30 de nov de 2010

ELOY - "Visionary" - 2009

O título deste álbum, "Visionary", faz jus ao seu criador Frank Bornemann, que sem dúvida alguma é um visionário que está sempre muito além de seu tempo nos surpreendendo a cada novo trabalho e o melhor de tudo é que ele não tem pressa, pois este álbum é lançado onze anos depois de "Oceans 2", apto a atrair a quem o escutá-lo uma única vez.

Neste trabalho, nós somos remetidos à fase áurea do rock progressivo, pois os conceitos mais fundamentais desta complicada vertente musical são resgatados e adaptados à nova realidade em que vivemos e ao mesmo tempo em que estes elementos do passado são utilizados a sensação é de escutar algo novo, sem o ranço de um saudosismo recuperador que às vezes nós mesmos buscamos por falta de novas opções musicais.

Frank Bornemann está como sempre esteve, irresistível em suas composições, sua guitarra está mais afiada que uma navalha e sua voz pouco mudou com tempo e como sempre, não se fez de rogado, montou a estrutura da banda da melhor forma possível, já que o Eloy praticamente a cada álbum tem uma nova formação, então um velho e conhecido parceiro, Klaus-Peter Matziol que teve a honra de participar da melhor fase da banda entre 1975 e 1980, reúne-se mais uma vez ao grupo e dá, sua fundamental contribuição.

Não bastasse isso, nos teclados, Michael Gerlach e Hannes Folberth dão um show à parte com seus sintetizadores e Bodo Schopf fazendo muito bem a sua parte na bateria e percussão, fecham o primeiro escalão da banda que ainda recebeu um reforço extra com músicos convidados que fecham o elenco que formou a banda para este álbum.

A música de abertura, "The Refuge" já indica o que se pode esperar de um álbum tão tardio, tão fora de sua época, a não ser uma gratissima surpresa, um álbum muito bom e que certamente agradará a que já está ou não familiarizado com a banda, tendo em vista que é um trabalho vigoroso com poucos momentos de tranquilidade, mas com muitos sintetizadores nervosos orquestrando o complexo enredo musical criado a partir da louca e genial mente de Frank Bornemann.

Gostaria apenas de destacar três musicas que me chamam muito a minha atenção, "Age of Insanity", "The Challenge" que é uma continuação para "Time to Turn" e "Age of Insanity", primeiramente por serem músicas com uma qualidade musical que há muito tempo eu não escutava e em um segundo plano, este de ordem pessoal, todas as vezes que as escuto, me lembro de situações vividas a mais de trinta anos atrás em que a trilha sonora fatalmente era algum álbum do Eloy ou alguma outra grande banda, pois naquela época era o que mais escutava, juntamente com Yes, ELP, Camel e Genesis, me proporcionando momentos de profunda alegria e bem estar que renovam a alma profundamente.

Musicians:
Frank Bornemann (lead vocals, guitar)
Michael Gerlach (keyboards)
Hannes Folberth (keyboards)
Klaus-Peter Matziol (bass)
Bodo Schopf (drums, percussion)

Guest Musician:
Anke Renner (vocals)
Tina Lux (vocals)
Volker Kuinke (flute)
Christof Littmann (keyboards and orchestrations)
Stephan Emig (percussion)


Track Listing:
01. The Refuge 4:54
02. The Secret 7:44
03. Age of Insanity 7:55
04. The Challenge (Time to Turn Part II) 6:43
05. Summernight Symphony 4:27
06. Mystery (The Secret Part II) 9:01
07. Thoughts 1:24

LINK.

"Age of Insanity"

"The Challenge (Time to Turn Part II)"

"Eloy The Making of Visionary"

29 de nov de 2010

EDGAR FROESE - "Stuntman" - 1979

Para os amantes da música eletrônica, aqui está mais uma pérola musical   do gênio alemão, Edgar Froese, com seu álbum "Stuntman", acompanhado apenas de Klaus Kruger na bateria para mais uma demonstração de talento e criatividade.

Em paralelo com seu trabalho no Tangerine Dream, Edgar Froese nas horas vagas, dedica o seu precioso tempo a mais experimentalismos e invenções musicais que de alguma forma acabam se agregando ao trabalho rotineiro de sua principal banda, enriquecendo mais ainda a sua obra.

Este álbum, "Stuntman", gravado em 1979, um belíssimo álbum, repleto de arranjos e harmonizações com o toque de Midas que só os grandes mestres da música têm, pois não é para qualquer um desenvolver um trabalho musical com características de certo modo extravagantes e complexas e ainda por cima ter que levar nas costas o peso de um Tangerine Dream que tem um imenso público que é fiel à sua obra, mas muito exigente e ávido por grandes performances musicais, sempre esperando de seu gênio uma nova  e iluminada perspectiva sonora.

Cada novo álbum tem que ter um sólido enredo, uma nova história, uma nova dimensão musical que nos envolva e nos leve para uma viagem musical que comece na primeira faixa e vá até última com gosto de quero mais.

Este trabalho em  especial, Edgar Froese  provavelmente dedicou todo seu potencial criativo, tornando este trabalho um dos melhores que já produziu ao longo de sua brilhante carreira.

Musicians
Edgar Froese / synthesizer, guitar, piano, keyboards, vocals
Klaus Kruger / drums

Track-list:
1. Stuntman (4:18)
2. It Would Be Like Samoa (10:46)
3. Detroit Snackbar Dreamer (6:33)
4. Drunken Mozart in the Desert (10:00)
5. A Dali-Esque Sleep Fuse (8:33)
6. Scarlet Score for Mescalero (4:20)

LINK.

"Stuntman"

"Drunken Mozart in the Desert"

26 de nov de 2010

LENNON & MACCARTNEY - ORIGINAL SOUNDTRACK - "All This and World War II" -1976

No embalo da presença de Paul MacCartney no Brasil, lembrei-me de uma trilha sonora no mínimo fantástica, que traz um elenco de ouro de músicos para interpretarem os grandes sucessos do Beatles para o filme documentário, "All This and World War II" que foi lançado em 1976.

