30 de set de 2010

ROGER WATERS - "The Pros and Cons of Hitch Hiking" 1984

Carregando as características mais marcantes que seu criador, Roger Waters carrega, a densidade e a obscuridade, sua criatura, foi batizado com o título de ”The Pros and Cons of Hitch Hiking” em 1984, obra prima do rock, um clássico, totalmente envolvente em seu desenrolar, não há quem resista a este álbum.

Concordo que Roger Waters exagera muito em alguns casos, deixando as coisas complicadas demais, levando suas angustias ao extremo em uma  teatralidade musical que em muitos casos torna a música insuportável para ser escutada, pelo menos para mim, mas neste álbum ele acertou em cheio, está na medida certa, prende o ouvinte, não há como escapar a tamanha inteligência musical.

Roger Waters reuniu músicos convidados de peso, como Eric Clapton, David Sanborn, Andy Bown, Ray Cooper, Andy Newmark e a The National Philarmonic Orchestra sob a condução de Michael Kamen, ou seja, juntou seu talento e criatividade ao que há de melhor na música.

De seus dez álbuns solo produzidos em sua carreira, este que é o segundo da lista é o que mais me agrada pela sua consistência e continuidade, sem os excessos que sua genialidade e história de vida o fazem cometer e que eu acredito fortemente que tenha sido um dos motivos de sua saída do Pink Floyd, talvez o principal, isso ninguem sabe ao certo.

O que interessa mesmo é que este trabalho não foi desenvolvido do dia para noite, teve seu início dado ainda em 1978 em conjunto com suas atividades junto ao Pink Floyd e poderia inclusive ter sido inserido na discografia da banda, mas o destino assim não o quis e este álbum que é um conjunto de sonhos e pesadelos extraidos de sua loucura e convertidos em música por  Roger Waters,  ficando como um presente para sua imensa legião de fãs em espalhadas por todo o planeta e quem sabe, até fora dele.
 
Músicos:
Andy Bown — Hammond Organ and 12 String Guitar
Ray Cooper — Percussion
Eric Clapton — Lead Guitar
Michael Kamen — Piano
Andy Newmark — Drums
David Sanborn — Saxophone
Roger Waters — Rhythm, Bass Guitar, and Vocals
Madeline Bell, Katie Kissoon and Doreen Chanter — Backing Vocals
Raphael Ravenscroft, Kavin Flanagan, Vic Sullivan — HornsThe
National Philharmonic Orchestra
Conducted and Arranged by Michael Kamen

Track-list:
01. 4:30 AM (Apparently They Were Travelling Abroad) – 3:12
02. 4:33 AM (Running Shoes) – 4:08
03. 4:37 AM (Arabs with Knives and West German Skies) – 2:17
04. 4:39 AM (For the First Time Today, Part 2) – 2:02
05. 4:41 AM (Sexual Revolution) – 4:49
06. 4:47 AM (The Remains of Our Love) – 3:09
07. 4:50 AM (Go Fishing) – 6:59
08. 4:56 AM (For the First Time Today, Part 1) – 1:38
09. 4:58 AM (Dunroamin, Duncarin, Dunlivin) – 3:03
10. 5:01 AM (The Pros and Cons of Hitch Hiking, Part 10) – 4:36
11. 5:06 AM (Every Strangers Eyes) – 4:48
12. 5:11 AM (The Moment of Clarity) – 1:28

LINK.

"5:01 Am Pros And Cons Of Hitchhiking"
"5:06 am Every Strangers Eyes"

 

29 de set de 2010

JEFF WAYNE'S - "The Musical Version of The War of the Worlds" - 1978

Foi amor a primeira vista, bastou olhar a capa do álbum, pronto, fui laçado sem chance de escapar, aquela ilustração que indiretamente  teve a participação de Roger Dean (Yes, Uriah Heep, Grenslade e outros), mas acabou sendo finalizado por Mike Trim e Gerry Anderson, continua sendo uma das ilustrações mais fantásticas que já vi, tendo isto acontecido a pelo menos a  uns trinta anos atrás.

Eu nem sabia do que se tratava o álbum, mas não pensei duas vezes em comprá-lo em um sebo de livros e discos de Copacabana, lá na Siqueira Campos, foi no escuro a compra, mas aquelas ilustrações contidas naquele LP duplo foram mais que suficientes para me convencer a adquiri-lo e mantê-lo ao meu lado até hoje.

Quando o escutei pela primeira vez, foi como se tivesse achado um tesouro, pois "The Musical Version of The War of the Worlds"  guarda algumas surpresas muito interessantes, como a narração de Richard Burton, a voz de Justin Hayward do Moody Blues, transformando este álbum em uma preciosidade musical.

O álbum como um todo é fantástico, muito bem produzido e conduzido por Jeff Wayne que é um músico e produtor de altíssima qualidade  e que atualmente está em cartaz em um tour pela Europa, sendo suas próximas apresentações na Holanda, com um show de ilusionismo, tecnologia e pirotecnia, com imagens holográficas de Richad Burton fazendo a narração, tem a presença de Justin Hayward nos vocais e é conduzido pelo seu criador Jeff Wayne que comanda uma orquestra de mais de quarenta músicos em um dos musicais mais concorridos atualmente.

Track-list:

Disc: 1
1. Eve of the War - Jeff Wayne,
2. Horsell Common and the Heat Ray - Jeff Wayne,
3. The Artilleryman and the Fighting Machine - Jeff Wayne
4. Forever Autumn - Jeff Wayne, Osborne, Gary Listen
5. Thunder Child - Jeff Wayne, Osborne, Gary Listen

Disc: 2
1. Red Weed, Pt. 1 - Jeff Wayne, Wayne, Jeff
2. The Spirit of Man - Jeff Wayne, Osborne, Gary
3. Red Weed, Pt. 2 - Jeff Wayne, Wayne, Jeff
4. Brave New World - Jeff Wayne, Osborne, Gary
5. Dead London - Jeff Wayne, Wayne, Jeff
6. Epilogue, Pt. 1 - Jeff Wayne, Wayne, Jeff
7. Epilogue, Pt. 2 - Jeff Wayne, Wayne, Jeff

LINK.

