31 de ago de 2010

GUDDAL & MATTE - "Genesis For Two Grand Pianos" - 2002

Pensando no que postar hoje a caminho do trabalho, estava escutando no carro o álbum “Rewiring Genesis - A Tribute to the Lamb Lies Down on Broadway” que é um tributo ao Genesis e foi postado no blog Som Mutante do amigo Dead or ALive, com o qual estou em dívida, pois baixei o álbum e nem deixei um agradecimento e/ou um comentário sobre a obra postada, mas pretendo corrigir esta falha assim que possível, mas retornando ao assunto, foi o impulso que estava precisando para postar algo bem interessante sobre o Genesis.

O que pode acontecer quando dois noruegueses se encontram e resolvem pegar algumas preciosidades do rock progressivo, no caso as músicas do Genesis e simplesmente executá-las com apenas o uso de dois pianos?

Parece até o inicio de uma piada, mas não é, mas é muito fácil de responder, pois não há uma única resposta a esta equação musical que este dois músicos criaram, pois ouvindo o álbum "Genesis For Two Grand Pianos" em seu volume nº 1, criado a partir da genialidade e virtuosismo de Yngve Guddal e Roger T. Matte, mais de uma centena de respostas surgem na mente dada a tamanha inspiração e coragem destes dois músicos em escolherem o Genesis para este tributo (??) e selecionarem músicas de difícil execução sem deturparem a sua essência.

O álbum da primeira a última faixa é um primor, agrada mesmo e não é preciso gostar do Genesis ou de rock progressivo, basta gostar de música, é o suficiente para aceitá-lo como uma excelente opção musical, não sendo nem um pouco cansativo, muito pelo contrário, pois causa certa expectativa, pois afinal são dois pianos substituindo uma banda inteira e para quem está familiarizado com as músicas do Genesis conhece  a complexidade estrutural inserida em suas composições, então fica difícil prever o que pode vir adiante quando o álbum é escutado nas primeiras vezes e para quem não conhece a obra do Genesis a sensação é de algo muito moderno e eclético, uma novidade musical a muito esperada, uma grata surpresa.

É muito gratificante quando este tipo de evento acontece, pois é uma prova que a música de qualidade nunca tem fim, ela é transformada, recebe uma nova roupagem, atravessando os tempos, mas continua entre nós e eu inclusive encontrei uma citação de Steve Hackett para este trabalho onde ele equipara a execução deste álbum com peças para dois pianos de Stravinsky, ou seja, um dos criadores do repertório original, curvando-se diante da habilidade de GUDDAL & MATTE em ajustar o arranjo das músicas para a realidade de dois pianos e da sua própria execução que no meu conceito foi impecável, límpida e cristalina, repleta de detalhes musicais de dificílima execução.

Não tendo mais palavras para descrever este trabalho, só me resta recomendá-lo muito a todos os amantes da música, pois com certeza estarão à frente de um trabalho de altíssimo nível que teve como fonte de inspiração a música do Genesis, um dos expoentes do rock progressivo.

Track-list:
1. The Fountain Of Salmacis
2. Mad Man Moon
3. Can-Utility And The Coast Liners
4. One For The Vine
5. Down And Out
6. Duke's Travels
7. Evidence Of Autumn

NEW LINK

"The Fountain Of Salmacis"
"Can-Utility And The CoastLiners"

30 de ago de 2010

NIACIN - Niacin - 1997

Já começo indo diretamente para o resumo da história e dizendo o seguinte, o Niacin é um super Power trio, formado pelo que há de melhor do mundo do Jazz-fusion, e esse melhor tem três nomes, Billy Sheehan no baixo, John Novello no órgão Hammond e teclados e Dennis Chamber na bateria, que simplesmente dão uma aula de música e virtuosismo com seus maravilhosos instrumentos.

Como eu gosto muito de teclados, fiquei fã de carteirinha do John Novello que usa um timbre e afinação muito parecida ao que Keith Emerson usava em seu Hammond, sendo uma delícia de escutar esse som tão único, tão característico e, diga-se de passagem, tão bem tocado, com muita propriedade e personalidade não se parecendo com nada que já eu tenha escutado.

Para os amantes das cordas, no caso o baixo, Billy Sheehan dispensa maiores apresentações, pois nas primeiras dedilhadas nas cordas, ele mostra a que veio, pois também dá um show à parte sem estar fazendo algum tipo de exibicionismo desnecessário, é virtuosismo mesmo.

Dennis Chambers em sua bateria, completa este maravilhoso elenco, aplicando a energia necessária para compassar e ritmar as musicas de forma brilhante e impecável dando o swing necessário às musicas que cativam a qualquer um que escute este álbum de nome homônimo a banda, "Niacin".

Este álbum contém quinze músicas totalmente escutáveis, pois seu experimentalismo, improvisações e modernidades não afrontam a nossa audição com sons paralelos entre os instrumentos o que ocasionalmente pode acontecer neste tipo de música se não houver uma unidade entre os músicos e no caso do Niacin, a coesão entre eles é absoluta, pois não há a necessidade de um ou outro estarem em destaque, pois o conjunto da banda se encarrega desta tarefa.

São músicas com uma duração muito adequada, em torno de quatros minutos, não permitindo com isto que o álbum fique cansativo ou entediante e a única musica acima dos seis minutos, "Klaghorn" é excelente, muito boa mesmo, uma jóia preciosa.

A rigor não há uma música em especial a ser destacada, pois o álbum como um todo é muito bom, extremamente homogêneo entre suas músicas, deixando-o em uma condição de álbum altamente recomendável para qualquer apreciador de música de extrema qualidade, independente de qualquer tribo que faça parte.