Acredito que não tenha passado aqui no Brasil, pois o que consegui apurar é que o filme ficou apenas uma semana em cartaz quando lançado, existindo hoje em dia poucas cópias que estão na mão de colecionadores, pois não houve a comercialização de fitas VHS ou DVD para este filme.

Se não bastasse às músicas serem de quem são, os convidados são do mais alto escalão musical do planeta e o mais legal de tudo foi à união da diversidade musical, pois foram colocados lado a lado, representantes do mundo pop, hard rock e até do mundo prog, mas com uma homogeneidade entre as músicas muito interessante, talvez por conta dos arranjos que foram feitos para darem sentido as cenas reais que fazem parte do documentário sobre a Segunda Grande Guerra Mundial e, diga-se de passagem, muito bem acompanhados pela "THE LONDON SYMPHONY ORCHESTRA".

No caso aqui não cabe fazer um comentário sobre as músicas, mas sim sobre algumas interpretações que gostaria de destacar, como a do Ambrosia que abre o álbum com "Magical Mistery Tour" , Elton John e sua famosa versão para  "Lucy In The Sky With Diamonds", o figuraça do Rod Stewart com "Get Back", Roy Wood sinicamente cantando "When I'm Sixty-Four" está fantástico; o gênio do Jeff Lynne cantando duas em seguida, "With A Little Help From My Friends" e "Nowhere Man" e Peter Gabriel cantando "Strawberry Fields Forever" com sua voz conseguiu dar uma nova leitura a este clássico.

A bem da verdade, todas as músicas do álbum estão perfeitas e interpretações a parte, a origem destas músicas carrega o peso de uma dupla de compositores que dificilmente algum dia serão superados ou sequer igualados em criatividade musical e talento que uma força superior fez o favor de unir pelo tempo necessário para produzirem as músicas mais cantadas do planeta.

Track-List:
01. Magical Mistery Tour - AMBROSIA
02. Lucy In The Sky With Diamonds - ELTON JOHN
03. Golden Slumbers Carry That Weight - THE BEE GEES
04. I Am The Walrus - SPOOKY TOOTH
05. She's Leaving Home - BRYAN FERRY
06. Lovely Rita - ROY WOOD
07. When I'm Sixty-Four - KEITH MOON
08. Get Back - ROD STEWART
09. Let It Be - LEO SAYER
10. Yesterday - DYVID ESSEX
11. With A Little Help From My Friends - Nowhere Man - JEFF LYNNE
12. Because - LYNSEY De PAUL
13. She Came In Through The Bathroom Window - BEE GEES
14. Michelle - RICHARD COCCINTE
15. We Can Work It Out - THE FOUR SEASONS
16. The Fool On The Hill - HELEN REDDY
17. Maxwell's Silver Hammer - FRANKIE LAINE
18. Hey Jude - THE BROTHERS JOHNSON
19. Polythene Pam - ROY WOOD
20. Sun King - THE BEE GEES
21. Getting Better - STATUS QUO
22. The Long And Winding Road - LEO SAYER
23. Help - HENRY GROSS
24. Strawberry Fields Forever - PETER GABRIEL
25. A Day In The Life - FRANKIE VALLI
26. Come Together - TINA TURNER
27. You Never Give Me Your Money - WILL MALONE & LOU REIZNER
28. The End - THE LONDON SYMPHONY ORCHESTRA

LINK.

"All This and World War II - theatrical trailer 1976"

"Strawberry Fields Forever - PETER GABRIEL"
"Lucy In The Sky With Diamonds - ELTON JOHN"

25 de nov de 2010

PINK FLOYD - "Just Warming Up" - 1994

Mais uma super apresentação do fenômeno musical Pink Floyd, desta vez em Tampa, Flórida, USA e o ano é 1994 e escutando este álbum algumas vezes, acabo chegando à conclusão que mesmo passando tanto tempo da criação destas músicas, elas continuam tão atuais como da época da sua criação.

Isto  me leva a crer que esta situação se dá pelo fato de serem músicas que sempre estiveram fora de seu tempo com um efeito de renovação espontânea constante que tanto prende quem viveu a época e ao mesmo tempo consegue capturar as novas gerações.

Mas isso só acontece com os grandes expoentes artísticos e um exemplo bem recente nós tivemos com a presença de Paul MacCartney no Brasil, levando uma multidão ao delírio em suas apresentações, basicamente apoiada nos sucessos do passado, ai, leia-se Beatles e Wings (fraquinho o rapaz, não??).

A idade do fã não fez a menor diferença, pois o ídolo com seus quase setenta anos de vida, praticamente um "Yoda" do rock, com seu talento e principalmente com seu carisma e vigor, provocou um impacto emocional tão grande, atingindo de forma homogênea a todos que estiveram presentes aos seus shows, não escapando um, teve muito macho escondendo as lagrimas no canto dos olhos.

Eu acredito que um show do Pink Floyd cause a mesma emoção, mesmo que seja  um curto show para os padrões da banda e este,  batizado de "Just Warming Up" que foi gravado em maio de 1994 e serviu de base e aquecimento para a gravação do álbum, "Pulse", editado no início de 1995, para  a turnê de divulgação do álbum "The Division Bell", editado em 1994, deve ter provocado fortes emoções a quem o assistiu.

Band:
David Gilmour - guitarras, voz,
Nick Mason - bateria e percussão
Richard Wright – teclados e voz
Guy Pratt - baixo
Gary Wallis - percussão
Tim Renwick - guitarras


Track-list:
01. Shine On You Crazy Diamond
02. High Hopes
03. Breathe
04. Time
05. The Great Gig In The Sky
06. Lost For Words
07. Wish You Were Here
08. Money
09. Us And Them

LINK.


"Shine On You Crazy Diamond"

23 de nov de 2010

YES - "Nine Voices In Chicago" - 2002

Em contraponto com a ultima postagem do Yes que fiz há alguns dias atrás, este álbum, "Nine Voices In Chicago", gravado em 2002,  está menos carregado de dramas, tem Rick Wakeman de volta, os tempos são outros, com tempo o gosto pelas coisas vai mudando e tem muito metaleiro começando a fazer um progmetal de primeira e de certa forma a banda está consolidada emocionalmente, apenas com uma ou outra saída de Rick Wakeman para cumprir os compromissos de sua carreira solo.

