anos de isolamento, percebe-se que não há muita pirotecnia ou grandes arabescos, somente uma explosão de talento e criatividade feita até de um modo bem ingênuo que confere um lirismo ao trabalho muito difícil de ser observado em peças musicais de outras grandes bandas.

Dá até certa melancolia em escutar este álbum, pois ele me faz lembrar tanta coisa boa, mas infelizmente com seus pouco mais de trinta e quatro minutos acaba tão rápido que não resta outra coisa a fazer, senão escutá-lo novamente, tendo em vista que é um álbum muito fácil de ser digerido auditivamente, um tanto poético, lírico até os limites mais profundos da alma, um conquistador de corações.

É interessante reparar que o ano em que foi lançando, 1972, estava efervescente para o rock progressivo, em plena ascensão e bandas inglesas como Yes, ELP, Genesis, Pink Floyd e tantas outras produzindo um rock altamente sofisticado, com tudo que havia de mais moderno, encantando multidões por onde passava, com números estratosféricos, tanto de público como de dinheiro e vem o PFM, sorrateiramente comendo pelas bordas, silenciosamente chegando e marcando seu terreno no mundo de um rock, que de tão eclético que é, muitas vezes torna as coisas tão confusas e complicadas, mas a banda com uma simplicidade ímpar, conquista milhares de fãs com um rock inteligente e profundo.

Este álbum conta com sua formação clássica e com seus principais criadores, Premoli, Mussida e Pagani, autores das letras e músicas deste conceituadíssimo álbum.

Musicians:
Franco Mussida / vocals, guitar (12 String), chitarrone, mandocello, guitar
Franz Di Cioccio / drums, percussion, vocals
Mauro Pagani / flute (alto), piccolo, vocals, flute, violin
Giorgio Piazza / bass, vocal
Flavio Premoli / spinetta, keyboards, organ (Hammond), vocals, Moog synthesizer, Mellotron, tubular bells, clavicembalo, piano

Tracks:
1. Appena un Po' (7:43)
2. Generale (4:18)
3. Per un Amico (5:23)
4. Il Banchetto (8:39)
5. Geranio (8:03)

LINK

"Appena un Po' "

"Il Banchetto"

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