25 de jan de 2018

IQ - Live In Aschaffenburg - 2002

A segunda geração do rock progressivo (leia-se anos oitenta), sem dúvidas no brindou com algumas surpresas e dentre elas, está o IQ, que é oriundo do The Lens (1976-1981), outra banda excelente banda e neste rastro, vieram a voz a guitarra e os teclados que formam o IQ.

Em geral produzem muito bons álbuns e para mim só a presença de Martin Orfford com seus teclados mágicos já valem o show, mas na verdade o IQ é muito mais que isso, pois possui forte personalidade e um DNA de dar inveja a muito marmanjo.

O conjunto da obra é sempre muito rico em qualquer situação e particularmente se saem muito bem quando estão no palco, pois os trabalhos de estúdio sempre levam mais em conta a técnica de cada um do que o uso exagerado da tecnologia que muitas vezes nos leva a algumas impossibilidades no ambiente de um palco sem agregar mais músicos.

Nesta gravação, “Live In Aschaffenburg”, feita em 2002, é flagrante a sinergia da banda, com Peter Nicholls afinadíssimo, Martin Orfford surfando pelos teclados uma onda gigante sem fim e Michael Holmes empunhando sua guitarra como um “guitar hero” duelando o tempo todo com a banda.

Como sempre na cozinha da banda, baixo e bateria dão o suporte necessário para sustentar os complexos e sofisticados arranjos e enredos musicais, uma característica marcante da banda, pois todas as suas músicas são carregadas por uma alta demanda cultural e psicológica muito fortes, ou seja, o IQ é sempre uma boa opção.


IQ
Paul Cook - Drums
Michael Holmes - Guitar and Keyboards
John Jowitt - Bass and backing vocals
Peter Nicholls - Lead vocal
Martin Orfford - Keyboards and backing vocals

Tracks:

CD 1
01. Intro [3:56]
02. Awake and Nervous [8:32]
03. The Thousand Days / The Magic Roundabout [9:18]
04. The  -Wrong Side Of Wierd [13:02]
05. State Of Mine / Leap Of Faith / Came Down [10:46]
06. Erosion [7:18]
07. The Seventh House [14:56]
CD 2
01. The Narrow Margin (middle section) [6:05]
02. Just Changing Hands [6:45]
03. Guiding Light [10:28]
04. The Last Human Gateway [22:08]
05. Subterranea [7:43]



15 de jan de 2018

PINK FLOYD - "Lonely Hearts in Pepperland" - 1970/1972

Este Box set é destinado a aficionados do Pink Floyd, pois contempla gravações feitas entre os anos de 1970 e 1972, pré era de The Dark Side Of The Moon, com gravações bem interessantes do que viria a ser um dos álbuns mais aclamados da história do rock.

Mas não fica por aí, pois está repleto de outras pérolas da banda, levando se em conta que são 52 faixas distribuídas em sete cds, gravados em diversas ocasiões e locais, como o “RLT - Radio Broadcast Live At Palais Des Sports De L'Ile Des Vannes Saint-Ouen, France, December 1 1972”; “Winterland Auditorium, San Francisco, CA, September 24, 1972”; “Pepperland Auditorium, San Rafael, CA, October 16, 1970”; “Festival De Musique Classique Pavilion De Montreux, Montreux, Switzerland, September 18, 1971”, bem como um , “Previously Unreleased Dark Side Of The Moon Studio Outakes”.

No meio disso tudo, eu não poderia deixar de destacar, a faixa 48 - Atom Heart Mother (With Brass And Choir), com uma apresentação impecável e indelével, digna de elogios e adoração, pois é música que divide o Pink Floyd nas eras psicodélicas e progressiva, é o marco que levaria a banda a criar DSOTM, Wish You Were Here, Animals e tudo o mais que veio na sequência.

PINK FLOYD
David Gilmour
Roger Waters
Richard Wright  
Nick Mason 

Tracks:

RLT - Radio Broadcast Live At Palais Des Sports De L'Ile Des Vannes Saint-Ouen, France, December 1 1972

Disc 1
01 Speak To Me
02 Breathe
03 On The Run
04 Time
05 Breathe (Reprise)
06 The Great Gig In The Sky
07 Money
08 Us And Them
09 Any Colour You Like
10 Brain Damage
11 Eclipse
12 One Of These Days
13 Careful With That Axe, Eugene
14 Blues

Disc 2
15 Echoes
16 Childhood End
Winterland Auditorium, San Francisco, CA, September 24, 1972
17 Speak To Me
18 Breathe
19 On The Run
20 Time
21 Breathe (Reprise)
22 The Great Gig In The Sky
23 Money
24 Us And Them
25 Any Colour You Like
26 Brain Damage
27 Eclipse 