Os shows já não acontecem em grandes estádios, mas em casas de espetáculos, sofisticadas, com direito a garçom e tudo mais, sinal da evolução dos tempos, mérito para eles, pois continuam com o mesmo vigor e disposição de mostrar sua música da forma mais rebuscada, pois é exatamente o que seus fãs estão esperando, tendo em vista que o tempo das vacas magras acabou, pois o punk rock é falecido e a ordem está mais uma vez restabelecida.

Nada contra o punk rock ou qualquer outro estilo musical, mas ficarmos privados de bandas como Yes e tantas outras que amamos, em detrimento de movimentos musicais de fraca consistência musical que só servem para encher o bolso de gravadoras e rádios FM's em um curto espaço de tempo, mostrando a incompetência que impera neste mundo, pois trabalhos de diversas bandas dos anos setenta fazem parte dos catálogos das diversas gravadoras e vendem muito até hoje.

E na verdade não há magia negra alguma para isso acontecer, pois como são trabalhos de qualidade indiscutível, o tempo não é um limitante e não me refiro apenas às bandas de rock progressivo, pois sem medo de errar, posso citar o Deep Pruple, Iron Maiden, Led Zeppelin, Black Sabath e tantas outras que até hoje enchem os cofres das gravadoras, conquistando as novas gerações com uma música do passado que quanto mais velhas vão ficando, mais o seu poder de atração vai aumentando, viva o rock!!!!!! Sempre!!!!!!

Acabei por fugir do assunto principal que é o álbum "Nine Voices In Chicago", mas como se trata do Yes que não necessita de maiores apresentações de suas músicas ou da banda que está com sua melhor formação, mesmo porque, dificilmente quem está habituando a frequentar os milhões de blogs existentes, já deve ter escutado falar do Yes pelo menos uma vez na vida e caso isso não tenha acontecido, não há o menor problema, é só escutar este ou qualquer outro álbum da banda, para em frações de segundo estar intimo como velhos amigos.

Musicians:
Jon Anderson
Chris Squire
Steve Howe
Rick Wakeman
Alan White

Track-list:

CD1
01. Firebird Suit
02. Siberian Khatru
03. Magnification
04. Don't kill the whale
05. In the presence of
06. We have heven
07. South side of de sky
08. Close to the edge
09. In the course if the day
10. The clap

CD2
01. Nine Voices
02. Wakeman Solo
03. Heart of the sunrise
04. Long distance runaround
05. White fish,
06. On the silent wings of freedom
07. Awaken
09. Starship Trooper

LINK.

"Siberian Khatru"

"Starship Trooper"

22 de nov de 2010

ELP - "Historical At An Exhibition" - 1993

O nome do álbum, "Historical At An Exhibition", realmente está à altura de seu conteúdo e faz jus a uma das melhores apresentações já feitas pelo ELP após os anos oitenta, um primor de espetáculo, com a voz de Greg Lake tão potente quanto a que tinha no início de sua carreira, Keith Emerson e Carl Palmer, simplesmente irresistíveis, aliás, como sempre.


Este show aconteceu na Argentina, em abril de 1993, no Obras Sanitarias Stadium, na cidade de Buenos Aires.


Bem, sobre as músicas, pouco há o que falar, pois são de conhecimento mundial e não caberia tecer algum comentário sobre uma ou outra música, mas o importante mesmo, é que as músicas varrem praticamente toda a carreira da banda até aquele momento em que estavam, no ano de 1993, então é possível fazer uma viagem no tempo e ter uma panorâmica da obra  e ainda relembrar músicas, onde algumas delas estão com mais de quarenta anos, mas que continuam nos emocionando e encantando novos corações.


O ELP, um dos expoentes máximos do rock progressivo, conseguiu sobreviver aos tempos, graças à união de três excepcionais músicos que quando combinados, produzem a química necessária e mais que suficiente para arrebatar fãs em todo o planeta até hoje.


Musícians:
Keith Emerson,
Greg Lake
Carl palmer

Track List:

Disc 1
01. Opening
02. Tarkus
03. Knife Edge
04. Paper Blood
05. Black Moon
06. Piano Solo
07. Creole Dance
08. From The Beginning
09. C'est La Vie
10. Lucky Man
11. Honky Tonk Train Blues

Disc 2
01. Touch And Go
02. Pirates
03. Hoedown
04. Inst Jam
05. Pictures At An Exhibition (Incl. Drum Solo)
06. Fanfare For The Common Man - America - Rondo


"Pictures At An Exhibition - Promenade & The Gnome"

20 de nov de 2010

STEVE HOWE TRIO - "Live in Toronto" - 2008

Quem diria, Steve Howe virou a casaca e formou um trio de jazz, com seu filho, Dylan Howe e o excelente organista Ross Stanley, revelando seu lado jazzístico que provavelmente deveria estar escondido nas profundezas do rock progressivo que por tantos anos o acompanha. 

Além de novas músicas, alguns mitos musicais do Yes não escaparam desta cirurgia plástica musical e são tocadas em um ritmo inimaginável, parecendo música de churrascaria de estrada, mas como genialidade faz parte do currículo de Steve Howe, esta minha citação é apenas uma gozação, pois o resultado ficou surpreendente e os amantes do puro Jazz vão ter uma grata surpresa.

Os mitos musicais do Yes a que me refiro são, Siberian Khatru, Mood For A Day e A Venture/Close To The Edge, que tiveram seu arranjo modificado e adequado ao mundo jazz, mas como ele é um dos donos destas músicas, tem todo o direito de modifica-las a seu bel prazer, ainda mais se o resultado é tão positivo como o que ele conseguiu obter, só resta para nós simples mortais e ouvintes de suas musicas, aplaudi-lo de pé, pois como de costume, mais uma vez ele botou seu talento e criatividade musical à disposição de todos nós.

As demais músicas que são para mim inéditas com exceção de “He Ain't Heavy, He's My Brother”, estão carregadas do mais puro e fiel jazz, super agradáveis de escutar, modernas e envolventes e para quem já conhece o trabalho de Steve Howe dentro e fora do Yes, é uma gratíssima surpresa conhecer este lado jazz de um dos maiores guitarristas de rock de todos os tempos.

