30 de jun de 2010

PASSPORT - "Doldinger Jubileé '75"

Como prometido, ai está "Doldinger Jubileé '75", o outro álbum que havia esquecido a muito tempo na prateleira que comentei na postagem de 28/06/2010 sobre o álbum "Doldinger Jubileé Concert de 1973".

Com um elenco de primeiríssima linha, é só dar uma conferida na seleção de músicos no final da postagem, o resultado como não poderia deixar de ser é surpreendente e isso por tratar-se de um álbum que é resultado de uma apresentação ao vivo.

Acredito que as músicas incorporem a alma, o sentimento e principalmente o talento dos músicos no momento de sua execução, perdendo (graças aos Deuses da música ao vivo) aquela sonoridade muito exata, cristalina, quase matemática, de um som que foi trabalhado até a exaustão para atingir a perfeição sonora que tantos engenheiros de som procuram para obter a curva perfeita em um maldito osciloscópio ou equipamento que o valha.

Com músicas que foram escolhidas a dedo, retiradas dos álbuns "Hand Made", "Looking Thru” e “Cross Colateral” a diversão está garantida, principalmente com a sequência de “Albatross Song”, “Abracadabra” e “Jadoo”.

Talvez como uma das missões que Klaus Doldinger tem em vida, seja a de nos surpreender, além de compor e tocar muito bem, pois por acaso descobri uma parceria dele com Giorgio Moroder para a trilha sonora de "Never Ending Story", um filme de 1984, valendo uma postagem futura, pois é bem interessante o trabalho desta dupla.


Musicians:
Kristian Schultze / Organ, Piano, Keyboards, Fender Piano
Pete York / Percussion, Drums
Arthur Levy / Liner Notes
Wolfgang Schmid / Bass
Curt Cress / Drums
Philip Catherine / Guitar
Johnny Griffin / Tenor Saxophone
Les McCann / Piano, Keyboards, Fender Piano, Vocals
Klaus Doldinger / Keyboards, Soprano & Tenor Saxophone, Moog Synthesizer
Buddy Guy / Guitar

Tracklisting:
1. Compared to What (5:02)
2. Albatross Song (7:46)
3. Abracadabra (7:44)
4. Jadoo (5:04)
5. I Just Want to Make Love to You (6:20)
6. Ready for Takeoff (7:22) (Bonus Track)
7. Angel Wings (8:54)

Link.

"Albatross Song"
"Abracadabra"
"Jadoo"

29 de jun de 2010

TRIUMVIRAT - "The bonus tracks (1972-78)" - 2010

É tão difícil conseguir algum material  a respeito do Triunvirat que quando vi este álbum, não pensei duas vezes em postá-lo aqui no blog, mas como de costume, sempre dando o crédito para a origem do material que encontrei no blog DREAM EXPRESS.

As músicas de "The bonus tracks (1972-78)" não são 100% inéditas, pois boa parte foi inserida como bônus e estão presentes nas remasterizações que os álbuns anteriores do Triunvirat passaram a alguns anos atrás quando foram relançados aqui no Brasil.

De qualquer  forma, fica como mais um álbum  para esta magnífica banda  que tão bem representou  o cenário progressivo internacional em uma época em que atuavam diversas bandas de renome internacional, consagradas mundialmente,  o que não impediu ao Triumvirat deixar também seu nome gravado na história da música contemporânea, tornando-se um de seu  expoentes. 


Tracklist:

01 Be home for tea
02 Broken Mirror
03 Ride in the night
04 Sing me a Song
05 Dancer's delight
06 Timothy
07 Dimplicity
08 Million dollars
09 The capital of power (live)
10 Showstopper
11 Take a Break Today (Bonus)
12 The Hymn (Edit)
13 Waterfall [Edit]
14 Jo Ann Walker [Edit]

Link.

"Million dollars"
"Be home for tea"

28 de jun de 2010

PASSPORT - Doldinger Jubileé Concert - 1973

Como há muito tempo eu não dava uma fuçada na minha coleção de cd's não é raro descobrir algumas preciosidades que ficam esquecidas nas prateleiras por tanto tempo, que quando as encontramos parece que é algo novo e neste caso foi uma gratíssima surpresa em se tratando do Passport.

E melhor de tudo é que além deste, o "Doldinger Jubilee Concert" eu encontrei o "Doldinger Jubileé '75", tão bom quanto este que o postarei assim que for possível.

"Doldinger Jubilee Concert"  dispensa qualquer tipo de comentários  a respeito de suas músicas, pois é oriundo dos álbuns anteriores de estúdio do Passport, tendo sido gravado ao vivo em uma de suas apresentações pela Alemanha em 16 de outubro de 1973.

O negocio é falar muito pouco e escutar muito este álbum, verdadeira pérola do jazz-rock, como sempre com uma apresentação impecável da banda e de seus convidados. 

Este álbum foi executado por um verdadeiro time de feras do jazz entre os membros efetivos da banda e os músicos convidados para este show e nele estiveram presentes para esta apresentação os seguintes músicos:

- Buddy Guy / guitar
- Philip Catherine / guitar
- Johnny Griffin / saxophone, saxophone (Tenor)
- Les McCann / piano, keyboards, vocals
- Klaus Doldinger / keyboards, saxophone, saxophone (Soprano & Tenor), Moog synthesizer
- Wolfgang Schmid / bass, guitar, bass (electric)
- Curt Cress / drums
- Kristian Schultze / organ, piano, keyboards
- Pete York / percussion, drums

Track List:
1. Handmade
2. Freedom Jazz Dance
3. Schirokko
4. Rockport
5. Rock Me Baby
6. Lemuria's Dance



"Handmade"
"Lemuria's dance"

27 de jun de 2010

ASGARD - "Imago Mundi" - 1993

Influenciados pela musica de Genesis, Pink Floyd, Queensryche, Black Sabbath, Dream Theater, In Extremo, Spock’s Beard e Saga, ao norte da Itália em 1991 é fundado o Asgard, uma banda no mímimo curiosa, pois inicialmente foi formada por músicos Italianos e Alemães, cantando suas musicas em Inglês e gravando seus álbuns na Alemanha.