Disc 3
28 One Of These Days
29 Careful With That Axe, Eugene
30 Echoes
31 Set The Controls For The Heart Of The Sun
Pepperland Auditorium, San Rafael, CA, October 16, 1970

Disc 4
32 Astronomy Domine (1st Attempt)
33 Astronomy Domine (2nd Attempt)
34 Astronomy Domine (3rd Attempt)
35 Astronomy Domine (4th Attempt)
36 Fat Old Sun
37 Cymbaline
38 Atom Heart Mother 

Disc 5
39 Tune Up
40 The Embryo
41 Green Is The Colour
42 Careful With That Axe, Eugene
43 A Saucerful Of Secrets
Festival De Musique Classique Pavilion De Montreux, Montreux, Switzerland, September 18, 1971

Disc 6
44 Echoes
45 Careful With That Axe, Eugene
46 Set The Controls For The Heart Of The Sun

Disc 7
47 Cymbaline
48 Atom Heart Mother (With Brass And Choir)
49 A Saucerful Of Secrets
Previously Unreleased Dark Side Of The Moon Studio Outakes
50 Time
51 Brain Damage
52 Us And Them


LINK  (Disponível ate 22-01-2018)


NEW LINK


9 de jan de 2018

TRITONUS - Uma Discografia - 1972-1979

Como primeira postagem do ano, a vontade é de se começar com o pé direito e para tanto, começo com a banda TRITONUS, que me foi apresentada por um antigo participante do blog, Roderick Verden.

Muito boa dica, pois se trata de um grupo alemão de rock progressivo, influenciado pelo ELP, que soube absorver o espirito e a técnica com muita personalidade e criatividade para gerar seu próprio DNA.

A partir destas influências produziram peças muito ricas e interessantes, que talvez por falta de maior divulgação à sua época, não tiveram o seu devido reconhecimento.

A banda esteve ativa entre 1972 a 1979, lançou apenas dois álbuns nesse curto período, "Tritonus" e "Between The Universes" e mais um álbum gravado a partir de uma apresentação, "In The Sky- Live At Stagge's Hotel", mas sem duvidas, deixou um grande legado musical que vale muito a pena ser explorado, pois tem conteúdo muito sólido e marcante.

TRITONUS - 1975
01. Escape And No Way Out 
02. Sunday Waltz
03. Lady Madonna
04. Far In The Sky
05. Gliding  
06. Lady Turk
07. The Trojan Horse Race (Single 1978)


Group: 

Peter K. Seiler: Hammond organ, Moog synthetizer, Steamway-piano, e-piano, Mellotron, Celesta, Church organ 
Ronald Brand: bass, vocals, acoustic & electric guitar, percussion 
Charlie Jost: drums, percussion

BETWEEN THE UNIVERSE - 1976
01. Between The Universes  
02. Mars Detection
03. Suburban Day Suite
  1. The Day Awakes
  2. The Day Works
  3. The Day Rests 

Group:
Peter K. Seiler / organ, piano, synthesizers
Rolf Dieter / bass, vocals, guitar
Bernhard Schuh / drums

Far In The Sky - Live At Stagge's Hotel - 1977

01. Between The Universes
02. Gliding
03. Escape And No Way Out
04. The Trojan Horse Race
05. The Day Awakes
06. The Day Works7Far In The Sky


Group:
Peter K. Seiler: organ, piano, synthesizers
Rolf Dieter Schnapka: bass, vocals, guitar
Arthur Weiss: drums


Como é uma discografia de apenas três álbuns, considerei que valeria a pena postá-los todos de uma vez, portanto, aí está o link para os álbuns:

LINK

6 de jan de 2018

PROGRESSIVE WORLD RADIO



Um antigo sonho do blog começa a se materializar com a criação da Progressive World Radio, com musica 24 h sem comerciais, tendo como temas principais o rock dos anos setenta e oitenta, trazendo o melhor do rock progressivo, hard rock, metal, jazz, pop music e disco music e eletronic music em programas de duas horas de duração que vão se revezando durante todos os dias da semana com seleções diferenciadas em cada horário.

Esta é uma iniciativa privada sem fins lucrativos, portanto não necessitando de patrocínios, permite uma programação sem interrupções comerciais.

A ideia é ajustar a programação ao gosto dos amigos, portanto, estamos havidos por sugestões musicais, pois o objetivo é trazer a melhor programação para todos, pois o que conta é a diversão.

No site da rádio tem uma página com toda a programação semanal.

Contamos com a colaboração de todos!!!.