Fora isto tudo, a escolha dos demais membros, foi super acertada, pois seu filho, Dylan, na bateria dá um show à parte, confirmando o ditado popular que "filho de peixe, peixinho é" e Ross Stanley com seu órgão está hipnótico e o conjunto da banda é fora de série, muito bom mesmo, parecendo o "Niacin" ou coisa parecida. 

Quem se aventurar a escutá-lo, com certeza não vai se arrepender, mas certamente se surpreender.

Musicians:
Steve Howe: electric and acoustic guitar
Ross Stanley: hammond organ
Dylan Howe: Drums

Track-list:
01 - Sweet Thunder
02 - Dream River
03 - Chatter and Band Introduction
04 - Travelin'
05 - The Haunted Melody
06 - Tune Up
07 - Siberian Khatru
08 - Mood For A Day
09 - Blue Bash
10 - He Ain't Heavy, He's My Brother
11 - Momenta
12 - Kenny's Sound
13 - Crowd
14 - Laughing With Larry
15 - A Venture/Close To The Edge

LINK.

"Siberian Khatru"

19 de nov de 2010

RICK WAKEMAN - "Santiago 2000" - 2000

Com o passar do tempo, Rick Wakeman não só aprimorou sua invejável técnica como também resolveu simplificar sua vida, realizando shows sem grandes parnafenálias e pirotecnias, mas focando na música que é o que realmente interessa para todos nós.

Este show gravado em 2000, no Chile, mais precisamente no Estádio "Victor Jara", retrata bem esta situação que no mínimo é muito inteligente, pois facilita sua locomoção para diversos países, sempre lotando os estádios e casas de show por onde passa, com seus fãs simplesmente ávidos por suas músicas e nada mais.

E este show está na medida certa para prender a atenção de qualquer cristão, muçulmano, umbandista, budista, hinduísta e outros que o valham, pois o elenco de músicas não poderia ser melhor, pois só grandes sucessos são executados pela sua super banda, que conta com a ajuda de seu filho Adam Wakeman que manda muito bem nos teclados, na bateria o velho e inseparável amigo Tony Fernadez, na guitarra Ant Glynne , no baixo Lee Pomeroy e nos vocais o figuraça do Damiam Wilson que não tem a mesma potencia de voz de um Hashley Holt, mas com categoria se sai muito bem também.

E Rick Wakeman ???, Nem me atreveria a comentar nada menos que, fantástico??, o cão chupando manga???, imbatível e insuperável???, magistral??? ou um mago que faz com que suas mãos deslizem sobre os vários teclados e quase sempre de olhos fechados???, sera que esqueci-me de algum adjetivo???.

Bem, se alguém se lembrar de mais algum, avisem que eu completo a lista.

Preciso recomendar este álbum????   Acho que não!!!!    Uma boa audição a quem tiver coragem de baixá-lo.

Músicos:
Rick Wakeman
Adam Wakeman
Tony Fernadez
Lee Pomeroy
Ant Glynne

Set-list:

CD1
01. Lancelot and the Black Knight
02. Catherine Howard/Catherine Aragon
03. The Visit
04. Journey to the Center of the Earth
05. Catherine Parr

CD2
01. Merlin the Magician
02. Jane Symour
03. No Eartly Connection/The Prioner
04. Buried ALive
05. 1984
06. Starship Trooper

LINK.   
"Starship Trooper"

18 de nov de 2010

YES - "The Story of Relayer" - 1976

O álbum "Relayer" que foi gravado em 1974, representou um divisor de águas dentro do Yes, pois em um difícil momento que a banda enfrentava com a saída de Rick Wakeman e a entrada de Patrick Moraz, até então uma incógnita, pois ninguem poderia imaginar o aconteceria e levando-se em conta que não seria fácil substituir o antecessor a altura, veio a grata surpresa.

Patrick Moraz com tendências menos clássicas e aberto a experimentações e improvisos jazzísticos, sem querer, foi a salvação do Yes em um futuro muito próximo, pois apesar de ter feito relativo sucesso com o álbum "Relayer", a banda começava a ser muito criticada pelos excessos que o rock progressivo permite e com tendências musicais mais simplistas e ao mesmo tempo explosivas se aproximando com o surgimento do movimento Punk.

E pelo incrível que pareça, foi uma das bandas que melhor se saiu e conseguiu sobreviver ao ostracismo que o rock progressivo foi submetido aquela época de anarquia musical, liderada por bandas como Sex Pistols, The Clash e algumas outras que não me lembro e que faziam um sucesso enorme com músicas de três ou quatro acordes.

Mas desgraças a parte, esta compilação, "The Story of Relayer", gravado em 17 de junho de 1976, é um importante registro que a banda ainda tinha muito a contribuir com sua música, pois o arranjos mostram-se mais leves e um pouco menos complexos, mesmo para as músicas anteriores ao álbum "Relayer", demonstrando que a banda estava antenada para os acontecimentos e queria permanecer viva.

O arranjo para "Long Distance Runaround" é no mínimo fantástico, onde até Steve Howe botou as manguinhas de fora e deu uma rápida  improvisada, bem interessante, para emendar em sua amada "The Clap" e em seguida passar para "Heart of the Sunrise" que ganhou uma nova introdução em seu arranjo.

As músicas "Sound Chaser" e "Gates of Delerium" são tocadas impecavelmente como no álbum de estúdio, com a voz de Jon Anderson super afinada e os teclados de Patrick Moraz, afiados como navalhas, nos momentos em que são solicitados.

Uma referencia ao passado é feita com a música "I'm Down" que tocada em um tom de rebeldia, caracterísica dos Beatles, aproxima o Yes de um público ávido por musicas mais simples e dançantes.

Como um Yesmaníco que sou, não posso deixar de recomendar este álbum, pois ele acontece em um momento histórico para a banda e também é o registro do talento de cinco excepcionais músicos.