Track-list:
1. No Man's Land (4:58)
2. Clean-Up Crew (1:07)
3. Do a Little Dirty Work (5:49)
4. I Miss You (Like I Miss the Sun) (4:54)
5. One Less Worry (4:12)
6. Three Feet Back (5:31)
7. Bullet Train Blues (4:53)
8. Hell to Pay (4:35)
9. Alone on My Own Little Island (4:53)
10. For Crying Out Loud (3:30)
11. Klaghorn (6:29)
12. Spring Rounds (2:36)
13. Spring Rounds Squared (3:00)
14. Pay Dirt (4:14)
15. Fudgesicle (1:40)

Link.
"No Man's Land "
"Klaghorn"

26 de ago de 2010

THE VOW - Trojan - 2002

The Vow, banda formada por dois excelentes músicos alemães, Ralf Link e Goetz Holger ao final de 1998, pertencentes à nova geração do rock progressivo ou neoprog como queiram, com características similares a bandas como, IQ, Pendragon, Arena e tantos outros, editando três álbuns, "Another World" em 2000 apenas com a participação de seus dois fundadores; "Trojan" em 2002 e "Devil In Disguise" em 2005 fechando esta curta, mas excelente discografia.

Este álbum que agora posto, "Trojan", por sua simplicidade, proporciona uma bela e agradável jornada musical, muito rica em sintetizadores e guitarras, com forte e marcante presença da bateria e um vocal muito bem dosado para nos transportar da realidade e entrar em uma nova dimensão musical sem grandes exibicionismos ou firulas desnecessárias que muitas vezes tornam o conteúdo muito maçante e cansativo o que não acontece neste trabalho de estúdio, que está com um clima musical bem interessante e que teve um reforço extra com a colaboração de Uli Knoerr nos teclados e Kuhn Mathias no baixo para complementar grupo, uma vez que inicialmente Ralf Link ficava a cargo do baixo, guitarra e sintetizadores e Goetz Holger  a frete dos vocais e teclados.

Com não é uma banda de grande projeção, eu não encontrei em minhas pesquisas, uma referência que indicasse o músico responsável pela bateria e percussão para este álbum, o que é uma pena, pois esta participação foi muito importante, mas seja quem for, o fez de forma brilhante e impecável.

A banda ao longo destes três trabalhos conseguiu manter uma regularidade musical muito interessante, pois começou seus trabalhos com apenas dois músicos e com a evolução musical e maturidade que foram adquiridas com tempo criou a necessidade de agregar outros membros ao grupo ao longo do período de cinco anos entre os três álbuns, sendo o que para o último álbum, Manfred Wirth assumiu a bateria, dando uma maior mobilidade aos dois mentores do grupo, o que pode ser facilmente observado nos três vídeos abaixo, cada um representando um álbum.

Tracklist:
01. Introduction (11:00)
02. The old and wise man (7:43)
03. Close to the sky (10:59)
04. The dragons' cave (9:25)
05. Castle of the thousand doors (9:17)
06. In the maze (8:31)
07. Under the apple tree (5:47)
08. The prince of darkness (8:20)


Link.

"The Vow - Another World" - 2000"
"The Vow - Trojan - The old and wise man - 2002"
"The Vow - Devil In Disguise - 2005"

25 de ago de 2010

ELOY - " Collection of Live Rarities" - 1998

Dando uma vasculhada em meu acervo, acabei por achar este álbum, que na realidade foi montado por alguma alma caridosa há muito tempo atrás, pois eu o consegui via "DC++", um programa de "P2P" que habitualmente usava muito antes de ser raptado definitivamente pelos milhares de blogs existentes na internet, pois estes programas de busca de músicas são muito impessoais e principalmente sem informação alguma sobre o álbum ou banda, sem contar que nos blogs existe uma sinergia intensa entre quem posta e quem apenas o frequenta, sempre levando a uma troca de ideias muito interessantes que se somam ao nosso conhecimento por meio dos comentários que são deixados.

Este bootleg, Collection of Live Rarities é uma compilação bem interessante, pois consegue pegar as diversas fases do Eloy entre 1973 e 1998, dando uma ampla mostra da evolução musical que a banda sofreu ao longo deste período de vinte e cinco anos, com diversas formações, mas com mesma qualidade que a caracteriza, sempre com a carismática presença de Frank Bornemann no comando das ações.

Os álbuns Floating, Inside, Colours, Time to Turn, Metromania e The Tide Return Forever são as fontes  desta excepcional coletânea de raridades musicais ao vivo de uma das bandas mais criativas de todos os tempos.

Eu equiparo de igual para igual com o Pink Floyd sem constrangimento algum e indo um pouco mais além, considero inclusive o Eloy mais eficiente, musicalmente falando, pois como não houve uma fase experimental psicodélica, como aconteceu com o Pink Floyd, seus álbuns apresentam músicas mais escutáveis, o que de modo algum tira o mérito e a grandeza do Pink Floyd, que continua no Olimpo, apenas é uma fase que não me agrada e no caso do Eloy, quem já teve a oportunidade de escutar sua discografia completa, percebe um amadurecimento da banda que inicia seus trabalhos com um hard rock bem estruturado, migrando para rock progressivo, com uma rápida passagem pelos elementos básicos do heavy metal em 1984, com o álbum Metromania, para retornar ao rock progressivo que é a grande vocação desta banda.

A qualidade das gravações não é o que realmente gostaria de estar postando, mas levando-se em consideração que existe muito pouco material disponível das apresentações do Eloy, considero muito importante este registro musical de uma das mais importantes bandas do cenário progressivo mundial.

Track-list:
01 - Future city - Live 1973
02 - Castle in the air - Live 1973
03 - Flying high - Live 1973
04 - Child migration - Live 1980
05 - Impressions - Live 1980
06 - End of an odyssey - Live 1982
07 - The flash - Live 1982
08 - Generations of innocence- Live 1998
09 - Al  life is one - Live 1998

             
"Child migration"
"All life is one"

23 de ago de 2010

FISH - "Sushi" - 1994

Não sei se por pura coincidência, Fish deixou o Marillion, assim como Peter Gabriel deixou o Genesis, mas como o próprio Fish em diversas ocasiões declarou sua profunda admiração pelo Genesis da era Peter Gabriel, ou seja, é um réu confesso,  no bom sentido, é claro, nos indicando de onde sempre extraiu sua inspiração que associada ao seu talento nato para compor e cantar, conseguindo manter a qualidade de seus trabalhos mesmo fora de uma grande banda como o Marillion e em conseqüência a isto, somo brindados com um álbum duplo, gravado a partir de uma das suas diversas turnês, intitulado, "Sushi".