Fora isto, é uma banda com uma carreira até certo ponto muito curta, pois foi produtiva entre 1991 e 1993 editando quatro álbuns neste período, sendo que "Imago Mundi", foi o último desta fase, tendo um álbum editado em 2000, chamado de "Drachenblut" que era anunciado no back-cover do CD "Imago Mundi".

Consegui apurar que mais um álbum foi lançado, chamado "On the verge" recentemente, em 2009, mas não encontrei maiores informações sobre este álbum.
 
Passando por uma severa troca de músicos para a produção e gravação de "Imago Mundi", o Asgard apresenta neste álbum, uma postura mais pesada, deixando um pouco de lado a essência do rock progressivo, partindo para um progmetal ao estilo do Dream Theater, bem estruturado, com personalidade, batidas bem marcadas e fortes, com guitarras mais agressivas e um fundo com uma atmosfera bem mística, produzida pelos teclados bem dosados de Alberto Ambrosi.
 
Como estamos falando de uma banda que não teve uma projeção muito grande, encontra alguma biografia a respeito da banda e de seus integrantes foi uma tarefa um pouco difícil, como também não foi possível também postar algum vídeo sequer, pois nem no youtube (coisa difícil de acontecer) consegui encontrar algo que mostrasse o trabalho da banda.
    
Musicians:
Kikko Grosso - guitararras
Max Michieletto - bateria
Chris Bianchi D'Espinosa - baixo e  vocal;
Alberto Ambrosi - teclados, flauta e vocais;
Marco Ferrero - guitarras;

Track-list:
01. Transmigration - On A Blow Of Immense (6:28)
02. Justice - Land Of The Silver Drakkar (4:11)
03. Violence 1 - Land Of Brutality (2:06)
04. Violence 2 - Land Of Ulfhedwar And Berserkir (4:30)
05. Virtue - Land Of The Eternal Snows (4:31)
06. Fortitude - Land Of The Waves (4:26)
07. Serenity - Land Of The Green Flowers (5:04)
08. Disharmony - Land Of The Chasms (5:18)
09. Courage - Land Of The Dark Wood (4:36)
10. Imagination - Land Of The Thule And Tir-N-N"Og (6:26)
11. Vulgarity - Land Of The Slimes (3:35)
12. Nobility - Land Of The Borealis Auroras (5:39)
13. Egoism - Land Of The Burning Sands (9:31)

Link.

25 de jun de 2010

EKSEPTION - "Ekseption" - 1969

Para esfriar a cabeça, depois de um joguinho de futebol (Brasil x Portugal) no mínimo sonolento, repleto de cabeças de bagre nos dois times, dentro e fora do campo, só mesmo postando alguma coisa bem interessante e considero que a música do Ekseption será uma boa pedida para esquecermos-nos desta medíocre apresentação da Seleção Brasileira de Futebol diante de uma Seleção Portuguesa de um só jogador que nada fez além de correr como uma gazela desgovernada fugindo dos leões, simplesmente ridículo.

O Ekseption foi fundado na Holanda em 1967 e teve uma carreira ativa até 1989, deixando um legado de 14 álbuns editados, sempre pautados pelas mesmas características, ou seja, transformar peças da música clássica em um misto de rock progressivo, psicodelismo e jazz-rock com algumas pitadas bem apimentadas de blues, doando a essas obras uma nova roupagem com este sofisticado e moderno estilo de reinterpretação das obras dos grandes compositores clássicos do passado.

Com a presença fundamental e carismática de Rick Van Der Linden à frente da criação dos novos arranjos e capitaneando os teclados, o Ekseption cumpre de forma excepcional e criativa seus objetivos musicais.

Este primeiro álbum com titulo homônimo ao nome da banda é uma delícia de escutar, proporcionando agradáveis momentos de entretenimento para o ouvinte pelo seu dinamismo musical, por ser divertido e acima de tudo pela ousadia e irreverência da banda em estar interferindo, de forma positiva, é claro, em obras consagradas mundialmente, compostas por personagens históricos como, Bach, Beethoven, Gershwin, Khachaturian's, Saint-Saëns e tantos outros mestres da música clássica tiveram suas peças reconfiguradas.

Track-list:
01 - The 5th
02 - Dharma For One
03 - Little X Plus
04 - Sabre Dance
05 - Air
06 - Brutal Fire Dance
07 - Rhapsody In Blue
08 - This Here
09 - Dance Macabre Opus 40
10 - Canvas

Link.


NOVO LINK
"The 5th"
"Dance Macabre Opus 40"

24 de jun de 2010

SYNKOPY 61 - "Xantipa" 1973

Outra pérola do Synkopy 61, aliás, o primeiro álbum, de 1973, intitulado "Xantipa", trazendo dois covers do Uriah Heep no mínimo sensacionais, logicamente cantados no idioma da então Checoslováquia, hoje divida em República Checa e República Eslováquia.

Este álbum está fortemente influenciado pelo hard rock do Uriah Heep, pois estão presentes neste álbum as músicas "Easy Livin" e "Look At Yourself" que são executadas impecavelmente.

Como a estrutura musical de todas as músicas deste álbum esta dosada com porções do rock progressivo e isto muito bem embasado pelo fato de usarem massivamente um órgão Hammond fazendo o fundo das músicas, tornaram-no um álbum facilmente escutável, bem acelerado e independente do idioma cantado, muito agradável de escutar.

O curioso disto tudo, é que o País permaneceu fechado por mais de 40 anos por conta da Segunda Guerra Mundial e em seguida esmagado pelo comunismo, mas mesmo assim, os integrantes da banda conseguiram acesso às músicas do Uriah Heep e outras bandas talvez, em uma época em que o meio de comunicação mais moderno era o rádio, mas levando-se em conta a situação política do País, acredito que deveria haver uma censura muito forte e atuante para afastar qualquer tipo de influência estrangeira, principalmente a cultural, tendo suas portas abertas somente em 1989 quando a Glasnost de Gorbatchev, o então Presidente da URSS surpreendeu o mundo com sua política de tolerância, que justiça seja feita, abriu as portas de toda a Europa Oriental.