Músicos:

Jon Anderson,
Patrick Moraz,
Steve Howe,
Chris Squire,
Alan White,

Track-list:

CD-1
01 - Opening;
02 - Siberian Khatru;
03 - Sound Chaser;
04 - I've seen all good People;
05 - Long Distance Runaround;
06 - Clap;
07 - Heart of the Sunrise;

CD-2
01 - Gates of Delerium;
02 - Ritual;
03 - I'm down;
04 - Roundabout;

NEW LINK  
"Sound Chaser"

"I'm Down"

17 de nov de 2010

PENDRAGON - "The Window of Life" - 1993

O Pendragon, assim como IQ e o Marillion, foram as bandas responsáveis pela sobrevida que o rock progressivo teve ao final dos anos setenta, pois com o fortalecimento do movimento Punk na Europa e principalmente na Inglaterra, o desgaste do movimento anterior era latente e estava em um momento agonizante.

O que se percebe na música do Pendragon, é que houve uma síntese e uma sinergia muito bem feita dos elementos musicais encontrados em bandas como, Pink Floyd, Genesis e Yes e fundidos em um só, sob uma química perfeita gerando um novo movimento, conhecido como Neoprogressivo ou coisa semelhante.

Mas no fundo, são os mesmos elementos encantadores e cativantes do passado sob uma nova ótica, mais moderna, que permitiu que as grandes bandas do início da década de setenta tivessem o seu devido reconhecimento e a oportunidade de continuar na ativa com algumas mudanças de ordem estrutural e filosóficas.

O álbum, "The Window of Life", de 1983 é um bom exemplo para esta teoria, tendo em vista a semelhança de enredos, timbres de instrumentos e arranjos musicais sinfônicos, sustentados por potentes sintetizadores e guitarras tocadas bem ao estilo de David Gilmor, mas sem aquela tendência a uma mera cópia, mas ao contrário disto, acompanhada do aperfeiçoamento do modo de tocar de um dos maiores guitarristas da humanidade.

A primeira faixa "The Walls Of Babylon" começa em um misto da introdução de "Shine on You Crazy Diamond" e "Watcher Of The Skies", simplesmente fantástica e as músicas, "Breaking The Spell", "The Last Man On Earth" e "Nostradamus", faço questão de destacar também, pois são peças musicais de grande valor que espelham o talento da banda em compor e executar suas músicas. 

Musicians:
Nick Barret: guitarra, vocal
Rick Carter: teclados
Fudge Smith: baterìa
Peter Gee: baixo
Simon Foster: armonica

Track-list:
1. The Walls Of Babylon
2. Ghosts
3. Breaking The Spell
4. The Last Man On Earth
    I. Skylight
    II. Paradise Road
5. Nostradamus (Stargazing)
6. Am I Really Losing You?

LINK.

"The Walls Of Babylon"

"Breaking The Spell"

16 de nov de 2010

TANGERINE DREAM - "Turn of The Tides" - 1994

Na busca de um material para outra postagem, "mirei no que vi e acertei no que não vi" e com este ato falho, deparei-me com esta obra prima, "Turn of The Tides" de 1994 do Tangerine Dream que confesso que não o conhecia, uma lástima, pois é um magnífico trabalho produzido a mais de uma década e eu na minha ignorância desconhecia a sua existência.

Com uma sonoridade diferente e especial, talvez por não estar tão eletrônico como de costume, pois os instrumentos de sopro e os vocais de fundo inseridos nas músicas dão a medida certa para uma música que funde diversos estilos musicais em um só, muitas vezes ocorrendo em uma única música, são alguns dos elementos que diferenciam este álbum.

Como ouvi pouquíssimas vezes, posso estar enganado nos meus sentimentos, mas esta é a impressão inicial que tive, pois a música de abertura, "Pictures at an Exhibition" de Modest Mussorgsky, muito bem explorada pelo ELP e aqui tocada de forma solene, indicava os rumos que este álbum poderia estar seguindo.

Ledo engano, todas as músicas estão surpreendentes, pois sob uma leve atmosfera eletrônica e em alguns momentos com batidas jazzísticas e vez por outra com batidas bem rock, somando-se em determinados momentos a  alguns rifs de guitarra muito característicos da música espanhola, que soam como o dedilhar de Al Di Meola em seu violão, foram alguns dos ingredientes que consegui captar, além é claro da inserção dos instrumentos de sopro que humanizaram as músicas.

A música título que fecha o álbum, "Turn of The Tides" possui tantos elementos musicais que fica difícil descrevê-la, mas em poucas palavras, ela começa com uma batida bem disco, acompanhada de uma potente guitarra que navega suavemente sobre a atmosfera eletrônica dos sintetizadores de fundo durante sua execução, para ao final terminar com um canto e percussão de características africanas que arrepia e emociona a qualquer um, basta ter um ouvido em  funcionamento. 

Considero esta diversidade musical, coisa de gênio e como no caso, o gênio é Edgar Froese, o resultado não poderia ser outro, pois mais uma vez, somos brindados com o talento e genialidade de um músico como poucos, que em quatro décadas, soube acompanhar a evolução musical imposta por novas tendências sem perder sua personalidade e identidade musical.

Realmente não me resta muito mais a dizer, a não ser que recomendo muito este álbum, pois para mim foi uma gratíssima surpresa ao escutá-lo pela primeira vez e com certeza será para outros que por ventura ainda não o conheçam.

Musicians
- Edgar Froese / keyboards, lead guitar, drumming
- Jerome Froese / keyboards, drumming, lead guitar
- Zlatko Perica / lead guitar, rhythm guitar
- Linda Spa / Alto saxophone, Tenor saxophone, Soprano saxophone
- Jamie Klimek / backing vocals
- Julie Ocean / backing vocals
- Roland Braunstein / trumpet

Tracks Listing
1. Pictures at an Exhibition  (3:01)
2. Firetongues (6:32)
3. Galley Slave's Horizon (7:47)
4. Death of a Nightingale (5:30)
5. Twilight Brigade (9:45)
6. Jungle Journey (6:34)
7. Midwinter Night (4:38)
8. Turn of the Tides (7:40)

LINK.

