29 de out de 2010

JETHRO TULL - "A Classic Case" - 1985

Já li diversos comentários a respeito do Jethro Tull, como sendo uma das mais amadas bandas de rock progressivo do planeta e me sinto no dever de agregar-me a este coro, pois realmente o Jethro Tull cativa a todos, principalmente por conta da figura pitoresca e carismática de Ian Anderson que faz uma caricatura de si mesmo, principalmente quando está no palco, logicamente não nos esquecendo do seu talento nato como compositor e músico instrumentista.

O álbum "A Classic Case" editado em 1985 é um trabalho cem por cento instrumental clássico, pois um membro de peso foi agregado, a "London Symphony Orchestra" sob a regência de David Palmer, transformando este álbum em um grande convite aos amantes da música clássica, bem como para os fãs da banda, pois seus melhores sucessos estão expostos neste álbum.

A música de abertura do álbum, "Locomotive Breath" e o prenúncio do que está por vir, pois a flauta de Ian Anderson, aparece mais insana do que de costume, a rigor enlouquecida como o seu condutor e em conjunto com a banda e a orquestra é realmente um presente de valor inestimável.

Músicas como "Locomotive Breath", "Thick As A Brick", "Aqualung", "Too Old To Rock 'n' Roll, Too Young To Die", "Living In The Past" que está de tirar o fôlego, por exemplo, são parte integrante do consciente coletivo dos fãs da banda, não foram poupadas desta corajosa transformação e mesmo assim mantiveram o encanto que há anos a fio nos fazem escutá-las incansavelmente.

Uma musica que merece um destaque especial é "Bourée", que mesmo que tenha já uma origem clássica, nesta versão, veio acompanhada de um pós-doutorado em flauta que Ian Anderson proporcionou, pois simplesmente está irresistível com arranjo feito para esta música.

Neste momento vem sempre um pensamento que quando a origem musical tem berço, é de qualidade e é também inovadora, o resultado sempre será positivo, independente da tribo, mas sei que muitos vão levar em conta que neste caso, o rock progressivo tem uma proximidade muito grande com a música clássica o que é absolutamente correto e é também um facilitador para esta transformação, porém posso citar o exemplo do Iron Maiden que teve o álbum "Peace of Mind", orquestrado pela "The Hand of Doom Orchestra" e o trabalho ficou de arrepiar, não de medo, mas porque emociona. 

O resultado ficou fantástico e foi surpreendente ver as músicas dos reis supremos do metal ganharem vida no mundo da música clássica com tanta categoria e grandeza, mas obviamente esta equação musical de sucesso depende a uma origem consistente e de um trabalho de arranjo bem elaborado e adequado ao padrão musical original.

Portanto, fica um convite a todos para que escutem mais um tesouro musical do Jethro Tull.

Músicos:
Ian Anderson,
Martin Barre,
Dave Pegg,
Peter-John Vettese
London Symphony Orchestra sob a regência de David Palmer

Track-list:
01."Locomotive Breath" - 4:16
02."Thick As A Brick" - 4:24
03."Elegy" - 3:41
04."Bourée" - 3:10
05."Fly By Night" - 4:12
06."Aqualung" - 6:22
07."Too Old To Rock 'n' Roll; Too Young To Die" - 3:27
08."Teacher / Bungle In The Jungle / Rainbow Blues / Locomotive Breath" - 3:58
09."Living In The Past" - 3:29
10."War Child" - 4:56

LINK.

"Thick As A Brick"
"Locomotive Breath"
"Bourée"

28 de out de 2010

UMA IMAGEM VALE MAIS QUE MIL PALAVRAS

Uma imagem vale mais que mil palavras e se tiver movimento e som.............


COLLAGE - "Moonshine" - 1994

Passada a tormenta a que estava submetido, espero poder voltar a postar regularmente como de costume, pois é uma atividade que provoca uma profilaxia em meu velho e cansado cérebro, renovando os poucos neurônios que ainda me sobram.

Já havia postado outro álbum do Collage, chamado "Nine Songs of John Lennon" de 1993 e agora posto "Moonshine", gravado em 1994, mais uma pérola da banda que nos é oferecida.

Fazendo um trabalho progressivo de primeira, o Collage, impressiona por sua personalidade e coragem, pois produz uma música já fora de seu tempo, mas com tudo o que tem de direito para o cenário progressivo que ainda sobrevivia à custa de bandas como o Marillion, IQ, Glass Hammer e outros, sem contar o fato que por serem Poloneses, a probabilidade de sucesso não era animadora, tendo em vista que o País tradicionalmente não era uma referência para o rock progressivo.

Para nossa sorte, como coragem e ousadia são dois dos vários predicados que esta banda carrega em seu DNA, "Moonshine" é um prêmio para nossos ouvidos, o álbum é encantador, hipnotiza, é difícil começar a escutá-lo e não ir até o final.

Para quem gosta de um bom rock progressivo, recomendo muito a audição deste álbum e para os que não tem muita afinidade com o estilo, fica o convite para escutá-lo e se apaixonar definitivamente por uma das vertentes musicais mais criativas e inspiradoras que o ser humano conseguiu produzir.

Músicos:
- Robert Amirian / lead and backing vocals, acoustic guitar
- Mirek Gil / guitars
- Krzysztof Palczewski / keyboards
- Wojtek Szadkowski / drums
- Piotr Mintay Witkowski / bass

Tracklisting
1. Heroes Cry 6:40
2. In Your Eyes 14:04
3. Lovely Day 5:11
4. Living in the Moonlight 4:43
5. The Blues 7:17
6. Wings in the Night 11:12
7. Moonshine 12:50
8. War Is Over 5:28

LINK.

"Collage - Heroes Cry" 
"Collage -  Living In A Moonlight"

24 de out de 2010

PASSPORT - "Running In Real Time" - 1985

 Como as coisas andam bem tensas para o meu lado, nos poucos momentos que restam, nada como descontrair com uma boa música, uma boa companhia e um bom vinho e para isso, nada melhor do escutar um Passport, no caso o álbum, "Running In Real Time" gravado em 1985, lógico, mais uma obra prima de Klaus Doldinger.

