28 de dez de 2016

MAESTRICK - "The Trick Side Of Some Songs" - 2016



A alguns dias atrás, fui surpreendido via Facebook, com a capa de um álbum, que mostrava algumas referências ao trabalho do Pink Floyd, inclusive em seu título, e aparentemente tratava-se de uma banda de metal, que particularmente adoro, portanto resolvi investigar.

A banda, é o Maestrick e o nome do álbum, “The Trick Side Of Some Songs”, que reúne nada mais nada menos do que músicas do Pink Floyd, Queen, Rainbow, Beatles, Yes e do Jethro Tull em versões muito interessantes, revelando assim o DNA da banda que vai muito além do metal progressivo, mergulhando de cabeça no rock progressivo clássico e no hard eclético do Queen, mostrando o que há de mais importante quando se resolve flertar com os grandes ícones do rock, personalidade.

Aliás, sobrou personalidade e talento a esses músicos, pois souberam muito bem cutucar os vários leões com a vara curta e não se feriram, algo realmente impressionante, pois já vi e escutei muita gente boa e conhecida fazendo isso e tropeçando logo nos primeiros acordes.

O mais legal de tudo isso, são brasileiros, de São José do Rio Preto, interior de São Paulo, portanto o gosto em escutar este álbum só aumenta ao ouvir jovens músicos mandando ver muito bem, sobre clássicos imortais do rock.

A banda atualmente é formada por Fabio Caldeira (vocal e piano); Renato “Montanha” Somera (baixo e vocal); Heitor Matos (Bateria e percussão) e para este álbum contaram com diversas participações especiais com a presença de Rubens Silva: Guitars/Acoustic Guitars /Vocals; Mauricio Lopes: Keyboards and Backing Vocals; Dani Castro: Vocals and Backing Vocals; Carol Penhavel: Vocals and Backing Vocals; Andrea Porzio Vernino: Orchestral arregements and conducer; Orchestra OBA! (Orquestra Belas Artes): Orchestra e Paulo Pacheco: Guitars.

Apesar de ser música, este trabalho tem cores vibrantes, pois em cada faixa, há uma mensagem muito bem definida que naturalmente a banda soube passar ao deixar suas impressões digitais nas músicas, que por sinal foram muito bem escolhidas, independente do seu grau de dificuldade, sofisticação e popularidade, deixando em alto relevo a marca Maestrick.

Não são músicas quaisquer, pois quem tem um pouco de juízo, não brinca em fazer um medley de músicas do Yes como “Soon”, “Close to The Edge”, “Roundabout”, “Changes” e “Give love Each day” e ainda por cima saindo-se muito bem, ou mesmo apoderando-se da legendária, “While My Guitar Gently Weeps", de autoria direta de George Harrison, com um arranjo no mínimo surpreendente e digno da grandeza e poder que esta música tem, mostrando um trabalho altamente profissional, qualificado e principalmente respeitoso em relação ao que estas músicas representam para diversas gerações.

Mas não para por aí, pois anda temos que citar, “Near-Brain Damage” do Pink Floyd, “The Ogre Fellers Master March”, Parte 1 (The Battle) e parte 2 (The Fairy and the Black Queen) do Queen; “Aqualung” do Jethro Tull e “Rainbow Eyes” do Rainbow em versão sinfônica, ou seja, o recado foi dado pela banda que não poupou esforços e coragem em produzir um álbum eclético, vibrante, instigador, um verdadeiro tributo aos seus ídolos que certamente são suas fontes de inspiração.

Cabe ressaltar ainda que estamos no Brasil, onde a acéfala indústria fonográfica faz questão de banalizar a sua matéria prima, que são os compositores e interpretes, praticamente forçando-os a produzir o que há de pior para a cultura, com um material descartável e facilmente esquecível, por conta de altos lucros a baixo custo, quase que sepultando definitivamente a música em nosso País, seja qual for o gênero e no entanto, somos surpreendidos com este material de altíssima qualidade musical, tanto no que se refere a seus interpretes, bem como pelas próprias músicas.

Como última postagem do ano aqui no blog, está sendo muito gratificante poder divulgar esta banda que ao acaso chegou ao meu conhecimento, tomou conta do pedaço e agora só nos resta torcer pelo contínuo sucesso do grupo e que venham mais álbuns com esta mesma vibe!!!!

A banda gentilmente está disponibilizando este álbum em seu Site: http://www.maestrick.com.br

Maestrick:
Fabio Caldeira (vocal e piano); 
Renato “Montanha” Somera (baixo e vocal); 
Heitor Matos (Bateria e percussão)

Convidados:
Rubens Silva: Guitars/Acoustic Guitars /Vocals;
Mauricio Lopes: Keyboards and Backing Vocals;
Dani Castro: Vocals and Backing Vocals;
Carol Penhavel: Vocals and Backing Vocals;
Andrea Porzio Vernino: Orchestral arregements and conducer;
Orchestra OBA! (Orquestra Belas Artes): Orchestra;
Paulo Pacheco: Guitars;

Arte Gráfica:
Ricardo Chucky com montagem de Netto Cruanes e design de Audrey Sarraceni.

Tracks:
01 Almost a Brain Damage
02 Yes, It’s a Medley!
03 The Ogre Fellers Master March – Part I: The Battle
04 The Ogre Fellers Master March – Part II: The Fairy and The Black Queen
05 Aqualung
06 While My Guitar Gently Weeps
07 Rainbow Eyes
08 Almost a Brain Damage (Reprise)

Informações:
LINK DIRETO PARA DOWNLOAD DO ÀLBUM NO SITE DO MAESTRICK

20 de nov de 2016

VA - "A Collection of Delicate Diamonds - A Tribute to Pink Floyd" - 2011

Já perdi a conta de quantos tributos já foram feitos para o Pink Floyd e nem posso imaginar quantos outros mais surgirão. Motivos, é o que não falta para essa compulsão Pinkfloydiana que é sempre sentida em cada novo álbum que vai surgindo.

Há um certo fetiche sobre tudo o que gira em volta do Pink Floyd que desde o final da década de sessenta se destacou na cena rock, seja por suas performances em público, bem como pelos escândalos provocados pela loucura de Sid Barrett, mas principalmente por sua música de vanguarda, além do tempo, que até hoje seduz jovens ouvidos, mesmo tendo passado tanto tempo. 