"Eve of the War"
"Forever Autumn"
"Clip com o show"

28 de set de 2010

MOTOI SAKURABA - Gikyoku Onsou - 1991

Este cidadão japonês que atende pelo nome de Motoi Sakuraba, nascido a cinco de agosto de 1965 é um legitimo representante do rock progressivo e da música eletrônica e começou a se envolver neste mundo em 1988 com sua primeira banda, chamada "Deja-Vu", lançando um único álbum, "Baroque in the Future"

Após um inicio sem o sucesso esperado, ele parte para a carreira solo e lança este álbum que agora posto, "Gikyoku Onsou", editado em 1991, jóia rara do rock progressivo e da música eletrônica, pois Motoi Sakuraba é um compositor nato e exímio tecladista e este álbum guarda deliciosas surpresas em cada faixa.

Produtor e compositor de trilhas sonoras para jogos de videogame, produziu diversas trilhas para a Sony, Sega, Nintendo, Capcom e para diversas outras grandes empresas produtoras de games e em sua extensa lista de games posso citar alguns mais conhecidos como, Radiata Stories (PS2); Star Ocean series (PS1 e PS2); Mario Sports series (N64, GC, GBC); Valkyrie Profile (PS1) e pelo menos mais uns setenta títulos de diversas plataformas de videogame, fora o fato de ter produzido mais de vinte álbuns com suas principais trilhas, produzindo ainda mais de dez trilhas sonoras para animes e programas de TV no Japão. 

Escutando alguns álbuns que tenho dele, realmente é possível identificar algumas características do tipo de música que produz nos videogames em seus álbuns e eu como sempre joguei muito vídeo game, logo percebi a semelhança de estilos.

Os músicos que o acompanham neste trabalho, Ken Ishita no baixo e Takeo Shimoda na bateria, são os ingredientes necessários que Motoi Sakuraba, adicionou ao seu talento de compositor e músico para produzir este belo álbum instrumental, fácil de agradar, musica para se escutar em qualquer ocasião.

A terceira faixa, "Byzantium" faz parte do álbum, "Baroque in the Future" da sua antiga banda, por sinal excelente música e as demais seguem com um mesmo padrão musical bem envolvente e dinâmico onde Motoi Sakuraba mostra todo o seu talento.

Músicos:
Motoi Sakuraba – keyboards
Ken Ishita – bass
Takeo Shimoda – drums

Track-list:
1."Humpty Dumpty" – 6:26
2."Tone Access" – 3:46
3."Byzantium" – 6:00
4."Motion" – 8:15
5."Paradigm" – 4:01
6."Narratage" - 5:20
7."Scrap and Build" – 5:43
8."Drama Composition" – 5:44

LINK.



"Humpty Dumpty"
"Motion"

27 de set de 2010

BANDA SINFÔNICA JOVEM DO ESTADO DE SÃO PAULO - "Os Mitos e Lendas do Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda" - 2004

A motivação para postar este álbum é composta de diversos sentimentos e começo pelo tema escolhido, seguido por quem o compôs, mas principalmente por quem o executou com tamanha propriedade e habilidade e com muito orgulho apresento sob a regência da Maestrina Mônica Giardini, a BANDA SINFÔNICA JOVEM DO ESTADO DE SÃO PAULO e a Universidade Livre de Música Antônio Carlos Jobim, que em conjunto deram um espetáculo ao apresentar "Os Mitos e Lendas do Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda”, obra prima do rock progressivo, composta pelo mestre dos teclados, Rick Wakeman.

Este álbum é o resultado de algumas apresentações da banda no SESC da Vila Mariana em São Paulo e na época foram produzidos apenas duas mil unidades que eram vendidas a R$ 10,00 (podem acreditar) antes das apresentações que eram gratuitas, logicamente esgotando-se em pouquíssimo tempo.

Tempos depois seus direitos foram adquiridos pela Musea Records, uma gravadora Francesa que teve a sensibilidade e visão suficiente para enxergar o valor deste trabalho, ou seja, nós brasileiros se quisermos ter acesso a este álbum, só importando, verdadeiro absurdo que temos que passar por conta da nossa incompetente indústria fonográfica nacional.

O tema por si é um convite a musica, seu autor e seus executores completam este sonho, pois foi uma execução perfeita, impecável, com direito a sintetizadores, bateria, baixo, guitarra, coral, vocais e tudo mais que temos direito, fato raríssimo de acontecer em terras tupiniquins e não satisfeitos (graças a Deus), até o ELP não escapou e recebeu sua versão sinfônica de "Pirates", música do álbum "Works I"

Em outra ocasião, infelizmente poucos felizardos tiveram o prazer de assistir e ouvir a "Viagem ao Centro da Terra", composta por Rick Wakeman, também executada pela BSJESP, que são jovens músicos instrumentistas com idade variando entre 14 a 28 anos, que passam por uma rigorosíssima bateria de testes e exames para poderem fazer parte do elenco musical desta banda sinfônica, acredito eu, ser um sonho para estes jovens talentos.

Além da Sinfônica e do Coral, os músicos que acompaharam o espetáculo, também contribuiram de forma muito relevante e significativa para que este álbum fosse um acontecimento cultural e aproveito para destacar a presença de Theophilo Augusto Pinto que surpreedeu com seus sintetizadores. 

Para este álbum, faço questão de colocar em caixa alta e em negrito, ALTAMENTE RECOMENDÁVEL!!!, IMPERDÍVEL!!!, Parabéns a São Paulo por esta magnífica iniciativa cultural que deveria ser imitada por todos os estados do Brasil em estar dando oportunidade a estes brilhantes músicos e ao mesmo tempo nos brindando com esta música de altíssima qualidade.