Este álbum é interessante, pois Klaus Doldinger conseguiu dar uma sonoridade bem característica dos anos oitenta, dando uma escapadinha do jazz-fusion e flertando de leve com algo em torno do "New Age" em alguns momentos, soando um pouco também como uma "World Music", o que é fantástico, pois ele consegue abrir mais ainda o seu leque de possibilidades musicais.

Coisa muito rara em sua música, a voz foi inserida e integrou-se perfeitamente ao contexto musical criado, proporcionando uma atmosfera intimista em alguns casos e envolvente em outros, servindo de ingrediente para apimentar sua musica, que está desta vez está bem dançante, tendo em vista o balanço que conseguiu aderir a suas composições.

Já escutei de algumas pessoas e li alguns comentários contrários a respeito deste álbum por conta desta nova faceta musical apresentada por Klaus Doldinger, mas isso é uma questão de opinião e temos sempre que respeitar, mesmo que não concordemos, o que é meu caso, pois considero este um de seus melhores trabalhos, inclusive por conta desta rápida fuga do seu padrão musical habitual, aventurando-se por outros ritmos e estilos musicais, ecletizando mais ainda seu vasto e rico currículo musical.

Klaus Doldinger mais uma vez, prova a todos qual é a sua missão aqui na Terra, simples, nos encantar e entrever com sua criatividade e talento que estão à disposição da humanidade, bastando apenas direcionar os ouvidos para sua maravilhosa música, o resto ele se encarrega de fazer.

Músicos:
- Curt Cress / drums, percussion
- Klaus Doldinger / alto, soprano & tenor saxes, bamboo flute, keyboards
- Victoria Miles / vocals
- Kevin Mulligan / guitar
- Dieter Petereit / bass
- Hermann Weindorf / keyboards

Convidados:
- Bill Lang / guitar (1-3-4-5-6)
- Claus Reichstaller / trumpet (8)
- Franz Weyerer / trumpet (8)
- Roykey Wydh / guitar(7-8)

Track-list:
1. At large (4:46)
2. Auryn (5:34)
3. Talisman (7:29)
4. Help me (4:12)
5. Joy riding (6:36)
6. Slap shot (5:45)
7. Mr. Mystery (4:14)
8. Running in real time (3:42)

LINK.
    
"Auryn"

22 de out de 2010

21st CENTURY SCHIZOID BAND - "In The Wake Of Schizoid Men" - 2003

Existem determinadas situações no mundo rock que são inusitadas e este álbum "In The Wake Of Schizoid Men", um tributo ao King Crimson, feito por ex-integrantes do próprio King Crimson, com uma banda chamada, 21st CENTURY SCHIZOID BAND é um bom exemplo a ser mostrado.

Em primeiríssimo lugar, só pelo fato de ser relacionado ao King Crimson já é um bom indício de algo especial pela frente, a formação da banda não poderia ser melhor e as músicas escolhidas que são oriundas dos quatro ou cinco primeiros trabalhos da banda, justificam muito bem a criação do novo grupo e do álbum que é excelente.

A exceção de Jakko Jakszyk, os demais músicos são egressos do King Crimson, portanto é como se realmente fosse o próprio King Crimson, fazendo um auto-tributo, coisa de louco, muito característico do grupo que sempre primou pela diversidade musical, experimentalismos e inovações, marca registrada desde seus primeiros trabalhos.

O álbum é bom demais, as músicas foram executadas com detalhes surpreendentes em seus arranjos  e Jakko Jakszyk foi uma grata surpresa por seu desempenho brilhante e por ter imprimido uma forte personalidade em sua interpretação sem estar preocupado em imitar algo ou alguem, doando todo o seu talento aos demais membros do grupo que são músicos consagradíssimos, colocando-se assim no mesmo nível musical que os demais, tornando este grupo homogênio.

Um trabalho de primeira categoria que merece ser divulgado, pois se trata de música de qualidade, composta por um dos expoentes do rock progressivo, portanto é um álbum recomendadíssimo e uma ótima oportunidade de escutar novamente sob uma nova ótica musical, grandes sucessos do passado.

Músicos:
Mel Collins - Baritone, Tenor and Alto Sax, Flute, Keys and Backing Vocals
Jakko Jakszyk - Lead Vocal, Guitar, Flute and Keys
Michael Giles - Drums, Percussion and Vocal
Peter Giles - Bass Guitar and Backing Vocal
Ian McDonald - Alto Sax, Flute, Keys, Grand Piano, Vocal and Percussion

Track-list:
01. "Schizoid Intro"
02. "A Man, A City"
03. "Cat Food"
04. "Let There be Light"
05. "Cirkus"
06. "Flute Trio"
07. "Cadence & Cascade"
08. "In the Court of the Crimson King"
09. "Ladies of the road
10. "Catley Ashes"
11. "Formentera Lady"
12. "Sailors Tale"
13. "I Talk to the Wind"
14. "Member Introduction"
15. "Epitaph"
16. "21st Century Schizoid Man"
17. "Starless"
18. "Birdman"

LINK.

"Schizoid Band - In the Court of the Crimson King"
"Schizoid Band - Epitaph"

21 de out de 2010

MICK POINTER - "Script for a jester's tour" - 2008

Para comemorar os vinte cinco anos do lançamento do álbum "Script For a Jester's Tear" do Marillion, Mick Pointer, ex-membro da banda, reuniu convidados de peso para uma pequena turnê pela Europa em abril de 2008.

Realmente Mick Pointer não deixou por menos, pois para acompanhá-lo, foram convidados, Nick Barret, guitarrista do Pendragon, Ian Salmon, baixista do Arena, Mike Varty, baixista do Credo e Brian Cummings, vocalista do Carpet Crowlers, ou seja, montou um quinteto para assim festejar sua participação no melhor álbum da banda, comemoração esta, muito merecida.

Em geral eu tenho costume de não fazer determinados comentários, apenas para não levantar polêmicas desnecessárias que em muitos casos acabam causando uma tremenda confusão, mas desta vez eu vou me permitir fazer o seguinte comentário a respeito deste álbum que considero muito bom, porem em meu conceito, poderia ser muito melhor.