Este agora, intitulado, “A Collection of Delicate Diamonds- A Tribute to Pink Floyd” que nem é tão recente assim, pois é de 2011 e me passou despercebido, não é mais um Tributo, é um dos melhores tributos que já escutei, senão o melhor.


Em primeiro lugar, são vinte e seis músicas, o que por si só já é uma coisa boa, mas principalmente pela possibilidade em permitir uma penetração no vasto universo do Pink Floyd, indo até bem próximo de músicas mais viscerais e psicodélicas, como “Obscured By Clouds”, “Echoes”, “Set The Controls For The Heat Of The Sun” e “Careful With That Axe, Eugene” até músicas do álbum “The Wall”, sem se esquecer de “The Dark Side Of the Moon” e “Wish You Were Here” logicamente.

Esse álbum não celebra apenas a música do Pink Floyd, mas também a reunião de um elenco mega estelar de músicos vindo de bandas de várias vertentes musicais como o “Kiss”, “Toto”; “Journey”, “Deep Purple”, “Styx” e tantos outros, sem falar em bandas afins como o Yes, ELP, Jethro Tull, King Crimson e mais uma penca de outras bandas.


E do povinho que habita estas bandas podemos citar, Rick Wakeman, Keith Emerson, Tony Kaye, Tone Levin, Steve howe, Peter Banks, John Wetton, Edgard Winter, Glen Hughes, Ian Anderson, Alan White e vários outros astros do rock completam este time e por mais que se tente preservar a integridade das músicas neste tipo de álbum, não é incomum ver a característica de um ou outro músico aflorando sobre o tema musical.

E na verdade, não poderia ser diferente, pois para executar essas peças complexas e sofisticadas, o músico tem que ser um ponto fora da curva, ou então o desastre musical eminente está garantido.

Existe até uma certa fidelidade ao original, entretanto, pequenos desvios são facilmente observados, mas que no fundo dão um certo charme a música, então o que poderia soar estranho, acaba por proporcionar uma sonoridade bem agradável, podendo ser considerada, como uma releitura do original e não um desvio musical conforme disse a pouco.

Isso depende da sensibilidade de cada um, portanto o que soa legal para mim, pode ser algo repulsivo para outro, portanto, cada um terá que achar a sua própria verdade ao escutar este álbum.

Tracks:

Disc 1

01. Speak To Me - Breathe (In the Air) / voc: Adrian Belew (5:35)
02. Shine On You Crazy Diamond/ voc, g: Steve Lukather (6:51)
03. Welcome To the Machine / voc: Doug Pinnick (7:51)
04. Money / voc: Tommy Shaw (6:23)
05. Have a Cigar / voc: Bobby Kimball (5:17)
06. Run Like Hell / voc: Jason Scheff (5:10)
07. Young Lust / voc: Glen Hughes (4:21)
08. Hey You / voc, b: John Wetton (4:46)
09. Brain Damage / voc: Colin Moulding (3:51)
10. Eclipse / voc: Billy Sherwood (1:50)
11. Us and Them / voc: Jeff Scott Soto (6:20)
12. Any Colour You Like (4:13)
13. Another Brick In the Wall, Pt. 1 / voc, keyb, g, b: Billy Sherwood (3:15)

Disc 2
01. Another Brick In the Wall, Pt. 2 / voc: Fee Waybill (4:01)
02. Comfortably Numb / voc, g: Billy Sherwood (6:53)
03. The Great Gig In the Sky / voc: C.C. White (4:40)
04. Time / voc, g: Gary Green (7:00)
05. Goodbye Blue Sky / voc, g: Billy Sherwood (2:42)
06. In the Flesh / voc: Adrian Belew (3:05)
07. The Thin Ice / voc, fl: Ian Anderson (2:32)
08. Mother / voc, b: John Wetton (6:01)
09. Echoes / Alien Sex Fiend (5:45)
10. Obscured By Clouds / Ummagumma (7:02)
11. On the Run / Larry Fast, Alan White (3:18)
12. Set the Controls For the Heart of the Sun / Psychic TV (8:55)
13. Careful With That Axe, Eugene / Nik Turner (8:35)


1 de nov de 2016

ARW - "Live at Oakdale Theater " - 21-10-2016

É um Yes II??, não, não é, é o ARW, Anderson, Rabin e Wakeman, tocando alguns sucessos do legendário, primeiro e único Yes e como não poderia deixar de ser, a alma e a coluna dorsal da banda falaram muito mais alto aqui nesta versão do que o próprio Yes de hoje em dia, totalmente desfigurado e lento.

Não é uma desfeita, é uma realidade que assombra o Yes há muito tempo, talvez desde a época da entrada de Benoit David no Yes, um excelente vocalista que ao substituir Jon Anderson não aguentou o tranco e perdeu a voz, sendo substituído em seguida por Jon Davison, outro grande vocalista, mas sem o mesmo carisma do “Jon” original, pois infelizmente, Jon Anderson é insubstituível quando o negócio é cantar as músicas do Yes, levando-se em conta que  foram feitas especialmente para ele, com um timbre vocal inigualável e as músicas sentem a falta da presença dele e isto para mim é um fato.

Jon Anderson
Fora esses problemas, o Yes sofreu outra perda irreparável, com a passagem para um plano superior de Chris Squire, outro gênio da banda, uma figura carismática e querida por todos, talvez o maior baixista de todos os tempos que o rock já viu e provavelmente verá.

Chris Squire
Alan White, com problemas na coluna, é uma baixa temporária, foi submetido a uma cirurgia e está fora de combate por algum tempo, sendo substituído por Jay Schellen, que confesso que não o conheço, mas se foi convocado, no mínimo deve ser muito bom.

Alan White
Geoff Downes é um puta de um tecladista, e não há dúvidas quanto a isso, mas Rick Wakeman é um problemão na vida de qualquer um que for substituí-lo, seja por questões técnicas na escolha do equipamento e/ou principalmente pelo seu jeito peculiar de empunhar suas mãos ao teclado e fazer coisas difíceis de acreditar que um ser humano normal possa fazer, pois esses fenômenos só percebo quando ele está à frente dos teclados.

Rick Wakeman
Portanto, o Yes que hoje se apresenta, conta apenas com Steve Howe em sua formação, um verdadeiro Deus da guitarra, inimitável, entretanto, no infinito universo do Yes, um único Deus é muito pouco para manter de pé a estrutura de um Olimpo.