Dá até para imaginar um cidadão sendo pego pela polícia política que deveria haver na época, com um vinil de uma banda estrangeira na mão, seria o equivalente hoje a ser pego com um carregamento de drogas ou armas, quanta ignorância.

O prejuízo cultural que acaba sendo gerado por conta de situações políticas como esta, não tem preço, não dá para ser mensurado, pois uma banda como o Synkopy em condições normais teria uma projeção internacional muito maior do que realmente deve ter tido e mais uma vez a internet como um instrumento de comunicação, restabelece a ordem e a justiça, revelando ao mundo mais um tesouro musical que estava escondido abaixo dos escombros da intolerância.

Musicos:
- Petr Smeja / guitar
- Jirí Rybár / drums
- Pavel Pokorný / violin, guitar, vocals
- Jan Carvaš / double bass, bass, vocals
- Michal Polák / vocals
- Oldrich Veselý / keyboards, vocals

Track-List:
01 - Xantipa (2:40)
02 - Zelený Lucištník (4:10)
03 - Brouk (2:57)
04 - Bílý Vrány (Easy Livin - Uriah Heep) (2:27)
05 - Balón (4:17)
06 - Ptací Sonáta (3:40)
07 - Hrej Se Mnou Fair (Look At Yourself - Uriah Heep) (4:40)

Link.
"Bílý Vrány (Easy Livin - Uriah Heep)"
"Xantipa"

23 de jun de 2010

SOLARIS - "Nostradamus - Book of Prophecies" - 1999

Na mesma linha de "Marsbéli Krónikák”, quinze anos depois, o Solaris nos presenteia com "Nostradamus - Book of Prophecies" outra obra de arte musical vinda da longínqua Hungria.

Este álbum agrada nos primeiros acordes com uma música muito envolvente, pois sua estrutura é dotada de uma atmosfera espacial misturada aos vocais muito marcantes cantados na língua nata da bandal, o Húngaro.

Obviamente não se entende nada do que é cantado, pelo menos para quem não é húngaro, mas o que se escuta é muito bom, tem uma sonoridade especial que se funde com o som dos demais instrumentos tocados formando um bloco musical no mínimo curioso.

Como o Solaris é uma banda que dispensa maiores apresentações, sugiro para quem quiser se aprofundar na história desta magnífica banda dar uma passada na Home Page Oficial  que pode ser lida em Inglês ou húngaro (facinho né?), portanto amigos, mãos-a-obra para baixá-lo se por acaso não o tiverem, para poder escutar muito este excepcional álbum e aproveitar cada precioso segundo dele.

Não seria nem preciso dizer que é um álbum altamente recomendável e que não pode faltar na estante de qualquer amante da música progressiva, mas como sou muito teimoso e fã de carteirinha da banda, eu digo e repito em voz alta, É ALTAMENTE RECOMENDÁVEL!!!!

Os vídeos abaixo que estão disponíveis no Youtube, estão com uma qualidade de imagem e som espetaculares e a quem os tenha disponibilizado, só nos resta agradecer muito por este inestimável trabalho de paciência e amor a música.

Membros:
Attila Kollár - flute
Csaba Bogdán - guitars
Gábor Kisszabó - bass
Tamás Pócs - bass
Róbert Erdész - keyboards
László Gömör - drums

Track-list:
1 - Book Of Prophecies (part one) - 2:45
2 - Book Of Prophecies (part two) - 13:11
3 - Book Of Prophecies (part three) - 4:33
4 - The Duel - 7:18
5 - The Lion's Empire - 6:40
6 - Wings Of The Phoenix - 4:52
7 - Ship Of Darkness - 5:52
8 - Wargames - 4:27
9 - The Moment Of Truth (part one) - 5:01
10 - The Moment Of Truth (part two) - 1:53
11 - Book of Prophecies (Radio Edit) - 3:27

Link.
"Nostradamus" Part 1/5
"Nostradamus" Part 2/5
"Nostradamus" Part 3/5
"Nostradamus" Part 4/5
"Nostradamus" Part 5/5

22 de jun de 2010

SYNKOPY & OLDRICH VÉSELÝ - "Slunecni Hodiny" - 1981

A cada dia que passa, eu me convenço que a função mais primária e fundamental  da internet é a transmissão do conhecimento entre os povos e se for usada com sabedoria, seu poder é ilimitado.

Sem uma ferramenta como esta, como nós poderíamos descobrir que a Tchecoslováquia poderia nos brindar com uma banda de rock, chamada "Synkopy", simplesmente sensacional, com uma criatividade incomum e talento indiscutível e que apesar de cantar em uma língua de difícil compreensão (ou nenhuma) consegue nos prender a atenção e fazer com que escutemos seu "som" até o fim (bem, isso aconteceu comigo).

Escondidos pela Cortina de Ferro na época da Guerra Fria, o "Synkopy", foi fundado em 1960 pelo que consegui apurar e findou sua carreira em 1990, fazendo uma pequena aparição em 1992 e  produzindo nada menos que trinta e sete álbuns entre Compactos, LP's e Cd's, sendo que o primeiro foi editado em já 1961 ao da brilahnte trajetória.

Eu consegui este que está sendo postado, "Slunecni Hodiny" e "Xantipa" que traz dois covers do Uriah Heep fantásticos, o que significa que tem muito material da banda ainda a ser garimpado e logicamente compartilhado pelos diversos blogs de música para que esta banda seja conhecida em todo o planeta (se é que já não é).

Falando um pouquinho de "Slunecni Hodiny" (coisa bem difícil), achei uma tradução para o título do álbum que significa "Relógio de Sol" e que suas músicas contam a história desta antiga ferramenta, um forte indício de ser uma banda de rock progressivo por focar em um tema específico e por estar reforçada por um time de tecladistas que se dividem em outros instrumentos também.

Se as letras das músicas realmente tem um significado importante ou estão contando abobrinhas, acho que isso nunca vamos saber, mas uma coisa é certa, a música contida neste álbum realmente tem algum significado, pois mesmo não entendo nada do que esta sendo dito, o que se escuta é muito agradável e prende a atenção, pois a parte instrumental é impecável, com uma sonoridade muito clara, bem ao estilo de grandes bandas progressivas que tanto escutamos e como não poderia deixar de ser, considero este álbum imperdível, super-recomendado a quem gosta de escutar uma boa música.

