30 de jul de 2010

ELOY - "The tides Return Forever" - 1994

Eu sou totalmente suspeito e imparcial para falar do Eloy, pois é uma das minhas bandas preferidas, senão a mais, pois foi uma das que segui a mais de trinta anos quando me rendi aos encantos do rock progressivo, portanto vou tenta me controlar e ser o mais parcial possível.

O álbum "The Tides Return Forever", gravado em 1994, ou seja, vinte e dois anos depois do primeiro lançamento e após a edição de verdadeiras obras de arte como o Down, Ocean, Power in the Passion e alguns outros, este apresenta alguns sinais de fadiga e talvez uma perda de rumo, pois se levarmos em conta que a época de seu lançamento não era mais favorável a este tipo de música, impor o talento e a criatividade para as gravadoras não era nada fácil, mas de qualquer forma é um bom álbum que não conta com a melhor formação em minha opinião, mas tendo-se em vista o passado brilhante que a digamos assim, a "grife" Eloy tem e principalmente na figura carismática e genial  de Frank Bornemann, um dos grandes mestres do rock e que nunca abandonou o barco, este álbum merece toda a nossa admiração e consideração por tudo que esta banda nos proporcionou.

Sem dúvida alguma, este álbum está longe de ser o que o Eloy pode produzir, mas o considero um álbum mediano e logo na primeira faixa, "The Day Of Crimson Skies", Michael Gerlach dá um show nos sintetizadores, o que para mim já valeria o álbum todo (pronto, perdi a compostura), mas o três remanescentes da banda não vieram só, pois um grande elenco de músicos foi agregado para poder materializar este álbum e entre estes convidados eu destaco Nico Baretta que se saiu muito bem em sua bateria.

De todo modo, eu acho prudente que cada um que por ventura venha a escutá-lo ou já o conheça há mais tempo, chegue a alguma conclusão sobre a qualidade e validade deste trabalho, mas gostaria de deixar bem claro que esta referência que faço agora é única e exclusivamente dirigido às composições, pois os músicos são de um talento indiscutível, pelo menos em meu conceito.

Musicos:
Frank Bornemann / vocals, guitars
Michael Gerlach / keyboards, vocals
Klaus-Peter Matziol / bass

Musicos convidados:
Nico Barretta / drums
Peter Beckett / vocals (5-6-7)
Tom Jackson / vocals (5-6-7)
Bettina Lux / backing vocals (6)
Steve Mann / acoustic guitar solo (5)
Dirk Michaelis / acoustic guitar (3)
Suzanne Schätzle / backing vocals (6)
Jocelyn B. Smith / vocals (5)
Miriam Stockley / vocals (7)
Ralf Vornberger / acoustic guitar (5)

Track-list:
01. The Day Of Crimson Skies (5:02)
02. Fatal Illusions (9:22)
03. Childhood Memories (6:22)
04. Generation Of Innocence (6:10)
05. The Tides Return Forever (6:40)
06. The Last In Line (4:01)
07. Company Of Angels (9:45)

Link.

"The Tides Return Forever"
"Generation Of Innocence"

3 comentários:

  1. Caro Gustavo, eu assim como vc me considero suspeito e (in)parcial com relação ao Eloy, minha entrada no mundo progressivo é recente mas posso dizer que devo muito ao Eloy e ao cara do sebo que me apresentou e, claro vendeu o Silent Cries and Mighty Echoes e depois o Power in the Passion. A paixão foi progressiva, a música é realmente espetacular. Obrigado pela postagem e comentários,
    José Carlos

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  2. Caro José,

    Além dos álbuns que citou, excelentes, eu destaco também o "Down" e o "Ocean" que juntamente com o "Power in the Passion" formam a senquencia de álbuns mais perfeita que ja escutei.

    Quando alguem me pergunta sobre uma definição sobre o Eloy sempre digo que para mim a banda é como se fosse um "Pink Floyd" Alemão, pois talento e criatividade sobram para eles.

    Um grande abraço, volte sempre!!!!

    Gustavo

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  3. Assino em baixo, Gustavo(rs). Acho até esse disco melhor q o "Ocean II".
    Emocionante a homenagem q Frank Borneman faz para sua mãe.
    Tenho o cd.

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