Steve Howe
Apesar de todo o esforço da banda, hoje quando escuto qualquer música com a atual formação, a impressão que tenho, com todo o respeito, é que estou escutando um cover do Yes e isso me provoca uma sensação de frustação muito grande, pois não consigo perceber o Yes em cena, o que uma lástima, pois o Yes é um ponto fora da curva, uma singularidade muito difícil de ser alcançada.

ARW
Eu estava morrendo de medo do que eu poderia escutar e sentir ao ouvir alguma música do ARW, mas para minha surpresa, aliás gratíssima surpresa, eu escutei e senti verdadeiramente o Yes, só que com outro nome, outros muito bons músicos (Lee Pomeroy e Lou Molino III), além de Anderson e Wakeman e supreendentemente, Trevor Rabin, muito melhor do que já tinha sido em sua passagem pelo Yes nos anos noventa.

ARW
Para mim não resta dúvidas que o cérebro e a coluna da banda, estão aqui e não no próprio Yes, infelizmente, pois a presença de tudo que envolve a magia da música do Yes está aqui, mesmo faltando a presença de Squire (in memoriam), Howe e White, que não só fazem parte dessa rara energia musical, mas são figuras incrivelmente necessárias ao visual da banda, que não vive só da música, mas também vive da presença destes incríveis músicos que quando juntos, são simplesmente inigualáveis.

A ruptura que existe hoje no Yes, só diminui, não acrescenta nada, divide forças musicais, onde na realidade todos sem exceção saem perdendo, pois perdem os músicos, nós os fãs perdemos, a história da música também perde, pois ficamos com uma imagem de fim de carreira muito deturpada e não condizente com tudo o que fizeram no passado.

Propositadamente não teci nenhum comentário a respeito do álbum em questão, em respeito a quem ainda vai escutá-lo, preferindo me ater a questões mais filosóficas do que conceituais e técnicas, bem como também, porque não há registro de nenhuma novidade musical, sendo todas as músicas de conhecimento público, portanto resta apenas o convite à audição deste bootleg.


ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

AWR
Jon Anderson - vocals, percussion, harp
Trevor Rabin - guitar, vocals
Rick Wakeman - keyboards
Lee Pomeroy - bass, vocals
Lou Molino III - drums, vocals

Tracks:
01. Cinema
02. Perpetual Change
03. Hold On
04. I've Seen All Good People
05. Lift Me Up
06. And You And I
07. Rhythm Of Love
08. Heart Of The Sunrise
09. Long Distance Runaround
10. The Meeting
11. Awaken
12. Owner Of A Lonely Heart
13. Roundaboud

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20 de set de 2016

KANSAS - “The Prelude Implicit” - 2016

Só mesmo uma banda feito o Kansas para me tirar do recesso musical a que estou submetido por conta de compromissos profissionais, entretanto, o motivo é mais que nobre, pois não é todo dia que temos um lançamento que realmente valha a pena gastar saliva, digo, palavras escritas.

A princípio sempre assusta um pouco quando uma banda digamos, “das antigas”, resolve lançar algo novo, pois nunca se sabe o que pode surgir, mas neste caso, escutando apenas uma única música, esse temor foi logo dissipado, pois de imediato bateu uma sensação que se tinha quando uma destas bandas dita “das antigas” lançava um novo álbum.

Fácil de explicar, pois quem conhece os álbuns mais antigos do Kansas, vai lembrar de álbuns como “Leftoverture”; ” Point Of Know Return” e Monolith, que são álbuns consagradíssimos, mas pasmem, escutando as músicas de “The Prelude Implicit”, o mais novo álbum do Kansas, o décimo sexto da discografia da banda.

Essa trilogia citada logo acima habita entre os anos de 1976 a 1979, ou seja, a fase mais clássica e produtiva da banda, com músicas absolutamente carismáticas e sofisticadas e com seu melhor elenco de músicos em todos os tempos da banda.


Muito bem, e agora, como a banda está formada? Foi a primeira coisa que me ocorreu em ver quem havia sobrado do elenco clássico principal, pois desde o último lançamento, são dezesseis anos de um longo período sem pisar em um estúdio e para meu espanto, sobraram penas 2 elementos.

Phil Ehart e Rich Williams, os últimos do Moicanos do Kansas, só que eu já tinha gostado do álbum sem saber dessa pseuda perda de DNA, pois realmente o álbum é supreendentemente muito bom, sem grande firulas e pirotecnias, mas eles acertaram a mão neste trabalho, pois os novos integrantes(????) dão a impressão de terem sido membros da banda em outras épocas. 

De certo modo são, pois pesquisando cada elemento, com exceção de David Manion, nos teclados, Ronnie Platt no vocais e Zak Rizvi, nas guitarras, realmente os demais já fazem parte da banda a bastante tempo, mas como eu foco muito no trabalho dos anos setenta, a princípio todos eram novos integrantes para mim, coisa que não se confirmou depois.


O ponto mais positivo desse álbum é o resgate das origens da banda, a busca de sua essência perdida e reprimida a tempos e que tão bem caracteriza o caráter da banda, pois há uma aura muito positiva que envolve essas músicas, portanto não é difícil voltar ao passado por essa ponte que nos leva ao centro da fase áurea da banda.

É muito bom voltar a escutar o som do violino rasgando as músicas, acompanhada de um vocal muito bem colocado, que combina com o timbre da banda e que em certos momentos nos lembra da voz de Steve Walsh, provocando um “deja-vu”, não melancólico, mas gostoso de lembrar como era o Kansas da década de setenta.

Como a primeira música que escutei foi “Visibility Zero”, vou usa-la para expressar o sentimento de todo o álbum, pois ela foi a responsável pelo meu ímpeto em voltar a escrever, por isso posso afirmar sem medo de estar exagerando que este álbum é uma das grandes surpresas de 2016, senão a maior de todas, pois estamos diante de um trabalho corajoso, que remete o ouvinte ao passado, mas de forma moderna e arrojada, sem ser piegas e que certamente vai atingir até os menos habituados ao som da banda.




Tem de tudo neste álbum, indo da baladinha até o pancadão, sem medo de ser feliz, de forma muito harmoniosa e inteligente, aliando antigos conceitos musicais a novas tendências, prendendo a atenção, o que é muito difícil, principalmente nos dias de hoje, ou seja, sobra argumento para segurar e entreter os fãs e os não fãs da banda até o final do álbum. 