Um destaque bem interessante deste álbum é "Cerny Racek", que é uma belíssima música, a qual consegui um vídeo no Youtube e já adiantando o próximo álbum, "Xantipa", tem um cover maravilho do Uriah Heep com a música "Look at yourself".

Musicos:

Oldrich Veselyi: Micromoog, ARP Omni, Clavinet,Fender piano,Piano,Vocal;
Vratislav Lukas: Bass, Micromoog, Ckavinet, Cello, Vocal;
Pavel Pokorny: Micromoog, ARP Omni, Fender piano, Violin, Vocal;
Emil Kopriva: Guitar, Vocal;
Petr Smeja: Guitar;
Jiri Rybar: Drums, Percussion, Micromoog, Vocal

Track-list:
1.Introdukce 2:54
2.Hul V Slunecnich Hodinach 6:04
3.Jsi Nadhrne Praveka 8:21
4.Intermezzo 2:14
5.Cerny Racek 7:41
6.Klavesove Extempore 4:03
7.Vodopad 7:28
8.Toulka Je Obla 7:28

Link.

"Černý racek"
"Hrej se mnou fair (Uriah Heep cover- Look at Yourself )"

21 de jun de 2010

YES - "Talk" - 1994

O ano é 1994 e chegamos ao décimo quinto álbum de estúdio do Yes, simplesmente chamado de "Talk" e para não haver mal entendidos quanto à qualidade musical deste álbum é só encará-lo como um pop muito bem elaborado e não como um álbum de rock progressivo.

A bem da verdade, eu levei um bom tempo para ter coragem em escutá-lo, acho que pelo menos uns dois anos e o cd ainda estava lacrado na estante, pois a tendência era que fosse um mais um álbum similar ao anterior, "Union" que não chega a ser um desastre musical, mas não era o que eu gostaria de escutar, principalmente vindo do Yes.

Quando li na contra-capa do cd a formação da banda sem a presença de Rick Wakeman e Steve Howe e composta por Jon Anderson, Trevor Rabin, Toni Kaye, Chris Squire e Alan White, na época foi um estimulo a mantê-lo lacrado, pois não sabia o que ia escutar e não estava a fim de me decepcionar após uns três anos sem novidades vindas do Yes, uma das bandas que me colocou no mundo do rock progressivo.

Mas em algum momento a coragem apareceu e quando o escutei pela primeira vez, confesso que me surpreendi, não por ser um bom álbum de rock progressivo, mas por ter fugido de suas características progressivas e mostrar uma nova vocação musical baseada em um pop de muito bom gosto, sofisticado e com algumas passagens bem ao estilo clássico que tanto caracterizou a banda.

Este álbum visto por este ponto de vista pode ser uma grata surpresa que eu deixei de lado por um bom tempo e mais uma vez tive a prova que o preconceito é a maior ignorância que o homem pode cometer.

Agora, se for visto por um ponto de vista mais "xiita" progressivo, aconselho a não perder tempo em baixá-lo, caso ainda não o tenha feito, pois em nada se assemelha aos consagrados trabalhos do início da carreira.

Track-list:

01 - The Calling
02 - I Am Waiting
03 - Real Love
04 - State Of Play
05 - Walls
06 - Where Will You Be
07 - Endless Dream A. Silent Spring (Instrumental)
08 - Endless Dream B. Talk
09 - Endless Dream C. Endless Dream

Link.

"The calling"
"I Am Waiting"
"Walls"


18 de jun de 2010

JETHRO TULL - "Stand Up" - 1969

Falar qualquer coisa a respeito do Jethro Tull é no mínimo um puta prazer e ainda por cima associado ao álbum "Stand Up" como motivo desta postagem, o prazer é em dobro.

Banda que está na ativa desde 1967, o Jethro Tull tem vinte e um álbuns de estúdio gravados, sete gravados a partir dos seus shows e nada menos do que quinze coletâneas e uns onze vídeos entre vhs's e dvd's.

Ao longo destes quarenta e três anos, a formação da banda sofreu diversas modificações, mas sempre com Ian Anderson no comando das ações, aliás, único membro da formação inicial até hoje, conseguiu manter a banda com muita dignidade, tendo seus altos e baixos no que se diz respeito à produção de alguns álbuns, mas nada de anormal para uma banda que está há quatro décadas na ativa.

Com letras pitorescas e um modo todo especial de compor e de tocar, o Jethro Tull já passou pelo blues, jazz, folk rock, rock progressivo, rock eletrônico e até pelo heavy metal, podem acreditar, pois até um premio Grammy de "Melhor Performance de Rock Pesado/Metal" eles ganharam em 1989 por conta do sucesso do  álbum "Crest of a Knave", causando um mal estar terrível, no cenário Metal, pois era o primeiro ano de premiação daquela categoria e a banda esperada para abocanhar o premio era o Metallica, havendo muitos protestos dos fãs do metal.

Mas fofocas de bastidor a parte, se ganharam o prêmio é porque no mínimo ele foi merecido, mesmo que em uma categoria não adequada ao estilo do Jethro Tull e isto unicamente porque "Crest of a Knave" é um álbum que foi mais calcado nas guitarras de Martin Barre.

Mas voltando vinte anos atrás deste evento, mais precisamente em 1969, os premiados foram os fãs, pois o álbum "Stand Up" é um premio para nós, uma verdadeira lição de música, repleto de preciosidades musicais como, "A New Day Yesterday", "Bourée", "Nothing Is Easy" e "We Used to Know", feitas com simplicidade, sem muitos malabarismos ou solos intermináveis, mas com muita consistência e coesão entre letra e música.

O mais interessante de tudo é que para mim, cada vez que escuto este álbum, da primeira à última faixa, a impressão que tenho é que é um álbum novo, pois ele não caducou com o tempo, não se perdeu, soa sempre muito atual, não parece que é música de quarenta anos atrás.