Brian Cummings, o vocalista, teve a enorme preocupação em reproduzir o timbre de voz de Derek William Dick, o Fish, que é uma voz única, que inclusive tentou o mesmo com Peter Gabriel e não teve muito sucesso, o que foi ótimo, pois ele percebeu que sua voz poderia ser melhor explorada cantando naturalmente, mostrando ao mundo a versatilidade de sua voz,  pois existem alguns timbres e características vocais que são como uma impressão digital, não dá para copiar, são unicas e inimitáveis.

A impressão que tive da banda a  exceção do vocal, que se esgoelou em todas as músicas, inclusive com desafinos facilmente percebíveis, uma vez que as músicas não foram adequadas ao seu timbre vocálico,  uma lástima, pois a parte instrumental deu um doutorado em música instrumental, uma performance impecável.

Apesar desta minha impressão sobre o álbum eu faço questão de recomendá-lo muito, pois tenho certeza absoluta que outros vão discordar plenamente do que disse acima, o que é muito natural, pois dependendo da percepção de cada um, a forma como uma manifestação artística é interpretada, possibilita várias opiniões sobre o mesmo tema.

Não estou aqui para  desmerecer o trabalho de Brian Cummings, tendo em vista que não conheço outros álbuns que tenha participado e não seria nada justo e muito deselegante de minha parte julgá-lo por um único trabalho, apenas é a impressão que tive para este álbum e até pelo fato de ter sido convidado a participar, significa que seus outros trabalhos devem ter muito valor.

As músicas do álbum, "Script For a Jester's Tear" são ótimas, sem exceção e para complementar o espetáculo, sabiamente Mick Pointer selecionou "Three Boats Down From The Candy", "Charting The Single", "Grendel", "Market Square Heroes" e "Margaret", legítimas representantes do momento mais criativo que o Marillion teve.

Track-list:
01. Script for a Jester's tears
02. He knows you know 
03. The web
04. Garden party 
05. Chelsea Monday 
06. Forgotten sons
07. Three Boats Down From The Candy
08. Charting The Single
09. Grendel
10. Market Square Heroes
11. Margaret

LINK.

"Chelsea Monday"
"Grendel"

19 de out de 2010

NOSTRADAMUS - "Testament" - 2008

Descendentes de um dos maiores nomes do rock progressivo húngaro, o Solaris, deu sua primeira cria a partir de dois ex-membros, Gomori László e Tamás Pócs, respectivamente baterista e baixista, que resolveram continuar uma carreira de sucesso com esta nova banda, o Nostradamus.

Para tanto teriam que complementar o grupo com novos elementos que tivessem as características necessárias para manter o alto padrão musical que o Solaris oferecia, então foram convidados a fazerem parte do grupo, Valéria Barcsik para os teclados e vocal, Péter Foldes na flauta e András Káptalan na guitarra.

O resultado foi ótimo, pelo menos para mim, pois as musicas estão fantásticas, é como se fosse uma continuação de "Marsbéli Krónikák" (Martian Chronicles), mas sem haver a intenção de clonar o álbum, é que a solução orquestral dada às músicas é belíssima com o conjunto dos teclados e da  flauta, que alias está sublime e quem substituiu Attila Kollar, o fez a altura.

A bem da verdade é possível destacar sem receios todos os membros da banda, que demonstraram seu talento e poder de criatividade sem dificuldade alguma, tão simples quanto respirar, tendo em vista que há uma harmonia entre os instrumentos, onde a música é a unidade básica e o destaque é a própria música e não um determinado instrumento. 

Cada vez me convenço mais que a Hungria abriga tesouros musicais que merecem ser explorados e aproveitados por nós, pois a influência da música clássica é marcante nas poucas bandas que eu conheço, o que às classifica mais ainda, isto sendo para mim um estímulo a pesquisas futuras para descobrir novas preciosidades musicais que lá estão escondidas.

Musicos:
Gomori László, bateria;
Tamás Pócs, baixo;
Valéria Barcsik, teclados e vocal;
Péter Foldes, flauta;
András Káptalan 

Track-list:
01. Solarissimo
02. Troy
03. Shadow in the rain
04. Divine comedy
05. This is not the day of your death
06. Children's kingdom
07. Run of the world
08. Testament
09. African cotton typesetters in Ireland
10. Emotion
11. Mystica
12. Secret in hand
13. My emotion

LINK. 

"Shadow in the rain"

18 de out de 2010

MOTOI SAKURABA - "Star Ocean & Valkyrie Profile Live" - 2003

No final de setembro deste ano, eu havia postado um trabalho de estúdio de Motoi Sakuraba, exímio tecladista e compositor de trilhas para jogos de videogame e seriados de televisão, agora posto uma apresentação pública, intitulada como "Star Ocean & Valkyrie Profile Live", fruto de sua apresentação no Japão.

O poder que seu padrão musical tem em envolver o ouvinte é fantástico, pois como sua música é feita para acompanhar cenas que quase sempre são de ação, ele acaba criando uma narrativa musical que mesmo desassociada das imagens dos jogos, consegue prender a atenção de quem a está acompanhado.

Motoi Sakuraba é idolatrado no Japão e esta apresentação pública foi um dos acontecimentos musicais mais concorridos no ano de 2003 no Japão, pois afinal o ídolo musical do vídeo game finalmente mostrava o seu rosto publicamente.

Para esta apresentação, Motoi Sakuraba teve ao seu lado o baixista Atsushi Hasegawa e o baterista Toshihiko Nakamura, formando um Power trio que por umas duas horas tiveram a capacidade de entreter uma casa de shows superlotada com uma performance brilhante.

Este álbum é uma viagem musical garantida em todas as faixas, pois tem uma dinâmica bem agressiva em sua quase totalidade para atender a demanda visual que é associada quando presente nos jogos de videogame proporcionando intensa batalha dos teclados em contra ponto com a bateria que é peça fundamental nesta modalidade musical.


