27 de mar de 2011

PENDRAGON - "Live...At Last And More" - 2002

Têm uma banda desta leva mais recente do neoprog que eu particularmente dou muito valor, esta é o Pendragon, por fazer um trabalho muito criativo, consistente e com uma personalidade extremamente convincente, mas que obviamente em seu intimo devem ter se apoiado em alguma referencia do passado, pois é muito difícil negar a influência que as grandes bandas do rock progressivo provocam na atual geração.

Mas isto são apenas algumas conjecturas de uma cabeça quase branca que gosta de ir um pouco além da música e tentar entender o processo de criação de bandas como esta, que estão sempre surpreendendo com suas músicas e suas apresentações. 

Não basta saber tocar um instrumento ou simplesmente ter uma boa e potente voz, tem que haver uma sintonia pessoal e profissional muito grande dentro do grupo, o processo criativo depende da harmonia entre seus criadores, mesmo que o tema ou idéia tenha partido apenas de um só, pois o resultado final depende do talento de todos. 

E é exatamente este sentimento que sinto em relação ao Pendragon, suas peças musicais são tão trabalhadas como às das grandes bandas do rock progressivo dos anos setenta, porém a atmosfera percebida não faz parte do contexto cientista, ela representa uma sonoridade mais moderna, até pelo fato de disporem de equipamentos mais modernos com recursos sofisticados, mas que mesmo assim dependem do talento de seus executores. 

"Live...At Last And More" concentra as melhores composições da banda e é tipo de álbum que a cada música, têm o convite a escutá-lo ou assisti-lo (originariamente produzido em DVD), renovado com muita facilidade, pois a integração existente entre a música e a banda é impar, dá gosto em ouvir e posso imaginar a sensação da união das imagens ao áudio. 

Muitas vezes eu me arrependo de fazer comentários a respeito da atuação dos músicos em suas apresentações, pois considero que é apenas uma opinião pessoal e que muitas vezes vai de encontro a outras opiniões em sentido oposto e como o blog é público, isto muitas vezes traz algumas complicações, mas não posso me furtar em relação a este álbum, pois todos sem exceção têm uma marcante participação nesta fabulosa apresentação. 

Obviamente Nick Barret com sua afiada guitarra e seu meloso vocal, bem como Clive Nolan, que é considerado um mestre dos teclados da nova geração progressiva, comandaram o show e a todos que lá estiveram com uma hipnose profunda por mais de noventa minutos ao sabor do que há de melhor que uma música pode oferecer, uma viagem, com direito a ficar fora da realidade e entrar em uma nova dimensão , mesmo que por alguns instantes, mas que de alguma forma nos marcam de forma positiva, sempre com boas recordações destes raros momentos.


ALTAMENTE RECOMENDADO!!! 

Musicians:
Nick Barrett / guitar, vocals
Peter Gee / bass
Clive Nolan / keyboards
Fudge Smith / drums

Tracks:
01. March Of The Torreadores (Intro) (0:43)
02. Nostradamus (3:03)
03. As Good As Gold (7:30)
04. Paintbox (7:34)
05. Breaking The Spell (8:19)
06. Guardian Of My Soul (12:58)
07. Back In The Spotlight (6:17)
08. The Last Man On Earth (14:35)
09. The Shadow (9:57)
10. Leviathan (6:43)
11. Masters Of Illusion (13:01)
12. The Last Waltz (Queen Of Hearts Part Three) (5:12)

LINK

"As Good As Gold"

"Breaking The Spell"

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