24 de ago de 2017

ELOY - “The Vision, The Sword and The Pyre – Part I” - 2017

Hoje tive uma gratíssima surpresa que certamente será uma grata surpresa para outros também, pois mais uma vez, o mago do rock progressivo, Frank Bornemann, nos presenteia com seu mais novo álbum, “The Vision, The Sword and The Pyre – Part I”, recem saído dos fornos de sua gravadora, logicamente com sua marca registrada, o ELOY

Os anos vão passando, mas o vigor, a intensidade e principalmente sua criatividade só aumentam, pois logo na primeira faixa ele nos remete a outra dimensão musical e quem é bem velhinho como eu e acompanha a banda a mais de quatro décadas vai entender o que estou dizendo.

Mesmo bandas setentistas que ainda estão na ativa e lançaram trabalhos mais recentemente não conseguiram trazer a verdadeira atmosfera que caracteristicamente marca o rock progressivo, com temas muito bem elaborados e que são materializados com arranjos complexos e sofisticados, o que demanda perícia e virtuosismo de seus músicos e como todos dessa época devem estar com idades variando pela casa dos setenta anos é totalmente compreensível muitas vezes, a falta de saco para ir adiante e ousar. 

E por falar em músicos virtuosos, não custa lembrar que Frank Bornemann (vocals, guitar) não faz tudo sozinho, portanto ele não está só nesta empreitada, muito pelo contrário, está muito bem acompanhado de amigos de longa data como Klaus-Peter Matziol (bass), Hannes Folberth (keyboards), Michael Gerlach (keyboards), Bodo Schopf (drums) e para reforçar o elenco, Anke Renner (vocals) e Volker Kuinke (recorder).

Com um elenco desses, a unidade musical do Eloy fica extremamente preservada, levando-se em conta a existência de músicos que praticamente passaram por todas as fases da banda desde os idos dos anos setenta e claro, a presença mandatória e marcante de Frank Bornemann, o mentor musical de toda esta loucura.


Só deu tempo de escutar o álbum uma vez, para que pudesse disponibiliza-lo logo, mas do pouco que o que ouvi, mas posso afirmar que ele é muito mais bem elaborado e rico em sua temática em relação ao seu antecessor de estúdio, Visionary, lançado em 2009, que considero um álbum muito bom também.

Esta única escutada, foi suficiente para (....daqui para frente é um spoiler, portanto vá por sua conta e risco....) sentir a presença marcante de álbuns como, “Planets” e o “Time to Turn”, com uma pitadinha do “Silent cries and mighty echoes” se entrelaçando, criando um novo cenário musical, mas preservando o DNA da banda, que para quem já está familiarizado sabe que vai escutar belíssimos arranjos e solos de teclado e guitarra, acompanhados de um coro vocal para selar o enredo. 

Trata-se de, se me permitem, de uma opera rock, focada na história da heroína francesa, Joana D’arc, onde Frank Bornemann explora de forma bem sofisticada e precisa, a vida, seus feitos e seu trágico destino, que aparentemente será explorada em duas partes, mas só o tempo vai dizer se haverá sequência para este ambicioso projeto que está sendo maturado já a alguns anos e que tem como objetivo final, uma grande produção para os palcos, portanto só nos resta ficar na torcida para que realmente ele seja concluído.

Enquanto isso não acontece, aproveitemos a primeira parte desta intrigante história, ao som de uma das melhores e longevas bandas de rock progressivo de todos os tempos, sob o comando de uma das mais brilhantes mentes da música, Frank Bornemann.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

ELOY:
Fank Bornemann - vocals, guitar
Hannes Folberth - keyboards
Michael Gerlach - keyboards
Klaus-Peter Matziol - bass
Bodo Schopf - drums
Guests:
Anke Renner - vocals
Volker Kuinke - recorder


Tracks:
01. The Age Of The Hundred Years' War
02. Domremy On The 6th Of January 1412
03. Early Signs ... From A Longed For Miracle
04. Autumn 1428 At Home
05. The Call
06. Vaucouleurs
07. The Ride By Night... Towards The Predestined Fate
08. Chinon
09. The Prophecy
10. The Sword
11. Orleans
12. Les Tourelles
13. Why?



31 de mai de 2017

TRIUMVIRAT - " Live At Palace Theatre, Providence, RI" - 1974


Como já havia comentado antes, para me fazer sair da toca, tal qual uma moreia, tem que ter um motivo muito forte, e para tanto, só uma banda como o Triumvirat para me estimular a tal feito.

É de conhecimento geral que a banda é mosca branca na net, pois há muito pouco material disponível, portanto antes de tudo é uma obrigação em divulga-lo logo para que mais interessados na música da banda tenha acesso a este documento histórico.