Track-list:
Disc One

01 - The Dawn of Wisdom
02 - Unfinished Battle with God Syndrome
03 - Fly Away in the Violet Sky
04 - Reflected Moon
05 - Hand to Hand
06 - Requiem to a Predicament ~ Falling Under Negative Consciousness ~
07 - March for Glory
08 - Theme of RENA ~ Drum Solo ~ Bass Solo ~

Disc Two

01 - Highbrow
02 - So Alone, Be Sorrow
03 - Mission to the Deep Space
04 - Confidence in the Domination
05 - Cutting Edge of Notion
06 - Doorway to Heaven
07 - STAR OCEAN FOREVER ~ The Incarnation of Devil ~ The Dawn of Wisdom
08 - Motoi Sakuraba Piano Solo

LINK.

"The Dawn of Wisdom"
"Unfinished Battle with God Syndrome"

17 de out de 2010

PINK FLOYD - "live in Boston" - 1975

Este álbum está perfeito para quem gosta do Pink Floyd e em especial do álbum "The Dark Side of The Moon", pois ele está aqui apresentado na íntegra e foi gravado no dia 18 de junho de 1975 em Boston, USA no Boston Gardens.

Quanto à performance em público do Pink Floyd, comentar qualquer coisa é chover no molhado, realmente não há o que falar, indiscutivelmente são imbatíveis quando estão junto ao seu público, é como se a vontade de tocar suas músicas fosse amplificada pela presença de seus fãs, o que é ótimo para nós simples mortais, ouvintes a distância de seus espetáculos.

As músicas "Raving And Drooling" que faz a abertura do show e "You've Gotta Be Crazy", dois anos depois iriam ganhar outro nome "Sheeps" e "Dogs" no álbum "Animals" e alguns ajustes em seus arranjos, coisa de loucos e só poderia partir de uma banda genial como o Pink Floyd.

Na sequência, boa parte de "Wish you Where Here" é apresentada, para então ser tocada na íntegra "The Dark Side of The Moon", uma preciosidade, inigualável e não satisfeitos, fecham a apresentação com "Echoes" do álbum "Meddle", um verdadeiro golpe de misericórdia no cérebro de qualquer um.

No mais, é só aproveitar muito esta audição, um mestrado em rock progressivo, oferecido pelos cavaleiros do apocalipse do mundo do rock, imbatíveis, incontestáveis e inatingíveis.


Track list:


Disc 1
01. Raving And Drooling
02. You've Gotta Be Crazy
03. Shine On You Crazy Diamond I-V
04. Have A Cigar
05. Shine On You Crazy Diamond VI-IX

Disc 2
01. Speak To Me
02. Breathe, On The Run
03. Time, Breathe (reprise)
04. The Great Gig In The Sky
05. Money
06. Us And Them
07. Any Colour You Like
08. Brain Damage, Eclipse

Disc 3
01. Echoes


LINK. 

"Raving And Drooling - parte 1"
"Raving And Drooling - parte 2"
"Shine On You Crazy Diamond - parte 1"
"Shine On You Crazy Diamond - parte 2"

15 de out de 2010

ELO - "Out of the Blue" - 1977

Aproveitando o gancho deixado pelo meu amigo Lobo Solitário, o "The Boss" do blog SOM MUTANTE, que há alguns dias atrás havia postado talvez o melhor álbum do ELO, "Eldorado" com uma brilhante resenha que o acompanhava, não poderia perder a oportunidade de postar o álbum "Out of the Blue" que também merece um destaque.

O mais curioso disto tudo, é que eu já havia postado em junho deste ano o álbum "Eldorado", mas confesso que fui influenciado pela postagem do Lobo Solitário, pois desde então tenho escutado pelo menos uma vez ao dia este álbum que é imperdível, apesar de alguns acharem o ELO uma banda secundária, onde seus trabalhos são facilmente encontrados em sebos e etc..., que bom, pois para quem gosta, sempre haverá fartura de um material de valor inestimável e que ninguem consegue sequer, imitá-los atualmente.

Mas enfim, "Out of the Blue" é um álbum que gosto muito pela sua dinâmica e sofisticação para a época em que foi produzido, no final de 1977, tornando-se o maior sucesso comercial da banda, isto talvez pelas músicas de curta duração que conseguiram uma maior penetração nas rádios FM's, mas apesar disto, conseguiram manter padrão de qualidade que sempre acompanhou a banda e até mesmo pelo fato de não estar preso a um grande tema central, o que seria uma grande dificuldade em um momento em que havia uma tendência muito forte a músicas mais dançantes e menos pensantes.

Como é um álbum, digamos leve, descompromissado, mas ao mesmo tempo envolvente, com algumas baladinhas que davam um tremendo caldo lá na Floresta da Tijuca no Rio de Janeiro (só vai entender quem já passou por lá), com estes predicados, é fácil agradar a Gregos e Troianos e em especial eu não me atreveria a classificá-lo como um álbum de rock progressivo, mas simplesmente um álbum de rock, sem uma tribo específica, dada a cosmopolicidade musical que a ele foi empregada.

Destacar uma ou outra música seria injusto e deselegante de minha parte e não é rasgação de seda em cima do álbum, eu como já havia mencionado a alguns parágrafos acima, gosto muito deste trabalho, ele é super agradável do começo ao fim e se levarmos em conta que um dia ele foi um LP duplo e que era bem caro na época para adquiri-lo e mesmo assim teve um sucesso comercial incrível para a banda, eu não devo estar muito errado em não destacar alguma música, mas sim, destacá-lo como um todo, o que será muito mais justo.

Músicos:
Jeff Lynne - Vocais, guitarra, percussão.
Bev Bevan - Bateria, vocais.
Richard Tandy - Piano, teclado, sintetizador.
Kelly Groucutt - Baixo, vocais.
Mik Kaminski - Violino.
Melvyn Gale - Violoncelo, piano
Hugh McDowell - Violoncelo  

Track-list:
01. "Turn to Stone" 3:47
02. "It's Over" 4:08
03. "Sweet Talkin' Woman" 3:47
04. "Across the Border" 3:52
05. "Night In The City" 4:02
06. "Starlight" 4:30
07. "Jungle" 3:51
08. "Believe Me Now" 1:21
09. "Steppin' Out" 4:38
10. "Standin' in the Rain" 4:20
11. "Big Wheels" 5:10
12. "Summer and Lightning" 4:13
13. "Mr. Blue Sky" 5:05
14. "Sweet Is the Night" 3:26
15. "The Whale" 5:05
16. "Birmingham Blues" 4:21
17. "Wild West Hero" 4:40

LINK.