"Jungle Journey"

"Midwinter Night"

13 de nov de 2010

GROBSCHNITT - "Die Grobschnitt Story 1 e 2" - 1994/1998

Como já a algum tempo eu não postava alguma pérola musical do Grobschnitt, vamos então para uma postagem dupla com a série, "Die Grobschinitt Story 1 e 2" de um total de dez volumes com praticamente toda a obra da banda.



Já que estamos, no meio de um feriadão, o negócio é pouco papo e muita música, portanto mãos-a-obra, download feito, diversão garantida.

Um feriadaço a todos!!!!!!

Disc 1:
01. Epilog (1:54)
02. Winfrid's worte (1:42)
03. Live-intro '81 (4:17)
04. Razzia(remix) (7:07)
05. Die Panne von Osnabrück (4:15)
06. Vater Schmidt in Wuppertal (10:10)
07. Interview HLV-III (3:25)
08. Sweetwater (4:39)
09. Raintime-session (5:16)
10. Interview WDR-II (1:28)
11. Dimple Street (0:22)
12. Der Zauberer (3:57)
13. Sahara-show (6:07)
14. Bielefelder Sinfonie (15:17)
15. Interview AFN (0:39)
16. Solar impro (4:15)
17. Live-finale '81 (2:08)

Disc 2:
01. Space-rider (6:08)
02. Lupo whips it out (2:34)
03. Illegal (10:48)
04. Solar Music (power play) (37:20)
05. Introduction '81 (9:46)
06. Goodbye Illegal (10:19)

LINK.

"Illegal"

"Solar Music"



11 de nov de 2010

SUPERTRAMP - "Live in Munich" - 1983

Atribuído erroneamente como a última apresentação de Roger Hodgson pelo Supertramp, este show gravado na Alemanha em 1983, "Live in Munich", na realidade foi a despedida dele por lá, pois muitas outras apresentações foram realizadas depois desta em outros países com a banda completa.

Confusões a parte, o que realmente interessa é que foi uma apresentação muito vibrante, ao melhor estilo do Supertramp, com todos dando o melhor que poderiam dar, aliás, o que é de costume da banda e com uma simplicidade invejável, pois são músicas extremamente bem estruturadas, calcadas em arranjos de fácil compreensão, entrelaçando os diversos instrumentos e vozes, resultando em belas e contagiantes canções com um mínimo de esforço e um resultado sempre positivo.

A rigor, a simplicidade musical é a tônica da banda, que passa a ser o elemento chave que possibilita ao Supertramp conquistar uma legião de fãs espalhadas pelo planeta e que simplesmente gostem de escutar música, independente de estilos ou tribos que façam parte.

E o mais interessante, é que passados quatro décadas desde o seu surgimento, o Supertramp contínua a ganhar simpatizantes, que ao primeiro contato com a banda, são atraídos e cativados eternamente, pois sua música é irresistível.

Especificamente sobre este álbum, o enredo não poderia ser melhor, pois as músicas mais conhecidas do gosto popular estão presentes e executadas de forma impecável, espelhando o verdadeiro espírito de uma das bandas mais queridas do mundo do rock.

No mais, é só aproveitar  muito este super show que está com uma gravação excelente.

Músicos:
Rick Davies – teclados e voz
John Helliwell – saxofone, teclados
Roger Hodgson – guitarra; teclados e voz
Bob Siebenberg – bateria
Dougie Thomson – baixo

Track-listening:

01 Crazy
02 Ain’t Nobody But Me
03 Breakfast In America
04 Bloody Well Right
05 It’s Raining Again
06 Put On Your Old Brown Shoes
07 Hide In Your Shell
08 Waiting So Long
09 Give A Little Bit
10 From Now On
11 The Logical Song
12 Goodbye Stranger
13 Dreamer
14 Rudy
15 Fool’s Overture
16 School
17 Crime Of The Century

LINK.


"Put On Your Old Brown Shoes"

"Give A Little Bit"

10 de nov de 2010

ELOY - "Live BBC Session" - 1983

Qualquer assunto relacionado ao Eloy que encontro, para mim é motivo de muita satisfação, pois não é muito comum encontrar material disponível sobre a banda, portanto é um dever meu em disponibiliza-lo para todos que gostem da banda.

Este mini álbum, "Live BBC Session" foi gravado durante a transmissão de um programa de rádio, chamado, "Friday Rock Show" em julho de 1983 e como sempre, inspirado na figura talentosa e carismática de Frank Bornenann, a viagem  musical está mais que garantida. 


As músicas são oriundas dos álbuns, "Time to Turn" e "Performance" e para esta gravação,  além de Frank Borneman, estiveram presentes os músicos, Klaus Peter Matziol, Hannes Folbert, Fritz Randow e Hannes Arkona.

Como de costume, vou me declarar totalmente parcial e tendencioso e recomendar muito, mais um trabalho do Eloy, que apesar de todas as mudanças de integrantes que sofreu e sofre até hoje, sempre produziu um trabalho digno e merecedor dos maiores elogios.

Musicians:
Frank Borneman -  vocal e guitarra
Klaus Peter Matziol - Baixo
Hannes Folbert - teclados
Fritz Randow - bateria
Hannes Arkona - guitarra e teclados

Track-listening:
1.On The Verge Of Darkening Lights
2.Fools
3.Heartbest
4.Through A Sombre Galaxy

NEW LINK

"Through A Sombre Galaxy"
"Heartbest"

9 de nov de 2010

XANG - "Destiny of Dream" - 1999

No norte da França, quatro exímios músicos se juntam e formam o Xang, banda de Neoprog bem ao estilo de Marillion, Pendragon, IQ e outros do gênero que serviram de inspiração para que toda a criatividade  fosse lapidada ao melhor estilo.

Possuidores de uma forte batida e guitarras bem nervosas, se equilibram com os sintetizadores e baixo que ajustam a tônica da banda, levando o ouvinte a uma viagem instrumental repleta de surpresas promovida pelo rock visceral e pesado, mas sem exageros, com uma navegação garantida sobre os solos de sintetizadores e guitarras.

Este é o álbum debut da banda, intitulado, "Destiny of Dream", totalmente instrumental onde os músicos esbanjam talento em performances dignas das grande bandas de rock e isto é facilmente percebido pelo equilíbrio das músicas onde a difícil equação musical do peso do metal e do rock progressivo é resolvida brilhantemente.