Sua trajetória solitária, sempre foi acompanhada de muito perto por sua imensa legião de fãs espalhados pelo planeta, sempre sendo um acontecimento o lançamento de um novo trabalho seu e este álbum que agora posto, "Sushi", gravado em 1994 é uma síntese dos seus primeiros anos longe dos grandes palcos, mas muito perto de seu público, com shows mais intimistas, em espaços menores criando uma maior proximidade junto a quem o assiste.

"Sushi" sustenta-se com músicas extraídas dos álbuns, "Vigil in a Wilderness of Mirror" de 1990, "Songs from de Mirror" de1992, sendo uma compilação com covers de bandas como Pink Floyd, Genesis, Yes, Argent, The Who, Moody Blues e músicos de expressão como David Bowie e Richie David e  "Internal Exile" de 1998, bem como músicas de sua época no Marillion para complementar esta belíssima apresentação.

A música de abertura do álbum não poderia ser melhor, pois "Fearless" do Pink Floyd, tocada com muita personalidade pela banda que o acompanha, aliás, faça-se justiça, uma puta banda e que conta ainda com seu fiel escudeiro Frank Usher nas guitarras, deu uma aula de música nos seus primeiros acordes e as demais músicas seguem no mesmo clima, ou seja, impecáveis, um primor. 

Acredito que os mais "xiitas" do mundo prog, não aprovem a carreira solo de Fish, pois sua intenção foi na verdade partir para algo mais brando, mais pop, sem muitas regras rígidas a serem cumpridas, mas acredito que quem ouvir este álbum não ficará decepcionado, pois Fish com esta super banda que conta com Robin Boult e Frank Usher nas guitarras, Mickey Simmonds nos teclados, Mark Brzezicki na bateria e Steve Brzezicki no baixo dão um verdadeiro show, imperdível.


Track-list:

CD 1:
01. Fearless (6:49) [Gilmour/Mason/Waters/Wright]
02. Big Wedge (5:33) [Dick/Simmonds]
03. Boston Tea Party (4:14) [Harvey/McKenna/Cleminson]
04. Credo (7:29) [Dick/Simmonds/Boult/Usher]
05. Family Business (5:43) [Dick/Simmonds/Lindes]
06. View From The Hill (3:01) [Dick/Gers]
07. He Knows You Know (2:43) [Dick/Pointer/Rothery/Trewavas/Kelly/Jelliman/Minnitt]
08. She Chameleon (3:59) [Dick/Rothery/Kelly/Trewavas/Mosley]
09. Kayleigh (4:12) [Dick/Rothery/Kelly/Trewavas/Mosley]
10. White Russian (9:19) [Dick/Rothery/Kelly/Trewavas/Mosley]
11. The Company (7:10) [Dick/Simmonds]

CD 2:
12. Just Good Friends (8:11) [Dick/Usher/Boult/Simmonds]
13. Jeepster (3:54) [Bolan]
14. Hold Your Head Up (3:08) [Argent/White]
15. Lucky (5:04) [Dick/Boult/Simmonds]
16. Internal Exile (7:33) [Dick/Boult/Simmonds]
17. Cliché (7:04) [Dick/Simmonds/Lindes]
18. The Last Straw (7:39) [Dick/Rothery/Kelly/Trewavas/Mosley]
19. Poet's Moon (4:13) [Dick/Simmonds/Boult]
20. Five Years (7:58) [Bowie]

Link.

"Fearless"

"The Company"

"View From The Hill"

22 de ago de 2010

ERIK NORLANDER - The Galactic Collective - 2010

Quando estava procurando um vídeo para postar de outro álbum de Erik Norlander, me deparei com o primeiro vídeo abaixo e confesso que foi amor a primeira vista, pois já conhecia alguns trabalhos dele que flerta diretamente com o progmetal, mas este está incrivelmente progressivo e eletrônico, com uma riqueza musical que nos últimos tempos eu não tinha conseguido escutar.

Para quem ainda não o conhece, ele nasceu em 1967 em Hollywood no estado da Califórnia, USA e desde muito cedo começou a estudar música e a freqüentar estúdios de gravação que conferiram a ele grande experiência em produção musical, tendo como fonte de inspiração Jeff Lyne do ELO e Alan Parsons, grande músico e engenheiro de som que teve o privilégio de estar ao lado de nomes como os Beatles e Pink Floyd e ter sua própria banda, a "The Alan Parsons Project" e desde 1993 já teve participação em mais de vinte e cinco álbuns, de sua banda, Rocket Scientists, junto a sua esposa, Lana Lane, seu álbuns solo e diversas participações que fez junto a outros artistas.

Fora isto, buscou toda a técnica e formação musical em nomes como Rick Wakeman, Keith Emerson e Jon Lord, (modesto o rapaz, não?) sendo facilmente possível escutar timbres e afinações de órgão Hammonds por nós muito conhecidas, uma vez que ele teve a capacidade de unir as técnicas do passado e aliá-las aos modernos instrumentos que hoje estão disponíveis.

Uma das características nas músicas de Erik Norlander são as guitarras nervosas acompanhadas de potentes batidas para temas quase sempre épicos, contando ainda com o apoio de sua esposa, Lana Lane, sempre presente em seus álbuns, que tem voz potente e também atua no cenário do metal melódico com diversos álbuns editados, inclusive com um só de covers que tem uma versão muito boa para a música Kashmir do nosso amado Led Zeppelin.

Este álbum, "The Galactic Collective" está caracteristicamente instrumental, altamente recomendado para os amantes da música eletrônica e do rock progressivo ou qualquer um goste de música de extrema qualidade, pois fora o talento de Erik Norlander, os músicos que o acompanham são de primeiríssimo nível, imprescindíveis para um trabalho de tamanha qualidade.

Musicians:
Erik Norlander, keyboards;
Lana Lane, vocals;
John Payne, vocals, guitars;
Mark Matthews, bass;
Nick LePar, drummer;
Mitch Perry, guitars ;
Mark McCrite, guitars;
Ron Redfield, guitars ;
Freddy DeMarco, guitars.

Track-List:
1. Arrival
2. Neurosaur
3. Fanfare for absent friends
4. Sky Full of Stars
5. Astrology Prelude
6. Trantor Station
7. After The Revolution
8. Garden of the Moon
9. Dreamcurrents
10. The Dark Water
11. Garden of the Moon (bonus track - long version)

Link.
 