"Mr. Blue Sky"
"Turn to Stone"

14 de out de 2010

OMEGA - "Omega V" or "Szvit" - 1973

Mais uma super banda de rock vinda da Hungria, o Omega, começa suas atividades em 1962 fazendo alguns covers de bandas de rock britânico que chegavam por meio do mercado negro ou rádios piratas, uma vez que havia uma forte censura e repressão por parte das autoridades governamentais.

Começaram a compor suas próprias canções a partir de 1967 com a entrada Gábor Presser para os teclados e composições, impulsionando a banda ao sucesso, com músicas cantadas em Húngaro e Inglês, tornando-a a banda mais conhecida da Hungria.

Em especial este álbum, "Omega V" ou "Szvit" originariamente lançado em 1973 e remasterizado 1999 está repleto de belas músicas cantadas na língua nativa, dando uma prova incontestável que quando a música tem qualidade, o idioma deixa de ser uma barreira e passa a ser um instrumento musical como se não houvesse o canto e a música fosse toda instrumental.

Mas para isso é fundamental que a música atinja profundamente nossos sentimentos e isso só é possível com muito talento e inspiração, o que para o Omega não é problema, pois estes componentes eles tem de sobra em cada membro da banda.

Este álbum é uma verdadeira "Pandora's Box", pois cada faixa está impregnada com um ou mais estilos musicais diferentes onde facilmente é possível se perceber que na equação musical do Omega, que a rigor não tem uma regra fixa, o hard rock, o rock espacial, o progressivo e o psicodelismo estão fortemente presentes e isto em um único álbum, o que me leva a crer que a diversidade musical é a espinha dorsal deste  grupo, por sinal muito muito coeso, pois a partir de 1971 sua formação foi fixada e por mais de trinta anos permaneceu sem qualquer mudança.

Como sou um entusiasta das bandas do leste Europeu e em especial da Hungria, não poderia deixar de recomendar este e outros trabalhos que o Omega produziu, uma vez que a qualidade musical é excepcional, sempre nos brindando com belíssimas músicas.

Músicos:
János Kóbor ("Mecky"), vocais
György Molnár ("Elefant"), guitarras
László Benko ("Laci"), teclados, vocais
Tamás Mihály ("Misi"), baixo, vocais
Ferenc Debreceni ("Ciki"), bateria

Track-list:
01. Ébredés (5:36)
02. A malomban (4:01)
03. Hazafelé (5:17)
04. A hetedik napon (1:54)
05. Délutáni szerelem (1:19)
06. Van aki nyugtalan (2:07)
07. A jövendômondó (4:00)
08. Én elmegyek (5:14)
09. A Madár (3:34)
10. Járt itt egy bolond ember (4:21)
11. Hazug lány (3:03)
12. Búcsúztató (4:59)

LINK.

Os vídeos abaixo não contém as musicas deste álbum postado, mas são uma boa amostra do que esta banda é capaz de fezer. 

 
"Omega Live - Varázslatos, fehér kõ"
 "Omega - Gyöngyhajú lány"

13 de out de 2010

FOCUS - "Live at the Paris Theatre" - 1972

Competência instrumental e um vocal diferenciado e único quando é solicitado, só escutando alguma pérola vinda da Holanda, popularmente conhecida como Focus, um dos grandes nomes do rock progressivos até hoje na ativa, logicamente sem o mesmo vigor de quarenta anos atrás, mas com a mesma magia que sempre o caracterizou.

Este álbum, "Live at the Paris Theater" uma preciosidade de show, contou com a formação clássica do Focus, com This Van Leer a frente dos teclados, flauta e vos; Jan Akkerman nas afinadíssimas guitarras; Bert Ruiter no baixo e vocal e finalmente Pierre Van Der Linden na bateria.

As músicas parecem que foram escolhidas sob medida, não poderia ser melhor e a execução está simplemente perfeita, límpida e cristalina, digna dos grandes mestres da música, muito fiéis às gravações originais, obviamente com alguns improvisos costumeiros nas apresentações públicas, característica encontrada somente em exímios músicos instrumentistas, o que é o caso deste quarteto fantástico que forma o Focus.

A banda tem um estilo próprio que mistura os conceitos do rock progressivo com o jazz, talvez pela combinação das características e experiências musicais de This Van Leer com as de Jan Akkerman, sendo o que o produto final desta química é um rock progressivo muito leve, agradável aos ouvidos, sem o peso de uma temática complicada, acessível a um número maior de ouvintes por conta desta simplificação musical, mas sem perder o principal elemento da música progressiva que é a exploração do detalhe para garantir uma sonoridade única, com a qualidade que o ouvinte do rock progressivo exige.

Track-list:
01 - Program introduction by Bob Harris
02 - Anonymous II
03 - Band introduction by Bob Harris
04 - Focus I
05 - Focus II
06 - Answers?Questions!Questions?Answer!
07 - Focus II
08 - Talking by Bob Harris
09 - Hocus Pocus


"Hocus Pocus"
"Anonymous II

12 de out de 2010

YES - "Fragile Tour - New Castle" - 1971

Coisa de gênio e só poderia partir de  uma banda como o Yes, pois este registro da "Frigile Tour", aconteceu antes mesmo do lançamento do álbum de estúdio, "Fragile", no meio de uma tremenda confusão, pois Rick Wakeman que acabara de ser agregado ao grupo estava com problemas em seus teclados, apresentando defeitos de toda ordem ao mesmo que tempo em estava gravando seu álbum solo, "The Six Wives Of Henry VIII" .

Um fato interessante é que como eles ainda não tinham a menor idéia do que seria o álbum de estúdio, o show foi aberto logo com "Roundabout" que viria a ser umas das músicas mais conhecidas e adoradas da banda e sempre deixada para o fechamento de seus espetáculos.

Outro fato inusitado é que eles não estavam muito satisfeitos com as músicas que já estavam gravadas para o novo álbum, mas como em poucas semanas depois o tão afamado álbum deveria estar nas lojas, o jeito foi seguir adiante e torcer para que tudo desse certo com o novo trabalho.