"Bourée" é um caso tão especial, que tenho a sensação que J. S. Bach, o autor, dá uma virada no caixão toda vez que ela é tocada, puto da vida, porque esta versão do Tull ficou melhor que a dele, mas na verdade se realmente ficou melhor é porque o original é uma fonte de inspiração inestimável.

Membros:
Glenn Cornick - baixo
Clive Bunker - bateria e percussão
Martin Lancelot Barre - guitarras e flauta
Ian Anderson - flauta, guitarra acústica, orgão Hammond, piano, balalaika, e vocais
David Palmer - condução e arranjo de cordas.

Track-list:
1."A New Day Yesterday"
2."Jeffrey Goes to Leicester Square"
3."Bourée" (J. S. Bach arr. Jethro Tull)
4."Back to the Family"
5."Look into the Sun"
6."Nothing Is Easy"
7."Fat Man"
8."We Used to Know"
9."Reasons for Waiting"
10."For a Thousand Mothers"
Bonus tracks:
11. "Living In The Past"
12. "Driving Song"
13. "Sweet Dream"
14. "17"

OS LINKS EXISTENTES FORAM REMOVIDOS, QUALQUER RECLAMAÇÃO, FAVOR DIRIGIR-SE AOS ENERGUMENOS DO "DMCA"


"We Used to Know"
"Bourée"

17 de jun de 2010

LE ORME - "Collage" - 1971

Banda italiana, formada na segunda metade dos anos sessenta, inicialmente com seu estilo voltado para um pop psicodélico muito influenciado pelos trabalhos do Moddy Blues e dos Beatles, o Le Orme, em 1970 lança seu primeiro trabalho voltado para o rock progressivo intitulado "L'Aurora", mas ainda carregado de elementos do psicodelismo dos anos 60.

Mas esta característica ainda presente na banda não tirou o brilho e o valor do trabalho, pois rendeu-lhes dois discos de ouro e o reconhecimento por toda a Europa e principalmente na Inglaterra chamando muita a atenção da crítica e do público onde o movimento do rock progressivo era muito presente e atuante.

No ano seguinte, "Collage" é lançado e mostra a maturidade e a real vocação da banda aflorando com este álbum repleto de composições bem estruturadas, tendo um belíssimo Hammond no comando das ações com passagens rítmicas bem variadas e um belo vocal cantando letras em italiano.

Por ser um Power trio, muitas vezes foram tachados de versão italiana do Emerson, Lake & Palmer, por sinal uma puta injustiça, pois em nada os estilos das duas bandas se parecem, mesmo pertencendo a uma mesma vertente do rock.

Este álbum é recomendadíssimo para os apreciadores da boa música e um convite a entrar no mundo do rock progressivo para quem ainda não o conhece e foi criado e executado pelos músicos Aldo Tagliapietra (vocal e guitarra); Michi Del Rossi (bateria e percussão) e Toni Pagliuca (piano elétrico e Hammond).

Track-list:

1. Collage
2. Era inverno
3. Cemento armato
4. Sguardo verso il cielo
5. Evasione totale
6. Immagini
7. Morte di un fiore

Link.

"Collage"

16 de jun de 2010

PREMIATA FORNERIA MARCONI - "Storia di un minuto" - 1972

A banda Premiata Forneria Marconi ou simplesmente PFM como é mundialmente conhecida, surgiu no início dos anos setenta na Itália e como competência era a matéria prima da banda, logo começaram a abrir shows para o Yes e o King Crimson, antes mesmo de lançarem seu primeiro trabalho, sem dúvida alguma um excelente começo e uma promessa de um futuro brilhante.

O primeiro álbum foi editado no ano de 1972, intitulado "Storia di un minuto" que é o objeto desta postagem e realmente por esse trabalho já é possível vislumbrar a grandeza da banda, a vocação e o talento nato para o rock progressivo em um momento em que estava em franca ascensão em seu movimento, com diversas bandas de excelente qualidade surgindo na Itália e com a obrigação de fazer frente a bandas já consagradas da Inglaterra e da Alemanha.

Tarefa nem um pouco invejável, mas o PFM estava lá, com muita tranquilidade, presente em um movimento até certo ponto elitista, pois não bastava ter cabelos compridos e usar roupas coloridas, tinha que haver talento, muito talento, virtuosismo individual e em grupo dos músicos, pois a essência do rock progressivo norteia-se por elementos advindos da música clássica associados a temas muito complexos e toda a teatralidade necessária nas apresentações em público, não deixando espaço para músicos e compositores medíocres.

A palavra "medíocre" pode soar agressiva demais, mas é a mais pura verdade e facilmente fazendo um brainstorm, atentando para cada elemento das diversas bandas de rock progressivo, fica difícil apontar este ou aquele como melhor o guitarrista, tecladista, ou seja o que for, pois cada um tem uma característica ou peculiaridade tão distinta que fica difícil apontar quem é o melhor e isto se dá pelo alto nível de virtuosismo que cada um apresenta e não é com três acordes aqui ou ali e letras que não dizem absolutamente nada, que é resolvida a equação da música do rock progressivo.

"Storia di un minuto" é um álbum simples, a rigor não existe uma rígida ligação entre as músicas, pois o álbum não está diretamente focado em um tema central, mas individualmente todas tem conteúdo, pois as músicas são trabalhadas de tal forma que é possível sentir a atmosfera progressiva nelas em função do enredo musical muito bem elaborado pelo PFM.

Nos brindaram com este magnífico trabalho os seguintes músicos, Franz Di Cioccio na bateria,  sintetizador moog e vocais, Franco Mussida nas guitarras acústica, elétrica, de doze cordas, bandolim e vocais, Mauro Pagani na flauta, violino vocais, Giorgio Piazza no baixo e vocais e Flavio Premoli nos Teclados, mellotron, cravo, piano, sintetizador moog e vocais.