"Fanfare for absent friends"
"Astrology Prelude"
"After The Revolution"

21 de ago de 2010

YES - "Live At Queen's Park" - 1975

Eu adquiri o DVD com este show ontem e não resisti em ripar o áudio e dividir com todos este espetáculo da Relayer Tour, do Yes com Patrick Moraz aos teclados mostrando que tem talento e que realmente foi o único que conseguiu substituir Rick Wakeman a altura.

Este show foi gravado em 1975 com a presença de 25.000 pessoas, com imagem de cinema, mas com alguma qualidade, o que o torna um registro muito importante da brilhante trajetória de uma das maiores bandas de rock progressivo de todos os tempos. 

Trinta e cinco anos depois assistir a um show como estes, só confirma, pelo menos para mim, que este grupo teve o privilégio de ser erguido, com sólidas bases, pois seus integrantes sem exceções são exímios músicos, com talento fora do comum, indo além dos próprios instrumentos que tocam, sem fazer firulas desnecessárias, com um palco ate certo muito humilde para receber a banda, mas que para eles naquele momento o que importava era tocar, mostrar a sua arte sem estar preocupados com aparências, notadamente sem arrogância alguma, ficando muito clara a vocação e a índole da banda.

A abertura do show com a música introdutória, saída de um trecho da "Firebird Suite" de Igor Stravinsky é de arrepiar qualquer um e eu tive o privilégio de assistir a um show deles e toda vez que escuto é como se eu estivesse lá junto ao público, é um mergulho para fora da nossa realidade e um sinal que estamos adentrando ao mundo Yes, é a travessia de um portal para uma viagem lisérgica sem o uso de drogas, simplesmente incrível, aliás, só para lembrar, usar drogas de verdade não está com nada, fujam delas.

A música tem vários poderes além de nos encantar e um deles é permitir estas viagens através dos tempos, nos remetendo muitas vezes a situações que vivemos, permitindo-nos a lembrar de fatos há muito tempo esquecidos.

Quanto ao set de músicas, nada a declarar, pois só há o que o Yes poderia de melhor nos oferecer, obviamente com total de destaque para o álbum Relayer que está na íntegra nesta apresentação que conta ainda com Ritual que eu gosto muito.

A unica novidade neste show, realmente é apresença positiva de Patrick Moraz que faz seu show a parte nos teclados provando que é também dos grandes mestres dos teclados.

Por fim, como um "Yesmaníaco", só me resta recomendar muito este DVD que está disponível na Fnac por menos de R$30,00 e no site NFK - Norfolk Filmes, pelo link: http://nfk.lojapronta.net/produtos_descricao.asp?lang=pt_BR&codigo_produto=127 está por R$ 22,90, uma veradeira barbada e a música associada à imagem ganha muito, ainda mais em um show histórico como este.
Track-list:

01. Sound Chaser
02. Close to the edge
03. The solid time of change
04. Total mass retain
05. I get up, I get down
06. Seasons of man
07. To be over
08. The gates of delirium
09. I’ve seen all good people
10. Long distance runaround
11. The clap
12. And you and I
13. The preacher and the teacher
14. Apocalypse
15. Ritual  
16. Roundabout
17. Sweet Dreams
18. Yours Is no Disgrace

LINK

"Sound Chaser"
"The gates of delirium"

19 de ago de 2010

CAMEL - "Breathless" - 1978

De certo modo este álbum, "Breathless", lançado em 1978, na seqüência de "Rain Dances", vem confirmar uma tendência que começava a se instalar no Camel, ou seja, sua fase pop, que a rigor não tem nada de mais, pois foi fruto de um modismo que começava a ditar algumas regras musicais que transformariam alguns grupos de rock progressivo em bandas pop, coisa que não vingou dentro do Camel, pois apesar de tudo, o DNA progressivo está presente em todas as suas músicas.

As músicas deste álbum que não perderam sua qualidade, pois sua essência é muito forte, apresentam fortes sinais de fragilidade diante do rock progressivo, pois são muito curtas, sem um tema central, algumas até dançantes com batida discoteque, com visível apelo comercial regidos pelas necessidades da época que acabaram vitimando a banda com a saída de Peter Bardens do Camel, perda irreparável.

Peter Bardens neste álbum realmente foi uma figura apagada, muito bem observado pelo amigo Roderick Verden, que deixou um sábio comentário a respeito deste álbum na postagem que havia feito do "Rain Dances" e isto talvez por conta da mudança de estilo que a banda estava passando, resumindo sua participação a uns poucos solos e um acompanhamento maior de piano a longo das músicas o que deve ter sido um forte estimulo a sua debandada do grupo.

Mas a mudança de estilo significa um amadurecimento que o grupo foi obrigado a passar por circunstâncias alheias a sua vontade, acredito eu, mas como o instinto de sobrevivência fala mais alto em determinados momentos, o Camel em meu entendimento saiu-se muito bem, pois energia, talento e criatividade são alguns dos ingredientes que conferem a banda o merecido status que tem.

Independente de qualquer situação, fato ou estilo musical, eu não consigo deixar de recomendar um trabalho do Camel e este álbum merece muita atenção como qualquer outro que tenham produzido, pois ele possui qualidades específicas que não podem ser desconsideradas.

Em minha visão, o Camel é uma das poucas bandas que se por acaso algum instrumento musical cair ao chão eu levanto e bato palmas achando que é alguma música nova, dada a genialidade do grupo, por isso é difícil não indicar um álbum deles como uma boa opção musical.

Músicos:
Pete Bardens / organ, synthesizer, piano, keyboards, mellophonium, vocals
Richard Sinclair / bass, vocals
Andy Latimer / flute, guitar, vocals
Andy Ward / percussion, drums
Mel Collins / sax

Track-list:
01. Breathless
02. Echoes
03. Wing and a Prayer
04. Down on the Farm
05. Starlight Ride
06. Summer Lightning
07. You Make Me Smile
08. Sleeper
09. Rainbow's End

Link.

