25 de mar de 2011

LANVALL - "Auramony" - 1996

Quando tive contato pela primeira vez com o álbum, "Auramony", eu imaginei que fosse mais uma banda de progressivo sinfônico, pois foi um ledo engano meu, pois por conta da dificuldade em pronunciar o próprio nome, Arbne Stockhammer, ele criou como nome artístico, "Lanvall"

De origem Austríaca, Arbne Stockhammer ou "Lanvall", mostrou-se como um guitarrista extremamente habilidoso e com um poder de criação muito forte e evidente, fazendo ainda todos os teclados com muita segurança e propriedade. 

A atmosfera criada para este álbum esta situada entre um leve rock sinfônico e a new age, sendo muito agradável de escutar, pois no lugar de uma potente e única voz, temos um coro de aproximadamente umas trinta vozes, o que o torna um álbum bem diferente. 

Como ultimamente tenho escutado muito os trabalhos do Steve Hackett dentro e fora do Genesis, senti certa semelhança com o modo de tocar e dos timbres produzidos por Arbne Stockhammer, mas este sentimento pode estar acontecendo por influência destas audições, mas o que importa é que estamos diante de um talentoso músico em seu segundo trabalho solo de Arbne Stockhammer e sim o segundo, que foi lançado em 1996 e que em 1988 fundou a banda EDEMBRIDGE de metal sinfônico, ele mostra muita personalidade como compositor e multi-instrumentista. 

A rigor eu deveria ter feito esta resenha para o primeiro trabalho solo que produziu em 1994, "Melolydian Garden", porém eu tive mais contato com este, que conceitualmente descreve as cores da aura humana baseado em uma narrativa lírica e etérea a respeito de um complicado e subjetivo tema, que confesso que o desconheço. 

Os músicos que o acompanham neste projeto também merecem ser destacados, pois também se mostraram muito seguros e talentosos, bem como os coristas que são extremamente homogêneos, afinados e altamente sintonizados com o contexto proposto por Lanvall

As músicas que mais chamaram a minha atenção foram: "Overture", "Yellow", "Green" e "Epilogue", onde pude perceber nestas músicas uma atuação maior de Lanvall nos teclados, pois sua guitarra do começo ao fim do álbum se faz presente e o coro soltou a voz de forma límpida e cristalina, mostrando todo seu potencial, parecendo ate como se fosse uma trilha sonora dos grandes filmes épicos medievais, mas cabe salientar que o conjunto da obra é muito atrativo e merecedor de ser escutado com muita atenção, pois certamente nele estão depositado muitas horas de talento de todos que dele participaram.


Musicians:
- Lanvall - electric and 12 String acoustic guitar, mandolin, piano, keyboards and pipe-organ 
- Gandalf - sitar and classical guitar on "Violet", 6 String acoustic guitar on "Green", electric guitar on Intro of "Yellow" 
- Peter Aschenbrenner - flutes 
- Ulbi Ulbricht - bass guitar 
- Thomas Schaufler - drums
- The Choir -   near than 30 persons


Tracks:
1 . Overture - Transcending into the Light (3:35)
2.  Red - My will is my Way (4:37) 
3.  Orange - Cogito Ergo Sum (5:12) 
4.  Blue - The Path of Love (6:22) 
5.  White - Reflection in the Mirror (4:56) 
6.  Violet - The Mystic Charm (5:42) 
7.  Yellow - Brainstorm Dancer (7:42) 
8.  Green - A Midsummernight's Stream (7:28) 
9.  Epilogue - Like a Rainbow (7:01)


"Blue - The Path of Love"

Abaixo está uma mostra do trabalho de Lanvall com sua banda EDENBRIDGE


"Higher (Official)"

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