Track-list:
1."Introduzione" - (Mussida) - (1.09)
2."Impressioni di Settembre" - (Mussida/Mogol/Pagani) - (5.43)
3."E' Festa" - (Mussida/Pagani) - (4.49)
4."Dove... Quando... parte 1 - (Mussida/Pagani) - (4.06)
5."Dove... Quando... parte 2 - (Mussida/Pagani) - (6.00)
6."La Carrozza di Hans" - (Mussida/Pagani) - (6.45)
7."Grazie Davvero" - (Mussida/Pagani) - (5.51)   

Link.
"É Festa"
"Dove... Quando... parte 1"
"Dove... Quando... parte 2"

15 de jun de 2010

MUSEO ROSENBACH - Zarathustra - 1972

Tenho postado ultimamente álbuns de tendência progressiva da Inglaterra e da Alemanha, inclusive citando-os como berço do rock progressivo e na verdade cometendo uma verdadeira e grande injustiça com a Itália que é outra grande produtora deste gênero musical.

Bandas como Le Orme, Premiata Forneria Marconi, Banco Del Mútuo Soccorso, Museo Rosenbach, Consorzio Acqua Potabile, Locanda Dele Fate, este então, com um álbum chamado "Forse Le Lucciole Non Si Amano Più" que está postado no blog Progressive Downloads do amigo Mercenário Maldito é uma joia rara, álbum imperdível que não pode faltar na coleção de ninguem e tantas outras bandas italianas que contribuíram para o enriquecimento musical da cena progressiva dos anos setenta estavam sendo esquecidas por mim.

Para desfazer esta injustiça, começo agora uma série de álbuns de rock progressivo italiano e nada melhor do que iniciar com "Zarathustra", obra prima do Museo Rosembach, lançado em 1972 que descobri a muito pouco tempo, talvez uns quatro ou cinco anos atrás e por acaso, em uma das lojas da Galeria do Rock.

Quando entrei na loja ele já estava tocando, muito alto, era impossível não prestar atenção naquele forte vocal, cantado em italiano, acompanhado pelos teclados, não deu outra, levei o álbum na hora e o melhor de tudo é que naquele momento um preconceito foi quebrado em mim, que era de só escutar músicas cantadas em inglês.

Na verdade uma puta burrice de minha parte, mas ninguém é perfeito e eu muito menos, o que vale é corrigir o engano e aproveitar o que há de melhor da musica de outros países, independente do idioma falado.

O Museo Rosenbach é uma banda de poucos álbuns, mas de um legado incomensurável e "Zarathustra" é a prova mais contundente que poderia ser produzida, pois tem uma temática complexa e extremamente polemica, uma vez que é baseada na obra de Nietzsche, fato pelo qual, comenta-se que tiveram problemas com parte do público e com a imprensa por serem considerados fascistas e o álbum não teve o reconhecimento merecido quando foi lançando e hoje em dia é considerado mundialmente como a obra prima do rock progressivo Italiano, mais uma vez provando que qualquer tipo de preconceito é a maior ignorância que o ser humano pode cometer.

Com uma atmosfera bem sombria, criada a partir de harmonizações e solos muito bem elaborados de mellotrons e farfisas, com um forte apelo vocal, muito intenso e a teatralidade proporcionada pelo conjunto banda, o resultado final é digno de todos os elogios possíveis de serem feitos, mas isso fica por conta de quem escutá-lo.

O único comentário que faço, é que para mim foi uma gratíssima surpresa conhecer esta obra, uma verdadeira descoberta, mas entendo que como é um álbum com seus 38 anos de vida e eu o conheci a bem pouco tempo, esta resenha pode soar como fora de época, mas para quem ainda não conhece este álbum (será que é possível???), posso garantir que não vai haver arrependimento em escutá-lo, nem que seja por uma única vez.

Membros do Museo Rosenbach para a produção de Zarathustra: Giancarlo Golzi - bateria, percussão e vocal, Alberto Moreno - baixo, Pit Corradi - mellotron, órgão, teclados e vibrafone, Enzo Merogno - guitarras e vocal e Stefano Galifi - vocal
Track-list:

Zarathrusta (1-5):
1. a) L'Ultimo Uomo [3:51]
2. b) Il Re Di Ieri [4:47]
3. c) Al Di Là Del Bene E Del Male [2:40]
4. d) Superuomo [6:31]
5. e) Il Tempio Delle Clessidre [2:54]
6. Degli Uomini [4:04]
7. Della Natura [8:28]
8. Dell'eterno Ritorno [6:18]

Link.

a) L'Ultimo Uomo
b) Il Re Di Ieri
c) Al Di Là Del Bene E Del Male
d) Superuomo
e) Il Tempio Delle Clessidre



14 de jun de 2010

ELOY - "Live" - 1978

Banda que dispensa maiores apresentações, o Eloy, em 1978 nos brinda  com o seu primeiro álbum gravado ao vivo em um dos shows da turnê pela Alemanha que faziam naquele ano.

Neste show, as musicas tocadas foram retiradas dos álbuns Inside, Oceans, Down e  Power and the Passion, ou seja, as músicas da  fase progressiva e mais inspirada da banda estão presentes neste álbum que é recomendadíssimo para os apreciadores do rock progressivo sinfônico.

E o melhor de tudo é que foram tocadas com todo o vigor da formação clássica do Eloy, talvez a mais brilhante de todas que banda teve, uma vez que a partir dos anos 80, as substituições ocorreram de forma constante.

Praticamente um novo membro foi introduzido à banda em cada novo álbum editado, o que de certo modo modifica a forma de compor e de tocar, mas apesar disto, alguns dos álbuns produzidos nesta época tem seu valor.

Nesta performance de 1978, estiveram presentes Frank Bornemann nos vocais e guitarras, Klaus Peter Matziol no baixo e backing vocal, Jurgen Rosenthal na bateria, percussões e backing vocals e Detlev Schimidtchen nos teclados.


Track-list:
1. Poseidon's Creation (11:37)
2. Incarnation Of Logos (8:46)
3. The Sun-song (8:30)
4. The Dance In Doubt And Fear (7:36)
5. Mutiny (9:56)
6a. Gliding Into Light And Knowledge (4:24)
6b. Inside (6:34)
7. Atlantis' Agony At June 5th - 8498, 13 p.m. Gregorian Earthtime (20:54)

Este Link está originariamente está postado no blog Muro do Classic Rock, que tem a discografia completa do Eloy e muitas outras.