Músicos:
Mônica Giardini - regente titular;
Marcos Sadao Shira Kawa - regente sssintente;
Daniel Havens - arranjos;
Banda Sinfônica Jovem do Estado de Sãio Paulo - orquestra;
Universidade Livre de Música Antônio Carlos Jobim - Coral;
Theophilo Augusto Pinto - teclados,
Reanto Luis Consorte - guitarras;
José Ricardo de Barros e Silva - baixo;
Lílian Carmona - bateria;
Wilson Medeiros - vocal;
Rubens Ribeiro - vocal;
Angelo Vizarro Jr. - Narrador;

Track List:
1. Arthur
2. A Dama do Lago
3. Guinevere
4. Sir Lancelot e o Cavaleiro Negro
5. Merlin o Mágico
6. Sir Galahad
7. A Última Batalha
8. Pirates, de Emerson Lake-Palmer (Bonus)

LINK.

"Arthur"
"Sir Lancelot e o Cavaleiro Negro"
"Pirates" - parte 1
"Pirates" - parte 2

24 de set de 2010

YES - "Madrigal Mistery Tour" - 1978

A Turnê "Madrigal Mistery Tour" do Yes foi motivada pelo lançamento do álbum de estúdio "Tormato", que na época desagradou a muita gente pelo seu formato mais "clean", sem grandes obrigações quanto a um terma central e com músicas de curta duração e que no final das contas, motivou a saída de Jon Anderson e Rick Wakeman da banda por conta de uma série de divergências internas.

A rigor, considero o álbum Tormato excelente, mesmo que com algumas mudanças estruturais em seu formato, pois na verdade ele representou a maturidade que a banda estava alcançando e ao mesmo tempo se ajustando a novos movimentos musicais que estavam surgindo e no fundo a saída de alguns de seus membros, foi muito benéfica para o Yes, tendo em vista que ficou muito claro que havia uma sinergia entre seus antigos componentes e que num futuro muito próximo uma nova formação iria reforçar um sentimento em todos que acompanham a trajetória da banda que se não estava bom do jeito que estava, uma nova formação seria catastrófica e o futuro provou isto no álbum seguinte, “Drama”.

Mas quando escuto este álbum, que por sinal esta com uma qualidade sonora muito boa, percebo que o Yes está acima de qualquer politicagem ou coisa parecida, é como se fosse uma instituição perfeita, pois a intensidade como as músicas são executadas e a sua qualidade, permanecem inalteradas, mesmo a banda estando em um momento tão difícil e conturbado quanto o que estavam vivendo.

O que importa realmente é que é mais um álbum para realizarmos nossas viagens musicais, pois, Jon Anderson estava mais afinado do que nunca, Rick Wakeman como sempre, deu um show a parte com seus teclados, a dupla "maravilha" de cordas, Steve Howe e Chris Squire, impecáveis em sua função e na bateria o figuraça do Alan White marcando o tempo, com a perfeição costumeira, então, mãos-a-obra, download feito, divertimento garantido.

Track-list:
01) Opening - Siberian Khatru
02) Heart Of The Sunrise
03) Future Time - Rejoice
04) Circus Of Heaven
05) Medley: Time And Word -
06) Long Distance Runaround -
07) The Fish (include Survival, Ritual) -
08) Perpetual Change -
09) The Gates Of Delirium (Soon)
10) Don't Kill The Whale
11) Madrigal - The Clap
12) Starship Trooper
13) Rick Wakeman Solo
14) Awaken
15) I've Seen All Good People
16) Roundabout
17) Madrigal -
18) On The Silent Wing Of Freedom
19) And You And I

LINK.

"On The Silent Wing Of Freedom"
"Don't Kill The Whale"

23 de set de 2010

ELOY - "RA" - 1988

Pura magia, feitiço, encantamento é o que vem a cabeça quando escuto algum trabalho do Eloy e este álbum, "RA" prova isso tudo com muita facilidade em apenas cinco faixas e para mim fica muito claro que a espinha dorsal e o espírito da banda têm um nome e ele é Frank Bornemann, mentor intelectual de toda uma trajetória de sucesso, um músico e compositor impar na história da música.

É claro que há a necessidade de uma constância na formação de uma banda para que com o passar do tempo o entrosamento entre seus integrantes crie uma homogeneidade musical, porém, não é o caso do Eloy que passou por diversas formações, mas por conta da versatilidade, criatividade e a inteligência de Frank Bornemann, a banda conseguiu manter uma constância invejável no que diz respeito à qualidade e a musicalidade em todos os seus trabalhos.

Se levarmos em consideração que em mais de trinta anos de palco, os movimentos musicais foram se modificando juntamente com sua platéia que espera escutar o som do momento, sabiamente isso foi percebido desde os seus primórdios, pois o Eloy passou por várias fazes musicais muito distintas, iniciando-se com o hard-rock, rock progressivo,  música eletrônica, chegou a flertar rapidamente com o metal, retornou ao rock progressivo, mas o que mais importa é que a banda sempre esteve mais viva do que nunca neste tempo todo, com qualquer formação que tenha sido montada , sempre nos brindando com seus trabalhos de forma surpreendente.

"RA" está muito bem estruturado, temático e ao mesmo tempo moderno, um progressivo tardio pelo momento em que foi lançando, mas um excepcional álbum, muito bom mesmo e na escolha dos músicos convidados para esta produção, mais uma vez Frank Bornemann acertou em cheio, provou sua competência em criar soluções para a difícil equação musical que é a inconstância de membros em uma banda de rock, pois a rigor naquele momento o Eloy era formado apenas por ele e Michael Gerlach outro músico de primeiríssima categoria.

Essa lição de competência, criatividade e até de certa insanidade dada por Frank Bornemann pode ser resumida em apenas duas letrinhas, "RA", é só escutar para entender tudo o que foi dito acima. 