"Summer Lightning"
"Echoes"
"Wing and a Prayer"

16 de ago de 2010

NICO & TANGERINE DREAM - "Atmosferics a Notre-Dame" - 1974

Onde tem Tangerine Dream, tem Edgar Froese e se tem Edgar Froese, tem muita criatividade e genialidade de sobra para nos assombrar com sua música eletrônica e neste álbum, "Atmosferics a Notre-Dame" gravado em 1974 dentro da Catedral de Notre-Dame,  mais uma  prova é dada.

Para este show o Tangerine Dream teve seu time de músicos reforçado por um elemento de peso,  Christa Päffgen, conhecida artisticamente por Nico, ela que em 1967 havia deixado o Velvet Underground e partido para uma carreira solo de sucesso, trouxe a voz feminina para dentro do Tangerine Dream, coisa rara em seu vasto acervo.

Eu particularmente achei o trabalho um pouco fúnebre, parece música para animar um velório, mas como do Tangerine Dream e da cabeça de Edgar Froese pode-se esperar de tudo, não cheguei a ficar muito surpreso, pois seu elevado grau de experimentalismo eletrônico e musical o habilita a produzir estas manifestações artísticas que na verdade são de altíssimo nível nos remetendo até a alguns álbuns do Pink Floyd no início de carreira.

Para complementar esta atmosfera dark, a voz de Nico é extremamente cadavérica, profunda,  parece saída de uma tumba ou algo parecido e ela deve ter sido escolhida a dedo por Edgar Froese para fechar com chave de ouro mais um genial trabalho.

A música do Tangerine Dream, não e de fácil audição e na maioria das vezes de difícil compreensão, portanto fazer comentários a respeito acaba tornando-se uma tarefa muito árdua e ingrata, pois posso estar cometendo alguma injustiça e a rigor não tenho o conhecimento de causa necessário para julgar um trabalho como este e na verdade a intenção da postagem é divulgar e não criticar.

Os comentários são a expressão do que senti ao escutar este álbum algumas poucas vezes, sendo que em uma delas, totalmente às escuras, o efeito foi espetacular, obrigando-me a indicar este álbum como mais um maravilhoso trabalho de Edgar Froese, que como sempre dá um show de composição, bem como na execução em todas as musicas deste álbum, pois como estava muito bem acompanhado por Nico, Christopher Franke e Peter Baumman o resultado não poderia ser outro.

Esta apresentação acabou gerando uma série de problemas para a produção do show, pois como a capacidade do local foi em muito ultrapassada impedindo quem estava dentro de sair, acorreu que muitas pessoas acabaram urinando dentro da Catedral, causando veementes protestos por parte da Igreja que definitivamente baniu qualquer espécie de manifestação que não a religiosa dentro de suas dependências.

Músicos:
Nico - pump organ, vocals
Edgar Froese - keyboards
Christopher Franke - keyboards
Peter Baumann - keyboards

Track-list:
01. Janitor Of Lunacy
02. The falconer
03. Valley Of The Kings
04. The End
05. Abschied
06. Mutterlein
07. Frozen Warnings
08. You Forget To Answer
09. We've Got The Gold
10. No One Is There
11. Ari's Song
12. Atmospherics

Parte 1 e Parte 2

"Reims Cathedral"

13 de ago de 2010

REGENESIS "Live" - 1996

Essa história de banda cover eu acho uma situação muito perigosa, pois dependendo do "homenageado", as coisas podem ficar por demais complicadas e principalmente constrangedoras para todos os envolvidos, tendo em vista que por natureza e essência o rock progressivo já nasceu complicado exigindo um talento e virtuosismo  bem acima da média para seus  praticantes, mas especificamente neste caso eu  tenho que retiar o que disse acima, pois o ReGenesis, uma banda tributo para o nosso amado Genesis, dá conta do recado com muita competência e elegância.

O ReGenesis foi pelo fundado pelo tecladista Doug Melbourne na Inglaterra em 1994, logicamente para ser um constante tributo ao Genesis, uma das mais expressivas bandas do rock progressivo, sendo uma missão quase impossível, mas conseguida com até com muito mérito, pois seus diversos membros sempre tiveram uma qualidade em comum, o talento, então a banda conseguiu manter uma regularidade muito boa em suas apresentações com até certa teatralidade, característica fundamental do Genesis da era "Gabriel".

Desde 1994 até agora são cinco álbuns editados provenientes de suas apresentações em pubs e teatros da Inglaterra, Holanda, Bélgica tendo conseguido muito boa aceitação e críticas, tendo como um último registro em 2009, inclusive com a participação de Steve Hackett  neste show.

Um único fato chamou mais minha atenção, sendo um sentimento meu e não uma crítica é que o vocalista nesta apresentação, Glyn Protheroe, muito preocupado em imitar a voz de Peter Gabriel, tenha se perdido um pouco, pois não é fácil realizar esta imitação e talvez quem tenha chegado mais perto disto, Derek Dick, o Fish do Marillion que tem um vozeirão repleto de graves e agudos, mas que este fato de forma alguma tira o mérito do trabalho, que merece total apoio, respeito e admiração de todos os seu fãs.

As músicas escolhidas para performar este álbum, não necessitam de maiores apresentações, pois são mais que conhecidas de todos nós, o que ressalto apenas é excepcional forma como foram executadas, realmente de forma impecável, tornado este álbum muito atrativo para todos nós adoradores ou não da música do Genesis, sem dúvida alguma uma, uma pérola do rock.


Músicos:
Glyn Protheroe, vocais e percussão;
Nigel Appleton, bateria, vocal e guitarra;
Steve Marsh, guitarras;
Andy Hyam, baixo e guitarra;
Doug Melboune, teclados e sintetizadores    

Track-list:
1.Watcher of the Skies
2.Firth of Fifth
3.The Lamb Lies Down on Broadway
4.Fly on a Windshield
5.Broadway Melody of 1974
6.In The Cage
7.Supper's Ready
8.I Know What I Like*
9.Carpet Crawlers*

NEW LINK

"Supper's Ready"
"I Know What I Like"

Este vídeo com a música "The Return of the Giant Hogweed" não faz parte deste show postado, mas como se trata de um registro muito importante do ReGenesis não resisti à tentação de postá-lo também.