Particularmente eu fiquei muito feliz em poder escutar esse trabalho e fico apenas imaginando como deva estar o ego e 0 orgulho desses músicos, pois realmente fizeram um trabalho admirável, digno de receber aplausos e elogios dos fãs e da crítica em geral.

Musicians
Phil Ehart / Drums, Percussion
Billy Greer / Bass, Vocals
David Manion / Keyboards
Ronnie Platt / Lead Vocals, Keyboards
David Ragsdale / Violin, Vocals
Rich Williams / Electric Guitar, Acoustic Guitar
Zak Rizvi / Electric Guitar

Tracks:
01. With This Heart
02. Visibility Zero
03. The Unsung Heroes
04. Rhythm in the Spirit
05. Refugee
06. The Voyage of Eight Eighteen
07. Camouflage
08. Summer
09. Crowded Isolation
10. Section 60
11. Home on the Range (Cover Version)
12. Oh Shenandoah (Cover Version)


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13 de jul de 2016

DIA INTERNACIONAL DO ROCK - THE ALAN PARSONS SYMPHONIC PROJECT - "Live in Colombia" - 2016

Mais uma vez chegamos ao 13 de julho, Dia Internacional do Rock, como se todo dia não fosse dia de rock, mas enfim, vamos seguir a tradição e usar o dia de hoje como motivo para dedicar uma homenagem a Alan Parsons, o engenheiro de som que passou nada mais nada menos, pelos Beatles e pelo Pink Floyd (The Dark Side Of The Moon) e depois veio a somar forças como um competentíssimo músico de rock progressivo (...deve ser por conta das boas influências...).

Podemos considera-lo como um músico completo, pois atua nos bastidores musicais com conhecimento de causa e ainda por cima esbanja um talento nato para compor peças extremamente complexas e sofisticadas.

Ele sempre esteve muito bem acompanhado de músicos de primeiríssimo escalão que dão vida às suas composições e cabe lembrar que até 2009 teve ao seu lado o seu fiel escudeiro, Eric Woolfson que é co-fundador do “The Alan Parsons Project”, tendo atuado como produtor, compositor, letrista, pianista, mas infelizmente já é falecido.

Alan Parsons, lançou seu primeiro álbum em 1976, chamado “Tales of Mystery and Imagination - Edgar Allan Poe”, uma obra mais do que prima, proporcionando uma viagem obscura nas profundezas insanas da mente de Edgard Allan Poe, ou seja, começou com o pé direito.

Na sequência, lançou álbuns absolutamente antológicos, como, “I Robot”; “Pyramid”; “Eve”; “The Turn Of A Friendly Card” e tantos outros que vieram posteriormente, num total de doze álbuns de estúdio, dois gravados “ao vivo” e mais umas dez ou doze coletâneas de suas músicas ao longo dos tempos.

A boa notícia é que ele está mais vivo do que nunca e a prova disto é seu mais recente álbum, “Live in Colombia”, com sua banda, “The Alan Parsons Symphonic Project”, trazendo um elenco de músicas de seus diversos cobrindo praticamente toda a sua obra, portanto tem música suficiente para agradar a Gregos e Troianos.

Se notaram, apareceu um “Symphonic” no meio do nome da banda, pois a Orquestra Filarmônica de Medellín, juntamente com o Estúdio Polifônico de Medellín, foram agregados à banda, logicamente proporcionando uma nova dimensão à música de Alan Parsons

Clássicos que se já eram muito bons em sua forma original, ganharam um extra corpo e certa dose de dramaticidade não só pela Sinfônica, mas pelo Coro também que juntos ao restante da banda formam um grande conjunto conduzidos pela genialidade musical de Alan Parsons.

Cabe alguns destaques relativos as músicas que mais me agradaram, como “The Raven” extraída do álbum “Tales of Mystery and Imagination - Edgar Allan Poe”; “I Robot” do álbum de nome homônimo; “The Turn of a Friendly Cards – Parts 1 e 2”, bem como “Snake Eyes”, “Nothing Left to Lose” também extraídas de “The Turn of a Friendly Cards” e várias outras, mas cabe ressaltar que o álbum como um todo é muito bom da primeira à última faixa.

Finalizando, só cabe aqui ao blog desejar um grande Dia Internacional do Rock a todos os amigos e frequentadores deste botequim musical e aproveitar para convidar à audição deste magnífico álbum.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

The Alan Parsons Symphonic Project
Alan Parsons / Guitar, Keyboards, Vocals
Guy Erez / Bass Guitar, Vocals
Danny Thompson / Drums, Vocals (3)
Alastair Greene / Guitar, Vocals
Tom Brooks / Keyboards, Vocals
P.J. Olsson / Lead Guitar
Todd Cooper / Saxophone, Guitar, Percussion, Vocals

With:
The Philharmonic Orchestra Of Medellin / Orchestra
Estudio Polifónico De Medellín chorus / Chorus


Tracks 
CD1 
01. I Robot (6:25)
02. Damned If I Do (4:34)
03. Don't Answer Me (4:37)
04. Breakdown (4:05)
05. The Raven (2:52)
06. Time (5:30)
07. I Wouldn't Want to Be Like You (5:00)
08. La Sagrada Familia (6:05)
09. The Turn of a Friendly Card (Part One) (2:54)
10. Snake Eyes (3:01)
11. The Ace of Swords (2:48)
12. Nothing Left to Lose (4:35)
13. The Turn of a Friendly Card (Part Two) (4:23)

CD2
01. What Goes Up . (4:38)
02. Luciferama (5:22)
03. Silence And I (7:47)
04. Prime Time (8:13)
05. Sirius (2:13)
06. Eye In The Sky (5:12)
07. Old And Wise (5:40)
08. Games People Play (4:55)




19 de jun de 2016

RICK WAKEMAN - "The Myths And Legends Of King Arthur And The Knights Of The Round Table" - 2016

Para minha surpresa logo cedo dei de cara com essa releitura de “The Myths And Legends Of King Arthur And The Knights Of The Round Table”, graças Deus feita pelo autor, sim, Rick Wakeman, que agora nos brinda com essa inesperada pérola, pelo menos para mim.