Músicos fixos:
Frank Bornemann - vocal e guitarra

Michael Gerlach - teclado, bateria e baixo

Músicos convidados:
Achim Gieseler - teclado em "Invasion of a Megaforce" e "Rainbow"
Stefan Höls - baixo em "Invasion of a Megaforce" e vocal de apoio em "Dreams" e "Rainbow"
Darryl van Raalte - baixo em "Dreams"
Paul Harriman - baixo em "Sensations"
Anette Stangenberg - vocal em "Rainbow", "Dreams" e "Invasion of a Megaforce"
Diana Baden - sussurros em "Dreams"
Tommy Newton - guitarra em "Sensations"
Udo Dahmey - bateria em "Invasion of a Megaforce"
Sue Wist - vocal em "Voyager of the Future Race"

Track-list:
1. "Voyager of the Future Race" – 9:03
2. "Sensations" – 5:13
3. "Dreams" – 8:09
4. "Invasion of a Megaforce" – 7:45
5. "Rainbow" – 5:23
6. "Hero" – 6:53

LINK.

"Voyager of the Future Race"
"Rainbow"
"Voyager of the Future Race" - Live record

22 de set de 2010

CAMEL - "Tribute - Harbour Of Joy" - 1996

Qualquer assunto relacionado à música me interessa muito e quando está associado a determinadas bandas, mais ainda e quando a banda é o Camel, ai o negócio muda de figura, pois é uma das bandas que mais gosto e como se trata de um álbum tributo, minha atenção redobra, tendo em vista a complexidade musical envolvida.

Como geralmente costumo dizer, álbum tributo é um perigo à vista, mas neste caso, "Camel Tribute - Harbour Of Joy", editado em 1996, passa ao largo disto e muito ao contrário, acaba tornado-se um prazeroso convite à música de um dos maiores ícones do rock progressivo, o Camel.

E não é para menos, pois com o elenco de bandas e músicos isolados que foram convidados a fazer parte desta celebração artística, é possível encontrar nomes como Consorzio Acqua Potabile, Fonya, Evolution Glass Hammer, Algebra, Galahad, Notturno Concertante, Finisterre e vários outros que com muito talento executaram as músicas de forma impecável e irretocável.

Houve muito cuidado na produção deste tributo, nenhum excesso foi cometido e, por conseguinte as músicas tiveram sua essência preservada por cada colaborador, transformando este álbum em um trabalho muito especial, merecedor de toda a nossa atenção.

As músicas que mais me chamaram a atenção são as instrumentais, "First Light, Rain Dances, The White Rider" e "Eye of the Storm" ambas executadas pelo Fonya, psudônimo de Chris Fournier, músico fantástico, ao estilo de Mike Oldfield, foram produzidas num formato muito interessante e digno dos maiores elogios.

Como são mais de vinte músicas e quase o mesmo número de bandas que participaram desta compilação, iria ficar muito maçante comentar todas as faixas, portanto sugiro que escutem este álbum todo, pois realmente ele é muito bom, para que possam chegar a um consenso a respeito deste trabalho.

 Track-list:

Disc 1:

01 - Evolution (UK) Never Let Go
02 - Glass Hammer (USA) Air Born
03 - Cast (MEXICO) Another Night
04 - Phil Beane (USA) The Sleeper
05 - Fonya (USA) Medley: First Light - Rain Dances - The White Rider
06 - Strange New Toys (USA) Down on the Farm
07 - Algebra (Italy) Song Within a Song
08 - Aton's (Italy) Drafted
09 - Zauber (Italy) Elke
10 - Casino Des Images (Italy) Tell Me
09 - Zauber (Italy) Elke
11 - Fonya (USA) - Eye of the Storm
12 - New Credo (Italy) Medley: Friendship - Little Rivers and Little Rose - Migration - Hopeless Anger

Disc 2:
01 - Mysia (Italy) Pressure Points
02 - Prowlers (Italy) First Light
03 - Notturno Concertante (Italy) Ice
04 - Finisterre (Italy) Nimrodel
05 - Nostalgia (Italy) Long Goodbyes
06 - Louie Mastro (USA) Rain Dances
07 - Raindances (Italy) Rhyader
08 - Galahad (UK) Lady Fantasy
09 - Cap (Italy) Harbour of Tears

NEW LINK
"Glass Hammer - Air Born"

21 de set de 2010

GENESIS - "The Lost Live Album" - 1973

Para me decidir se iria ou não postar este álbum, ontem o escutei no carro quando voltava para minha casa e realmente cheguei à conclusão que não postá-lo seria um erro imperdoável.

Os motivos são vários e começo pelo seu conteúdo, pois este álbum tem um elenco de músicas no mínimo fantástico, a qualidade da gravação está excelente, portanto amigos, é só aumentar o volume e aproveitar ao máximo este presente dado pelo Genesis.

Para quem gosta do Genesis, este álbum, "The Lost Live Album", uma compilação de shows apresentados em 1973, tem tudo a ver com o álbum oficial, "Genesis Live", também de 1973, parecendo uma continuação um do outro, o que é ótimo, pois a única música que se repete é "Watcher of the Skies" e  a banda naquele momento estava em franca ascensão, com todos os seus integrantes com uma energia incrível, talento e criatividade sobrando, deixando este álbum extremamente convidativo.

Nem cabe tecer algum comentário a respeito de seus integrantes, pois seria chover no molhado, pois assim como o ELP, YesCamel, todos no Genesis, sem excessão, são unanimidades, músicos com altissímo grau de formação e virtuosismo.

Eu particularmente adoro a música "Supper's Ready",  hoje mesmo mais uma vez eu a escutei e a cada audição, mais um detalhe é descoberto, essa música é como um concerto de música clássica,  não me canso de escutá-la, já perdi a conta de quantas vezes eu já estive em contato com ela e esta audição está demais, muito bem executada, um primor, realmente uma fase áurea na vida da banda e está muito bem retratada nos vídeos abaixo, é de arrepiar.

A música "Watcher of the Skies" está  fora de  série  como  sempre, "Dancing with the Moonlit Knight" é uma pintura musical, "The Battle of Epping Forest" como sempre nos leva a uma viagem medieval, incrível.

Resumindo, o álbum todo é excelente e  não havendo muito mais o que dizer ou destacar e sendo o Genesis uma banda tão amada por todos nós, só me cabe agora, recomendar este álbum a todos e agradecer ao iluminado que se deu trabalho de editá-lo e disponibilizá-lo na internet, divulgá-lo é uma obrigação de todos o blogueiros do planeta.

