20 de jul de 2010

NEKTAR - "Remember the future" - 1973

O Nektar, banda de rock progressivo, tem uma história interessante, pois seus membros que são ingleses conheceram-se na Alemanha e isto ocasionou certa confusão, pois sempre foram considerados como uma banda alemã, engajada no movimento Krautrock, o que foi muito benéfico para grupo, tendo em vista que logo tiveram reconhecimento por toda a Europa por conta desta feliz confusão.

Tudo começou na cidade de Hamburgo por volta de 1965, onde inicialmente um trio foi formado por Derek Moore, Ron Howden e Alan Freeman, nascendo assim o "Prophesy" excursionando por vários locais na Alemanha.

Em 1970 voltaram a Londres e contrataram Roye Albrighton e mudaram o nome da banda para Nektar, mas como as coisas não estava bem na Inglaterra, a banda retornou a Alemanha e coincidentemente reencontrou um velho amigo, Mick Brockett que foi imediatamente convocado a completar o grupo.

Com o prestígio que já tinham conquistado com o extinto "Prophesy", em 1971 lançam seu primeiro álbum intitulado "Journey to the Centre of the Eye" por um selo alemão, obtendo boa aceitação na Alemanha e em seguida em toda a Europa.

Permaneceram na Alemanha até o lançamento de "Remember the future" ocorrido ao final de 1973 e no segundo semestre do ano seguinte atravessaram o Atlântico e foram parar nos EUA para uma série de concertos, coincidindo com o lançamento de seu último álbum nas terras de Tio Sam, com uma aceitação mais que surpreendente, pois o sucesso de "Remember the future" propiciou não só o relançamento de todos os álbuns anteriores como também os que ainda estavam por vir.

O Nektar em meu entendimento faz um progressivo bem clean, suave, sem muitos resbuscados e arabescos, mas com muita consistência e principalmente competência em compor e executar e dirigindo-se especificamente a "Remember the future", caracteristicamente conceitual, com uma música única, dividida em duas partes, não foge a essa percepção que tive da banda e do álbum, ou seja, um álbum muito fácil de escutar, que agrada de primeira, não assustando ouvidos menos acostumados ao rock progressivo.

Finalizando, o Nektar passou por um longo período sem gravar entre 1978 e 2001, voltando a gravar em 2004 e mais recentemente o que consegui apurar da banda é que aparentemente continuam na ativa, é lógico, com algumas alterações na sua formação, tendo lançado um último álbum de estúdio em 2008, intitulado "Book of Days".

Músicos:
Roye Albrighton / lead vocals, guitars
Mick Brockett / lights
Allan "Taff" Freeman / keyboards, backing vocals
Ron Howden / drums, percussion, backing vocals
Derek "Mo" Moore / bass, backing vocals

Track-list:
1. Remember the future (part I) 16:38
a) Images of the past
b) Wheel of time
c) Remember the future
d) Confusion/
2. Remember the future (part II) 18:55
e) Returning light
f) Questions and answers
g) Tomorrow never comes
h) Path of light
i) Recognition
j) Let it grow

Link

"Remember the future" - parte I
"Remember the future" - parte II
"Remember the future" - parte III
"Remember the future" - parte IV

4 comentários:

  1. This band is also one of my favorites too.

    Many thanks by the visit to the blog.

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  2. O Nektar é uma das minhas bandas favoritas tb. Gostei muito da sua resenha, Gustavo. Concordo quando disse q o som do Nektar é clean, fácil de se assimilar. No entanto, o q vou dizer agora, vai de contra mão com vc e creio q com todos: não consigo ver(ou escutar-rs) esse álbum como sendo de uma música só, dividida em duas partes; mesmo sendo um disco conceitual, pra mim não passa de um trabalho, no qual há dez músicas, sendo minha preferida: "Path of Light". Na minha humilde opinião, o guitarrista Roy Albrigton sempre foi disparado a maior atração do Nektar; se destaca no seu instrumento, além de ter um bonita e peculiar voz e é o letrista principal, aliás, compositor principal, creio eu. No entanto, o Nektar foi, de fato, uma banda, já q o trablaho de baixo de Derk Mo Moore não pode ser ignorado e, apesar de discreto, Alan Freeman tem um estilo bem dele de tocar orgão... No "Remember the Future", o Nektar não parece ser uma banda, o disco, apesar de ser muito bom, soa como um solo do guitarrista, e os solos são mais curtos, mais simples; desta vez o Nektar foi bem mais clean, mais simples; o q não é um demérito, evidentemente. A capa, como de costume, é bela. O meu era importado. Troquei-o por um disco do Killing Joke(?!). Deixei-o bem gravado numa fita cassete, mas me arrependi de tê-lo passado. Tempos depois, o adquiri nacional, da gravadora Sabado Som, com aquela horrível capa mole...

    Roderick Verden

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  3. Caro Roderick,

    Por se tratar de uma menifestação artística, que envolve percepção, no nosso caso, cada um escuta e entende de uma maneira muito particular, portanto sua colocação está correta e perfeita, assim como a de qualquer outro que aqui venha manisfestar um sentimento, pois a música não tem uma unica equação que defina uma resposta exata, o que é o melhor de tudo, senão ia ser uma chatice....

    Isto significa que este Blog é um espaço aberto, onde não ha contra-mão de forma alguma e todos os comentários feitos como o seu são sempre muito bem vindos.

    Valeu pela sua visita que é sempre uma contribuição para todos que por ventura leiam seus acertados comentários.

    Volte sempre.

    Forte Abraço,

    Gustavo

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