Começo essas linhas, escutando “King Arthur” e provavelmente chegarei ao final deste texto, sem ter terminado de escutar todo o álbum que diferente de seu original, ganhou várias faixas adicionais, além das novidades sobrescritas aos originais.

Sabiamente Rick Wakeman manteve a grandiosidade e a majestade desta música, que está mais sinfônica que o original, entretanto seus solos de sintetizador continuam vigorosos e instigadores, muito próximo aos timbres que compuseram uma das mais belas peças do rock progressivo.

Nota se em alguns momentos que algumas passagens foram gravadas exatamente como nos originais, ou são os próprios originais e meus velhos ouvidos estão sendo traídos, mas pouco importa, seja o que o for, “The Myths And Legends Of King Arthur And The Knights Of The Round Table” é uma obra magnífica e como tal já conquistou seu espaço.

Fora o fato de notadamente Rick Wakeman estar em plena forma ao dedilhar seus teclados, ouvir novamente este álbum com a potente e afinada voz de Ashley Holt, remeteu-me imediatamente a minha juventude, pois afinal são passados mais de quarenta anos de seu lançamento.

Lógico, não aguentei escutar todas as músicas até o final, e neste momento escuto, “Lancelot and The Black Knight”, simplesmente linda e vibrante como sempre foi e sempre será, uma música inigualável e indestrutível.


As novas músicas seguem a mesma temática e métrica dos originais, dando real sentido às músicas clássicas do álbum e agora com o adicional de uma afinadíssima voz feminina que de certa forma harmoniza e humaniza toda o enredo da fascinante história do Rei Arthur e dos Cavaleiros da Távola Redonda. 

Apesar de ser muito prematuro conjecturar alguma coisa a respeito dessa releitura, não consigo me furtar ao desejo de tentar entender porque essas novas inserções não aconteceram no passado e tão somente acontecem agora? 

Poderia ser por questões mercadológicas e/ou por conta dos formatos de mídia disponíveis à época em que foi lançando, ou até mesmo porque isto não foi pensado antes, ou até mesmo por um surto genial que bateu no cérebro não menos genial de Rick Wakeman em complementar sua própria obra, afinal, se tem alguém capacitado a fazê-lo, só ele próprio, mas vai saber o que se passa na cabeça de uma criatura como ele, e também se não for nada disso, pouca importa, o que importa é que ele o fez.

Escutando a música, “Merlin The Magician”, agora cantada por Ashley Holt, Rick Wakeman faz o que mais gosta de fazer, ou seja, deslizar freneticamente por seus sintetizadores dando vida às mágicas e feitiços do mago mais emblemático que já existiu.

Em resumo, o que temos nesse álbum? Temos Rick Wakeman, Ashley Holt, Orquestra, Coro, uma bela capa desenhada por Roger Dean, só música boa, então temos a química perfeita para o entretenimento, divertimento, encantamento e qualquer outro “mento” que possa existir e agora que termino este raquítico texto, tendo como trilha de fundo a música, “The Last Battle”, que tanto me emocionou no passado, posso assegurar que o sentimento é o mesmo agora.

Não posso fugir de minhas obrigações como divulgador de cultura musical, pois tenho que recomendar a audição deste álbum, pois não há como fugir da sua atração, diria até “hipnótica” (palavra muito usada por Luciana Aun, nossa musa e mestra do progressivo, mantenedora do blog ProgRockVintage em algumas de suas belas postagens), mas que define com exatidão a relação que há entre obra e o ouvinte em casos absolutamente especiais como este, podem crer, hipnotiza mesmo.                     

IMPERDÍVEL!!!!

Tracks:
01 - The Choice of King
02 - King Arthur
03 - Morgan le Fay
04 - Lady of the Lake
05 - Arthurs Queen
06 - Guinevere
07 - Lancelot and The Black Knight
08 - Princess Elaine
09 - Camelot
10 - The King of Merlins
11 - A Wizards Potion
12 - Merlin the Magician
13 - The Chalice
14 - The Holy Grail
15 - The Best Knight
16 - The Contest
17 - Sir Galahad
18 - Percival the Knight
19 - Excalibur
20 - The Last Battle


NEW LINK
Para refrescar a memória, assistam o  vídeo abaixo.......

1 de mai de 2016

BLUE MAMMOTH - “Stories Of A King” - 2016

Hoje em dia está muito difícil postar algo realmente novo no blog por falta de material de qualidade, entretanto, tenho sido surpreendido por músicos aqui do Brasil, o que para mim é o máximo e agora, chegou a vez do Blue Mammoth com seu segundo e mais novo álbum, “Stories Of A King”, lançado em 25 de abril deste ano, está recheado com histórias viajantes, mescladas ao som do antigo e do novo rock progressivo.

Em uma breve troca de e-mails esta semana com Julian Quilodran, baixista e produtor da banda, ele me comentou da grande dificuldade em poder realizar este novo álbum, mas como não entrou em maiores detalhes, acredito que tendo em vista que o estilo da música é muito pontual, tem um público muito específico, obrigatoriamente é necessário ativar os neurônios para poder entende-la, pude perceber que trata-se de uma produção independente, feita na Masque Records, onde certamente tiveram que se virar e fazer de tudo, deste a produção até a divulgação e distribuição, portanto, além de excelentes músicos, são heróis também.



O dinamismo é a tônica deste álbum em suas dez composições que tiveram início no álbum anterior, de nome homônimo à banda e foram maturadas por um longo tempo até chegar ao seu estágio final, onde são contadas histórias de vida e de fatos de diferentes personas com muita intensidade e sofisticação pelas mãos destes talentosos músicos, e cabe também ressaltar que a belíssima capa capa deste álbum é um projeto de Julio Zartos que já havia feito a capa do álbum anterior.


Quando me refiro ao dinamismo, quero me referir ao movimento de ideias, intensidade variável das músicas, ao lirismo e ao poder supremo e a vários outros sentimentos que podem ser percebidos ao longo do álbum e não raramente em uma única música, dada ao tom passional e teatral das letras, bem como da sua interpretação que é elevada ao máximo com um enredo de harmonizações e solos complexos e sofisticados, criando uma atmosfera altamente viajante, somente encontrada quando estamos diante de algo realmente diferenciado, de bom gosto e consequentemente com qualidade anos luz acima do que ultimamente somos submetidos, principalmente aqui no Brasil.


