25 de jul de 2011

YES - "Northern Flight" - 1977

Bem, este álbum, "Northern Flight", gravado em uma apresentação no “Scandinavium Göthemburg”, em Göthemburg, Suécia, em novembro de 1977, guarda algumas lembranças interessantes da linha cronológica do Yes, que trazia de volta a banda, Rick Wakeman, mesmo com o sucesso conquistado com “Relayer” sem sua presença, porém existia uma forte ligação do mestre com banda e isto é inegável, portanto sua mágica presença poderia ser a possibilidade de retornar aos áureos tempos de “Fragile”, “Close To The Edge” e porque não, “Tales from Topographics Oceans” que é uma obra prima, porém foi o pomo da discórdia e fez com que o mestre saísse prematuramente do grupo. 

Além da volta de Rick Wakeman, a outra novidade da época era o início dos ensaios e gravações de “Going For the One”, feita na Suíça, para fugir do Leão Inglês (leia-se imposto de renda) que estava faminto e lá havia alguns incentivos fiscais que aliviavam a carga tributária sobre a banda e isto, por convite de Patrick Moraz que a esta altura já estava em carreira solo. 

O Yes apresentou uma novidade tecnológica, pois parte das músicas “Awaken” e “Parallels” foram gravadas em tempo real a uma distância de uns dez quilômetros do estúdio, via linha telefônica, pois para dar a grandiosidade que estas músicas exigiam, um grande órgão de fole existente na “St. Martin's Church”, Vevey, Suíça, foi utilizado e realmente deixaram estas músicas com um resultado muito positivo. 

"Northern Flight" é exatamente a celebração disto tudo, pois está carregado com um astral muito forte, com uma sinergia entre Steve HoweRick Wakeman perfeita, com um complementando o trabalho do outro, trazendo novas e excelentes músicas, bem como executando as antigas canções de forma impecável. 

Lógico, a “Firebird Suite” está presente logo no início para dar aquele frio na espinha e avisar que o show já começou e que tudo pode acontecer, podendo esperar o melhor que o Yes sempre pode oferecer, pois a música, “Parallels” incendeia o show logo de inicio e vai assim até o final do show. 


Dá para sentir claramente que a banda estava “feliz”, pois tudo estava dando certo, com “Going For The One”, obtendo boas colocações nas paradas sucesso da Inglaterra em meio ao avanço frenético do movimento Punk que teve como berço o Reino Unido.

Aparentemente a volta de Rick Wakeman ao grupo renovou os ares da banda, bem como de sua credibilidade que não chegou a estar em baixa por conta da gratíssima surpresa que foi presença de Patrick Moraz a frente dos teclados e que deixou sua marca em um dos álbuns mais aclamados da banda, mas como não era um emérito cidadão Bretão e lá com certeza isto conta muito, a volta do mestre teve um significado muito grande para os ingleses. 

Para finalizar, não resta alternativa, senão mais uma vez, indicar este álbum do Yes, à categoria dos trabalhos altamente recomendados, por seu conteúdo, por sua história e principalmente por ser o registro de um momento de reencontro para todos dentro e fora da banda, ou seja, era o Yes indo de encontro ao seu passado brilhante, mas focado no presente e já voltado para o futuro. 

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!

YES
Jon Anderson – Lead Vocals, Guitars, Harp & Percussion
Chris Squire – Bass Guitars, Backing Vocals
Steve Howe – Lead Guitars, Backing Vocals
Alan White – Drums & Percussion
Rick Wakeman – Keyboard

Disc One
01. Firebird Suite 01:54
02. Parallels 05:53
03. I've Seen All Good People 07:10
04. Close to The Edge 19:13
05. Wondrous Stories 04:15
06. The Colours Of The Rainbow 01:17
07. Turn Of The Century 07:58
08. And You and I 10:10

Disc Two
01. Rachmaninov's Piano Concerto 01:32
02. Going For The One 05:32
03. Flight Jam 04:28
04. Awaken 15:34
05. Roundabout 08:45
06. Yours Is No Disgrace 14:00

LINK

"Awaken - pt1"

"Awaken - pt2"

"Awaken - pt3"

"Parallels"

5 comentários:

  1. Olá, Gustavo

    Ótima postagem e resenha! Aliás a sua resenha é diretamente responsável pela importância desse ábum para aqueles que acompanham cronologicamente a história dessa MARAVILHOSA banda!

    Excelente! Parabéns!

    abraços

    Ricardo Triumvirat

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  2. Meu irmão,

    Essa turnê que gerou esse bootleg, é sem dúvidas um divisor de águas dentro Yes, foi o momento da virada da banda para manter-se viva no momento em que o Rock Progressivo começava a ter um forte declínio.....

    O astral deste bootleg é muito positivo....

    Hoje, se olharmos para trás, o Rock Progressivo está definitivamente solidificado, com a manutenção das antigas bandas e com o surgimento das novas bandas e dificilmente passará por uma situação que beirou sua extinção......

    Ricardo, mais uma vez te agradeço pelas palavras de consideração e carinho..... muito obrigado....


    PS: Achei bem legal aquele vídeo do Richie Havens......

    Forte abraço,

    Gustavo

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  3. Esse bootleg é realmente uma excessão às gravações de audiencia:sua sonoridade é grave com grande destaque para o baixo de Squire muito bem captado; bem como uma citação(não me lembro o blog) que considera neste album a melhor versão "live" de And You And I.Uma sugestão aos que forem tranferir a audição para o CD-audio, no Nero aumentar o agudo em 2 pontos(hi-Lift) e verá um resultado sonoro surpreendente para um "pirata"

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  4. Cara, seu Blog é MA-RA-VI-LHO-SO, a qualidade das postagens é ótima e com as suas explicações dá muito mais vontade de a gente ouvir o disco. Espero que continue postando coisas boas e que você tenha sucesso e ótima repercurssão sempre. Me sinto peqnino com o meu blog em relação ao seu,,
    qualquer coisa que precisar entre em contato com o MÁQUINA DE FAZER SONHOS, ok?
    Forte Abraço....

    Il Trovattore

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    Respostas
    1. Caro Il Trovattore,

      A honra é toda nossa em tê-lo, por aqui e te confesso que frequento o MÁQUINA DE FAZER SONHOS a muito tempo, antes mesmo de começar com este blog....

      Fico muito grato por suas palavras.......

      Volte sempre!!!

      Abraços,

      Gustavo

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