Músicos:
Peter Gabriel - Voice and Flute;
Phill Collins - Drums, percussions and voices
Steve Hackett- Guitar;
Mike Rutherfort - Bases
Tony Banks - Keyboards

Track-list:
01 - Watcher of the Skies
02 - Dancing with the Moonlit Knight
03 - I Know What I like
04 - Firth of the Fifth
05 - More Fool of Me
06 - The Battle of Epping Forest
07 - Green Grass Tale
08 - Supper's Ready

LINK.

"I Know What I like"
"Supper's Ready - P1"

"Supper's Ready - P2"

"Supper's Ready - P3"

20 de set de 2010

WOLF HOFFMANN - "Classical" - 1997

Guittarrista do primeiríssimo escalão do mundo rock, o alemão Wolf Hoffmann, membro desde 1976 da banda de speed metal Accept,   esbanja talento e criatividade em transformar conhecidas peças da música clássica em um rock de extremo bom gosto onde o seu virtuosimo não ultrapassa os limites da própria música no álbum intitulado "Classical", lançado em 1997.

Acredito que este álbum já tenha sido explorado por outros blogs, mas dada a sua beleza musical, não poderia deixar de fazer alguns comentários a mais, para destacar um dos álbuns que mais  me tem chamado a  atenção nos últimos tempos.

O talento e o poder de  de criação de Wolf Hoffann em transformar os difícieis arranjos originais,  foram suficientes para não deturpar estas célebres músicas que ganharam uma nova leitura, extremamente sofisticada e moderna.

Até os mais céticos com este tipo de trabalho tem que se curvar diante de tamanha maestria que sabiamente Wolf Hoffmann soube aplicar em composições de díficil execução e verdade seja dita, mexendo corajosamente  com  compositores  consagrados  da   música  clássica, como Bizet, Grieg, Tchaikovsky, Ravel, Beethoven, Smetana e Elgar,  um   feito  a meu ver, titânico, coisa  de  gênio, de gente que está muito, mas muito acima da média.

Para poder executar esta difícil tarefa, Wolf Hoffmann teria que estar muito bem  preparado e acompanhado, para tanto, ele reuniu nomes de peso do mundo do rock como, Larry Hall no piano, Peter Baltes e Mike Brignardello no baixo, Michael Cartellone na bateria e percussão e finalmente Al Kooper nos teclados para completar este time de feras que abrilhantaram mais ainda este álbum que em meu conceito é um clássico do rock, uma demonstração de habilidade e coragem, que merece todo o nosso respeito e admiração, deixando-o em uma condição de álbum altamente recomendado a quem simplesmente goste de música e tenho certeza que os amantes da música clássica não vão sentir-se ultrajados por esse incrível trabalho.


Track-list:
01. Prelude (Bizet)
02. In The Hall Of Mountain King (Grieg)
03. Habenera (Bizet)
04. Arabian Dance (Tchaikovsky)
05. The Moldau (Smetana)
06. Bolero (Ravel)
07. Blues For Elise (Beethoven)
08. Aragonaise (Bizet)
09. Solveig's Song (Grieg)
10. Western Sky (Hoffmann)
11. Pomp And Circumstance (Elgar)

LINK.

"Pomp And Circumstance"
"InThe Hall Of Mountain King"
"Blues For Elise"

17 de set de 2010

CHRIS SQUIRE - "Fish out of Water" - 1975

Bons antecedentes é que não faltam a este ilustre cidadão, nascido a quatro de março de 1948 na Inglaterra, músico, baixista, com nome de batismo, Christopher Russell Edward Squire, popularmente conhecido como Chris Squire, isso mesmo, o baixista do Yes.

Quando lançou este álbum, "Fish out of Water" em 1975, Chris Squire já era conhecido em todos os continentes do planeta, pois o Yes estava em franca ascensão, arrancando aplausos por onde passava e a projeção que este álbum alcançou na época foi tão significativa quanto às obtidas nos seus próprios trabalhos no Yes.

Lembro que quando soube da existência deste álbum, uns dois anos depois de lançado, pois não contávamos com as facilidades e o poder praticamente ilimitado de busca de uma Internet, era simplesmente impossível conseguir um álbum como este, pois ou  era extremamente caro por ser importado ou não era encontrado nem nas melhores lojas de discos da cidade e lembro ainda que em um golpe de sorte, o meu que era usado eu o encontrei em um sebo em uma galeria em Copacabana com um preço possível de ser pago.

Chris Squire é um perfeccionista, exímio baixista, uma figura carismática que não pensou duas vezes na hora de escolher quem o acompanharia nesta empreitada, pois ser membro de uma banda como Yes e ter a responsabilidade de estar lançando seu primeiro álbum solo, ele deve ter perdido algumas noites sem sono, mas ele acertadamente soube escolher quem o acompanharia, onde destaco a presença de alguns músicos muito conhecidos no cenário progressivo como Bill Bruford, Mell Collins, Patrick Moraz e até Pete Sinfield que deu um pitaco na música "Safe".

As músicas deste álbum,  todas de sua autoria, são uma grata surpresa, realmente muito boas e Chris Squire mostrou-se também um excelente vocalista, pois como normalmente sua voz é encoberta pela voz de Jon Anderson, foi possível escutá-lo sem outra interferência, realmente ele me surpreendeu.

Eu particularmente gosto demais deste álbum e destaco-o como um todo, pois, são apenas cinco músicas (uma pena) e todas com mesmo esmero musical, muito bem trabalhadas, mantendo uma homogeneidade entre si, fica difícil e injusto destacar uma ou outra.

Reconheço que Chris Squire e este álbum,"Fish out of Water"   já foram maciçamente comentados no meio blogueiro, mas como estamos nos referindo a um dos melhores baixistas da história da música e de um álbum consagradíssimo, sempre cabe um comentário a mais e outros virão após este com toda a pertinência e grandeza que o assunto permite, pois acredito que não haja a possibilidade de se esgotar um assunto quando estamos nos referindo a manifestações artísticas.