Daqui para frente amigos, para não parecer sapiência disfarçada de gosto pessoal, é realmente gosto pessoal, portanto, eu não poderia deixar de apontar algumas músicas que me causaram espécie pelo elevado grau de sofisticação e beleza, como “The Endless Road”; “Childrens Far”; “Nobody’s Hero”; “Perfects Dreams”; “Reflections of a Deaths” (essa é fodástica) e “Waiting Room”, que poderiam facilmente ter a assinatura de qualquer outra grande banda de rock progressivo do passado e do presente, dada a sua qualidade, mas graças ao talento e inteligência destes músicos, tem a assinatura do “Blue Mammoth”, muito bom mesmo.

Este álbum como um todo, realmente superou as minhas expectativas, pois o primeiro álbum já tinha sido um trabalho excepcional e esse realmente foi muito mais além do que eu poderia imaginar, pois claramente nota-se o amadurecimento de ideias, o grande esmero de sua produção, e o principal, a qualidade de suas músicas, portanto, sem maiores delongas só nos resta recomendar muito este álbum.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

Musicians
Julian Quilodran / bass, cello, flute, backing vocals 
Andre Micheli / keyboards, lead vocals
Thiago Meyer / drums, percussion, backing vocals
Vinícius de Oliveira / guitars, bass, backing vocals
With: 
Cesar Aires / guitars, backing vocals
Tracks
01. Endless Road (7:28)
02. Children's Fear (5:09)
03. Lonely Flight (7:46)
04. Flying Free (6:12)
05. Nobody's Hero (6:10)
06. Perfect Dreams (6:41)
07. The Reign (7:19)
08. Reflections of Death (7:12)
09. Wrong Ways (5:36)
10. Waiting Room (7:14)

Créditos: todas as imagens extraídas do site, http://www.bluemammothband.com/ 


20 de abr de 2016

Johann Sebastian Rio - "O Maestro Provisório" - 2016



Em cartaz no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. 
Dia 24 de Abril de 2016

Fundada em 2014, a orquestra Johann Sebastian Rio fez seu primeiro concerto ao vivo com enorme sucesso no Theatro Municipal em maio de 2015. 

A orquestra que tem como proposta renovar os formatos de apresentação da música clássica, voltando ao Teatro com o musical "O Maestro Provisório", com texto e direção de Deborah Bapt. 

Foto: Ana Clara Miranda
Estrelado por Kadu Garcia, Letícia Medella, Aramís David Correia e os músicos da Johann Sebastian Rio, "O Maestro Provisório" é uma realização da Johann, faz parte do projeto da Temporada 2016, patrocinado pela Prefeitura do Rio, Secretaria Municipal de Cultura e Anbima (através da Lei Municipal de Incentivo à Cultura).

Foto: Ana Clara Miranda

A Johann Sebastian Rio tem direção artística de Felipe Prazeres e assessoria artística de Eduardo Pereira e Ivan Zandonade.

O espetáculo é voltado para o público infanto juvenil, contando a história de um palhaço em crise, que reencontra uma amiga palhaça, antiga companheira de circo, e ambos decidem tentar a sorte como maestro e maestrina assistente de uma orquestra

IMPERDÍVEL!!!!


Dia 24 de Abril, 11:30h.
Theatro Municipal, Cinelândia.
Venda de ingressos no site: ingresso.com
R$10,00.




17 de abr de 2016

RICK WAKEMAN - "Starship Trooper” - 2016

CARACA!!!! Daqui para frente não é necessário ler mais nada, apenas escutar o álbum, mas como sou muito teimoso vou continuar escrevendo, pois quando a gente imagina que o cidadão está à beira da aposentadoria, já vestido com pijama listrado e o famoso chinelão de couro, ele nos brinda com um álbum cheio de boas surpresas e com convidados muito interessantes.

As surpresas vão desde algumas músicas que não conheço a autoria, mas são excelentes,  até a alguns covers  para lá de alucinados, pois passam por obras do The Who, Yes (quase um cover dele mesmo), Pink Floyd, The Doors, Supertramp e até o 10CC, reescritos sob a ótica de Rick Wakeman com resultados alarmantemente positivos no álbum de nome muito sugestivo, “Starship Trooper”, lançado no último dia 15 de abril deste mesmo ano. 

Rick Wakeman é um gênio por tudo o que já criou e executou, mas temos que reconhecer que ao longo de sua brilhante carreira, ele sempre esteve muito bem acompanhado de músicos de primeiríssima linha para poder dar vida a suas complexas criações desde os seus primórdios nos idos da década de setenta e agora não foi diferente.

Na linha de frente dos convidados temos Billy Sherwood, Tony Levin, Steve Hillage, Tony Kaye, Willian Shatner (o Capitão Kirk), Steve Howe, Carmine Appice, Jürgen Engler, Colin Moulding, Jerry Goodman, Nik Turner, Jimmy Haslip, Huw Lloyd-Langton, Mickey Thomas e para completar o time, o Nektar.

Tem música para tudo quanto é gosto, pois além de suas próprias composições que estão realmente muito interessantes, com ares setentistas em seus arranjos , ele de forma muito eclética, selecionou vários clássicos da música como, “Love Reign O'er Me” do The Who que se em sua origem já era genial, agora com um pequeno toque progressivo, ganhou mais alguns predicados, pois realmente nunca tinha imaginado escutá-la em uma versão instrumental sem a magnífica VOZ de Roger Daltrey, poderia ser tão linda quanto o seu original. 

Botar as mãos em uma música como “The Great Gig in the Sky” é uma temeridade equivalente a abrir a porta de um Boeing a 18.000 pés de altitude, pois a chance de acontecer uma catástrofe é muito grande, entretanto, estamos nos referindo a Rick Wakeman, e ele como sempre, com sua generosidade faz uma grande homenagem ao Pink Floyd, pois a música manteve o seu encanto agora pelas suas mãos e pelas mãos não menos generosas de Steve Howe, só aplaudindo de pé.

Continuando seu tributo ao Pink Floyd, agora com a música “Nobody Home”, veio a minha mente a imagem de Roger Waters a interpretando juntamente com Rick Wakeman, o que seria algo muitíssimo bem-vindo e inusitado, pois seria juntar duas forças de magnitude estratosférica da música em um único espaço, quase uma fusão nuclear musical. 