"The Return of the Giant Hogweed"

12 de ago de 2010

PAT METHENY GROUP - "We Live Here" - 1995

Quem seria o músico que desde os oito anos de idade já estava envolvido com a música, inicialmente com seu trompete que aos doze anos foi substituído por uma mágica guitarra que o levaria a tocar com os melhores músicos de jazz da cidade do Kansas, Missouri nos EUA?

Só existe um e este é Pat Metheny que exatamente hoje, 12/08/2010, completa seus cinquenta e seis anos de vida, carregando consigo um legado de vinte e seis álbuns gravados a partir de 1976 entre discos solos, com a sua banda Pat Metheny Group e parcerias diversas que fez ao longo destes anos.

Tem também como legado, recordes de recebimento de prêmios nunca antes vistos, pois diretamente são nada menos do que quinze Grammy Awards em diversas categorias como "Best Rock Instrumental", "Best Contemporary Jazz Recording", "Best Jazz Instrumental Solo", "Best Instrumental Composition" e com a sua Pat Metheny Group foram sete Grammies consecutivos na categoria  "Best jazz album" e não para por ai, pois aos dezoito anos tornou-se o professor mais novo de todo o sempre da "Berklee College of Music" e vinte anos mais tarde ganhou da mesma instituição o título de Doutor Honorário.

Ele continua até hoje estudando muito, mas não abre mão de suas turnês, o que o obriga a uma média de cento e oitenta viagens por ano para cumprir seus compromissos, mas talvez o recorde mais importante e o que menos aparece é a sua preocupação e dedicação em ajudar novos e antigos talentos da comunidade do jazz a se colocarem no meio jazzístico e assim poderem realizar seu projetos. 

O desenvolvimento de instrumentos musicais também faz parte de seu vasto currículo, pois teve participação direta no desenvolvimento de diversos novos tipos de guitarras tais como a guitarra acústica soprano, a guitarra de 42-cordas (Pikasso) e a guitarra de jazz Ibanez PM-100, ou seja, o cara é uma fera que atua em todas as direções que no final convergem para uma única direção, o sucesso.

O álbum "We Live Here" é um dos vários que já produziu que pode sintetizar a trajetória de sua carreira e dedicação total a música, pois é impossível resistir à tamanha inspiração e talento contidas em todas as suas músicas, seja pela composição ou mesmo pelo próprio conjunto da banda que funciona como um relógio Suíço, perfeito e harmônico, tudo no seu devido lugar, totalmente desprovido de exibicionismos, uma lição de conjunto que serve para todos os estilos musicais e este álbum não tenho como destacar uma música, pois seria uma injustiça com as demais, portanto eu destaco todo o álbum da primeira a última faixa, pois realmente ele é incrivelmente fantástico.

Este álbum tem a uma participação especial de Luis Conte, percussionista consagradíssimo, tendo participado em diversos projetos dos grandes nomes da música como, Santana, Madonna, Shakira, Jackson Browne, Sergio Mendes e Phil Collins e muitos outros.


Músicos:
Pat Metheny - guitars
Lyle Mays - piano, keyboards
Steve Rodby - bass, cello
Paul Wertico - drums
David Blamires - vocals
Mark Ledford - vocals, trumpet
Luis Conte - percussion


Track-list:
1."Here to Stay" – 7:39
2."And Then I Knew" – 7:53
3."The Girls Next Door" – 5:30
4."To the End of the World" – 12:15
5."We Live Here" – 4:12
6."Episode D'Azur" – 8:45
7."Something to Remind You" – 7:04
8."Red Sky" – 7:36
9."Stranger in Town" – 6:11

Link.

"Here to Stay"
"Red Sky"

11 de ago de 2010

COLLAGE - "Nine Songs Of John Lennon" - 1993

O Collage é mais uma banda da nova geração do rock progressivo (Pendragon,Satellite IQ,....), foi fundada na Polônia e em 1989 lançou seu primeiro álbum, "Basnie" e em seguida a ele, vieram, "Moonshine" em 1994, "Changes" de 1995 e "Safe" de 1996.

Este que destaco e posto agora, "Nine Songs Of John Lennon" foi produzido em 1993, não com covers, mas com novos arranjos paras as músicas de um dos maiores gênios de todos os tempos, John Lennon.

São nove músicas de pura emoção, talento, criatividade e principalmente de coragem, pois iriam  interferir em músicas consagradissimas e a probabilidade do trabalho não ser aceito pelos fãs de John Lennon e dos Beatles, de seus próprios fãs dentro e fora da Polônia e pela crítica em geral era muito grande, mas eles apostaram no talento e o fato é que não aconteceu o pior, pois é muito difícil alguém não gostar deste álbum, principalmente para nós, amantes dos grandes e rebuscados arranjos de guitarras e teclados que com muita sabedoria foram explorados pelos rapazes do Collage.

A coragem foi tanta que no novo arranjo para a música "Give Peace a Chance" que bem desfigurada de seu formato original, foi recheada de teclados sinfônicos e inclusive trechos de músicas do Deep Purple com "Smoke on the Water" e do Led Zeppelin com "Rock and Roll" foram inseridas no contexto da música com muita competência e o resultado ficou fantástico. 

Músicas como "Power To The People" e "Tomorrow Never Knows" ganharam arranjos de arrepiar, na medida certa, sem exibicionismos ou exageros, demonstrando facilmente que foi feito por gente que entende muito do assunto, trabalho extremamente profissional e sem preocupações comerciais para agradar gravadoras e/ou rádios FM's, portanto agrada a todos nós.

Especificamente sobre a segunda música que citei a pouco, "Tomorrow Never Knows", essa já veio desde o berço, progressiva, pois é só escutar a versão original, para sentir algo diferente em seu arranjo que não combina com o que conhecemos das demais músicas de John Lennon e dos Beatles e o fato é que esta música já foi explorada por outras bandas e uma versão que me recordo agora tem a participação de Brian Eno e Phil Manzanera e está em um álbum chamado "801 Live", simplesmente incrível.

O álbum como um todo é excelente não só pelo repertório escolhido o que já seria suficiente para classificá-lo desta forma, mas principalmente pelo cuidadoso tratamento que foi dado a todas as músicas que de forma alguma sofreram mutilações, mas muito ao contrário, ganharam uma nova plástica graças ao talento desta banda que corajosamente enfrentou esta difícil tarefa de transformar o que já era bom demais em algo no mínimo fora do comum.