Obviamente deu tudo certo, pois o álbum "Fragile" em pouquíssimo tempo, tornou-se um clássico do rock e talvez no inconsciente coletivo da grande massa apreciadora da música da banda, seja o primeiro álbum que venha a cabeça quando indagada sobre o grupo e seus trabalhos mais criativos.

Os arranjos nesta compilação estão um pouco diferentes do que estamos abituados a escutar e talvez por vários motivos, sendo um deles a dificuldade que "Rick Wakeman" enfrentava com seus equipamentos e uma outra de carater mais genérico, pois como ainda estavam finalizado o álbum de estúdio, não haviam chegado a uma conclusão da melhor versão da música a ser divulgada e ai cabe um questionamento interessante, pois como as músicas foram estressadas antes de seu lançamento oficial, inclusive em shows como prova este álbum,  isto provavelmente tenha colaborado muito para o sucesso que "Fragile" obteve.

Esta compilação é o terceiro volume de um  total de vinte e quatro de shows do Yes, cobrindo de 1969 até 2008 a tragetória de um  dos maiores mitos do rock progressivo, uma iniciativa extremamente louvável,  feita por fâns da Holanda que resolveram criar uma cronologia dos espetáculos apresentados pela banda e traçar com isto um perfil evolutivo do grupo ao longo dos tempos.  

A qualidade desta compilação não é a melhor possivel dada à época em que foi feita, a quase quarenta anos atrás, mas como se trata de um documento hístórico, tem um valor inestimável que não pode faltar na coleção de ninguém.

Músicos:
Bill Bruford
Chris Squire
Jon Anderson
Steve Howe
Rick Wakeman

Track-list:
01 - Roundabout
02 - I've seen all good people
03 - Mood for a day
04 - Clap
05 - Jam
06 - Long distance runaround
07 - The fish, Heart of the sunrise
08 - Wakeman solo
09 - Perpetual change
10 - Yours is no discgrace

NEW LINK
"Roundabout"

11 de out de 2010

PINK FLOYD - "Prog King" - 1977

De todos os álbuns de estúdio do Pink Floyd, os que gosto mais são, o álbum "Wish You Were Here" e o outro é o álbum, "Animals", mas sei que muita gente vai estranhar o fato de não ter citado o álbum, "The Dark Side of the Moon", muito fácil de responder, pois eu considero este álbum muito acima dos demais álbuns da banda, ele é incomparável e não serve como medida para os demais, no meu conceito é a obra máxima da banda e não consigo colocar qualquer outro álbum que tenham produzido lado a lado.

Como este álbum na verdade é um Bootleg, intitulado, "Prog King", gravado no "Madison Square Garden", New York, USA, em dois de julho de 1977 e trás na integra justamente os álbuns "Wish You Were Here" e o "Animals", com uma gravação até certo ponto bem aceitável, é um registro de uma de suas melhores apresentações ao vivo, fazendo parte da turnê "Animals", não pensei duas vezes em postá-lo.

Apesar de ter dito que era uma de suas melhores apresentações, duvido muito que haja uma pior apresentação no currículo da banda, mas de qualquer forma é um importante registro deste fenômeno musical chamado Pink Floyd que merece chegar aos ouvidos de todos que apreciem musica de qualidade.

A primeira parte do show logicamente é dedicada à divulgação e a apresentação do álbum "Animals" que poucos meses antes havia sido lançado e na segunda parte, o show fica por conta da execução de "Wish You Were Here" que é outra pérola da banda e o fechamento do show ficou por conta de "Money" e "Us and Them" extraídas do álbum "The Dark Side of the Moon".

Com o argumento do parágrafo acima, mais a performance da banda em apresentações ao vivo, deixam este álbum totalmente irresistível a mais de uma audição em seguida, pois foi o que aconteceu comigo e quem tiver alguma afinidade com este tipo de musica, com certeza irá ter o mesmo sentimento, ou seja, é mais um brinde que o Pink Floyd deixa como legado de sua magnífica obra.

Músicos:
Roger Waters - baixo, voz, guitarra acústica em Pigs on the Wing
David Gilmour - guitarras, voz
Richard Wright - teclados
Nick Mason - bateria

Track-list:

CD 1:
01. Sheep
02. Pigs On The Wing 1
03. Dogs
04. Pigs On The Wing 2
05. Pigs (Three Different Ones)

CD 2:
01. Shine On You Crazy Diamond 1-5
02. Welcome To The Machine
03. Have A Cigar
04. Wish You Were Here
05. Shine On You Crazy Diamond 6-9
06. Money
07. Us and Them

LINK.
 "Prog King" - Parte 1
"Prog King" - Parte 2

8 de out de 2010

SOLARIS - "Back to the Roots" e " Noab" - 2000

Aproveitando a proximidade de mais um feriado prolongado, nada melhor que uma boa trilha para acompanha-lo nestes quatro dias de lazer, portanto hoje teremos uma rodada dupla.

Quando dá aquela vontade de escutar alguma música diferente e quando digo isto, é diferente mesmo, a começar pelo idioma, obviamente fora do eixo Inglaterra, Itália, Alemanha, eu não penso duas vezes, corro para a Hungria e escuto algum álbum do Solaris e estes dois que agora apresento, "Back to the Roots" e o "Noab", dois bootlegs oficiais da banda, são exímios exemplares do que há melhor no rock progressivo.

O Solaris comanda o espetáculo com muita propriedade, personalidade e principalmente com muita simplicidade, características presente apenas nas grandes bandas de rock e nestes dois álbuns que são predominantemente instrumentais, foram plugados em tomadas de 440V, pois as músicas são bem movimentadas não dando espaço a monotonia, ou seja, ele naturalmente prende a atenção de quem o escuta.

Esta duas compilações são fruto de gravações de diversas apresentações que foram feitas entre 1980 e 2000 e a rigor existe mais uma que eu nunca consegui encontrar para completar esta fantástica trilogia, chamada, "Los Angeles 2026".