"The Sung Song"
"Mutiny"



13 de jun de 2010

RADIO ROCK 6070


Dando aquela fuçada habitual pela net, me deparei com esta rádio virtual que disponibiliza alguns álbuns completos para serem ouvidos diretamente pelo site.

Lá encontrei verdadeiras pérolas do hard rock, folk, rock progressivo, como as bandas Argent, Bullfrog, Dionysos, Fairport Convention, Gryphon, Hölderlin, The Incredible String Band, Jade Warrior, Krokodil, Lokomotive Kreuzberg, Museo Rosenbach, Nektar, Ougenweide, Pell Mell, Quintessence, Renaissance, Steamhammer, Toubabou, Universe, Vos Voisins, The Yardbirds e muito, muito mais.

Quem quiser arriscar uma passada por lá é so clicar aquí.  

11 de jun de 2010

Novalis - "Banished Bridge" - 1973

Acredito que tudo o que poderia ser dito do Novalis, já está escrito em algum dos milhares de sites ou blogs dedicados ao assunto, porém vou me permitir dizer que, trata-se de mais uma contribuição germânica ao Krautrock/Rock Progressivo.

Em 1971 a banda foi formada a partir de um anuncio em jornal convocando músicos para complementar o grupo, por iniciativa de Heino Schünzel e Jürgen Wentzel, baixista e vocalista respectivamente, lançando somente em 1973 seu primeiro álbum intitulado "Banished Bridge", objeto desta postagem e encerrando seus trabalhos em 1985, porém tendo um álbum lançado a partir de gravações de seus antigos shows, editado em 1993 e uma compilação remasterizada do "Flossenengel", álbum que foi originariamente lançado em 1979.


"Banished Bridge" é um fantástico trabalho do Novalis que tem tudo para agradar aos mais exigentes amantes do rock progressivo, pois é uma verdadeira joia rara, um clássico do rock.

Com apenas quatro faixas, sendo duas de longa duração e com uma forte base de teclados e guitarras e um bom vocal, cantado em inglês, este primeiro álbum do Novalis é um convite a conhecer toda a sua obra, composta de 17 álbuns, sendo que boa parte cantada em alemão.

Colaboraram neste álbum os seguintes músicos, Jürgen Wentzel nos vocais, Heino Schünzel no baixo, Lutz Rahn nos teclados, Hartwig Biereichel na bateria e Carlo Karges nas guitarras.


Track-list:
01. Banished Bridge, 17:06
02. High Evolution, 4:25
03. Laughing, 9:10
04. Inside Of Me, Inside Of You, 6:39

Link

"Inside Of Me, Inside Of You"
"High Evolution"

10 de jun de 2010

GROBSCHNITT - "Solar Music - Live" - 1978

GROBSCHNITT, formado na Alemanha, no final dos anos 60, é mais um ícone do rock progressivo, com direito a tapete vermelho e tudo mais.

Ao longo dos dezoito anos de existência, produziram quinze álbuns a partir de 1972, momento em que o movimento progressivo estava em plena ascensão, com a Inglaterra dividindo o espaço com a Itália, como o berço do rock progressivo, onde bandas como ELP, Genesis, PFM, Yes, Le Orme, Camel, Museo Rosenbach, Jethro Tull e tantas outras presentes na cena progressiva, o Grobschnitt com todo o mérito se junta a este seleto grupo.

Com um estilo muito próprio de compor, tocar e principalmente da forma peculiar de apresentarem-se em público, em muito pouco tempo tornaram-se muito populares na Alemanha e em pouquíssimo tempo estavam disputando espaço com as demais bandas de rock progressivo da Europa.

Eles promoviam inicialmente pequenos shows de forma itinerante, onde os músicos se misturavam a animais soltos pelo palco como se fossem em um circo, que vai parando de cidade em cidade.

Mas como a popularidade foi aumentando em uma progressão geométrica, os pequenos shows deram espaço a apresentações mais elaboradas e pirotécnicas e menos mambembes, onde no final das contas o que importava era a música que eles tocavam.

O que se percebe e que após o lançamento do primeiro trabalho, ficaram praticamente dois anos apenas se apresentando, sem pressa de gravar um novo trabalho, uma vez que a vocação natural da banda era estar em contato com o público, o que demonstra que a qualidade do material produzido era suficiente para mantê-los no palco sem a necessidade de uma renovação musical.

A banda ao longo de sua trajetória sofreu pequenas modificações, mas sua essência e forma de tocar não sofreram sequelas perceptíveis. 

Passaram pelo Grobschnitt, Eroc (Joachim Ehrig) na bateria, Lupo (Gerd Otto Kühn) nas guitarras, Myst (Volker Kahrs) nos teclados, Willi Wildschwein (Stefan Danielak) nos vocais e guitarras, Popo (Wolfgang Jäger) no baixo, Toni Moff Mollo (Rainer Loskand) no baixo e Milla Kapolke no baixo.

Como uma das características da banda era o bom humor, todos tinham apelidos e o nome entre parêntesis é o de nascimento.

"Solar Music - Live" de 1978 é uma prova do talento que esta banda apresentava, pois é o tipo de álbum que se escuta da primeira a última faixa, uma preciosidade, obra prima imperdível e tentar descrever as músicas deste álbum, é perda de tempo, o negócio é escutá-lo muito.

Track-list:
1. Solar Music I
2. Food Sicore
3. Solar Music II
4. Mühlheim Special
5. Otto Pankrock
6. Golden Mist
7. Solar Music III
Bonus tracks on 1998 release:
8. The Missing 13 Minutes
9. Vanishing Towards The East

Este Link,  está originariamente postado no blog ProgRockVintage que tem um vasto acervo musical, parada obrigatória para roqueiros, roqueiras e afins que estejam a procura de alguma preciosidade do rock.


"Solar Music"

9 de jun de 2010

YES - "Union" - 1991

Passados uns quatro anos desde ABW & H, o Yes está de volta mais uma vez, surgido das cinzas e com uma condição no mínimo interessante, pois a exceção de Patrick Moraz, Peter Banks, Trevor Horn e Geoff Downes, os demais integrantes que já haviam passado pela banda reuniram-se para produzir o álbum.