Este álbum trata-se de um show realizado no Palace Providence, RI, em 1974, trazendo na íntegra, as músicas do álbum "Illusions on a Double Dimple", que é um marco na história da banda.

A gravação não está boa, está muito metalizada, mas é o que temos para o momento, e se houver algum “Cristo” com aptidões especificas em remasterizar estes arquivos que foram criados a partir de gravações em fita "Dan Lanpinski" (confesso que nunca tinha ouvido falar), a comunidade progressiva desde já, agradece muito. 
Fato interessante é poder ouvir a  voz do saudoso "Helmut Köllen" ao vivo, fora do ambiente de estúdio, mostrando o que realmente sabia fazer, pois sua passagem deixou uma lacuna nas vozes progressivas dos anos setenta.

"Jurgen Fritz" dispensa qualquer tipo de comentário a respeito de sua genialidade e virtuosismo diante de seus teclados, pois fica evidente quando escutamos qualquer musica sua. 

"Hans Bathelt", como sempre dá um espetáculo em sua bateria, e talvez muito entusiasmado pelo andamento do show, praticamente acaba com seu instrumento durante a execução da suite, "Mister Ten Percent", dando uma aula de como é que realmente se faz.  
 
A bem da verdade, não há muito o que comentar, pois as músicas do álbum, "Illusions on a Double Dimple" são muito conhecidas e exaustivamente discutidas em milhares de blogs, inclusive aqui, portanto, vou ficando por aqui, e  não percam a oportunidade de se encontrarem com mais esta pérola do "Triumvirat".

RECOMENDADÍSSIMO!!!!
  

Triumvirat:
- Hans Bathelt — percussão
- Jürgen Fritz — teclados, vocais
- Helmut Köllen — baixo, violão, guitarra, vocal principal

Tracks:
01) Illusions On A Double Dimple
Flashback
Schooldays
Triangle
Illusions
Dimplicity
Last Dance
02) Mister Ten Percent
Maze
Dawning
Bad Deal
Roundabout
Lucky Girl
Million Dollars


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24 de mar de 2017

Postagem comemorativa da marca dos mais de 1.000.000 de acessos - IQ - "Subterranea The Concert" - 1999

Hoje atingimos a marca de mais de 1.000.000 de acessos, após sete anos de trabalho, o que hoje em dia não é nada tendo em vista a velocidade dos acontecimentos, mas se observarmos a especificidade da temática do blog, eu particularmente fico muito feliz.

Olhando para trás, lembro que aconteceu muita coisa boa e ruim, momentos muito engraçados, mas também muito tensos e com muito destempero de minha parte e de alguns visitantes, mas o que importa é que estamos todos vivos e bem.
Pela terceira vez, vou repetir um mesmo álbum, não só por gostar muito dele, mas principalmente por ele ser um campeão de acessos, o que reflete a importância musical que este álbum representa.

Para quem ainda não o conhece, não perca a chance de estar diante de uns dos álbuns mais carismáticos e fantásticos que eu em minha longa jornada de vida eu me deparei, mas vamos ao que realmente interessa ou seja, ao álbum, Subterranea The Concert, do IQ, banda da segunda geração do rock progressivo.

Aproveito o momento para agradecer a todos por termos atingido esta marca, pois ela não é minha, mas sim o resultado da audiência de todos vocês ao longo destes sete anos de convivência, portanto mais uma vez, muitíssimo obrigado!!!! 

Na última postagem eu havia dito o seguinte:



"Ultimamente o volume de informações que tem chegado até o blog, via os “Comentários”, é tão grande que eu confesso que estou ficando completamente perdido e um tanto pirado, pois como as opiniões são diversas e em alguns casos bem divergentes, mas ao mesmo tempo com muita consistência, isto tem me causado certa confusão mental, ou seja, há muita coisa ainda a ser refletida. 

Tenho observado certo saudosismo em relação ao cenário musical atual (de minha parte também), onde todos de alguma forma têm expressado suas opiniões neste sentido, o que me causa certa preocupação, pois talvez eu e os demais amigos que têm frequentado o “boteco dos comentários”, estejamos sendo exigentes demais e um tanto preconceituosos em relação a tudo o que foi produzido após os anos setenta, que em meu conceito, é um ponto fora de uma curva de normalidade e que provavelmente jamais será igualado ou mesmo superado.

Nós não podemos nos tornar um bando de “velhinhos” chatos, decrépitos e reacionários, que só conseguem olhar para trás com medo do que possa estar pela frente, por temer que algo novo seja melhor ou tão bom quanto o que vivemos no passado, apesar de que eu ache isso bem difícil de acontecer, mas em fim, cada cabeça é uma sentença e tudo pode acontecer, portanto, há algum tempo eu tenho experimentado ouvir algumas bandas mais atuais para dar uma reeducada no gosto, mas isso é uma conversa para outro fórum. 