O Solaris em cada álbum que produz, seja de estúdio ou não, proporciona uma nova aula de música, pois sempre tem alguma novidade a apresentar, tamanha a consistência e densidade de suas composições e performances musicais.

A Hungria, bem como os demais países que ficaram escondidos atrás da Cortina de Ferro imposta pela situação da Europa pós Segunda Grande Guerra Mundial, escondem tesouros musicais inimagináveis que foram oprimidos pelas autoridades comunistas nos anos setenta onde o rock era simplemente proibido por questões obvias, pois seria uma maneira indireta de fazer protestos contra aquela situação absurda que por tanto tempo viveram.

Eu não tenho dúvidas que a Hungria é também um berço do rock progressivo, pois além do Solaris, lembro agora do Omega que também é outra super banda, com trabalhos incríveis e tendo em vista que eu possuo dezesseis álbuns de um total de trinta e sete editados, é muita produção e inspiração para uma única banda e agora me dou conta que ainda não postei nenhum álbum deles, o que é  uma lástima, que pretendo eliminar muito em breve.  

"Back to the Roots"

Músicos:
- István Cziglán / guitars
- Róbert Erdész / keyboards
- Attila Kollár / flute
- Attila Seres / bass
- Vilmos Tóth / drums

TrackList
1. Revival (11:53)
2. Counterpoint - original version (4:16)
3. Solaris Suite parts: (18:09)
a) Ancient Viking
b) Solaris
c) Waves of the Dune
4. Distant Fire (4:36)
5. Undefeatable - 1980 (9:05)

"Noab"
Músicos:
- Csaba Bogdán / guitars
- István Cziglán / guitars
- Róbert Erdész / keyboards
- Gábor Kisszabó / bass
- Attila Kollár / flute
- Ferenc Raus / drums

Convidado:
- Vilmos Tóth / drums

Track-list:
1. NOAB (21:48)
2. Szep, uj vilog (3:57)
3. Marrakesh (7:44)
4. Toatelle (5:54)
5. Ujjaszuletes-2 (13:09)
6. Dr. MabuseEzR szame (Absolute bonus) (5:31)

"ProgFest 95 - Parte I"
"ProgFest 95 - Parte II"

7 de out de 2010

JEAN LUC PONTY - "Live at Semper Opera" - 2002

A única palavra que encontrei para descrever este show não poderia ser outra se não, fantástico, também pudera, com Jean Luc Ponty no comando das ações, o resultado não poderia ser outro e como é um perfeccionista em todos os sentidos está sempre muito bem acompanhado em seus shows e nos trabalhos de estúdio.

Afinal estamos falando de um mestre da música que a cada novo trabalho nos surpreende com uma novidade musical que extrai de suas experiências de vida, de suas viagens e de seu talento que é indiscutível como compositor, arranjador, produtor e principalmente violinista, realmente uma figura impar no cenário musical contemporâneo.

Mais um álbum perfeito para ser escutado do princípio ao fim, tendo em vista que não há a preocupação de Jean Luc Ponty em criar arranjos para suas musicas que o favoreçam com solos intermináveis que podem tornar-se facilmente insuportáveis e ao contrário disto, produz uma música que beneficia a todos os membros da banda, dando oportunidade para que todos tenham um mesmo destaque e neste álbum isto fica muito claro.

Obviamente isto é uma atitude não mais de uma pessoa comum, mas sim de uma entidade musical despojada de vaidades e preocupações em ser melhor que a própria música e que leva em conta em primeiríssimo lugar a excelência da música, repartindo seu talento com quem está a sua volta o apoiando, pois Jean Luc Ponty sempre esteve e sempre estará a frente de seu tempo.

Contando com quatro exímios instrumentistas para com ele transformar as sete notinhas musicais muito bem distribuídas em suas músicas em momentos de sonho e viagem, o álbum "Live at Semper Opera" guarda surpresas para quem ainda não o conhece e uma pós-graduação em jazz e fusion para todos que o escutarem.

Para não haver a perda da qualidade de gravação deste show que está excelente, eu mantive os arquivos com os padrões de qualidade do Ogg Vorbis que facilmente podem ser convertidos em MP3.

Músicos:
Moustapha Cisse / Percussion
Guy Nsangué Akwa / Bass (Electric)
Thierry Arpino / Drums
Jean-Luc Ponty / Violin, Main Performer, Digital Editing
William Leconte / Keybords

Track-list:
1. Imaginary Voyage - Infinite Pursuit
2. Jig
3. Forever Together
4. No Absolute Time
5. Mirage
6. Enigmatic Ocean, Pts. 1 & 2
7. Band Introduction
8. Mouna Bowa
9. Caracas


"Jig"
"Caracas"
"No Absolute Time"

6 de out de 2010

PINK FLOYD - "Live in Udine" - 1994

Mesmo sem a presença marcante e polemica de Roger Waters, o Pink Floyd em 1994 no dia 15 de setembro na cidade de Udine na Itália, como de costume, deu mais uma demonstração do que é capaz de fazer e mais uma vez alguns milhares de previlegiados fãs foram premiados com a performance habitual da banda, ou seja, mais um show inesquecível.

Este show fez parte de uma série de apresentações que o Pink Floyd estava fazendo por diversas cidades da Itália e por onde passava, uma multidão se aglomerava as portas dos locais shows, pois cada apresentação era um acontecimento e esta turnê serviu de preparação para que meses depois na Inglaterra fosse gravado o antológico álbum "Pulse" na não menos antológica sala de espetáculos de Londres, "Earls Court" onde outras bandas de peso como o Led Zeppelin e Iron Maiden já se apresentaram também.

Fato interessante relativo ao álbum "Pulse" é que havia passado 20 vinte anos que "The Dark Side of the Moon" não era executado na íntegra em um show e neste álbum foi feito com uma precisão cirúrgica inigualável.

Esta turnê teve como objetivo, divulgar o álbum "Division Bells" que representou o retorno da banda aos estúdios após sete anos da gravação de "A Momentary Lapse of Reason" que havia sido o primeiro álbum gravado após a saída de Roger Waters da banda.

O repertório deste show é excelente, pois músicas dos principais álbuns como, "Meddle",  "The Dark Side of The Moon", "Wish You Were Here", "The Wall" e até mesmo de "The Piper at the Gates of  Dawn" estão presentes e executadas de forma impecável.