Músicos:
Adrian Brett Leader - Woodwind
Andrew Pryce Jackman - Piano, Piano (Electric), Conductor, Orchestration
Barry Rose - Organ, Keyboards, Pipe Organ
Bill Bruford - Percussion, Drums
Chris Squire - Bass, Vocals, Producer, Guitar (12 String Acoustic), Guitar (12 String Electric), Main Performer, Guitar, Arranger
David Snell - Harp, Leader
Jim Buck - Horn, Horn Section, Leader
Jimmy Hastings - Flute
John Wilbraham - Leader, Brass, Overdubs
Julian Gaillard - Strings, Leader
Mel Collins - Saxophone
Nikki - Vocals
Patrick Moraz - Organ, Synthesizer Bass, Synthesizer, Bass, Keyboards

Track-list:
1. Hold Out Your Hand
2. You By My Side
3. Silently Falling
4. Lucky Seven
5. Safe (Canon Song)

LINK.

"Hold Out Your Hand and You By My Side"
"Safe (Canon Song)"

16 de set de 2010

PASSPORT - "Move" - 1998

É com muito prazer que posto mais um espetacular álbum do Passport, intitulado "Move", tendo sido gravado em 1988,  mais uma superprodução de Klaus Doldinger para nos entreter e nos maravilhar com seu talento, carisma e inspiração que neste álbum transborda em cada faixa.

O que se nota é que independente da formação da banda, o altíssimo nível musical se mantém constante dando a impressão que basta entrar para o Passport, que o músico se transforma em um super astro musical, pois tenho mais de vinte álbuns e não consigo lembrar de um que tenha deixado a desejar ou seja fraco musicalmente.

"Move" é uma delícia de álbum para se escutar e é difícil alguém não gostar, pois é extremamente variado, existindo uma alternância de ritmos a cada faixa, impossibilitando qualquer possibilidade de monotonia e mais o interessante neste álbum é a presença de um Hammond C3 dando uma ginga muito especial às músicas em que é solicitado.

Como há muito não o escutava, antes de começar a escrever a resenha eu o escutei novamente, pois a memória não ajuda mais e a impressão que tive é que era uma espécie de música ambiente de algum lugar sofisticado, chique, um aeroporto ou coisa parecida e foi quando me dei conta que na capa tinha um avião indo diretamente de encontro com o que havia sentido, mas sem estar colocando este trabalho como algo trivial.

Se não estiver enganado, este é o quinto álbum do Passport que posto e para falar a verdade, chego a conclusão que  Klaus Doldinger não é mais uma surpresa para mim, pois como ele é uma unanimidade musical, um gênio da música, eu não consigo achar um defeito em sua música, então conforme vou postando seus trabalhos escuto atentamente suas músicas para ver se algo anormal acontece, mas como ele sempre está na vanguarda da modernidade com tudo perfeitamente encaixado em seus devidos lugares com uma perfeição Suíça, fica muito dífícil encontrar alguma falha ou inconssistência em seu trabalho.

Falei um monte de abobrinhas acima e nada a respeito do álbum "Move" que como não poderia deixar de ser é fabuloso, super recomendado e em meu conceito um dos melhores álbuns já produzidos por Klaus Doldinger que está muito bem amparado pelos extraordinários músicos que completaram a banda, ou seja, é só escutar e se deliciar com mais uma pérola do Jazz-rock alemão.

Músicos:
Klaus Doldinger /saxophones & flute
Biboul Darouiche / percussion
Robert Di Gioia / keyboards
Wolfgang Haffner / drums
Peter O'Mara / guitar
Patrick Scales / bass
Ernst Ströer / percussion

Track-list:
01. Tranceport (5:00)
02. Mr. Handy Man (5:49)
03. Inside Out (6:31)
04. Lunatic Dancing (5:04)
05. Isar Valley Crocodile (5:23)
06. Move (8:15)
07. Lucky Loser (5:25)
08. Wanderlust (4:23)
09. Echoes Of Yesterday (5:57)
10. One Size Fits All (5:03)
11. For The Ones I Love (5:02)
12. Had To Have (6:07)

LINK.

"One Six Fits All"

15 de set de 2010

RENAISSANCE - "At the Royal Albert Hall with the Royal Philharmonic Orchestra" - 1977

Eu me lembrei deste álbum quando estava escrevendo a resenha da postagem anterior, quando rasgava algumas sedas em cima da sempre lindíssima Annie Haslam e me dei conta que nunca que havia postado nada a respeito do Renaissance, o que é uma verdadeira lástima, contudo, lembrei que muito recentemente no blog ProgRockVintage da amiga Luciana Aun houve uma postagem do grupo com o álbum "Live at Carnegie Hall" de 1976, simplesmente fantástico e como ela bem disse referindo-se a música "Song of Scheherazade", como hipnótica, ela está cobertíssima de razão, realmente está fantástica e o álbum todo é uma preciosidade e não seria nada interessante e totalmente desnecessário fazer uma postagem de um álbum já postado com pouco tempo de intervalo. 

Mas tudo indica que estes dois álbuns que agora posto, "RENAISSANCE - At the Royal Albert Hall with the Royal Philharmonic Orchestra", partes 1 e 2,  gravados em 1977, devem fazer parte de alguma turnê, sendo este uma sequência do anterior, pois existem poucas músicas diferentes entre "Live at Carnegie Hall" e os dois álbuns postados, diferindo apenas os locais de apresentação e as orquestras.

A primeira parte do show é aberta com uma versão orquestrada da música "Prologue" que teve seu arranjo muito bem adaptado por Louis Clark para em sequência dar a entrada à banda com a música "Can You Understand" que está um primor de execução e a voz de Annie Haslam com uma afinação inigualável, só de pensar na música já dá arrepios e sem contar que o arranjo orquestral foi feito por Maurice Jarre, pai de Jean Michel Jarre, ou seja, trata-sede  um show no mínimo antológico, grandioso, coisa que há muito tempo não se escuta.