Eu mesmo sou um defensor que os anos oitenta para a música, foram os anos das trevas, da mediocridade musical e tudo mais, e analisando o que aconteceu nos anos 80 e 90 em relação a grandes nomes que surgiram como representantes da música daquelas décadas, realmente não há com o que ficar entusiasmado, porém, uma pequena chama do rock progressivo, permaneceu acesa em um universo Underground em paralelo a tudo que estava acontecendo no mundo da música. 

Lembro que, nomes muito interessantes e hoje em dia bem conhecidos, surgiram no meio do caos formado pelo Punk Rock, New Wave, o movimento Grunge e outras subvertentes musicais de menor destaque, e no caso poderia citar algumas bandas como o Marilion, Pendragon, IQ, Citezen Cain, Glass Hammer, Dream Theater, será??? , Mostly Autunm mais tardiamente e alguns outros nomes que se analisarmos friamente, sem o manto sagrado setentista, isolando-os de uma época inimaginável como foi a década de setenta, é possível ficar diante de trabalhos muito bons e alguns até excepcionais.

Um trabalho que eu considero excepcional é o “Subterranea - The Concert”, do IQ, que eu já havia postado há uns dois anos atrás e agora mais uma vez o trago a tona, por ser um belíssimo trabalho, que corajosamente sem medo de levar porradas, comparei-o com The Lamb Lies Down On Broadway, tamanha a sua grandiosidade e sofisticação para um tempo em que não se exigia mais que uns três acordes e tudo bem. 

Caracteristicamente, seu vocalista, Peter Nichols tem como ídolo, motivação e inspiração, Peter Gabriel, o que não é de se estranhar, pois os vocalistas do Marillion e do Citizen Cain também o tinham como referencia, mas porque será???

O IQ tem também conta com um cidadão chamado Martin Orford que simplesmente é um gênio compositor e um invejável e exímio tecladista, criando atmosferas espaciais muito bem elaboradas. 


Na resenha anterior, eu coloquei mais detalhes que podem orientar melhor o que é esta banda e principalmente o que significou o álbum, “Subterranea - The Concert”, para a segunda geração do rock progressivo, o “Neoprog” e por incrível que possa parecer, tem tudo a ver com o que estamos sentindo neste momento, principalmente o que está dito no último parágrafo."


RECOMENDADÍSSIMO!!!!

IQ:
Paul Cook / drums, percussion
Michael Holmes / guitars, keyboards
John Jowitt / bass, bass pedals
Peter Nicholls / vocals
Martin Orford / keyboards, backing vocals
Guest musician:
Tony Wright / saxophone


Tracks:
CD 1
01. Overture
02. Provider
03. Subterranea
04. Sleepless Incidental
05. Failsafe
06. Speak My Name
07. Tunnel Vision
08. Infernal Chorus
09. King of Fools
10. Sense in Sanity
11. State of Mine

CD 2
01. Laid Low
02. Breathtaker
03. Capricorn
04. The Other Side
05. Unsolid Ground
06. Somewhere in Time
07. High Waters
08. The Narrow Margin



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28 de dez de 2016

MAESTRICK - "The Trick Side Of Some Songs" - 2016



A alguns dias atrás, fui surpreendido via Facebook, com a capa de um álbum, que mostrava algumas referências ao trabalho do Pink Floyd, inclusive em seu título, e aparentemente tratava-se de uma banda de metal, que particularmente adoro, portanto resolvi investigar.

A banda, é o Maestrick e o nome do álbum, “The Trick Side Of Some Songs”, que reúne nada mais nada menos do que músicas do Pink Floyd, Queen, Rainbow, Beatles, Yes e do Jethro Tull em versões muito interessantes, revelando assim o DNA da banda que vai muito além do metal progressivo, mergulhando de cabeça no rock progressivo clássico e no hard eclético do Queen, mostrando o que há de mais importante quando se resolve flertar com os grandes ícones do rock, personalidade.

Aliás, sobrou personalidade e talento a esses músicos, pois souberam muito bem cutucar os vários leões com a vara curta e não se feriram, algo realmente impressionante, pois já vi e escutei muita gente boa e conhecida fazendo isso e tropeçando logo nos primeiros acordes.

O mais legal de tudo isso, são brasileiros, de São José do Rio Preto, interior de São Paulo, portanto o gosto em escutar este álbum só aumenta ao ouvir jovens músicos mandando ver muito bem, sobre clássicos imortais do rock.