Apenas como curiosidade mórbida, este show aconteceu coincidentemente quatorze anos antes do falecimento de Richard Wright que lamentavelmente a 15 de setembro de 2008 veio a desfalcar a maior banda de rock de todos os tempos, deixando milhões de fãs órfãos em todo o planeta.

Track-list:

CD1

01 - Shine On You Crazy Diamond
02 - Learning To Fly
03 - What Do You Want From Me
04 - On The Turning Away
05 - Take It Back
06 - Coming Back To Life
07 - Sorrow
08 - Keep Talking
09 - One Of These Days

CD2
01 - Astronomy Domine
02 - Breathe
03 - Time - Breathe (Reprise)
04 - High Hopes
05 - The Great Gig In The Sky
06 - Wish You Were Here
07 - Us And Them
08 - Money
09 - Another Brick In The Wall
10 - Comfortably Numb
11 - Hey You
12 - Run Like Hell

LINK.
"One Of These Days"
"Run Like Hell"

5 de out de 2010

CAMEL - "Live at Nearfest" - 2003

Em junho de 2003 acontecia o "Nearfest" em New Jersey, USA, um festival de música progressiva, onde foi feito este registro com a participação do Camel, trazendo seus melhores trabalhos e como sempre encantando o publico presente em seus espetáculos.

Esta gravação é muito interessante, pois a banda mesmo que desfigurada da maioria de seus membros da formação clássica, com apenas um único remanescente, Andy Latmer, conseguiu manter o altissimo nível que sempre acompanhou a banda dentro e fora dos estúdios.

Esta apresentação faz parte da turnê de despedida da banda "Farewell Tour", pois neste momento o Camel passava por dificuldades de todas as ordens possíveis e a "Camel Productions", empresa montada por Andy Latmer estava entrando em profunda recessão com os constantes insucessos que o grupo estava passando.

Uma verdadeira lastima o ocorrido, tendo em vista que esta apresentação no "Nearfest" está perfeita, mostrando um Camel muito homogênio, ainda muito vivo, com muita qualidade, mesmo que em tempos remotos para o rock progressivo, onde são apresentadas as melhores músicas que foram executadas impecavelmente, muito fiéis aos originais, mas com o toque pessoal de quem as estava executando.

Quando digo, "as melhores músicas", não é ao acaso, pois o show é aberto por "Lady Fantasy" que está uma verdadeira preciosidade, pois o tempo passa e o vigor da guitarra de Andy Latmer continua o mesmo e os demais músicos que o acompanharam nesta empreitada vieram com a disposição de tocar no mesmo nível e assim foi feito.

Outra música que chamou muito a minha atenção é "Lunar Sea", que é a música que mais gosto do Camel e foi executada de forma impar, pois Tom Brislin arrasou em seus teclados, sendo esta para mim,  uma das melhores versões que já escutei desta música de difícil execução.

Este é um álbum para ser escutado da primeira a última faixa sem dificuldade alguma, pois a homogeneidade da banda e seu repertório estão irresistíveis e este álbum está imperdível.

Músicos:
Andy Latimer, guitar, flute, and vocals
Colin Bass, bass and vocals
Denis Clement, drums
Tom Brislin, keyboards

Track-list:
01. Lady Fantasy
02. Unevensong
03. Hymn to Her
04. Echoes
05. Drafted
06. Rhayader
07. Rhayader Goes to Town
08. Lunar Sea
09. Another Night
10. Ice
11. Spirit of the Water
12. Fox Hill
13. Arubaluba
14. Mother Road
15. For Today
16. Never Let Go

LINK.

"Ice"
"For Today"


4 de out de 2010

ALAN PARSONS - "Any Colour You Like" - 2009

Se assunto é algo relacionado ao Alan Parsons eu  redobro a atenção e quando este mesmo assunto carrega junto o peso de um Pink Floyd, ai a chapa esquenta de vez, fica em brasa mesmo e se o molho a ser adicionado leva o tempero de um "The Dark Side of the Moon" para apimentar de vez a situação, eu fico totalmente biruta, pois já devo ter escutado este álbum umas vinte vezes só nesta semana que passou,  no trajeto casa-trabalho-casa.

Brincadeiras a parte, tenho uma admiração profunda pelo trabalho musical de Alan Parsons, pois ele como engenheiro de som dos Beatles e do próprio Pink Floyd, teve a rara oportunidade de estar ao lado dos grandes personagens da historia da música contemporânea, sabendo absorver toda a magia e energia destes encontros e administrar este envolvimento com muita elegância e inteligência, tendo em vista que em nenhum de seus trabalhos eu não consigo perceber uma influência marcante advinda do convívio com as maiores bandas do planeta, mas a experiência adquirida deste contato é inegável e boa parte de seu sucesso é fruto exatamente desta situação, além do seu talento que é indiscutível.

E eu estou postando este álbum muito mais pela presença de Alan Parsons do que pelo próprio Pink Floyd, pois como já havia comentado antes, ele tem o poder da atração, parece um ímã, quando começo a escutar algo dele não consigo parar e em geral são álbuns que escuto da primeira a última faixa sem pular.

Este álbum, "Any Colour You Like" é um belo tributo para seus criadores, aliás, merecidamente e quem acaba saindo ganhando com esta homenagem somos nós, pois com a criatividade de Alan Parson e sua banda, ficamos diante de um álbum riquíssimo musicalmente, muito constante, logicamente com o toque mágico que soube dar junto com  a inspiração Pinkfloydiana que certamente recebeu.


Eu nem me atrevo a comentar sobre o conteúdo do repertório deste álbum, pois seria no mínimo ridículo e assim sendo, humildemente só me resta dizer a palavra mágica de todos os blogueiros do planeta em relação a um trabalho como este: "Altamente Recomendável".

Track list:
01 - Speak to me
02 - Breathe
03 - On the run
04 - Time
05 - The great gig in the sky
06 - Money
07 - Us and them
08 - Any colour you like
09 - Brain Damage
10 - Eclipse
11 - Breakdown. The raven
12 - We Play the game


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