Interessante ouvir “Crime of the Century”, um Mega clássico do Supertramp, em um formato
mais sinfônico, diferente de seu original, criando uma nova atmosfera, provando que música boa, é ilimitada, que mexendo aqui e ali, ela se adapta, se recria e que pode atrair magicamente.

Uma bela homenagem a música pop do século passado, um clássico do 10CC, “I'm Not in Love” que tanto embalou os casais românticos, agora mais uma vez envolto em um cenário romântico que manteve o espírito da música, pode sem sombra de dúvidas embalar os casais deste novo século.

Nos últimos anos, não é incomum vê-lo executando “Starship Trooper” em suas apresentações, um Yes, música integrante do “Yes Album” que ele não participou, entretanto, como é um poço de generosidade, coloca a seu lado Tony Kaye que a época de seu lançamento era o tecladista oficial da banda para mais uma vez reviver este sonho de música e logicamente dar o seu toque mágico em “Wurm” onde é o momento em que Rick Wakeman claramente se diverte ao dedilhar seu teclados, pois cada vez que ele a executa, uma nova variação surge sobre o mesmo tema, mais uma vez provando que música boa, é metamórfica.


Não satisfeito, pega um Hiper clássico do rock, como “Light My Fire” do The Doors e o eleva a um outro plano musical completamente diferente de seu formato original, mas ela está lá, intrigante, magnética, agora totalmente sinfônica e a conclusão que chego é que mais uma vez a música venceu o tempo, os preconceitos, está acima do bem e do mal e não aceita desaforos se tiver origem, berço, pois a aura de encanto que a envolve permanece intacta.

Deixei propositadamente para o final, tecer alguns comentários sobre algumas músicas do álbum, uma vez que escutei pouco esse álbum e ainda não tenho uma opinião formada sobre elas, entretanto, não posso me furtar do direito de alertar sobre a música que abre este álbum, “Sober”, pois tinha muito tempo que não escutava algo parecido, tão rock progressivo, música de raiz, visceral, Space Rock e mais uma série de adjetivos que vão surgindo à mente a cada viajante audição.

No caso de Rick Wakeman, sou extremamente suspeito e parcial, portanto desconfiem de tudo o que disse e tirem suas próprias conclusões escutando esse álbum, que para mim provavelmente será o melhor de 2016 e se não for, será um prêmio para todos nós, pois para superá-lo o esforço vai ter que ser hercúleo e o resultado inesperado.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!


Tracks:
01. Sober (feat. Billy Sherwood & Jürgen Engler)
02. Are We to Believe? (feat. Steve Hillage, Billy Sherwood & Jürgen Engler)
03. Random Acts (feat. Jerry Goodman, Nik Turner, Jimmy Haslip, Billy Sherwood & Jürgen Engler)
04. Dynamics of Delirium (feat. Jürgen Engler)
05. Love Reign O’er Me (feat. Huw Lloyd-Langton & Carmine Appice)
06. Crime of the Century (feat. Tony Levin & Billy Sherwood)
07. The Great Gig in the Sky (feat. Steve Howe)
08. I’m Not in Love (feat. Nektar)
09. Starship Trooper (feat. Tony Kaye, Mickey Thomas & Billy Sherwood)
10. Check Point Karma (feat. Colin Moulding & Billy Sherwood)
11. Change (feat. William Shatner & Billy Sherwood)
12. Nobody Home (feat. Billy Sherwood)
13. Light My Fire (feat. Steve Howe & Jürgen Engler)

LINK


13 de abr de 2016

LOBÃO - "O Rigor e a Misericórdia" - 2016

Acredito que nos últimos quinze anos este seja o melhor álbum produzido aqui no Brasil, sim, o álbum do Lobão, “O Rigor e a Misericórdia”, produção 100% independente, sob todos os aspectos, pois ele fez tudo, executou todos os instrumentos musicais de forma exemplar e para completar o feito, não satisfeito, lançou um livro de mesmo nome simultaneamente. Já sei, alguém vai dizer, sim e daí? Simples, são bons “pra caralho!!!” 

Mas nem tudo são flores, eu preciso voltar uns trinta anos no tempo, lá pelos idos dos anos oitenta e confessar que eu o odiava com todas as minhas forças (....eu era muito careta....), apesar de contraditoriamente gostar muito de suas músicas, “Me Chama”; “Corações Psicodélicos”; “Decadence Avec Elegance” ,“Radio Blá”, “Vida Bandida” e tantas outras que ele fez, (...mas não contava pra ninguém...), pois ele tinha aquele “ar rebelde” estampado na cara que me incomodava muito (....acho que era aquele cabelão, o jeito de falar com certa superioridade que era foda de aturar.....). 

Para completar minha ira, alguns anos mais tarde vejo Lobão de braços dados com o maior problema da atualidade que estamos vivendo aqui no Brasil...., Lula, PT e cia....., pensei, agora fodeu tudo, se passar na minha frente eu passo com o carro por cima, não tem conversa, e com isso o meu ódio só aumentou. 

Entretanto, a História (com agá maiúsculo) é muito cruel e implacável, pois um dia ela chega e cobra seu preço, e isto aconteceu com ele, viu o monte de merda que fez em nome da democracia, achando que estava dando sua contribuição cívica e com o passar do tempo descobriu que estava rodeado por uma horda de aloprados com o firme propósito de criar um Projeto de Poder e não de Governo, lógico, pulou fora imediatamente.

Isso aconteceu poucos anos depois de seu engajamento no mundo político, e como já passou muito tempo desde então, a merda é a mesma, atualize-se agora, basta ler em qualquer site de informação, as manchetes de agora, de amanhã e depois, e depois......., ele enxergou isso muito antes de todos nós..., um visionário??, não, apenas sentiu na pele o que é estar nos bastidores do poder. 

Então pela primeira vez tive que reconhecer o seu valor como pessoa física, cidadã, pagador de pesados impostos, uma vez que publicamente admitiu seu engano e tornou-se um feroz desafeto de tudo o que representasse aquele projeto, seja na figura das pessoas, das ideias e de tudo mais....., mas para mim, ainda não era o suficiente, eu não estava convencido que ele pudesse ser uma pessoa legal.

O tempo passa, e mais uma vez, lá vem ela, a História, veio cobrar seu preço, desta vez eu era a vítima, e veio na forma de um livro, chamado “50 Anos a Mil”, deste mesmo Lobão, comprado com um único propósito, o de esculachar geral, ter motivo para falar mal e poder odiá-lo ainda mais.