Nas demais musicas desta primeira parte do show o que se pode esperar é o melhor que uma boa música pode oferecer, além é claro da "hipnose" (créditos para a Luciana) que "Song of Scheherazade" provoca ao ser ouvida, simplesmente fabulosa.

Na segunda parte o nível musical permanece altíssimo como era de se esperar e musicas como "Running Hard", "Mother Russia" e "Ashes are Burning" criam certa dificuldade em encontrar um adjetivo adequado para descrever sua essência, condução  e sua impecável execução.

Este segundo álbum oferece outra fantástica versão  ao vivo para a  música "Prologue" gravada em Asbury Park,  New Jersey, USA, em janeiro de 1979 e ainda a inclusão da inédita  "You", muito boa por sinal,  uma gravação de estúdio que não havia sido inserida nos álbuns anteriores.

Musicos e orquestra:
Jon Camp / bass, vocals
Michael Dunford / acoustic guitar, vocals
Annie Haslam / lead vocals
Terrence Sullivan / drums, percussion
John Tout / keyboards
Harry Rabinowitz and the Royal Philharmonic Orchestra

Track-list - Parte 1:
1. Prologue
2. Can you understand
3. Carpet of the sun
4. Can you hear me 
5. Song of Scheherazade:
I) Fanfare
II) The betrayal
III) The sultan;
IV) Love theme
V) The young prince and princess as told by Scheherazade
VI) Festival preparations
VII) Fugue for the sultan
VIII) The festival
IX) Finale

Track-list - Parte 2:
1. Running hard 
2. Midas man 
3. Mother Russia 
4. Touching once (is so hard to keep)
5. Ashes are burning 
6. Prologue*
7. You (8:21)**
a) Part 1
b) Part 2

*Recorded live on July 28th, 1979 at the Convention Center in Ashbury Park, N.J.
** Unreleased song.

LINK.

"Ashes are burning" 
"Running hard" 

14 de set de 2010

SUPPER'S READY - Another serving from musical box - 1995

Na linha dos tributos, este é mais álbum com o selo da gravadora Magna Carta, intitulado "SUPPER'S READY - Another serving from musical box", desta vez homenageando o nosso amado Genesis, com um elenco de primeiríssima categoria e um set de músicas muito bem escolhidas que varrem praticamente toda a trajetória de uma das bandas mais conhecidas e estimadas da história do rock.

Para garantir a qualidade deste álbum, a gravadora Magna Carta convocou Robert Barry, David Hentschel, a nossa amada Annie Haslam do Renaissance, como sempre linda e  com sua voz aveludada, Kevin Gilbert, Richard Sinclair, John Goodsall, Pete Bardens e as bandas Over The Garden Wall, Magellan, Enchant, Shadow Gallery, Cairo, Crack The Sky e World Trade para fechar este álbum.

O álbum é aberto com a música "Watcher Of The Skies", fantasticamente executada por Robert Barry e banda, com destaque para o tecladista Mike Wible que toca demais, para em seguida entrar "Firth Of Fifth" que também está muito bem executada, aliás, com exceção de "I Know What I Like" que realmente não me agradou, pois foi totalmente desfigurada, um do perigos dos álbuns tributo.

As demais músicas seguem em altíssimo nível e destaco "Ripples" que na angelical voz de Annie Haslam é uma obra de arte, "Mama" que é uma música que nunca fez a minha cabeça, mas que na execução do Magellan ficou menos pop e bem mais rock que na versão original.

Outra que merece ser destacada é "Man Of Our Times" que recebeu um tratamento bem interessante do Enchant e logicamente "Many too many" performada por Pete Bardens e sua banda Mirage deixando como sempre sua marca registrada que é a competência e finalmente as músicas Entangled e Squonk, todacadas por Shadow Galery e Cairo respectivamente também estão muito bem formatadas.

Track-list:
01. Watcher Of The Skies  - Robert Berry
02. Firth Of Fifth - Over The Garden Wall 
03. Undertow - David Hentschel
04. Ripples - Annie Haslam
05. Back In N.Y.C. - Kevin Gilbert
06. For Absent Friends - Richard Sinclair 
07. Mama - Magellan
08. Man Of Our Times - Enchant
09. Many Too Many - Pete Bardens "Mirage"
10. Entangled - Shadow Gallery 
11. Squonk - Cairo
12. I Know What I Like (In Your Wardrobe) - Crack The Sky 
13. Carpet Crawlers - John Goodsall 
14. Keep It Dark - World Trade 

LINK.

"Mama - Magellan"
"Ripples - Annie Haslam"

13 de set de 2010

LAIBACH - "Opus Dei" - 1987

O Laibach é uma banda originária da Eslovênia, nascida a partir de uma associação cultural jovem em uma vila mineira no ano de 1980 e desde o início foi perseguida e reprimida pelos habitantes da vila e pela polícia, pois sua base estrutural unia elementos, nazista-fascistas, estalinistas, nacionalistas iugoslavos e eslovenos como uma forma de protestar contra a opressão vivida naquela época.

Tirando esta parte que é um tanto o complicada, sendo que  hoje em dia esta forma de protesto perdeu até o sentido com o fim da cortina de ferro e etc. e tal, o Laibach nos traz uma musica inovadora, moderna e muito bem humorada, mesmo que com um toque um tanto militar.

Chega a ser  hilária a forma como, por exemplo, neste álbum, "Opus Dei", musicas como, "Life is Life" do Opus e até mesmo a do Queen que não escapou de sofrer uma plástica em sua "One Vision" são tratatdas e tocadas, simplesmente geniais.

Nestes trinta anos de atividades, o Laibach produziu uns vinte álbuns, todos LP's, inclusive os mais recentes, sendo o último em 2006 e mais uns três DVDs que complementam a sua história.

Para os amantes do Techno, Industrial e até mesmo de Música Eletrônica, o Laibach é uma referencia interessantíssima, pois competência e criatividade estão a mostras neste álbum que está recheiadíssimo de perolas musicais que merecem ser apreciadas pelo menos uma vez.

Apenas por curiosidade o nome Laibach em alemão significa "Liubliana", o nome da capital Eslovena.