A banda atualmente é formada por Fabio Caldeira (vocal e piano); Renato “Montanha” Somera (baixo e vocal); Heitor Matos (Bateria e percussão) e para este álbum contaram com diversas participações especiais com a presença de Rubens Silva: Guitars/Acoustic Guitars /Vocals; Mauricio Lopes: Keyboards and Backing Vocals; Dani Castro: Vocals and Backing Vocals; Carol Penhavel: Vocals and Backing Vocals; Andrea Porzio Vernino: Orchestral arregements and conducer; Orchestra OBA! (Orquestra Belas Artes): Orchestra e Paulo Pacheco: Guitars.

Apesar de ser música, este trabalho tem cores vibrantes, pois em cada faixa, há uma mensagem muito bem definida que naturalmente a banda soube passar ao deixar suas impressões digitais nas músicas, que por sinal foram muito bem escolhidas, independente do seu grau de dificuldade, sofisticação e popularidade, deixando em alto relevo a marca Maestrick.

Não são músicas quaisquer, pois quem tem um pouco de juízo, não brinca em fazer um medley de músicas do Yes como “Soon”, “Close to The Edge”, “Roundabout”, “Changes” e “Give love Each day” e ainda por cima saindo-se muito bem, ou mesmo apoderando-se da legendária, “While My Guitar Gently Weeps", de autoria direta de George Harrison, com um arranjo no mínimo surpreendente e digno da grandeza e poder que esta música tem, mostrando um trabalho altamente profissional, qualificado e principalmente respeitoso em relação ao que estas músicas representam para diversas gerações.

Mas não para por aí, pois anda temos que citar, “Near-Brain Damage” do Pink Floyd, “The Ogre Fellers Master March”, Parte 1 (The Battle) e parte 2 (The Fairy and the Black Queen) do Queen; “Aqualung” do Jethro Tull e “Rainbow Eyes” do Rainbow em versão sinfônica, ou seja, o recado foi dado pela banda que não poupou esforços e coragem em produzir um álbum eclético, vibrante, instigador, um verdadeiro tributo aos seus ídolos que certamente são suas fontes de inspiração.

Cabe ressaltar ainda que estamos no Brasil, onde a acéfala indústria fonográfica faz questão de banalizar a sua matéria prima, que são os compositores e interpretes, praticamente forçando-os a produzir o que há de pior para a cultura, com um material descartável e facilmente esquecível, por conta de altos lucros a baixo custo, quase que sepultando definitivamente a música em nosso País, seja qual for o gênero e no entanto, somos surpreendidos com este material de altíssima qualidade musical, tanto no que se refere a seus interpretes, bem como pelas próprias músicas.

Como última postagem do ano aqui no blog, está sendo muito gratificante poder divulgar esta banda que ao acaso chegou ao meu conhecimento, tomou conta do pedaço e agora só nos resta torcer pelo contínuo sucesso do grupo e que venham mais álbuns com esta mesma vibe!!!!

A banda gentilmente está disponibilizando este álbum em seu Site: http://www.maestrick.com.br

Maestrick:
Fabio Caldeira (vocal e piano); 
Renato “Montanha” Somera (baixo e vocal); 
Heitor Matos (Bateria e percussão)

Convidados:
Rubens Silva: Guitars/Acoustic Guitars /Vocals;
Mauricio Lopes: Keyboards and Backing Vocals;
Dani Castro: Vocals and Backing Vocals;
Carol Penhavel: Vocals and Backing Vocals;
Andrea Porzio Vernino: Orchestral arregements and conducer;
Orchestra OBA! (Orquestra Belas Artes): Orchestra;
Paulo Pacheco: Guitars;

Arte Gráfica:
Ricardo Chucky com montagem de Netto Cruanes e design de Audrey Sarraceni.

Tracks:
01 Almost a Brain Damage
02 Yes, It’s a Medley!
03 The Ogre Fellers Master March – Part I: The Battle
04 The Ogre Fellers Master March – Part II: The Fairy and The Black Queen
05 Aqualung
06 While My Guitar Gently Weeps
07 Rainbow Eyes
08 Almost a Brain Damage (Reprise)

Informações:
LINK DIRETO PARA DOWNLOAD DO ÀLBUM NO SITE DO MAESTRICK

20 de nov de 2016

VA - "A Collection of Delicate Diamonds - A Tribute to Pink Floyd" - 2011

Já perdi a conta de quantos tributos já foram feitos para o Pink Floyd e nem posso imaginar quantos outros mais surgirão. Motivos, é o que não falta para essa compulsão Pinkfloydiana que é sempre sentida em cada novo álbum que vai surgindo.