Entretanto, fui atingido mortalmente logo nos primeiros capítulos, pois passei a enxergar um outro indivíduo, humano pra cacete, com seus medos e receios, de rara inteligência e cultura (....só lendo o livro para entender...) que teve a coragem de expor suas entranhas, dentro e fora do seio familiar, contando tudo o que aconteceu com ele desde a sua infância até tempos anteriores ao livro. Leiam, pois vale cada centavo de seu custo.

Então, pensei, “....mas que merda, virei um fã do cara, e agora, o que eu faço??? Agora velho, já era, e pouco tempo depois, eu começa a ler o livro, “Manifesto Do Nada Na Terra Do Nunca”, seu segundo trabalho literário, muito bom por sinal, que enfureceu alguns críticos vendidos que não merecem o menor crédito, bem como todos os escalões políticos, seguidores e afins dos aloprados, o que lhe rende até hoje uma série de chateações e prejuízos, inclusive de ordem financeira, pois em várias ocasiões, teve shows cancelados por ameaças veladas e algumas diretas junto a organizadores e produtores, mas enfim, este é o preço que se paga quando doutrinas violentadoras são confrontadas, mas o fim está próximo. 

Não quero ser piegas, mas não conseguiria por questões de ordem ideológica, escrever a resenha deste álbum, sem antes fazer o meu “Manifesto do Ódio na Terra do Xurupito”, pois não seria justo com o artista, portanto, isto feito, vamos ao que interessa, que é a música e o belíssimo álbum, “O Rigor e a Misericórdia”, onde Lobão não se preocupou nem um pouco em fazer uma música comercial (....aliás, acho que ele nunca teve esta preocupação...), fácil de escutar, pra tocar em rádios FM ou coisa parecida.

Fez o que quis, tocou pra cacete, teve a audácia e a coragem de produzir um álbum sem se prender a estilos musicais, algo incomparável, mostrando maturidade, virtuosismo e capacidade intelectual em produzir um material com real qualidade e esmero. 

Esta coragem é a que falta à vários bundões dos mais diversos segmentos musicais dos Brasil, que um dia fizeram sucesso e agora vivem à sombra do passado, com sabor naftalina e por conta desta covardia coletiva, propiciou-se o abre alas para o atual “FEBEAPA” – Festival de Besteiras que Assolam o País (Stanislaw Ponte Preta), para a categoria, “MPB do século 21”, um desastre total, culpa também de produtores raquíticos e medíocres intelectualmente e da nossa estimada e acéfala indústria fonográfica.

Não tenho a menor pretensão de fazer uma autopsia, música à música, mesmo porque, Lobão já se deu a este trabalho e fez isso de forma muito bem detalhada em seu mais novo livro,  intitulado, “Em Busca do Rigor e da Misericórdia”, descrevendo o processo de criação de cada música, onde buscou a inspiração e com muita precisão técnica descreve os instrumentos e softwares que usou em sua jornada solitária.

Paralelamente retrata de forma visceral suas tretas mais recentes com seus desafetos, que não são poucos, tendo em vista a sinceridade com que Lobão lida com os fatos e acontecimentos, principalmente do atual momento social e político e de suas consequências. 

O livro está disponível para usuários do Kindle ou em versão física na “amazon.com”, Saraiva e nas demais casas do ramo. 

Voltando ao álbum, logo na primeira faixa em um rompante progressivo, Lobão é possuído por uma entidade tecladista e manda ver em uma belíssima peça instrumental, chamada “Overture”, um prelúdio composto com um enredo cromático muito interessante, feito com harmonizações bem sofisticadas, completamente fora da curva da normalidade musical a que estamos acostumados nos dias atuais.


Aliás, a tônica deste álbum é estar fora da curva da normalidade sob quaisquer aspectos, pois além de ter tocado todos os instrumentos, deu uma caraterística inovadora no seu modo de cantar, as vezes em modo gutural, outras em tom de deboche o que lhe é muito peculiar e como fez a mixagem das músicas, deu uma nova perspectiva à sua voz, ou seja, ousou e se deu bem, mas teve gente esbravejando, o que é normal, afinal, gosto não se discute, se respeita.

Dois bons exemplos disso são as músicas “Os Vulneráveis” e principalmente a “Marcha do Infames” que teve claro endereçamento, com uma letra bem pesada, mas sem ser agressiva, que descreve nosso momento social e político, compassada em ritmo marcial o que confere um tom patriótico a canção e fere mortalmente a quem tem que ser ferido, sensacional.

Como todo álbum temático que se preza, sempre há um “gran finale” e Lobão não se fez de rogado, pois acertou na mosca, bem entre os olhos, com a música título, “O Rigor e a Misericórdia” e mais uma vez possuído, agora por uma entidade sinfônica, deu um banho de bom gosto no arranjo que fez sob medida para letra da música com uma riqueza de detalhes presente em todos os instrumentos, só percebido em músicas dos anos setenta....., seria uma influência dos tempos do Vímana??? Pouco importa, a música é sensacional, to com ela grudada na cabeça já a alguns dias.  

Resumo da ópera, particularmente gostei muito do álbum por sua excelência, diversidade musical, pois cada música representa um caminho bem distinto, com identidade própria, com linguagem independente, portanto, esse álbum possui uma dinâmica muito grande e capacidade de penetração bem abrangente para agradar a gregos e troianos, basta ouvir, o resto, vem naturalmente.

Ficha Técnica:
Lobão - Voz, todos os instrumentos e engenharia de som.

Tracks:
01. Overture
02. Os Vulneráveis
03. A Marcha Dos Infames
04. Assim Sangra A Mata
05. O Que Es La Soledad En Sermos Nosotros
06. Alguma Coisa Qualquer
07. Dilacerar
08. Os Últimos Farrapos Da Liberdade
09. A Posse Dos Impostores
10. Ação Fantasmagórica A Distância
11. Profunda E Deslumbrante Como O Sol
12. Uma Ilha Na Lua
13. A Esperança É A Praia De Um Outro Mar
14. O Rigor E A Misericórdia

LINKS

Spotify - https://open.spotify.com/album/15S4UCrGu36rKG1lUKkeCo
Deezer - http://www.deezer.com/album/12006112
iTunes  - https://itunes.apple.com/br/album/o-rigor-e-a-misericordia/id1068897086

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