Fica difícil destacar um ou outro músico em uma banda onde a homogeneidade prevalece, mas o que percebi, foi a guitarra muito próxima ao estilo de Steve Hackett em diversos momentos e em outros a bandas de speed metal; o baixo e o teclado com timbres ao estilo do Marillion e a bateria bem similar ao Dream Theater por conta das batidas frenéticas que acompanham e marcam o ritmo em todas as músicas.

Outra tarefa difícil seria destacar as músicas, que são o produto da criação da banda, onde a transferência do equilíbrio exato dos arranjos, concede a cada música, uma história única, cantada não com a voz humana, mas com a emoção que emana de todos os instrumentos que a executaram, nos levando irremediavelmente a uma viagem musical lisérgica, pois a música produxida é contagiante e hipnótica.

Musicians:
Vincent Hooge / keyboards
Antoine Duhem / guitars
Matthieu Hooge / bass
Manu Delestre / drum

Tracks Listing:
1. The Revelation / Gaïa (7:26)
2. Misgivings / Guernica (4:51)
3. My Own Truth (5:22)
4. The Prediction (7:03)
5. The Dream (3:32)
6. Bitterness (10:24)
7. The Choice (8:12)
8. The Light (13:18)

8 de nov de 2010

UTOPIA - "Ra" - 1977

A banda Utopia tem sua origem nos EUA e desde seu início em 1973, foi liderado por Todd Rundgren até 1987 e com ele, diversos membros passaram pela banda que em sua existência flertou com vários estilos musicais, transformando esta banda em uma das mais ecléticas.

O soul, o blues, o psicodelismo, o hard rock, o rock progressivo e até um pouco de heavy metal, fizeram parte dos ingredientes que originaram o Utopia e o projetaram para fora dos EUA, conquistando fãs por onde passavam, mas nas realidade nunca tiveram o reconhecimento que realmente merecem.

Este álbum, "Ra", reserva algumas surpresas interessantes, pois em um misto de hard rock e rock progressivo, somos remetidos às músicas de curta e longa duração com um poder de atração no mínimo incrível, dada a sua diversidade musical.

Todos cantam e participam de forma homogênea criando uma situação de unidade musical difícil de encontrar em outras bandas, conferindo ao Utopia uma musicalidade impar e um diferencial que fizeram a banda ganhar uma identidade musical única.

Musicas como a de abertura, "Overture: Mountain top and sunrise/Communion with the sun", "Hiroshima" e "Singrin and the glass guitar" encantam na primeira audição, com bons vocais, sintetizadores muito bem distribuidos ao longo das músicas e a guitarra característica de Todd Rundgren complementando os sensacionais arranjos.

"Ra" é o segundo álbum da banda, editado em 1977, pertencente ainda de uma fase um pouco mais progressiva e foi antecedido pelo excelente álbum, "Todd Rundgren's Utopia" de 1974, que em breve postarei aqui no blog.

Musicians:
Roger Powell / keyboards, vocals
Todd Rundgren / lead vocals, guitars
Kasim Sulton / bass, vocals
John Wilcox / drums, percussion, vocals, harmony guitar
John Holtsbrook / voice (7)


Track-list:
1. Overture: Mountain top and sunrise/Communion with the sun (7:15)
2. Magic dragon theatre (3:28)
3. Jealousy (4:43)
4. Eternal love (4:51)
5. Sunburst finish (7:38)
6. Hiroshima (7:16)
7. Singring and the glass guitar (an electrified fairy tale) (18:24)

LINK.

"Hiroshima"
"Sunburst Finish"

5 de nov de 2010

JETHRO TULL - "A" - 1980

Passado trinta anos desde o seu lançamento, o álbum "A" do Jethro Tull, ele continua tão atual como na época do seu lançamento, pois carrega uma batida rítmica diferente do que já havia sido produzido anteriormente e está bem eletrônico, o que muitos atribuem à entrada do bom tecladista Eddie Jobson que foi convidado especialmente para se agregar ao grupo para este trabalho.

A rigor pairam algumas historias sinistras a respeito deste álbum, pois se comenta que ele foi fruto de uma imposição da gravadora sobre Ian Anderson que deveria produzir um álbum solo, o que prontamente foi feito e batizado de "A", talvez de Anderson, quem sabe, como forma de protesto.

Mas histórias a parte e independente da fuga dos padrões Prog-Folk que banda sempre se norteou, eu particularmente gosto muito deste trabalho, pois está altamente variado, com uma boa ênfase nos teclados e guitarra, a voz e a flauta de Ian Anderson com o vigor  de sempre e na medida certa, fazendo deste trabalho um bom motivo para escutá-lo.

A rigor esta nova fase do Jethro Tull, representa a maturidade da banda e o desejo de continuar na ativa, acompanhando a evolução dos novos movimentos musicais que eclodiam naquela época e de certo modo colocariam o rock progressivo em um ostracismo temporário que sera lentamente suprimido pelo surgimento de novas bandas com tendências progressivas (Marillion, IQ, Glass Hammer e tantas outras).

Até o mundo Metal se curvaria diante do encanto produzido pelo rock progressivo, fundindo dois estilos musicais bem ambíguos, mas com um resultado surpreendente e positivo com o surgimento dos movimentos  Progmetal e do Symphonic Metal e bandas como Ayron, Avantasia, Epica e vários outros, surgiriam produzindo trabalhos com uma qualidade musical incrível.

Musicians:
Ian Anderson (flute, vocals)
Martin Barre (electric guitar)
Mark Craney (drums)
Dave Pegg (bass)

Guest Musicians:
Eddie Jobson (keyboards, electric violin)
James Duncan (child voice on "Batteries Not Included)

Track-list:
01 Crossfire 3:54
02 Fylingdale Flyer 4:36
03 Working John, Working Joe 5:04
04 Black Sunday 6:36
05 Protect and Survive 3:37
06 Batteries Not Included 3:53
07 Uniform 3:34
08 4.W.D. (Low Ratio) 3:42
09 The Pine Marten's Jig 3:28
10 And Further On 4:22


"Fylingdale Flyer"
"Protect and Survive"

4 de nov de 2010

GIRAFFE - "The Lamb Lies Down on Broadway - ProgFest 94" - 1994

Eu não conhecia esta banda, o Giraffe até me deparar com este álbum, "The Lamb Lies Down on Broadway - ProgFest 94" e confesso que levei um susto, um não, dois, pois de brincadeira eles abrem o show com um trecho de "Invisible Touch" e levam uma vaia, também pudera, em um ProgFest, infestado de progmaníacos a reação não poderia ser outra.