Há um certo fetiche sobre tudo o que gira em volta do Pink Floyd que desde o final da década de sessenta se destacou na cena rock, seja por suas performances em público, bem como pelos escândalos provocados pela loucura de Sid Barrett, mas principalmente por sua música de vanguarda, além do tempo, que até hoje seduz jovens ouvidos, mesmo tendo passado tanto tempo. 

Este agora, intitulado, “A Collection of Delicate Diamonds- A Tribute to Pink Floyd” que nem é tão recente assim, pois é de 2011 e me passou despercebido, não é mais um Tributo, é um dos melhores tributos que já escutei, senão o melhor.


Em primeiro lugar, são vinte e seis músicas, o que por si só já é uma coisa boa, mas principalmente pela possibilidade em permitir uma penetração no vasto universo do Pink Floyd, indo até bem próximo de músicas mais viscerais e psicodélicas, como “Obscured By Clouds”, “Echoes”, “Set The Controls For The Heat Of The Sun” e “Careful With That Axe, Eugene” até músicas do álbum “The Wall”, sem se esquecer de “The Dark Side Of the Moon” e “Wish You Were Here” logicamente.

Esse álbum não celebra apenas a música do Pink Floyd, mas também a reunião de um elenco mega estelar de músicos vindo de bandas de várias vertentes musicais como o “Kiss”, “Toto”; “Journey”, “Deep Purple”, “Styx” e tantos outros, sem falar em bandas afins como o Yes, ELP, Jethro Tull, King Crimson e mais uma penca de outras bandas.


E do povinho que habita estas bandas podemos citar, Rick Wakeman, Keith Emerson, Tony Kaye, Tone Levin, Steve howe, Peter Banks, John Wetton, Edgard Winter, Glen Hughes, Ian Anderson, Alan White e vários outros astros do rock completam este time e por mais que se tente preservar a integridade das músicas neste tipo de álbum, não é incomum ver a característica de um ou outro músico aflorando sobre o tema musical.

E na verdade, não poderia ser diferente, pois para executar essas peças complexas e sofisticadas, o músico tem que ser um ponto fora da curva, ou então o desastre musical eminente está garantido.

Existe até uma certa fidelidade ao original, entretanto, pequenos desvios são facilmente observados, mas que no fundo dão um certo charme a música, então o que poderia soar estranho, acaba por proporcionar uma sonoridade bem agradável, podendo ser considerada, como uma releitura do original e não um desvio musical conforme disse a pouco.

Isso depende da sensibilidade de cada um, portanto o que soa legal para mim, pode ser algo repulsivo para outro, portanto, cada um terá que achar a sua própria verdade ao escutar este álbum.

Tracks:

Disc 1

01. Speak To Me - Breathe (In the Air) / voc: Adrian Belew (5:35)
02. Shine On You Crazy Diamond/ voc, g: Steve Lukather (6:51)
03. Welcome To the Machine / voc: Doug Pinnick (7:51)
04. Money / voc: Tommy Shaw (6:23)
05. Have a Cigar / voc: Bobby Kimball (5:17)
06. Run Like Hell / voc: Jason Scheff (5:10)
07. Young Lust / voc: Glen Hughes (4:21)
08. Hey You / voc, b: John Wetton (4:46)
09. Brain Damage / voc: Colin Moulding (3:51)
10. Eclipse / voc: Billy Sherwood (1:50)
11. Us and Them / voc: Jeff Scott Soto (6:20)
12. Any Colour You Like (4:13)
13. Another Brick In the Wall, Pt. 1 / voc, keyb, g, b: Billy Sherwood (3:15)

Disc 2
01. Another Brick In the Wall, Pt. 2 / voc: Fee Waybill (4:01)
02. Comfortably Numb / voc, g: Billy Sherwood (6:53)
03. The Great Gig In the Sky / voc: C.C. White (4:40)
04. Time / voc, g: Gary Green (7:00)
05. Goodbye Blue Sky / voc, g: Billy Sherwood (2:42)
06. In the Flesh / voc: Adrian Belew (3:05)
07. The Thin Ice / voc, fl: Ian Anderson (2:32)
08. Mother / voc, b: John Wetton (6:01)
09. Echoes / Alien Sex Fiend (5:45)
10. Obscured By Clouds / Ummagumma (7:02)
11. On the Run / Larry Fast, Alan White (3:18)
12. Set the Controls For the Heart of the Sun / Psychic TV (8:55)
13. Careful With That Axe, Eugene / Nik Turner (8:35)


1 de nov de 2016

ARW - "Live at Oakdale Theater " - 21-10-2016

É um Yes II??, não, não é, é o ARW, Anderson, Rabin e Wakeman, tocando alguns sucessos do legendário, primeiro e único Yes e como não poderia deixar de ser, a alma e a coluna dorsal da banda falaram muito mais alto aqui nesta versão do que o próprio Yes de hoje em dia, totalmente desfigurado e lento.