Músicos:
Milan Fras
Dejan Knez
Ervin Markosek
Ivan Novak
Tomaz Hostnik

Track-list:
1. Leben Heikt Leben
2. Geburt Einer Nation
3. Leben-Tod
4. F.I.A.T.
5. Opus Dei
6. Trans-National
7. How The West Was One
8. The Great Deal
9. Herz-Felde
10. Jagerspiel
11. Koza (Skin)
12. Krst (Baptism)
 
"Geburt Einer Nation"
"Leben Heikt Leben"

10 de set de 2010

PETE BARDEN'S MIRAGE - "Live Germany" - 1996

Esta banda tem no mínimo uma formação pitoresca, pois é a fusão de ex-membros do Camel e do Caravan, aliás, duas super bandas amadíssimas de todos nós, isso tudo sob o comando e a regência de nada mais nada menos do que, Pete Bardens, figuraça genial, um verdadeiro lord da música que nos presenteia com a banda "Mirage", focada no rock progressivo, mas já fora de época em um momento nada fácil para esta vertente musical.

Tudo começou em 1994, quando Pete Bardens consegue reunir para as primeiras passagens de som, os músicos Andy Ward, Dave Sinclair, Hastings Pye, Jimmy Hastings, Steve Adams e Rick Biddulph que começaram a ensaiar músicas do Camel e do Caravan para uma turnê no Reino Unido e na Holanda resultando na gravação de um álbum duplo, intitulado "MIRAGE LIVE 14.12.94" um primor de trabalho.

Com algumas mudanças, o Mirage em 1996 lança o "Live Germany", objeto desta postagem que com algumas músicas a menos, principalmente do Caravan, mantém a mesma qualidade musical do álbum anterior, sendo bastante convidativo para uma audição.

Em geral, tudo que Pete Bardens produz, vira ouro, pois ele tem o toque de Midas e mesmo quando está tocando suas antigas músicas, consegue reescrevê-las de forma tão genial, mesmo que numa formatação mais simplória, proporcionando uma maior longevidade às músicas, trazendo-as para a realidade atual, uma forma muito inteligente de perpetuar seu trabalho frente a novos públicos que com sua boa fama e carisma consegue cooptar com o passar do tempo.

As músicas selecionadas neste álbum, em sua grande maioria, são de total conhecimento público com algumas raras aparições de músicas desconhecidas, mas de igual valor musical, tornando este álbum bem homogênio, com uma continuidade entre as músicas que de certo ponto é até difícil de encontrar em outras bandas do gênero.

Músicos:
Pete Bardens / keyboards, vocals
Steve Adams / guitar, vocals
Desha Dunnahoe / bass, flute, vocals
Dave Cohen / drums, percussions

Tracklist:
01 Rhayader Rhayader Goes To Town
02 Seascape
03 Speed Of Light
04 Skylines
05 Home Thoughts
06 After Thought
07 Never Let Go
08 Timepiece
09 Journey
10 Tell Me
11 Spirit Of The Water
12 Gold
13 Lunar Sea


"Journey"
"Timepiece"

9 de set de 2010

HELMUT KOELEN - "You won't see me" - 1977

Este é outro álbum que redescobri com minha mudança e pode ser até que esteja um pouco manjado no meio blogueiro, mas como se trata de um material que de forma indireta nos remete ao Triunvirat que é uma banda que praticamente não tem material fora do catálogo oficial e como ultimamente os links têm sido removidos de forma autoritária e extemporânea, não resisti à tentação em postar o álbum, "You won't see me", criação de Helmut Koelen que ao lado de Jürgen Fritz e Hans Bathelt compuseram a melhor formação do Triunvirat, um dos expoentes do rock progressivo.

É um álbum logicamente com características mais chegadas para um pop rock do que para o rock progressivo, o que não tira o brilho deste trabalho que acabou sendo o único da fase solo de Helmut Koelen, pois ele havia terminado este álbum em novembro de 1976 e prematuramente veio a falecer em três de maio de 1977, uma verdadeira lástima para seus familiares e para nós amantes de sua música.

Como é um trabalho sem a rigidez de compromissos fixos com este ou aquele estilo, um projeto solo fora da linha de atuação do Triunvirat, é possível claramente identificar as diversas vertentes musicais distribuídas ao longo das nove faixas, um leve hard-rock, pop e até uma pitadinha de jazz na música "It's hard to Love you" que abre o álbum deixando-o bem leve, permitindo uma audiência menos exigente e consequentemente mais abrangente, permitindo atingir um maior público pela sua simplicidade e diversidade musical.

Uma versão muito interessante de "You won't see me" da dupla Lennon e MacCartney está inserida neste álbum, tornando-o extremamente convidativo, assim como "The story of life" uma baladinha muito legal que quando ouvi novamente, fui transportado uns trinta e cinco anos atrás, levando-me a lembrar de acontecimentos muito legais que ocorreram em minha juventude, não se tratando de saudosismos, mas sim de bons momentos vividos que merecem ser sempre lembrados.

Mais uma vez a música com seus poderes mágicos dentro de nossos cérebros redescobrem acontecimentos vividos há muito tempo funcionando como um "back-up" de nossa memória, bastando uns simples acordes para que fatos e imagens do passado que vivemos se materializem, dando a nítida impressão que o ocorrido tenha acontecido há muito pouco tempo.

Só resta a mim, recomendar muito este trabalho, por ser único na brilhante e curta carreira de Helmut Koelen, bem como pela sempre brilhante participação de Jürgen Fritz, um dos mais renomados tecladistas e compositores do rock progressivo.

Músicos:
Dieter Petereit, bass
Helmut Koelen - Bass, Guitar, Vocals
Jurgen Fritz - Keyboards
Matthias Holtmann - Drums

Track-list:
1- It's hard to love you
2- I'm walk on the river
3- Station
4- Dear poor boy
5- Playin' this song toghether
6- Listen lady
7- Mainstreet
8- The story of life
9- You won't see me

Link.

"You won't see me"
"The story of life"

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