Músicos:
Robert Amirian / lead vocal, guitar solo in Cold Turkey, backing vocals;
Piotr Mintay Witkowski / bass guitar, backing vocals;
Krzysztof Palczewski / keyboards, backing vocals;
Mirek Gil / electric and acoustic guitars, backing vocals;
Wojtek Szadkowski / drums, percussion, backing vocals.

Track-list:
1. Power To The People (3:15)
2. Tomorrow Never Knows (4:11)
3. Woman (5:38)
4. God (7:22)
5. Well Well Well (1:43)
6. Imagine (6:05)
7. Give Peace A Chance (6:58)
8. There's A Place (3:48)
9. Cold Turkey (5:44)

NEW LINK
"Power To The People"

9 de ago de 2010

PREMIATA FORNERIA MARCONI - "A Celebration PFM" - 1988

Como há muito tempo eu não escutava este álbum do PFM, ontem por acaso eu o redescobri e ele soou como algo novo em meus ouvidos e confesso que foi uma experiência gratificante para mim, pois este álbum está simplesmente recheado de preciosidades e logo nas duas primeiras faixas a recompensa desta minha redescoberta se faz presente nas músicas 21st. Century Schizoid Man do King Crimson e My God do Jethro Tull que foram executadas de forma espetacular, um verdadeiro tributo a estas duas bandas consagradas mundialmente e eu já havia esquecido completamente deste álbum, uma verdeira lástima. 

Dai por diante, musicas saídas de álbuns como, "Storia di un minuto", "Photos of Ghosts", "Chocolate Kings", "Jet Lag", "Paspartu" e mais alguns outros que não lembro agora, dão vida a uns dos melhores álbuns da banda, pois  alem de serem ótimas, foram executadas de forma impecável e intensa resultando em performances fantásticas, dignas de uma banda como o PFM.

Este álbum, "A Celebration PFM" é uma síntese "live" da trajetória de uma das bandas mais conhecidas e de maior sucesso do rock progressivo, retratando de forma muito significativa a evolução do trabalho da banda ao longo de quase trinta anos de serviços prestados à música  quando do lançamento deste álbum.

Se eu fosse  destacar alguma música, para não cometer uma injustiça eu teria que comentar todas as vinte seis músicas deste álbum duplo, o que seria impraticável, mas como eu não resisto à música “Celebration” que foi o veículo que me fez adentrar ao mundo do  PFM a mais de trinta anos, a performance desta música neste álbum está invejável, com um show a parte de Lucio Fabbri nos teclados, isto se eu não estiver muito enganado, mas se por acaso não for ele e alguém souber, me avise para que eu possa corrigir esta postagem, pois o encarte deste álbum não revela quem realmente estava à frente dos teclados nesta apresentação memorável.

O download deste magnífico álbum está dividido em duas partes,  CD1 e CD2  que originariamente estão postados no blog PROGROCKVINTAGE, que diga-se de passagem é parada obrigatória para qualquer mortal amante da boa música tendo em  vista o imenso acervo musical  que  lá existe, é imperdível!!!  

Track-list:
CD1:
1. 21st Century Schizoid Man
2. My God
3. Picture Of The City
4. Bollate Keyboard Jam
5. Four Holes In The Ground
6. Is My Face On Straight
7. Cleveland Keyboard Jam
8. Mr. 9 Till 5
9. Alta Loma 5 Till 9
10. Spanish Jam
11. Paper Charms

CD2:
1. Four Holes In The Ground
2. Chocolate Kings
3. William Tell Overture
4. Celebration
5. Impressioni Di Settembre
6. Poseidon
7. Out Of The Roundabout
8. Left-Handed Theory
9. Dove.... Quando
10. Jet Lag
11. Greek Reflection
12. Violin Suite
13. Violin Dance
14. Violin West Dance
15. Passpartú

"Celebration"
"Mr. 9 Till 5 and Alta Loma 5 Till 9"

6 de ago de 2010

CAMEL - "Rain Dances" - 1977

Este álbum, "Rain Dances", lançado em 1977, marca a primeira mudança de estilo musical do Camel, pois com a saída do baixista Doug Ferguson que foi substituído por Richard Sinclair que deixava o Caravan e pela chegada do saxofonista Mel Collins que já havia tocado no King Crimson, se agrega a banda, e com ele um toque jazzístico é mesclado ao rock progressivo, dando um novo direcionamento musical ao trabalho da banda.

A bem da verdade, esta mudança não foi totalmente espontânea, pois havia um desejo da banda em dar um novo rumo aos novos trabalhos visando uma aceitação comercial mais intensa, uma vez que o rock progressivo como era produzido começava a entrar em choque com interesses comerciais de gravadoras e rádios FM's e o próprio movimento de certo modo começava a perder força pela chegada de novos movimentos musicais que estavam sendo gerados aquela época.

"Rain Dances" é sem dúvida um excelente álbum e a leve mudança de estilo musical sofrida, apenas serviu para confirmar o que todos já sabem, ou seja, sobra talento e inspiração a banda e o álbum que foge totalmente a um tema central, com músicas descoladas umas das outras é garantia de muito divertimento e descontração.

A única observação mais contundente a este trabalho é que eu senti  a falta da presença um pouco mais efetiva dos teclados de Peter Bardens que aparece de forma brilhante nas músicas "Skilines" e "Rain Dances" e da flauta mágica de Andy Latimer que era uma característica marcante nos trabalhos anteriores do Camel, mas isto é uma coisa pessoal minha e o que mais importa neste trabalho é poder escutar a evolução musical de uma das melhores bandas de rock progressivo de todos os tempos.

Álbum altamente recomendado para amantes ou não do movimento progressivo.