Não é uma desfeita, é uma realidade que assombra o Yes há muito tempo, talvez desde a época da entrada de Benoit David no Yes, um excelente vocalista que ao substituir Jon Anderson não aguentou o tranco e perdeu a voz, sendo substituído em seguida por Jon Davison, outro grande vocalista, mas sem o mesmo carisma do “Jon” original, pois infelizmente, Jon Anderson é insubstituível quando o negócio é cantar as músicas do Yes, levando-se em conta que  foram feitas especialmente para ele, com um timbre vocal inigualável e as músicas sentem a falta da presença dele e isto para mim é um fato.

Jon Anderson
Fora esses problemas, o Yes sofreu outra perda irreparável, com a passagem para um plano superior de Chris Squire, outro gênio da banda, uma figura carismática e querida por todos, talvez o maior baixista de todos os tempos que o rock já viu e provavelmente verá.

Chris Squire
Alan White, com problemas na coluna, é uma baixa temporária, foi submetido a uma cirurgia e está fora de combate por algum tempo, sendo substituído por Jay Schellen, que confesso que não o conheço, mas se foi convocado, no mínimo deve ser muito bom.

Alan White
Geoff Downes é um puta de um tecladista, e não há dúvidas quanto a isso, mas Rick Wakeman é um problemão na vida de qualquer um que for substituí-lo, seja por questões técnicas na escolha do equipamento e/ou principalmente pelo seu jeito peculiar de empunhar suas mãos ao teclado e fazer coisas difíceis de acreditar que um ser humano normal possa fazer, pois esses fenômenos só percebo quando ele está à frente dos teclados.

Rick Wakeman
Portanto, o Yes que hoje se apresenta, conta apenas com Steve Howe em sua formação, um verdadeiro Deus da guitarra, inimitável, entretanto, no infinito universo do Yes, um único Deus é muito pouco para manter de pé a estrutura de um Olimpo.

Steve Howe
Apesar de todo o esforço da banda, hoje quando escuto qualquer música com a atual formação, a impressão que tenho, com todo o respeito, é que estou escutando um cover do Yes e isso me provoca uma sensação de frustação muito grande, pois não consigo perceber o Yes em cena, o que uma lástima, pois o Yes é um ponto fora da curva, uma singularidade muito difícil de ser alcançada.

ARW
Eu estava morrendo de medo do que eu poderia escutar e sentir ao ouvir alguma música do ARW, mas para minha surpresa, aliás gratíssima surpresa, eu escutei e senti verdadeiramente o Yes, só que com outro nome, outros muito bons músicos (Lee Pomeroy e Lou Molino III), além de Anderson e Wakeman e supreendentemente, Trevor Rabin, muito melhor do que já tinha sido em sua passagem pelo Yes nos anos noventa.

ARW
Para mim não resta dúvidas que o cérebro e a coluna da banda, estão aqui e não no próprio Yes, infelizmente, pois a presença de tudo que envolve a magia da música do Yes está aqui, mesmo faltando a presença de Squire (in memoriam), Howe e White, que não só fazem parte dessa rara energia musical, mas são figuras incrivelmente necessárias ao visual da banda, que não vive só da música, mas também vive da presença destes incríveis músicos que quando juntos, são simplesmente inigualáveis.

A ruptura que existe hoje no Yes, só diminui, não acrescenta nada, divide forças musicais, onde na realidade todos sem exceção saem perdendo, pois perdem os músicos, nós os fãs perdemos, a história da música também perde, pois ficamos com uma imagem de fim de carreira muito deturpada e não condizente com tudo o que fizeram no passado.

Propositadamente não teci nenhum comentário a respeito do álbum em questão, em respeito a quem ainda vai escutá-lo, preferindo me ater a questões mais filosóficas do que conceituais e técnicas, bem como também, porque não há registro de nenhuma novidade musical, sendo todas as músicas de conhecimento público, portanto resta apenas o convite à audição deste bootleg.


ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

AWR
Jon Anderson - vocals, percussion, harp
Trevor Rabin - guitar, vocals
Rick Wakeman - keyboards
Lee Pomeroy - bass, vocals
Lou Molino III - drums, vocals

Tracks:
01. Cinema
02. Perpetual Change
03. Hold On
04. I've Seen All Good People
05. Lift Me Up
06. And You And I
07. Rhythm Of Love
08. Heart Of The Sunrise
09. Long Distance Runaround
10. The Meeting
11. Awaken
12. Owner Of A Lonely Heart
13. Roundaboud

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