O segundo susto é bem mais interessante e produtivo, pois foi uma gratíssima surpresa ver o álbum máximo do Genesis ser tocado praticamente na íntegra com tanta propriedade e personalidade por uma banda desconhecida, pelo menos para mim, como se a música fosse deles e principalmente por não haver uma simples tentativa de fazer um "cover", mas ao contrário disto, interpretar as músicas de uma forma surpreendente.

Foi uma pena algumas músicas terem ficado de fora como "Counting Out Time", "The Chamber Of 32 Doors", "Anyway", "Here Comes The Supernatural Anaesthetist", "The Light Dies Down On Broadway e Riding The Scree", pois havia um tempo pré-estabelecido para as bandas se apresentarem, portanto houve a necessidade deste lamentável corte.

O show é fechado com "It/Watcher of the Skies", final a meu ver apocalíptico e digno de um tributo para o Genesis  e uma faixa de estúdio, "Kashmir" do Led Zeppelin foi inserida, um tanto estranho para um grupo de rock progressivo, porém os músicos do Giraffe acertaram na medida e o arranjo ficou muito bom.

Para ser justo, todos os arranjos ficaram excelentes e o desempenho dos músicos foi outra gratíssima surpresa, pois  todos se destacaram de forma homogênea e o interessante é que o vocalista tem certa semelhança com a voz de Peter Gabriel, talvez por ter um timbre rouco, mas nota-se claramente que as músicas são cantadas com naturalidade sem o esforço de tentar imitar uma difícil voz de um dos maiores interpretes do gênero.

O Giraffe é uma banda americana, tendo sido feito seu debut em 1987, produzindo desde então quatro álbuns contando com este, sendo que o último de 1999 é uma compilação dos dois álbuns de estúdio produzidos.

Eu realmente não consegui apurar se a banda ainda está na ativa ou não e aparentemente acho que não está, o que é uma lástima se eu estiver certo.

Músicos:
Kevin Gilbert / vocals, keyboards, bass, guitars
Stan Cotey / guitars, keyboards
Michael Abowd / keyboards
Chris Beveridge / bass
Nick D'Virgilio / drums

Track-list:
01. The Lamb Lies Down on Broadway 
02. Fly on a Windshield 
03. Broadway Melody of 1974 
04. In the Cage 
05. The Grand Parade of Lifeless Packaging
06. First Narration
07. Back in N.Y.C. 
08. The Carpet Crawlers 
09. Lilywhite Lillith 
10. Second Narration
11. The Lamia 
12. The Arrival
13. A Visit To The Doktor
14. The Raven
15. Ravine
16. In The Rapids
17. It/Watcher of the Skies
18. Kashmir

LINK.  

"It/Watcher of the Skies"
"Kashmir"

3 de nov de 2010

TRIUMVIRAT - "Spartacus" - 1975

Se tem um álbum que eu não poderia deixar de postar aqui no blog, este é o "Spartacus" do Triunvirat, mesmo sabendo que todos os demais blogs do planeta que se dedicam a este tipo de música já o tenham postado com excelentes resenhas e tudo mais, porém este eu não abro mão de ter o prazer de te-lo por aqui.

Em primeiríssimo lugar o "Spartacus" é um dos álbuns imortais que vão me acompanhar até o final dos tempos, portanto, já estava mais que na hora de postá-lo e fazer um breve comentário sobre este trabalho que considero a obra máxima da banda.

Com sua formação clássica e talvez a mais brilhante de todas, este álbum nos oferece uma demonstração de talento, inspiração e virtuosismo do Power trio Alemão que em um trabalho altamente conceitual e esmerado, nos remete a uma viagem musical sem volta, pois quando somos atraídos por seu acordes iniciais, não há mais volta e a aventura musical só termina na última faixa com um gostinho de quero mais.

Isso é o resultado de muito trabalho, dedicação e talento a disposição de sua imensa legião de fãs espalhados pelo planeta, mas sei que muitos não gostam da banda por acharem que o trabalho é muito similar ao ELP que é um dos maiores ícones do rock progressivo.

Confesso que na minha santa ignorância não consigo perceber similaridade musical alguma, a não ser que ambas as bandas pertencem a uma mesma vertente musical que é detalhista ao extremo por natureza e exige que seus músicos sejam instrumentistas com uma excelente formação musical e o talento seja algo tão simples e natural como respirar, o que é o caso dos músicos das duas bandas.

Portanto, vou me aliar a todos que já recomendaram a audição este álbum e engrossar o coro do "Álbum Altamente Recomendável", pois é muito bom mesmo, pelo menos para mim.

Músicos:
Jürgen Fritz - Teclados
Helmut Köllen - baixo, guitarra e vocais
Hans Bathelt / bateria


Track-list:
01. The Capital Of Power
02. The School Of Instant Pain
     a. Proclamation
     b. The Gladiator's Song
     c. Roman Entertainment
     d. The Battle
03. The Walls Of Doom
04. The Deadly Dream Of Freedom
05. The Hazy Shades Of Dawn
06. The Burning Sword Of Capua
07. The Sweetest Sound Of Liberty
08. The March To The Eternal City
      a. Dusty Road
      b. Italian Improvisation
      c. First Success
09. Spartacus
      a. The Superior Force of Rome
      b. A Broken Dream
      c. The Finale
10. The Capital Of Power (Bonus live)
11. Showstopper (Bonus previously unreleased)

LINK.      


"Triumvirat-The Burning Sword of Capua"

"Triumvirat - Spartacus A) The Superior Force Of Rome B) A Broken Dream C) The Finale"

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