Músicos:
Andrew Latimer / guitar, flute, vocal on 3, 4 & 5 some piano, bass
Peter Bardens / keyboards
Andy Ward / drums, percussion
Richard Sinclair / bass, vocal on 3, 5
Mel Collins / saxophone

MúsicosConvidados:
Martin Drover / trumpet on 6, cor Flugel on 8
Malcolm Griffiths / trombone on 6, 8
Brian Eno / acoustic and electric piano, Mini Moog, cloches on "Elke"

Track-list:
01."First Light" (Bardens, Latimer)
02."Metrognome" (Bardens, Latimer)
03."Tell Me" (Bardens, Latimer)
04."Highways of the Sun" (Bardens, Latimer)
05."Unevensong" (Bardens, Latimer, Ward)
06."One of These Days I'll Get an Early Night" (Bardens, Mel Collins, Latimer, Sinclair, Ward)
07."Elke" (Latimer)
08."Skylines" (Bardens, Latimer, Ward)
09."Rain Dances" (Bardens, Latimer)

Bonus-tracks:
10. Highways Of The Sun (Single Version)
11. First Light (BBC "Sight & Sound" In Concert)
12. Metrognome (BBC "Sight & Sound" In Concert)
13. Unevensong (BBC "Sight & Sound" In Concert)
14. Skylines (BBC "Sight & Sound" In Concert)
15. Highways Of The Sun (BBC "Sight & Sound" In Concert)
16. One Of These Days I'll Get An Early Night (BBC "Sight & Sound" In Concert)

Link.

"Rain Dances"
"Unevensong"

5 de ago de 2010

THE LENS - "A Word in your Eye" - 2001

O embrião do IQ começa a ser gerado em 1976 com a união de Mike Holmes (guitarra), Peter Nicholls (vocal) e Niall Hayden (Bateria) formando então uma banda chamada "The Giln", mas como faltavam ainda alguns músicos para complementar o projeto, foram convidados os músicos Rob Thompson que assumiu a bateria e Peter Blackler para assumir teclados, começando uma dura peregrinação, com shows em pequenos locais e de forma bem amadorística, pois logo começaram as substituições, primeiro com saída de Niall Hayden que foi substituído por Brian Marshall que seria substituído por Paul Cook e o mesmo acontecendo com Peter Blackler que foi substituído por Martin Orford que de primeira sugeriu a mudança do nome da banda que passou a ser conhecida como "The Lens".

A entrada de Martin Orford era tudo o que precisavam, pois além de excelente compositor e tecladista, era também um visionário, pois conseguiu prever que aquele grupo poderia ir muito mais longe, como realmente acabou acontecendo.

Em 1981 o "The Lens" é definitivamente extinto e uma nova banda, que viria a ser conhecida como IQ iria se tornar um dos ícones da nova geração do rock progressivo, mas a notoriedade e o carisma de Martin Orford o levariam ainda a criar mais uma banda, o Jadis, com características neo-progressivas e ate passagens pelo King Crimson e o Asia estaria no caminho de sua brilhante carreira, que em 2004 iria render-lhe o "The Best of the Year Classic Rock Society Award" na categoria "Best Keyboard Player".

O álbum "A Word in your Eye" foi editado somente em 2001 e ele na verdade é uma compilação de músicas que nunca haviam sido colocadas a público e estavam esquecidas em algum porão de gravadora, mas "Martin Orford" por fim, decidiu produzi-las, o que foi ótimo, pois é um excelente álbum que mostra o talento de jovens músicos aflorando e com certeza agradará a quem escutá-lo.

Músicos
Michael Holmes (of IQ) / electric, acoustic, & bass guitars, additional keyboards
Martin Orford (of IQ) / vocals, keyboards, piano, flute
Paul Cook (of IQ) / drums & percussion

Músico convidado:
Tony Wright / saxophone

Track-list:
1. Sleep Until You Wake
2. Choosing a Farmer (part 1)
3. On Stephen's Castle Down
4. Shafts of Light
5. Childhood's End
6. Frost & Fire
7. Of Tide & Change
8. From the Sublime
9. Choosing a Farmer (part 2)

NOVO LINK
"Frost & Fire"

4 de ago de 2010

TALES FROM YESTERDAY - "Um tributo ao Yes" - 1995

Mais uma vez a gravadora Magna Carta nos surpreende e nos presenteia com mais um álbum tributo gravado no ano de 1995, com um verdadeiro elenco de feras do rock e a banda a ser homenageada desta vez foi o Yes que merecidamente ganhou o seu álbum tributo, que alias, faça-se logo justiça foi feito a altura de sua grandeza musical.

Todas as musicas receberam um tratamento muito especial, sem no entanto descaracterizá-las, pois este tipo de álbum tributo é uma atividade a meu ver de altíssimo risco, pois muitas vezes o tributo se parece mais com um castigo e não com uma homenagem, o que não é o caso desta compilação.

Com muito acerto, as músicas que foram escolhidas para formação desta compilação, puderam ser reproduzidas por outros músicos sem grandes dificuldades, uma vez que a estrutura musical imposta pelo Yes não é de fácil execução, tendo até em vista algumas compilações que as vezes aparecem com diversas gravações da mesma música, o que se percebe é que a versão colocada nos álbuns é sempre a mais complexa, o que nós simples mortais adoramos.

Outro fator que agregou valor a este tributo, sem dúvida alguma foram as bandas e os músicos convidados, pois a execução das músicas estão impecáveis, muito bem produzidas e não poderia ter sido diferente, pois bandas como Magellan, Shadow Gallery, Word Trade, Cairo, Enchant e também com a participação de figuras de peso como Robert Barry, Steve Morse, Stanley Snail, Annie Haslan (a voz continua um veludo), Adam Wakeman, Tony Fernandez, Damian Wilson e até antigos e atuais membros do próprio Yes como Peter Banks, Patrick Moraz e Steve Howe, deram a garantia necessária para tornar este tributo digno de uma banda como o Yes.

Track-list:
01 - Roundabout (Robert Berry)
02 - Siberian Khatru (Stanley Snail)
03 - Mood for a Day (Steve Morse)
04 - Don't Kill the Whale (Magellan)
05 - Turn of the Century (Steve Howe & Annie Haslam)
06 - Release, Release (Shadow Gallery)
07 - Wonderous Stories (World Trade)
08 - South Side of the Sky (Cairo)
09 - Soon (Patrick Moraz)
10 - Changes (Enchant)
11 - Astral Traveller (Peter Banks)
12 - The Clap (Steve Morse)
13 - Starship Trooper - (Jeronimo Road)
Link.

"Roundabout"
"Don't Kill the Whale"
"Starship Trooper"

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