A impressão que tive a época em que o álbum foi lançado, é que tinha sido um ato para selar a paz dentro da banda, já que de certa forma ele estava dividido e o Yes estava acima de qualquer tipo de disputa, é como se fosse uma instituição, um símbolo que estava fazendo muita falta, tanto para os músicos como para os fãs.

O nome dado ao álbum veio bem a calhar, "Union", pois representou a volta do Yes mais forte do que nunca, reforçado por um elenco de estrelas ávidas em colocar as coisas em ordem e a banda na estrada novamente onde é o seu devido lugar.

Só que a história não é tão poética quanto à narrativa acima, pois foram quase dois anos de negociações e brigas entre os diversos advogados e empresários, cada um puxando a brasa para seu lado, mas o que importava era que o Yes estava de volta.

"Union" é um bom álbum que não representa a essência da banda, mas tem seu mérito, pois foi feito a partir da colaboração de todos os membros que deixaram as diferenças de lado colocando o talento e a  inspiração em cada faixa do álbum, tornando-o muito acessível a quem não conhecia a banda, pois são quinze músicas de pouca duração, beirando um pop sofisticado, mas sem abalar o real espírito da banda.

Algumas faixas se destacam e entre elas estão Lift Me Up, Shock to the System, Miracle Of Life e I Would Have Waited Forever que estão mais próximas ao Yes que estamos habituados a escutar.


Esta "união" foi formada por Jon Anderson, Bill Bruford, Steve Howe, Tony Kaye, Trevor Rabin, Chris Squire, Rick Wakeman e Alan White para dar vida a mais um bom álbum e proporcionar mais uma temporada de shows que por um bom tempo rodou a Europa e os EUA.

Set-list:
01. I Would Have Waited Forever
02. Shock to the System
03. Masquerade
04. Lift Me Up
05. Without Hope You Cannot Start The Day
06. Saving My Heart
07. Miracle Of Life
08. Silent Talking
09. The More We Live/Let Go
10. Angkor Wat
11. Dangerous (Look In The Light Of What You're Searching For)
12. Holding On
13. Evensong
14. Take The Water To The Mountain
15. Give & Take


"Lift Me Up"

8 de jun de 2010

TANGERINE DREAM - "Le Parc" - 1985

Mais uma vez a Alemanha dá a sua contribuição trazendo ao mundo da música eletrônica o Tangerine Dream, fundado em 1967 por Edgar Froese, aliás, único membro remanescente da formação da banda que está na ativa até hoje.

Ao longo dos mais de 40 anos de trabalho, não só sua formação, mas também os estilos da música produzida foram variando, criando fases muito distintas.

Inicialmente a música era experimental, psicodélica e estava extremamente influenciada pela música do Pink Floyd da era de Sid Barett, onde se destacaram os álbuns "Alpha Centauri" de 1971 e "Zeit" que é uma sinfonia eletrônica espacial, produzida em um LP duplo, lançada em 1972.

Em sua fase seguinte, a banda já com uma identidade formada, consegue produzir um material mais acessível, mesmo que, com longas suítes, percebe-se a maturidade alcançada, pois o grupo dá um novo rumo a sua sonoridade sem estar influenciado pelo trabalho de outras bandas.

Este período que vai de 1974 a 1982 é considerado por muitos críticos e especialistas em música eletrônica como a fase de ouro do Tangerine Dream, destacando os álbuns "Phaedra" de 1974 como a obra prima da banda, "Stratosfear" de 1976, "Cyclone" de 1978 que é o único trabalho em que a voz humana foi utilizada e "Force Majeure" de 1979.

A fase seguinte, iniciada em 1983, segue uma linha menos compromissada com um estilo rígido, é bem comercial, chegando a produzir um pop sofisticado, mas em alguns casos com longas suítes que é a característica principal da banda, onde se destacam os álbuns "Hyperborea" de 1983, "Optical Race" de 1988 e "Mars Polaris" de 1999.

Fazendo uma síntese do trabalho do Tangerine Dream (se é que é possível...) ao longo de sua trajetória, são cinquenta e um álbuns de estúdio (é isso mesmo....), doze álbuns gravados ao vivo e vinte e seis coletâneas, ou seja, tem música para tudo quanto é gosto, porque vários estilos estão presentes em seus trabalhos indo dos primórdios da música eletrônica, passando pelo krautrock, rock progressivo, new age até o pop contemporâneo.

Mas a bem da verdade, não é uma tarefa muito fácil escutar a música do Tangerine Dream, pois o experimentalismo está presente em todas as suas fases, mesmo que de forma velada, portanto o ouvinte tem que estar preparado e de mente aberta para poder aproveitar cada momento desta grande obra.

Apenas para ilustrar alguns músicos que passaram pelo Tangerine Dream, cito Michael Hoening, Klaus Schulze, Peter Baumman, Christopher Franke e muitos outros que de alguma forma contribuiram com seu talento para criar a história do Tangerine Dream.  

O álbum postado, "Le Parc", gravado em 1985, que é um dos que eu conheço, foi escolhido a dedo, pois é um álbum de fácil audição, bem amigável, na verdade um convite para instigar o conhecimento de toda a obra do Tangerine Dream e seu link foi obtido no blog TNT, onde é possível acessar a discografia completa da banda, aliás, este blog é passagem obrigatória, tendo em vista às diversas discografias disponíveis por lá.


Track-list:
1. Bois de Boulogne (Paris) (5:07)
2. Central Park (New York) (3:37)
3. Gaudi Park (Guell Garden Barcelona) (5:10)
4. Tiergarten (Berlin) (4:28)
5. Zen Garden (Ryoanji Temple Kyoto) (3:07)
6. Le Parc (L.A. - Streethawk) (2:56)
7. Hyde Park (London) (3:50)
8. The Cliffs Of Sydney (Sydney) (5:20)
9. Yellowstone Park (Rocky Mountains) (6:10)

Link.

"Bois de Boulogne"
"Le Parc"

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